Arquivo diário: 07/01/2010

Spurs (21-12) vs. Pistons (11-23) – De volta às vitórias

112X92

O San Antonio Spurs, jogando em casa, venceu ontem o Detroit Pistons por 112 a 92. A partida foi equilibrada nos três primeiros quartos, o que lembrou os confrontos entre as duas equipes no começo da década. Porém, um atropelamento no período final manteve os texanos na quinta colocação da Conferência Oeste.

Duncan foge do toco de Wallace - esse duelo tem história! (Fonte: sports.yahoo.com)

Gregg Popovich voltou a utilizar DeJuan Blair e Tim Duncan como titulares. Na derrota para o Toronto Raptors, o treinador havia escalado Antonio McDyess e Theo Ratliff para poupar o camisa 21. Tony Parker, Keith Bogans e Richard Jefferson completaram o quinteto titular na noite de ontem.

A partida começou equilibrada, com os dois times se estudando bastante e não dando chances para o adversário disparar. Manu Ginobili veio calibrado do banco; marcou sete pontos apenas no primeiro quarto, que teve como placar uma vitória mínima texana; 28 a 27.

Parker foi o cestinha do Spurs no jogo (Fonte: sports.yahoo.com)

No segundo período, o perímetro montado pelo San Antonio Spurs para essa temporada assumiu o controle do jogo; no intervalo, Richard Jefferson era o cestinha da equipe com 13 pontos, e Tony Parker e Manu Ginobili ainda contribuiam com 12 pontos cada. Com os arremessos de média e longa distância calibrados, os texanos desceriam para os vestiários vencendo por 59 a 52.

O teceiro quarto marcou a volta do Pistons para o jogo. Comandada pela excelente atuação de Richard Hamilton, a equipe de Detroit encaixou sua defesa e dificultou bastante as ações do Spurs no quarto. O jogo ficou parelho, com as defesas fortes, lembrando os bons times que eram presença confirmada nos playoffs no início da década. O período derradeiro começaria com uma pequena vantagem para o Spurs: 77 a 75.

Porém, o saudosismo dos três primeiros períodos deu lugar à realidade no quarto. A superioridade do Spurs ficou clara na hora da decisão; a equipe conseguiu abrir vinte pontos de vantagem para vencer o Pistons com tranquilidade por 112 a 92.

Os texanos voltam a jogar amanhã (08/01); recebem o Dallas Mavericks, rival local, no que promete ser um jogaço. O Pistons volta a jogar apenas no sábado, quando recebe o Philadelphia 76ers.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 23 pontos e seis assistências

Richard Jefferson – 17 pontos e três rebotes

Manu Ginobili – 16 pontos, cinco assistências e duas roubadas de bola

Tim Duncan – 14 pontos, seis rebotes e três assistências

DeJuan Blair – Dez pontos e oito rebotes

Roger Mason – Dez pontos

Detroit Pistons

Richard Hamilton – 29 pontos

Charlie Villanueva – 14 pontos e oito rebotes

Gilbert Arenas é um infeliz!

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Olha aí o Arenas atirando para todos os lados...

Nenhuma palavra se encaixa melhor a Gilbert Arenas do que ‘Infeliz’! Que ele é polêmico, nós já estamos cansados de saber; que ultimamente ele vem sendo mais notado pelo seu comportamento esdrúxulo fora de quadra do que pelo seu jogo com a camisa do Washington Wizards, também. Arenas é aquele cara que viu a fama aparecer repentinamente e acabou se perdendo nela; afinal, é muito mais fácil sair por aí esbanjando e exibindo armas (?) do que jogar basquete.

Acho que a essa altura todos já devem estar sabendo da sua história envolvendo armas no vestiário do Wizards. Para quem não sabe, no entanto, vou dar uma pequena resumida. Num belo dia, mais especificamente no Natal (olha que data propícia), a NBA tomou conhecimento que o armador guardava armas no seu vestiário do Verizon Center. Como se não bastasse, fontes ligadas à equipe da capital disseram que ele chegou a apontar uma dessas pistolas para o companheiro Javaris Crittenton.

A verdade é que ninguém sabe ao certo o que aconteceu, nem o próprio Arenas. Primeiro, ele disse que o armamento estava ali para ficar longe do alcance de sua filha em casa. Depois, ele se desmentiu e afirmou que tudo era uma grande brincadeira com seus companheiros [roleta russa, será?]. Há quem diga que ele apontou a pistola [sem duplo sentido, por favor] para o Crittenton com objetivo de cobrar uma aposta de 24 mil dólares [super quantia para quem ganha US$ 16 mi por ano]. Ninguém confirmou essa versão, é verdade, mas do jeito que o ‘Agente Zero’ tem um parafuso a menos, eu não duvido nada.

Como já era de se esperar, ele foi ouvido por autoridades de Washington e deve ter levado uma comida daquelas de todo mundo ao seu redor. Assim, ele foi à imprensa e pediu desculpas, como qualquer ser humano em estado normal faria. Todavia, Arenas comprovou a tese de que esportistas em geral [90%] têm m…. na cabeça. Ontem, na vitória de sua equipe diante do Philadelphia 76ers, o jogador comemorou com seus companheiros fazendo gestos como se estivesse atirando [vide foto].

Particularmente, eu não tenho nada contra isso, até acho bem legal quando os jogadores de futebol comemoram de maneiras malucas após marcar um gol. Mas espera um pouco… o cara está sendo julgado pelas autoridades por portar armas dentro do vestiário [o que é ilegal] e sabia que o David Stern estava por um fio de suspendê-lo eternamente da NBA para se ver livre desse Problema [sim, com P maiúsculo]. Mesmo assim ele me faz um gesto desses? Ou ele está pouco se importando em jogar basquete, já que encheu o bolso de dinheiro nos últimos anos, ou simplesmente se injuriou de levar sacolada atrás de sacolada no Wizards.

De qualquer maneira, Arenas foi suspenso hoje pelo David Stern por tempo indeterminado, o que quer dizer que ele provavelmente nem voltará a jogar nessa temporada. Isso, a grosso modo, significa que ele não irá atuar nem pelo Washington Wizards nem por qualquer outra equipe da NBA. Para piorar, o jogador vem se autopromovendo com bastante frequência no twitter – ferramenta mal vista pelos manda-chuvas da liga. Assim, esse montante de coisas me leva a uma única conclusão: além de infeliz, o Arenas é burro!

Clippers vence clássico no Staples Center

Baron Davis está rindo à toa...

Quem esperava uma vitória do Los Angeles Lakers pra cima do ‘primo pobre’ da cidade caiu do cavalo. O Clippers foi bem melhor em quadra e colocou os favoritos ao título para dançar no último período. O placar final foi 102 a 91 para os ‘donos da casa’. A vitória ainda marcou a primeira do Clippers pra cima do Lakers desde o dia 12 de abril de 2007; ou seja, há quase três anos não víamos algo como isso.

O triunfo ainda coroou a boa fase dos comandados de Mike Dunleavy, que venceram quatro dos últimos cinco embates. Como eu chego em casa do trabalho por volta da meia noite, tenho acompanhado muitos jogos do Clippers e posso dizer que a equipe vem me surpreendendo positivamente até aqui. Estou ansioso para a estreia do calouro Blake Griffin, que deverá acontecer provavelmente no final de janeiro.

No jogo de hoje, mais uma vez a dupla Baron Davis e Chris Kaman deitou e rolou. Davis terminou a partida com 25 pontos e dez assistências, e Kaman contribuiu com 21 pontos e 14 rebotes. Quem carregou o piano foi o pivô Craig Smith, que foi fundamental com seus 12 pontos e seis rebotes. Pelo lado do Lakers, é impressionante a falta de padrão de jogo quando uma de suas estrelas está ausente. Sem Pau Gasol [contundido], todas as jogadas no último período foram concentradas em Kobe Bryant, que entrou faltando 6:07 no cronômetro e desperdiçou cinco chances consecutivas, tendo apenas um acerto nos arremessos de quadra – uma bandeja sem nenhum obstáculo.

Bryant fez uma boa partida, é verdade; anotou 33 pontos e distribuiu oito assistências. A derrota, no entanto, expôs mais uma vez as deficiências do Lakers. O banco de reservas é sofrível, o elenco de apoio carece de outro homem que possa decidir os jogos quando Kobe está num mau dia [no caso, num mau quarto]… Gasol faz falta, Artest não é esse homem de decisão e Odom muito menos. O resultado disso é bola na mão do #24 que ele resolve. Nem sempre isso dá certo. Se observarmos atentos o último período, veremos que Kobe Bryant foi isolado na maioria dos lances para decidir sozinho. Essa jogada, claro, é bem óbvia, tanto que foi neutralizada sem dificuldades.

O Clippers, por sua vez, vai de vento em popa em busca do oitavo lugar no oeste. Com a campanha atual, 16 vitórias e 18 derrotas, o time está em 12º na conferência. Os comandados de Mike Dunleavy estão há apenas três jogos atrás do oitavo colocado, o Oklahoma City Thunder (19-16). Contudo, a luta para conseguir um lugar ao sol deverá ser árdua. À frente do Clippers, figuram equipes boas como Memphis Grizzlies (17-17), New Orleans Hornets (17-16) e Utah Jazz (19-16). Atrás, ainda tem o interessante Sacramento Kings (14-20). Detalhe: todos, menos o Kings, estariam hoje classificados para os playoffs caso estivessem na Conferência Leste.

No melhor jogo da noite…

Quem manda comemorar antes da hora?

… o Boston Celtics arrancou uma vitória sensacional do Miami Heat. Num resumo breve, foi assim: O Heat ganhava com ligeira folga [seis pontos pelo que me recordo] até os minutos finais do quarto período. Com uma bolinha aqui e ali, o Boston utilizou sua experiência e acabou virando o jogo.

Bola vai, bola vem, a partida estava empatada com pouco mais de dois segundos no marcador. Na saída de bola, Ray Allen recebeu, mas escorregou ao tentar se livrar de Dwyane Wade. Esperto e veloz, o ala-armador roubou a laranjinha, saiu em disparada e enterrou convicto que tinha dado a vitória ao Heat.

Ledo engano! Com 0.6 no cronômetro, o Celtics pediu tempo. Doc Rivers arranjou uma jogada mirabolante na prancheta e a direcionou para Rajon Rondo. Pois é! O armador abriu espaço com o corta-luz e partiu para a ponte aérea [no melhor estilo Dwight Howard contra o Spurs], convertendo assim a cesta que levou o jogo para o tempo-extra.

No final, Ray Allen e companhia foram superiores e venceram o duelo por 102 a 106. Abaixo, você pode ver os melhores lances da partida. Incrível como a temporada já conseguiu proporcionar ótimos lances em menos de três meses.