Arquivo diário: 18/07/2009

Novato segue buscando melhora nos arremessos

Selecionado pelo San Antonio Spurs como a 51ª escolha geral no último recrutamento de calouros, o ala-armador Jack McClinton tem chamado a atenção dos torcedores que acompanham o time na Summer League de Las Vegas mais por seu estilo irreverente do que por suas atuações dentro de quadra. Com os braços lotados de tatuagem, o jogador tem decepcionado quando ataca com seu arsenal que chamou a atenção dos recrutadores do Spurs: os arremessos.

McClinton tem decepcionado em seus jogos pelo Spurs na Summer League.

Até o momento, McClinton não conseguiu mostrar nenhum potencial nos jogos disputados, tentando oito tiros no total e não acertando simplesmente nenhum. Ciente de que seu rendimento está pífio e de que anotar pontos através apenas de lances livres não é sinal de qualidade, o novato afirma que está buscando uma melhora em seu jogo de perímetro, e faz comparações com suas tatuagens quando é questionado sobre seu futuro no Texas.

“Adoro o símbolo do Spurs, sempre achei muito forte, bonito. Tem cores marcantes. Tenho mais de 20 tatuagens nos braços, inclusive já perdi a conta. Mas quem sabe em um futuro muito próximo não arranje espaço para colocar o símbolo?”, questiona o novato, dando a entender seu claro desejo de permanecer na franquia. “Sei que para isso preciso melhorar e mostrar que os treinadores estavam certos em apostar em mim como um grande potencial ofensivo. Creio que ainda vou mostrar a que vim”.

Os novos nomes do novo Spurs

Confesso que estou me empolgando com a movimentação que vem acontecendo em San Antonio nessa offseason. As contratações de Jefferson e McDyess montaram uma base sólida e experiente para os Spurs. E, além disso, alguns garotos vêm tendo bom desempenho na Liga de Verão de Las Vegas, o que pode rejuvenescer consideravelmente o plantel texano.

Um bom exemplo disso é o armador George Hill. “Veterano” dos Spurs nessa Summer League, o jogador vem comandando a equipe na defesa e no ataque, contribuindo com pontos, assistências, rebotes, infiltrações, arremessos… sem dúvidas, é um jogador que tem potencial para ir longe – é com certeza a melhor opção que temos para o descanso de Tony Parker desde que o francês tornou-se titular do time de San Antonio.

Outro que vem me animando é o ala-pivô DeJuan Blair. Um “achado” de Buford e Popovich, o jogador, apesar de baixo, usa sua excelente envergadura para mostrar-se um excelente reboteiro. Apesar dos problemas em seu joelho, prefiro ser otimista e acreditar que Blair fará parte da melhor rotação de garrafão dos texanos nas últimas temporadas.

E, por falar em garrafão, chegamos ao pivô francês Ian Mahinmi; uma prova de que, talvez, a renovação dos Spurs tenha começado antes do que o acreditado. O grandalhão vem passando por um momento de adaptação ao basquete americano e de recuperação do ritmo de jogo – uma vez que, na última temporada, sofreu com problemas físicos e não conseguiu participar, inclusive, das Ligas de Verão da última offseason.

O crescimento de Mahinmi e sua integração ao plantel principal, ao meu ver, podem ser o diferencial dos texanos para a temporada, uma vez que os outros cinco jogadores que devem compor a rotação do garrafão da equipe – Duncan, McDyess, Bonner, Blair e Haislip – são originalmente alas-pivôs. Sim, os dois primeiros podem fazer a 5; mas isso significaria que um dos dois teria de estar em quadra a todo momento, o que diminuiria consideravelmente o tempo em que atuariam juntos. Daí a importância de termos mais uma opção para a função de pivô.

Outra cara conhecida dos texanos atuando na Las Vegas Summer League é Malik Hairston, que pode atuar nas posições 2 e 3 – já fez as duas coisas em Vegas, mantendo-se sempre entre os principais pontuadores da equipe. Já assinou com a equipe principal e deve ser, ao lado do veterano Michael Finley, a principal opção para a rotação de Richard Jefferson.

Porém, nem tudo são boas notícias. A principal decepção, por enquanto, fica com o combo guard Jack McClinton, que chegou com status de grande arremessador e ainda não mostrou a que veio com a camisa do San Antonio Spurs, perdendo inclusive seu lugar de titular na equipe. Deve acabar na Liga de Desenvolvimento.

Além dele, os “europeus” Nando De Colo, combo guard, e James Gist, ala-pivô, também são cartas fora do baralho. O primeiro nem sequer entrou em quadra e deve seguir no Velho Continente; o segundo, que jogou na Itália na última temporada, não conseguiu sólidas atuações, e seu futuro deve ser a D-League ou o retorno à Europa.

A grata surpresa ficou por conta do mexicano Romel Beck. O ala atuou muito bem nas duas primeiras partidas e ganhou a vaga de titular – é bem verdade que, na terceira, não foi tão bem. Como os Spurs devem ter apenas 13 jogadores para a próxima temporada (Parker, Hill, Mason, Ginobili, Finley, Hairston, Jefferson, Blair, Bonner, Haislip, McDyess, Duncan e Mahinmi), Beck pode até beliscar uma vaguinha no elenco. Nível de NBA ele já mostrou que tem.

Outra má notícia é a não utilização do ala brasileiro Marquinhos. Apesar de achar que ele não tem nível para a NBA, acho sim que ele é um grande jogador e que pode integrar a seleção brasileira; inclusive brigando pela vaga de titular, já que a posição 3 é, ao lado da armação, a mais carente no Brasil. Acredito que Marquinhos consiga cavar uma vaguinha no basquete europeu para a próxima temporada.

Base forte e experiente, completada por jovens promissores. Essa deve ser a receita para esse novo San Antonio Spurs da temporada 2009-2010. E eu confesso estar ansioso para vê-lo em ação.