Arquivo diário: 28/12/2009

Spurs (17-11) @ Knicks (11-19) – Batalha em Manhattan

95X88

Passando por cima dos problemas com a viagem e por uma partida muito disputada, o San Antonio Spurs conseguiu vencer o New York Knicks no Madison Square Garden, alcançando a terceira vitória consecuitva fora de casa. Os destaques foram os experientes Tony Parker e Manu Ginobili.

(Foto por David Dow/NBAE via Getty Images)

O Spurs teve entreveiros na viagem de Milwaukee para New York, por problemas com as tempestades de gelo que atrasaram o voo,  conseguindo chegar na cidade apenas às seis da manhã. O time titular foi o mesmo das últimas partidas, com DeJuan Blair no quinteto inicial. As duas equipes começaram muito parelhas, alternando a liderança do placar. David Lee estava muito bem nos arremessos, anotando seis pontos para o Knicks, mas o Spurs terminou o primeiro período à frente por 21 a 20.

(Foto por Mary Altaffer/AP Photo)

O segundo quarto continuou disputado. Lee e Al Harrington anotaram para o time da casa 17 pontos juntos, enquanto Parker e Roger Mason Jr. fizeram 14 para o San Antonio. Ainda sim, os visitantes conseguiram ir para o intervalo vencendo por 50 a 47.

No retorno ao jogo, as duas equipes continuaram jogando muito forte, indo para o último quarto com o Spurs vencendo em 70 a 68. No período final, faltando quatro minutos a partida estava empatada em 84 a 84, mas, com uma sequência de 11 a 4, o San Antonio conseguiu sua 17ª vitória e o Knicks a sua 19ª derrota com o placar de 95 a 88.

Veja os os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 22 pontos e 58,8% (10-17) nos arremessos de quadra

Manu Ginobili – 17 pontos

Tim Duncan – 13 pontos e sete rebotes

George Hill – Dez pontos

DeJuan Blair – Dez rebotes

New York Knicks

David Lee – 28 pontos, dez rebotes, cinco erros de ataque e 84,6% (11-13) nos arremessos de quadra

Al Harrington – 19 pontos

Danilo Gallinari – 19 pontos

Wilson Chandler – 12 pontos

Chris Duhon – 13 assistências

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Quem foi melhor?

Baron Davis comemora mais um buzzer beater contra o Celtics; ele merece!

Volta e meia surgem discussões acerca de quem foi o melhor armador da década, ou quem foi o melhor depois de John Stockton. Os nomes que aparecem são os mesmos de sempre. Jason Kidd, líder dos tempos áureos de New Jersey Nets, Steve Nash, MVP por dois anos consecutivos no Phoenix Suns e Chauncey Billups, MVP das finais de 2004. Pouca gente se lembra, no entanto, de um jogador muito habilidoso, de bom arremesso, o Baron Davis.

Pois é! Talvez Davis tenha sido vítima do esquecimento, já que, ao contrário dos colegas citados acima, jogou apenas em equipes coadjuvantes, como Golden State Warriors, Los Angeles Clippers e Charlotte Hornets (New Orleans). Na época do Hornets ele fazia chover, arrumava umas bolas espíritas e frequentemente passeava pelo hall dos melhores da liga. No Golden State ele fez sucesso, tirou um time do limbo e levou aos playoffs para um dos fatos mais memoráveis dos últimos tempos: eliminar o  então badalado Dallas Mavericks na primeira rodada daquele ano por quatro jogos a dois.

E esse foi o winning shot da vitória de ontem por 93 a 91

No Los Angeles Clippers, Baron Davis tenta repetir o sucesso que obteve na Califórnia. Contudo, ele sabe que é difícil, ainda mais depois da contusão eterna de Blake Griffin, aquele que poderia ser o fator-X para levar os angelinos à pós-temporada.

Ontem, diante do forte Boston Celtics, o camisa #1 deitou, rolou e fez bilu-bilu em cima do Rajon Rondo. Rondo, aliás, foi o grande responsável pela derrota do Celtics, já que desperdiçou dois lances livres cruciais para o triunfo. Falando nisso, é sempre bom ressaltar a média dantesca desse armador na linha dos lances livres: pífios 52,7%. É quase pior que os 48,5% do Shaq e infinitamente inferior que os surpreendentes 77,4% do Tim Duncan. Voltando ao jogo depois da pipocada homérica do Rondo, o Clippers tinha um lateral com apenas 1.0 no cronômetro. Como todos sabem, quem dá margem ao azar acaba se dando mal. E foi isso que aconteceu… Davis recebeu a bola, gingou para trás e fez uma cesta linda, se coroando como o herói da noite. Ele terminou a partida com 24 pontos, 13 assistências e três roubos de bola. Quando jogava pelo Golden State, Baron já havia acabado com a noite de sonhos dos comandados de Doc Rivers. Veja aqui!

Apesar de fazer sucesso por onde passou, o ex-armador da UCLA nunca chegou a vestir a camisa de uma equipe temida, nunca fez parte de um elenco que pudesse consagrar de vez seu potencial. Esse é o grande motivo pelo qual Baron Davis é um ‘excluído’ do seleto grupo dos melhores. Daqui há uns anos, quando estivermos mais velhos e lembrarmos dos principais armadores da década de 2000, vamos recordar daqueles nomes citados lá no primeiro parágrafo, talvez recordemos de Chris Paul, Deron Williams e até de Tony Parker. Davis ficará em segundo plano…

Veja aqui os melhores momentos da partida e o arremesso lindo no estouro do cronômetro: