Arquivo diário: 22/12/2009

Ratliff: “Nunca é tarde para aprender”

"Estou aqui e estou pronto!", garante pivô

Theo Ratliff chegou ao Spurs para brigar por uma vaga entre os titulares. A carência de bons homens de garrafão fez com que R.C. Buford e Gregg Popovich buscassem atletas como ele e Antonio McDyess. Contudo, pouco gente esperava um desenvolvimento tão bom de Matt Bonner, que pouco a pouco foi construindo seu espaço.

Ratliff passou todo esse tempo sentado, num lugarzinho especial do banco de reservas. Lá, ele observou atentamente a todos os movimentos de um dos maiores jogadores de todos os tempos: Tim Duncan. E demorou pouco para ele se render ao talento do camisa 21. “Tenho observado seus ganchos, seu chute de meia distância”, disse. “Você nunca é tão velho para aprender”, confessou o veterano de 36 anos.

O desempenho do novo camisa 42 da equipe garantiu elogios dos companheiros. O armador francês Tony Parker até brincou quando perguntado se Theo teve uma noite de Duncan. “Não sei se é para tanto”, disse. “Mas ele jogou bem”, completou. O ala-pivô Antonio McDyess também respondeu à mesma pergunta. “É difícil ser o Tim Duncan”.

Apesar das brincadeiras, Ratliff sabe que teve uma oportunidade de ouro e agarrou ela da melhor maneira possível. “Sei que tenho que estar pronto para quando surgir a oportunidade de jogar alguns minutos”, disse. “Eu estou aqui e estou pronto!”, finalizou.

Spurs (15-10) vs. Clippers (12-15) – Ratliff merece uma chance!

103X87

Em mais um duelo contra o Los Angeles Clippers na temporada, o San Antonio Spurs não teve dificuldades e saiu do AT&T Center vitorioso por 103 a 87. Tim Duncan, a grande estrela do time, aproveitou a facilidade do jogo e descansou bastante. Ele ficou apenas 24 minutos em quadra e saiu dela com 13 pontos. Quem se deu bem, no entanto, foi o veterano pivô Theo Ratliff. Ele, que vem jogando muito pouco na temporada, agarrou com unhas e dentes essa chance depois da contusão de Matt Bonner. Soube marcar com eficiência o pivô Chris Kaman, foi efetivo no ataque e terminou a partida com 10 pontos e sete rebotes em apenas 23 minutos.

Sem ninguém marcando fica fácil (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Com bom desempenho, Ratliff deverá ser mais aproveitado

Ontem, o time fez algo que há muito tempo não fazia: trocou a bola com velocidade no ataque. Os jogadores demonstraram um pouco mais de entrosamento,  foram velozes na hora de atacar e fizeram lembrar em algumas oportunidades as equipes vencedoras do passado. Se foi só um lampejo ninguém sabe, mas me deu bastante esperança quanto a uma melhora para os próximos jogos.

San Antonio dominou o duelo do início ao fim. Soube ser ofensivo na hora certa e soube se resguardar quando preciso. Foi o típico jogo fácil, em que a equipe em nenhum momento teve sua superioridade ameaçada. Prova disso foi a entrada de Marcus Haislip ontem no finalzinho do jogo. Foi apenas a segunda vez na temporada que ele entrou em quadra com a camisa do Spurs.

O próximo jogo dos texanos é parada dura. Acontece na quarta-feira contra o Portland Trail Blazers, em casa. O Clippers, por sua vez, volta para casa e recebe o Houston Rockets. Só a título de curiosidade: se a temporada acabasse hoje, o San Antonio Spurs estaria em quinto lugar na Conferência Oeste e enfrentaria o Phoenix Suns, melhor time de novembro eleito pela equipe Spurs Brasil.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 19 pontos e três assistências

Tim Duncan – 13 pontos e três rebotes

Roger Mason – 12 pontos e cinco assistências

Richard Jefferson – 11 pontos

Keith Bogans – 11 pontos

Theo Ratliff – Dez pontos e sete rebotes

Antonio McDyess – Dez pontos e seis rebotes

Los Angeles Clippers

Chris Kaman – 23 pontos e 15 rebotes

Rasual Butler – 18 pontos

Baron David – 11 pontos e seis assistências

Trocas em San Antonio?

