O Spurs e suas escolhas

No “Passando a Limpo” dessa semana vamos ver um pouco mais sobre as escolhas do San Antonio Spurs no Draft desse ano. O time texano selecionou o ala-pivô DeJuan Blair da Universidade de Pittsburgh na 37ª escolha, o ala Jack McClinton da Universidade de Miami na 51ª escolha e o armador/ala-armador francês Nando De Colo do Cholet Basket, da French Pro A League, na 53ª escolha.

No artigo divulgado pouco antes do Draft, o único que foi citado dentre os  possíveis escolhidos pelo time foi o francês De Colo. Então, vamos falar um pouco mais sobre cada jogador.

DeJuan Blair – ala-pivô – Pittsburgh – 37ª escolha

O monstro DeJuan Blair (Reuters)

O "monstro" DeJuan Blair (Reuters)

O ala-pivô de Pittsburgh, DeJuan Blair, era cotado pelos especialistas para ser top 15, e por uma grande virada do destino, acabou caindo até a segunda rodada, sendo considerado assim o grande achado do Draft.

Blair jogou apenas dois anos em sua universidade. Na primeira temporada, teve médias de 11.6 pontos, 9.1 rebotes, 1.7 roubos de bola e 1.1 bloqueios em 26 minutos por partida. Na última, ele subiu para 15.7 pontos, 12.3 rebotes, 1.2 assistências, 1.5 roubos de bola e 1 bloqueio. Nos últimos dois anos, não participou de apenas uma partida no último ano. Ele foi escolhido para o primeiro time All-American da NCAA junto com Blake Griffin, Stephen Curry,Tyler Hansbrough e James Harden.

O que assustou as equipes foi o raio-x dos joelhos de Blair. Enquanto jogava pelo colegial, o ala-pivô passou por uma cirurgia nos dois joelhos, teve um longo período de recuperação, mas depois desse evento nunca mais teve problemas, até chegar os exames para o Draft. Quando os médicos olharam para seu exame viram que o jogador estava sem o ligamento cruzado anterior, os times começaram a temer dar um contrato garantido, no caso dele ser escolhido na primeira rodada, e assim ele foi ficando até chegar à escolha do Spurs. O GM R.C. Buford sabia dessa situação, mas resolveu arriscar, já que tinha um prospecto muito bom na mão. Muitos ainda não têm certeza de quão longe irá a carreira do jogador sem esse ligamento, mas até o momento seu joelho não demonstrou nenhuma instabilidade, inspirando um acompanhamento. Outra situação também que o fez cair de posição é seu peso; muitos achavam que talvez ele possa sofrer coma falta de condicionamento durante a carreira, mas antes do Draft ele perdeu 20 quilos para melhorar sua mobilidade em quadra.

Seus pontos fortes são o ótimo posicionamento embaixo da cesta, se tornando assim um grande reboteiro com mãos sólidas, e sua envergadura, que  contribui para que sua baixa estatura não seja um problema contra jogadores maiores. Blair gosta de contato físico, como visto em uma partida épica no último ano contra Hasheem Thabeet, em que fez 22 pontos e pegou 23 rebotes, mostrando que não teme enfrentar jogadores maiores e mais fortes que ele. DeJuan mostra grande paixão pelo jogo e joga com muita vontade, dando sempre 110% de si. Ele também tem um ataque sólido.

Jack McClinton – ala-armador – Miami – 51ª escolha

O 3 point shooter McClinton

O "3 point shooter" McClinton

Considerado pelos críticos um dos melhores arremesadores da linha de três pontos do último Draft, o ala-armador de Miami Jack McClinton foi uma das apostas do time com suas escolhas de segunda rodada.

McClinton iniciou sua carreira universitária na pequena Siena College, na região de New York. Lá, na temporada 2004-2005, teve médias de 13.6 pontos, 5 rebotes, 2.7 assistências e 1.1 roubos de bola em 32.3 minutos por jogo. Após o técnico de seu time ser mandado embora, o ala-armador decidiu se transferir. Foi procurado por grandes universidades, mas decidiu ir para Miami, onde teria maior tempo de quadra. Ele jogou até o último ano, quando teve seu grande momento. Além de médias de 19.3 pontos, 3.1 rebotes e 2.8 assistências, McClinton ainda conseguiu aproveitamento de 44,9% de seus arremessos de quadra e 45,3% de três pontos. Ele assim foi um dos líderes de aproveitamento em sua divisão da NCAA.

Sendo comparado a Eddie House, Jack tem a habilidade de criar jogadas pra si, conseguindo bons arremessos mesmo sobre pressão, tendo também a habilidade de receber o passe e arremessar logo. Se aproveitando da falta de outros pontuadores na sua universidade, ele mostrou grande habilidade em liderar sua equipe em seu último ano. Porém, sua altura é um problema, pois ele não consegue criar jogadas para seus companheiros como consegue para ele, sendo assim difícil colocá-lo para atuar na posição um, e, com apenas 1,85m, fica difícil ser um combo guard, podendo ter sua vida difcultada na NBA contra jogadores da posição dois maiores que ele.

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Sobre Glauber da Rocha

Estudante de Direito e torcedor do San Antonio Spurs desde 2007

Publicado em 17/07/2009, em Passando a limpo. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Victor Moraes

    Blair foi uma excelente escolha. Ele está dominando a Summer League. Com certeza será mais um “steal” do Spurs.

    McClinton é um arremessador e não será muito mais que isso. Acho que ele não vai pro elenco principal ainda e deve passar esta temporada na D-League aprimorando outros aspectos do jogo.

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