Arquivo diário: 29/07/2009

Denver Nuggets – Ameaça real ou meros frangos empanados?

Eles passaram a ser um time competitivo de uma hora para outra. Com um elenco considerado “de vidro” por algumas pessoas e “problemático” por outras, eles não trouxeram ninguém de peso nesse período dos free agents e nem tampouco estão envolvidos em muitos rumores. Ainda assim, é inegável que esse time está firme na disputa pelo título da conferência oeste e da NBA. É claro que estamos falando do Denver Nuggets. Por que diabos essa equipe se tornou tão forte em pouco tempo e o que a difere das outras equipes competitivas da sua conferência?

O Nuggets passou muitos anos sem ir aos playoffs e ganhou uma atenção especial dos brasileiros após ter draftado Nenê, o primeiro brasileiro da nova geração a ir para a NBA. Com a chegada do astro Carmelo Anthony, o time deu uma visível melhorada, que não foi tão vista com a chegada do seu segundo astro Allen Iverson. Por duas vezes, um Nuggets despreparado se deparou com o San Antonio Spurs nos playoffs como visível candidato e tomar uma surra, e nas duas deu um pequeno susto ao vencer o jogo 1, mas logo perdendo os próximos quatro. Em ambas as épocas, ninguém esperava uma derrota do Spurs, mas hoje, se nos depararmos com uma série de playoffs entre essas equipes, ninguém prevê o resultado. E para explicar isso há uma série de fatores.

Pra começar, a única mudança significativa no elenco, a saída de Iverson e a chegada de Chauncey Billups. Bem, é simplesmente ridículo você ver as estatísticas de um time e ver que o terceiro maior pontuador da equipe tinha 6.7 pontos de média, atrás dos vinte e qualquer coisa de Melo e Iverson. Por mais que a dupla soubesse defender (e não sabia), não existe uma equipe vencedora sem trabalho de equipe, e torcedores do Spurs que acompanharam pelo menos os três últimos títulos sabem como ninguém como o trabalho em equipe torna um time vencedor. Talvez não seja culpa dos dois, afinal eles têm características parecidas. São excelentes pontuadores, não gostam de defender e com um armador de origem ao lado eles podem fazer milagres. E foi o que aconteceu.

Chauncey Billups é o armador dos sonhos de qualquer equipe da NBA. Talvez tenha sido o armador que melhor sabe passar a bola e armar um jogo de fato depois de Jason Kidd. Além de fazer a maioria da sua equipe crescer, o iminente amadurecimento de Carmelo Anthony contribuiu para tornar a dupla uma das mais mortíferas da conferência oeste. Não que ele tenha se tornado um Bruce Bowen ou tenha aprendido a dar menos que 5 turnovers por jogo (quem tem ele em algum fantasy sabe do que eu estou falando), mas Carmelo sabe que tem que abrir os braços e pular pra defender, sabe que tem que procurar seus companheiros quando tem chance e quando precisa resolver sabe que tem capacidade pra isso. É questão de tempo para se tornar um Paul Pierce melhorado, na minha opinião.

Outro fator que contribuiu para a boa campanha do último ano foi a saúde “não tão frágil” do garrafão da equipe. Kenyon Martin e Nenê é uma dupla que de nenhuma maneira é ruim dentro de quadra! Mas os salários e as contusões não os fazem render o que eles podem, especialmente nosso monobola preferido. Nenê em bom estado tem condições suficientes de marcar qualquer Tim Duncan da vida, o que tornaria o garrafão forte no papel. Tudo isso somado ao entrosamento garantiu ao Nuggets um time filé (sacou o trocadilho? UAHSUHAUSU). Por último, mas não menos importante, os titulares não seriam nada sem os carregadores de piano.

Chris Andersen. Não dava nada por esse cara a uns anos atrás. Um pivô branco metido a bad boy, cheio de tatuagens, que não fez nada além de atrapalhar seu companheiro de equipe J.R. Smith no torneio de enterradas de 2004/2005 e que ganhou uma punição por doping na liga. Quem se interessaria por ele?? Pois o Nuggets se interessou, e agora colhe os frutos. Jogando bem mais do que deveria graças ao garrafão de vidro, Andersen vem contribuindo com bons números. Isso sem falar de JR Smith, o crazy shooter mais perigoso da NBA, mais perigoso que o próprio LeBron James. Ora, é claro que é! O LeBron você sabe que, marcando bem ou não, ele no mínimo passa dos dois dígitos contra o seu time. Agora o JR Smith? Num dia ele marca 1 ponto fazendo 0,1% nos 3 pontos, no outro marca 50 pontos acertando 9 de 10 chutes. É o jogador mais imprevisível da NBA brincando, mas que rende bem mais do que rende mal. Não podemos esquecer de excelentes nomes como Anthony Carter, Linas Kleiza e Johan Petro (tá, nem tão excelente assim).

