Arquivo diário: 14/07/2009

Ex-Spurs Oberto recebeu proposta do Wizards

O ex-pivô do San Antonio Spurs, o argentino Fabricio Oberto, recebeu uma proposta de contrato do Washington Wizards. Oberto saiu do time texano na troca antes do Draft desse ano, que ainda enviou o ala-pivô Kurt Thomas e o ala Bruce Bowen ao Milwaukee Bucks e trouxe o ala Richard Jefferson ao Spurs. Logo após essa troca, o Bucks enviou o pivô argentino ao Detroit Pistons em troca do ala-pivô Amir Johnson.

O guerreiro Oberto (Foto por Eric Gay/AP Photo)

O guerreiro Oberto (Foto por Eric Gay/AP Photo)

Não há informações sobre os termos da oferta do Wizards ao pivô argentino. Ele foi dispensado pelo Pistons logo após a troca com o Milwaukee ser concretizada. O time de Detroit continua obrigado a pagar U$1,9 milhões do contrato parcialmente garantido de Oberto de U$3,8 milhões.

Oberto foi o pivô titular durante os playoffs na campanha do último título do Spurs em 2007. Em 274 jogos pela equipe texana, sua única até o momento na NBA, ele teve médias de 3.6 pontos e 3.9 rebotes em 15.3 minutos por partida. O jogador argentino também vem enfrentando problemas cardíacos que podem encerrar mais cedo sua carreira, conforme noticiado anteriormente pelo Spurs Brasil.

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Dinastias de bolso

Os tempos de ouro do esporte mundial se foram faz alguns anos. Quando afirmo isso, não me remeto somente ao basquete. As partidas clássicas de futebol, vôlei, tênis e até peteca nunca mais existirão. Existe, hoje, uma grande má vontade do público que acompanha o esporte com o que acontece dentro das quadras – ou campos, ruas, enfim…

Não conseguimos mais enxergar potenciais para lembrarmos no futuro e nos agarramos a um saudosismo chato e insistente, que tem como ordem principal ignorar os feitos do presente. Focando só no basquete, tema central deste espaço, podemos citar os famigerados casos dos atletas LeBron James e Kobe Bryant, respectivamente MVP e MVP das Finais da NBA. Não enxergamos somente o jogo dos dois, a maneira excepcional com a qual atuam, a maestria com a qual conduzem a bola e seus times. Vamos além, somos chatos e comparamos ambos com aquele que é a figura sagrada do basquete, Michael Jordan. Não são poucos os que fazem comparações esdrúxulas. “Quando Michael tinha cinco anos de NBA, um caminhão atropelou seu cachorro. Alguns anos depois ele se lembrou disso, mudou sua maneira de jogar e foi campeão pelo Bulls. James completou cinco anos de liga e seu cachorro surpreendentemente foi atropelado, é fato que ele será campeão daqui a x anos”, diz aquele Nostradamus que se baseia em dados nada confiáveis para fazer as comparações que citei.

Dentro deste panorama, no entanto, vejo pouca culpa nos fãs do esporte. Vejo maior culpa naqueles que conduzem os destinos das franquias da NBA, no caso do basquete, no caso norte-americano. Atualmente as equipes são criadas apenas para renderem de imediato. E render, aqui, não pensem que significa apenas jogar bem. Render significa, acima de tudo, fazer dinheiro. Não sou daqueles que adoraria que os jogadores ganhassem cinco mil dólares por mês, apesar de achar exorbitantes as quantias despendidas. Mas o dinheiro tomou patamar tão importante que hoje os times montados me lembram comida pronta, celulares e outros aparelhos portáteis, enfim, coisas que são feitas para o rápido consumo, duram pouco e não marcam nossas vidas.

Quando falamos nas grandes equipes do passado, deixando de lado o saudosismo estúpido que muitos cultivam, falamos de grandes conjuntos que duraram um bom tempo. De jogadores que se conheciam e faziam o jogo parecer uma brincadeira. Jogavam por prazer e sabiam jogar juntos. Foram campeões, arrebataram prêmios e fãs e marcaram uma época. Coisa que dificilmente acontece hoje. As equipes são montadas e desmontadas de um ano para o outro; é difícil saber se Fulano está na equipe A, B, C ou se já foi contratado pela D para ser enviado para X em troca do Beltrano. O dinamismo que surgiu como solução de muitos problemas ganha tons de desespero e faz os fãs se perderem em meio a rumores e mais rumores.

O Boston Celtics, por exemplo, me faz enxergar essa situação. Antes, um aviso: se você é torcedor da franquia verde de Boston, não me leve a mal. Não estou fazendo um julgamento, estou apenas impondo meu ponto de vista. Voltando ao assunto, como disse, os Celtics são para mim o exemplo perfeito dessa situação. Vinham em uma decadência absoluta desde o final dos anos de 1980, passaram por seu pior período nos anos de 1990 e hoje possuem um dos melhores times da NBA graças às trocas realizadas no verão estadunidense de 2007.

Mas, apesar da força demonstrada com a conquista de um título sob a batuta de Paul Pierce, Kevi Garnett e Ray Allen, o Celtics montou, ao meu ver, uma dinastia de bolso, assim como os já citados celulares. Montou um time para o presente, que com certeza retomou o orgulho verde, mas que daqui dois ou três anos dificilmente estará no topo. Foi uma solução imediata que pode causar problemas num futuro próximo.

Problemas iguais aos que meu celular, feito para durar pouco, me causa…