Arquivo diário: 24/11/2009

Spurs (6-6) vs. Bucks (8-4) – Uma lição ao novato

112X98

O San Antonio Spurs conseguiu vencer a equipe sensação do início da temporada, o Milwaukee Bucks, com o secundanista George Hill anulando o novato Brandon Jennings. Tim Duncan e Matt Bonner, vindo do banco, foram os principais anotadores do time texano.

Duncan foi o cestinha da partida com 24 pontos (Foto por Michael Miller/Express-News)

O Spurs iniciou o jogo repetindo os titulares do embate contra o Washington Wizards, com Tony Parker, Keith Bogans, Richard Jefferson, Tim Duncan e Antonio McDyess. As duas equipes iniciaram alternando cestas, jogando equilibradamente. Na parte final do primeiro quarto, o Bucks teve o retorno do ala Michael Redd, mas mesmo assim o time texano abriu certa vantagem com sete pontos de Duncan e fechou na frente por 23 a 18.

Hill parou a nova estrela Jennings (Foto por Michael Miller/Express-News)

No segundo período, o San Antonio conseguiu uma corrida de 7 a 0 abrindo o quarto. Hill estava anulando Jennings, inclusive bloqueando-o em uma tentativa de arremesso. Porém, faltando três minutos para o intervalo, Jennings comandou seu time em uma corrida de 12 a 0, que terminou com uma cesta com um tapinha de Dan Gadzuric, fechando a primeira metade do jogo com o Bucks vencendo em 50 a 49.

No retorno ao jogo, Duncan fez um ótimo período, anotando 15 pontos e seis rebotes, contando com um Matt Bonner inspirado para ajudá-lo. Com uma boa recuperação, o Spurs passou a frente para o último quarto em 86 a 74. No tempo final, o técnico Gregg Popovich contou coma boa partida de seus reservas, que anotaram 59 pontos, sendo liderados por Bonner, com 22, e pela grande atuação de Hill, segurando o principal elemento do Milwaukee. Assim, o San Antonio chegou à sua sexta vitória, por 112 a 98.

Veja os os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 24 pontos e 12 rebotes

Matt Bonner – 23 pontos e 75% (6-8) nos arremessos de três pontos

George Hill – 14 pontos, quatro assistências e dois bloqueios

Richard Jefferson – 11 pontos

Roger Mason Jr. – 11 pontos

Keith Bogans – Dez pontos

Tony Parker – Seis assistências e cinco erros de ataque

Milwaukee Bucks

Ersan Ilyasova – 20 pontos, quatro roubos de bola e 61,5% (8-13) nos arremessos de quadra

Hakim Warrick – 15 pontos

Brandon Jennings – 12 pontos, sete assistências, cinco erros de ataque e 28,6% (6-21) nos arremessos de quadra

Carlos Delfino – 11 pontos, cinco assistências

Ginobili está ficando “paranóico”

O ala-armador Manu Ginobili está muito feliz com sua história vitoriosa em San Antonio, mas sua contusão na virilha está começando a deixá-lo nervoso. “Estou ficando paranóico”, brincou o jogador. “Não quero ficar de fora de mais nenhum jogo”, completou.

Manu tem um contrato de 10,7 milhões de dólares nesta temporada, e a diretoria texana está esperando esse histórico recente de lesões desaparecer para renovar o vínculo do argentino. “Eu não estou na parte mais confiante da minha carreira”, confessou o camisa 20, que vem com médias de 14,1 pontos e 4,2 rebotes por jogo.

O fim do Big Fundamental?

Bastou que uma pequena crise se instaurasse em San Antonio para que muitos começassem a tirar conclusões, ao meu ver muito precipitadas, sobre a equipe do Spurs. Há duas semanas abordei o assunto relacionado à idade do elenco. e mostrei que, no meu modo de vista, não é um fator a se preocupar.

Hoje o assunto gira em torno das discussões sobre a queda de rendimento do maior jogador da história do Spurs, Tim Duncan. Alguns especialistas e principalmente torcedores rivais não pensaram duas vezes em decretar a decadência do Big fundamental. Decadência? Quem disse?

Vamos observar alguns números deste começo de temporada de Timmy…
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17,1 pontos por jogo – É bem verdade que esta vem sendo a menor média de pontos da carreira de Duncan, mas este talvez seja o time com mais jogadores pontuadores que ele já teve ao lado. Com Tony Parker em seu auge, o retorno de Manu Ginobili, a chegada de Richard Jefferson, além da presença de arremessadores como Matt Bonner, Roger Mason e Michael Finley, Duncan tem um pouco menos de obrigação de pontuar como antes.

11,2 rebotes por jogo – Este número coloca o jogador como o quarto maior reboteiro da liga, atrás apenas de Joakim Noah, Chris Bosh e Gerald Wallace e ao lado de Andrew Bynum. Dwight Howard, líder nesse fundamento na temporada passada, aparece apenas em sétimo, com 11,1 rebotes por jogo.

3,6 assistências por jogo – Esta é a terceira melhor marca na carreira do ala-pivô. Este número coloca Duncan em oitavo lugar no quesito entre os fowards (alas) da NBA, à frente de nomes como Kevin Durant, Dirk Nowitzki e Carmelo Anthony.

1,78 bloqueios por jogo – Com esta marca, Duncan está à frente de jogadores como Andrew Bynum, Shaquille O’Neal e Dwight Howard.

32 minutos por jogo – Esta é menor média de minutos de Timmy na carreira. Ele é apenas o 87º neste quesito em toda a NBA. Na temporada anterior, Duncan atuou por cerca de 1,7 minuto a mais por partida.

Analisando todos estes números, podemos chegar à conclusão de o desempenho de Duncan não está em decadência. Há sim uma pequena redução nas médias em relação a períodos anteriores, mas está relacionado a outros fatores, como a ascensão de outros atletas no elenco e a diminuição dos minutos de quadra com o objetivo de reduzir o risco de lesões.

Eu sigo o pensamento daqueles mais otimistas que dizem que Timmy é como vinho: quanto mais velho melhor. Então, a curto e médio prazo, não há com que o se preocupar, caros torcedores; Tim Duncan ainda nos tratá muitas alegrias antes de vermos a camisa #21 subir ao teto do AT&T Center.