Artest no Lakers, Richard Jefferson no Spurs, Shawn Marion no Mavericks. Todos os times concorrentes se movimentando e a única coisa que o Nuggets trouxe foi Aaron Affalo. Se ele é ruim? Ainda me lembro quando torcedores do Pistons falavam que o time estava extremamente bem servido no futuro com Stuckey, Prince, Affalo e McDyess. Bem, dois já foram embora. Affalo é um bom guard que pode dar muitos minutos de descanso à Billups, mas não é um terço comparado às mudanças que seus rivais diretos fizeram. Será isso excesso de confiança, falta de mercado ou simplesmente o time não buscou nada, sendo assim podendo ser descartado dos concorrentes ao título?

Mas de jeito nenhum. Ainda me lembro daquele Lakers em que Kobe chorou, chorou e o máximo que conseguiu foi um Derek Fisher velho de volta. Mas por milagre de Deus, o time voltou jogando melhor, no mês seguinte trouxeram Gasol e o time foi campeão do oeste. Portanto, de maneira nenhuma podemos descartar o Nuggets. Até porque eu ainda o vejo na frente do Mavericks e do Hornets, apesar das mudanças. O fato é que muitas coisas podem colocar o time na frente, atrás ou equiparado ao Spurs. A saúde do garrafão é uma delas. Os problemas extra quadra também. E, por que não dizer, a falta de sorte do time de estar justo na conferência que mais se reforça para a temporada que está por vir.

Popovich é incluído em lista histórica nos Estados Unidos

Treinador do San Antonio Spurs desde 1996 e um dos grandes responsáveis pela ótima fase que a equipe vive desde então, Gregg Popovich recebeu nesta quarta-feira uma ótima notícia. O técnico da franquia texana foi incluído em uma lista que nomeou os 50 maiores treinadores da história do esporte nos Estados Unidos.

Popovich alcançou a 49ª colocação no ranking em questão por todos os seus feitos a frente do Spurs. Comandando a equipe texana, o treinador obteve quatro anéis de campeão, montando grandes times sempre com seu olhar apurado na hora de recrutar calouros nos drafts. O armador Tony Parker e o ala-armador Manu Ginobili são exemplos da percepção de Popovich, uma vez que foram selecionados em posições baixas e hoje estão entre os melhores de suas respectivas posições.

A lista ainda inclui alguns outros técnicos que participam ou participavam da liga norte-americana de basquete. O basquete universitário ocupa a primeira posição do ranking, representado pelo treinador John Wooden, que fez história no comando da Indiana State University e da UCLA. Outros nomes conhecidos da lista (confira na íntegra abaixo) são Phil Jackson, atual treinador do Los Angeles Lakers, e Red Auerbach, ex-treinador que fez história no Boston Celtics.

Os 50 melhores treinadores da História do Esporte dos Estados Unidos

1. John Wooden, basquete universitário
2. Vince Lombardi, NFL
3. Bear Bryant, futebol americano universitário
4. Phil Jackson, NBA
5. Don Shula, NFL
6. Red Auerbach, NBA
7. Scotty Bowman, NHL
8. Dean Smith, basquete universitário
9. Casey Stengel, MLB
10. Knute Rockne, futebol americano universitário
11. Pat Summitt, basquete universitário feminino
12. Paul Brown, NFL
13. Joe Paterno, futebol americano universitário
14. George Halas, NFL
15. Chuck Noll, NFL
16. Bob Knight, basquete universitário
17. Joe Gibbs, NFL
18. Tom Landry, NFL
19. Mike Krzyzewski, basquete universitário
20. Bill Belichick, NFL
21. Adolph Rupp, basquete universitário
22. Joe McCarthy, MLB
23. Eddie Robinson, futebol americano universitário
24. Bobby Bowden, futebol americano universitário
25. John McGraw, MLB
26. Bill Walsh, NFL
27. Woody Hayes, futebol americano universitário
28. Connie Mack, MLB
29. Bud Wilkinson, futebol americano universitário
30. Pat Riley, NBA
31. Pete Newell, basquete universitário
32. Joe Torre, MLB
33. Bill Parcells, NFL
34. Tom Osborne, futebol americano universitário
35. Walter Alston, MLB
36. Bo Schembechler, futebol americano universitário
37. Toe Blake, NHL
38. Sparky Anderson, MLB
39. Al Arbour, NHL
40. Amos Alonzo Stagg, futebol americano universitário
41. Tony La Russa, MLB
42. Geno Auriemma, basquete universitário feminino
43. Dick Irvin, NHL
44. Ara Parseghian, futebol americano universitário
45. Chuck Daly, NBA
46. Bobby Cox, MLB
47. Hank Iba, basquete universitário
48. Tommy Lasorda, MLB
49. Gregg Popovich, NBA
50. Herb Brooks, NHL