Com o rendimento da equipe bem abaixo do esperado neste início de temporada, fica impossível não pensar em possíveis mudanças e trocas na equipe do Spurs. O quinto lugar no Oeste e a campanha de 15 vitórias e 10 derrotas é pouco para quem estava cotado como a segunda força da conferência. Analisando que as vitórias vieram praticamente só sobre equipes fracas, a situação se torna ainda pior. Diante deste cenário, comecei a imaginar que possíveis trocas poderiam causar real impacto na equipe.

Antes de efetivamente começar as especulações, gostaria de deixar claro que tudo que escreverei aqui é apenas baseado em minha observação e pesquisa;  até agora não foram veiculados possíveis rumores envolvendo os nomes que citarei.

A grande moeda de troca que o Spurs possui hoje é o argentino Manu Ginobili. Soa estranho dizer que o ala-armador pode ser trocado, mas ele não parece mais intocável como em anos anteriores. O jogador e o técnico Gregg Popovich tiveram alguns desentendimentos quando o assunto era servir a seleção argentina. Jogando por seu país, veio a lesão no tornozelo que afastou Ginobili por um bom tempo das quadras, e vieram mais críticas do treinador.

Aliado a isso, veio a queda de rendimento na atual temporada e a idade avançada. O que torna o argentino um jogador valorizado no mercado é o seu contrato expirante de 10 milhões de dólares. Em época onde todos buscam espaço na folha salarial para a pós-temporada de 2010, um contrato desses parece interessante.

Mas quem poderia vir em troca Manu? O primeiro nome que me vem à cabeça é Chris Kaman. Este, na minha opinão, seria o nome ideal para o time texano. Há tempos que todos sabem da necessidade de um parceiro de garrafão para Duncan, e McDyess não vem correspondendo, então o americano naturalizado alemão cairia como uma luva. Os valores de salários são praticamente iguais, o que viabilizaria uma troca um por um.

Para o Los Angeles Clippers, a troca pode ser interessante, pois a equipe também não vem rendendo aquilo que era esperado e talvez algumas mudanças possam estar sendo planejadas. Ao receber Ginobili, além do contrato expirante, receberiam um bom jogador e não só um “zero à esquerda” (Kwame Brown, estou falando de você!). Para jogar no garrafão, a equipe já possui Marcus Camby – que também é expirante – e Blake Griffin, além do jovem DeAndre Jordan.

https://i1.wp.com/admissions.uconn.edu/blogs/2008/michael/wp-content/uploads/2009/02/caron.jpgCaron Butler também surge como opção. O ala do Washington Wizards faz boa temporada com 16,9 pontos e 6,8 rebotes de média, mas sua equipe também é uma decepção. Butler ainda possui dois anos de contrato, e seu salário também possibilitaria uma troca um por um com Ginobili. Após tantos anos de fracassos, apesar de manter a base e montar bons elencos, talvez os dirigentes do time da capital estejam começando a pensar em mudanças. Iniciar limpando a folha salarial é sempre um bom caminho.

http://sportscrzy.files.wordpress.com/2009/07/carlos-boozer_300_080131.jpgO Utah Jazz também poderia surgir como interessado. O relacionamento de Carlos Boozer com a torcida não é bom já há algum tempo, e a carência do time de Salt Lake City por um ala-armador com bom arremesso também não é recente. Com o desenvolvimento de Paul Millsap, Boozer tornou-se negociável. O jogador tem contrato expirante e seu salário gira na casa dos 12 milhões de dólares. Apensar de um pouco mais elevado, ainda possibilitaria uma troca direta pelo argentino.

O Spurs ainda possui outros dois jogadores que podem servir como valiosas moedas de troca em possíveis negociações. São Matt Bonner e Roger Mason Jr, ambos com salários expirantes de mais de três milhões de dólares. O bom rendimento por preço baixo, aliado a um salário que termina ao fim da temporada, é uma combinação que pode atrair interessados.

A data limite para trocas, a chamada Trade Deadline, é dia 18 de fevereiro. Até lá, muitas coisas podem ocorrer na liga, mas, se o rendimento continuar como está, é provável que o San Antonio Spurs não passe “em branco” por ela.