Arquivo diário: 28/07/2009

“Vim pelo anel”, afirma Ratliff

Mais recente dos reforços apresentados pelo San Antonio Spurs para a disputa da temporada 2009/10, o pivô Theo Ratliff fez seu primeiro discurso após anunciar oficialmente seu compromisso com a franquia do Texas, que terá duração de um ano e valerá o mínimo para veteranos. Em suas primeiras palavras como um Spur, o veterano foi otimista, e falou que escolheu o Spurs pelo planejamento apresentado a curto prazo para ele.

“Tive algumas propostas de outros times, mas preferi vir jogar em San Antonio. O time é fantástico, tem um treinador que está entre os melhores da História e tem um elenco admirável, que conta com um dos jogadores que eu mais admiro na liga, o Duncan”, disse Ratliff. “Vim para cá pelo projeto que me apresentaram. É algo duradouro, mas que deve ter efetividade imediata. Vim pelo anel”, completou.

Spurs jogará contra time grego

Gregos do Olympiakos serão adversários do Spurs na pré-temporada

A diretoria do Spurs oficializou nesta terça-feira um acordo ratificado na última segunda que viabilizará a realização de uma partida de pré-temporada contra o Olympiakos, da Grécia. O time grego visitará o AT&T Center para a partida, que será realizada no próximo dia 9 de outubro e que faz parte do projeto Euroleague American Tour 2009. O grande destaque dos visitantes é o ala Josh Childress, ex-jogador do Atlanta Hawks.

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Oeste costa-a-costa

Caros leitores do Spurs Brasil,

Pegarei carona na coluna publicada por nosso novo articulista, Renan Ronchi, na última quarta-feira, na qual ele analisou muito bem a situação de alguns dos times que movimentaram o mercado da NBA nessa offseason.

Partirei um pouco mais a fundo na discussão proposta pelo Renan e me apegarei à conferência Oeste, lado da liga no qual atua o San Antonio Spurs. Levarei em conta todas as negociações fechadas até a última sexta-feira, 24 de julho.

O “x” da questão

Talvez seja estranho começar uma análise partindo logo para o dito “x” da questão. Mas faço deste modo pois penso que essa parte, talvez, seja a de menos importância. Quando utilizo essa expressão popular, a distorço um pouco, pois não a utilizarei em seu sentido mais usado. Parando de falar do que realmente não interessa, vamos aos finalmentes.

Muito discutida nos últimos anos, a supremacia dos times da conferência Oeste, que era para muitos quase que uma regra, tem sido ameaçada pela ascenção de times do Leste, que recentemente têm dividido a soberania da NBA com as equipes da costa pacífica dos EUA. Os títulos de Detroit Pistons, Miami Heat e, mais recentemente, Boston Celtics quebraram uma hegemonia que parecia se estender entre o Spurs e o Los Angeles Lakers. As duas franquias do Oeste continuam como as maiores vencedoras da liga nos últimos 12 anos, mas o equilíbrio parece ir se reestabelecendo aos poucos.

O “x” da questão, então, nada mais é do que o equilíbrio entre as conferências. A soberania construída principalmente por Spurs e Lakers foi e está sendo seriamente ameaçada. E creio que é a partir deste ponto que as movimentações surgiram.

As potências

Um dos maiores problemas nas discussões que envolvem a NBA está na definição de suas grandes forças. Deixarei de lado, é claro, a liga toda e me atentarei apenas à conferência que estou enfatizando.

Penso hoje que o Oeste tem dois reais candidatos ao título: os já citados algumas vezes Spurs e Lakers. Torcedores do Denver Nuggets, do Portland TrailBlazers, do Dallas Mavericks e do New Orleans Hornets podem me odiar, me xingar e voltar daqui a alguns meses esfregando na minha cara que eu errei, mas hoje só enxergo esses dois com reais chances de competir com as potências do Leste – que, ao meu ver, são o também já citado Celtics, o Orlando Magic e o Cleveland Cavaliers.

Mas o fato de apenas dois times serem francos favoritos ao títulos dentro do Oeste não tira os méritos das outras equipes – claro, as já citadas até aqui.

A força dos coadjuvantes

É neste ponto que os feijões começam a ser separados, como diria o ditado. A força dos concorrentes que atuam no Oeste mas que não são favoritos ao título faz a diferença dentro da própria conferência e, bem ou mal, acaba fazendo a diferença para as franquias que nela estão.

Todos sabemos que times da mesma conferência se enfrentam mais vezes dentro da temporada regular. Sendo assim, os 82 jogos que antecedem a pós-temporada terão teor mais complicado para os favoritos do Oeste. Afinal, enfrentar o Blazers de Andre Miller – belíssima contratação, por sinal -, LaMarcus Aldrigde, Brandon Roy e Greg Oden é muito mais complicado do que estar frente-a-frente com o Charlotte Bobcats de Gerald Wallace e… só.

No quesito coadjuvantes o Oeste tem muito mais potencial de surpresa. Blazers, Nuggets, Mavericks e Hornets são equipes que podem surpreender e chegar longe, diferente de franquias como o Heat ou o Atlanta Hawks, coadjuvantes de maior relevância no Leste. E isso faz total diferença no final das contas para os times que vão mais longe em cada conferência. A melhor preparação dos que estão no lado do Pacífico devido à enorme concorrência é evidente.

Houston, we have a problem

A análise do Oeste não deveria terminar de maneira diferente. O Houston Rockets é um dos times do momento da conferência, mas não se destaca por seu papel nas negociações ou pela formação de um grande esquadrão. Após perder o gigante pivô Yao Ming por um ano ou mais devido a uma cirurgia que o chinês sofreu no pé, as chances de pós-temporada do time que agora é comandado por Tracy McGrady são, ao meu ver, nulas.

Como fez o Spurs ao perder seu grande pivô David Robinson por quase uma temporada, torcedores do Rockets parecem, em partes, almejar algumas derrotas para a equipe visando uma boa colocação no próximo recrutamento de calouros. A esperança de encontrar em algum jovem o que foi (e é) Tim Duncan para o Spurs parece estar acesa em diversos torcedores do time rubro.

E o garoto John Wall é tido por muitos como o grande nome para a primeira escolha do próximo recrutamento. Muitos já sonham com ele e Yao formando uma dupla vitoriosa. McGrady deve sair do time ao final de seu contrato, que termina nesta temporada, e, com o dinheiro em caixa, a chegada de um grande agente livre não é descartada. A temporada de sonhos está aberta em Houston…