Arquivo diário: 29/04/2009

Rasheed Wallace pode estar de chegada

brunonoticiaspa313

Muitas vezes taxado de jogador problema, Rasheed Wallace fez bom trabalho por onde passou. No início de carreira, no Portland Trail Blazers – depois da passagem de um ano pela equipe do Washington Wizards – o ala-pivô, mesmo perseguido pelo eterno problema com as faltas técnicas, agradou e montou um grande pilar ao lado do ídolo lituano Arvydas Sabonis. Depois disso, uma curta passagem pelo Atlanta Hawks (curta mesmo!). Wallace participou de apenas um jogo em Atlanta, que foi suficiente para deixar sua marca por lá; 20 pontos e seis rebotes na oportunidade.

Mesmo com temperamento difícil, Sheed (.esq) melhorou com o tempo e hoje em dia anda mais tranquilo

Mesmo com temperamento difícil, Sheed (esq.) melhorou com o tempo e hoje em dia anda mais tranquilo

Insatisfeito em Atlanta, o atleta de temperamento forte acabou indo parar em Detroit. No Pistons, Rasheed viveu sua melhor época na carreira. Ajudou sua equipe a vencer o título de 2004 em cima do badalado Los Angeles Lakers – que na época contava com Karl Malone e Gary Payton ávidos por um anel. No ano seguinte, Wallace ajudou o Pistons a chegar numa nova final; nessa oportunidade, no entanto, derrota no emocionante jogo sete diante do San Antonio Spurs.

Só que as vezes é difícil escapar de uma encrenca

Só que as vezes é difícil escapar de uma encrenca

Falando em Spurs, rumores que colocavam o veterano ala-pivô em San Antonio no meio dessa temporada voltaram à tona com a saída da equipe dos playoffs. É dito nos bastidores que R.C Buford, gerente geral do time, fará uma proposta ao jogador dentro da mid-level exception – regra na NBA que permite que equipes com salários acima do salary cap possam contratar agentes livres. Como Rasheed Wallace se torna free agent nessa proxima temporada, é bem provável que ele venha a se juntar ao elenco texano no ano que vem.

Ao meu ver, Sheed, como é conhecido o já veterano jogador, cairia como uma luva em San Antonio. Gregg Popovich precisa mais do que nunca de um jogador de confiança que possa aliviar os minutos de Tim Duncan e chamar a responsabilidade quando preciso. Matt Bonner provou no final da temporada que ainda é incapacitado para assumir tal papel (e nem nunca será). Drew Gooden pouco agradou nos jogos em que atuou, e dificilmente conseguirá uma vaguinha pro ano que vem. Tiago Splitter é outro que tem chances reduzidas de desembarcar no Texas em 2009-2010. Ou seja, Rasheed Wallace pode ser aquele jogador que estava faltando em San Antonio; o próprio jogador havia declarado que adoraria jogar ao lado de Tim Duncan, que para ele é um dos melhores jogadores da história da NBA. É esperar para ver.

Spurs (1) vs. Mavericks (4) – Jogo 5 – Obrigado, Parker. Adeus, Spurs

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Caros leitores, hoje eu deveria escrever aqui o resumo da quinta partida entre San Antonio Spurs e Dallas Mavericks, válida pela série em melhor de sete jogos da primeira rodada da pós-temporada. Mas como escrever sobre uma série na qual eu não vi o Spurs em quadra? Não leitor, eu não deixei de assistir os jogos. Mas esse time que vestiu aquele uniforme prateado não era a nossa equipe de San Antonio. Tim Duncan não foi Tim Duncan. Drew Gooden não foi Drew Gooden. Roger Mason talvez tenha sido Roger Mason, mas prefiro acreditar naquele ala-armador decisivo da temporada regular. Tony Parker, ainda bem, foi muito mais do que sempre era. E deverá ser assim sempre, pois este é um jogador em franca ascenção.

Mesmo com a eliminação, é sempre bom deixar nosso rivais alertas, como faz a torcedora (Getty Images)

Mesmo com a eliminação, é sempre bom deixar nosso rivais alertas, como faz a torcedora (Getty Images)

O duelo em San Antonio, por sinal, mostrou o contrário de ascenção. Mostrou a queda completa do Spurs, que sem o ala-armador Manu Ginobili não ofereceu um perigo sequer aos seus maiores rivais, agora participantes da segunda rodada dos playoffs. Logo no primeiro quarto, um banho de água fria nas já combalidas esperanças: 31 a 20 para os forasteiros, sem dó e nem piedade, e com Dirk Nowitzki mostrando como se faz.
Parker até que tentou, mas sozinho foi impossível

Parker até que tentou, mas sozinho foi impossível

Se ainda assim haviam torcedores com esperanças, essas foram reforçadas no segundo período, vencido por sete pontos pelo Spurs, placar de 28 a 21. Parker comandava, como de praxe, a equipe, e a presença de Duncan era mais sentida do que nos últimos duelos. Mas tudo que é bom dura menos do que deveria, e o segundo quarto chegou ao fim.

Com o intervalo passado, era hora de os jogadores de San Antonio reagirem. Placar do período? Esse foi de 30 a 19… para o Mavericks. A famosa pá de cal estava jogada. Descansou em paz a partir desse momento um paciente que não relutou em morrer. Mas não vou falar que a derrota foi merecida, pois tenho pena de Parker. Esse merece todos os elogios. Se comportou como um homem.

Para Parker deixo o meu obrigado. Mostrou que o futuro da franquia pode ser brilhante mesmo com o inevitável envelhecimento de Duncan e Manu. Suas médias foram impressionantes, suas vontades mais ainda. Cada vez mais o francês tem a cara do Spurs. O último quarto? Nada que mudasse o panorama do jogo; placar final 106 a 93 para o Dallas.

Mesmo sendo a estrela do Dallas, Nowitzki passou longe de brilhar contra o Spurs

Mesmo sendo a estrela do Dallas, Nowitzki passou longe de brilhar contra o Spurs

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 26 pontos e 12 assistências

Tim Duncan – 30 pontos e oito rebotes

Dallas Mavericks

Dirk Nowitzki – 31 pontos e nove rebotes