E o Orlando Magic?

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Já faz algum tempo que o Orlando Magic vem jogando bem e passando despercebido em muitos lugares. O elenco é forte, e, desde a chegada do pivô Dwight Howard, se fortaleceu bastante na emergente Conferência Leste.

No ano passado, o Magic alcançou os playoffs com ligeira tranquilidade. Na pós-temporada, enfrentou logo de cara o ascendente Toronto Raptors, que havia chegado em sexto na conferência. Os duelos foram bastante equilibrados: O Magic venceu os dois primeiros jogos em casa, perdeu o terceiro, em Toronto, e triunfou nos dois seguintes – fechando a série em cinco jogos.

Nas semifinais de conferência, o adversário seria o forte Detroit Pistons. A equipe da Flórida enfrentou muitas dificuldades contra o Pistons, muitos (inclusive eu) esperavam uma série equilibradíssima, daquelas decididas apenas na última bola do jogo sete. No entanto, não foi o que aconteceu. Logo no primeiro jogo, o Magic sentiu o peso de atuar fora de casa e foi simplesmente massacrado; 91 a 72. Nos embates seguintes o panorama foi mais equilibrado, com direito a ampla vitória do Magic no jogo três; mas, mesmo com o esforço de D-12 e companhia, o Magic caiu no quinto jogo.

Nesse ano, os comandados de Stan Van Gundy estão de ânimo renovado. A campanha de 33 vitórias e oito derrotas é simplesmente a melhor de toda a NBA, ao lado do Los Angeles Lakers e à frente de equipes badaladas como o Boston Celtics (35-9), Cleveland Cavaliers (32-8 ) e San Antonio Spurs (28-13). O time que há algum tempo atrás era apenas promessa se tornou realidade.

Muito do bom desempenho do Orlando se deve à evolução de alguns de seus atletas. Dwight Howard faz campanha parecidíssima com a do ano passado; 20 pontos e monstruosos 14 rebotes por jogo. Rashard Lewis parece justificar a cada ano seu alto salário; embora ele não seja um superstar, Lewis vem jogando muito bem, ainda melhor que no ano passado. Na nova temporada, o atleta melhorou em pontos, rebotes e também nos arremessos de quadra.

Um que caiu um pouco foi o turco Hedo Turkoglu. Caiu em médias, já que o banco do Magic melhorou e o armador Jameer Nelson subiu bastante o seu desempenho. Contudo, Turkoglu ainda é importante no esquema de Van Gundy. É bem verdade que seu tiro de três pontos está menos calibrado que na última temporada, mas ele ainda é bom, velho e decisivo.

Como vimos, as peças principais fazem temporada semelhante com a do ano passado. Sendo assim, a pergunta que fica é: Qual tem sido o diferencial? Bom, para mim, os fatores preponderantes para a melhora do Magic tem sido dois. O primeiro é o banco de reservas; quando suas peças principais precisam descansar, Van Gundy tem contado com boas alternativas em seu banco. O novato Courtney Lee vem se mostrando uma grata surpresa até aqui; com pouco mais de 20 minutos em quadra por partida, o jogador vem ajudando muito no descanso dos titulares e foi fundamental em alguns jogos.

J.J Redick foi um dos maiores fracassos dos últimos anos. Draftado como promessa, Redick nunca justificou sua fama oriunda da Universidade de Duke. É bem verdade que alguns problemas físicos atrapalharam seu desempenho na NBA. Nesse ano, com um pouco mais de oportunidades, o jogador tem mostrado o seu valor – inclusive foi alvo de cobiça de times como o Boston Celtics.

Outros jogadores também têm sua importância no elenco. Vale lembrar que uma peça importante está de fora; o ala Mickael Pietrus, que está com o pulso direito quebrado. O segundo fator preponderante do qual citei acima é o que vem jogando o armador Jameer Nelson. Nelson chegou na NBA em 2004 e aos poucos foi tomando espaço no Orlando Magic. Ano a ano ele foi melhorando; no entanto, temporada passada ele ficou devendo – foram apenas 10.9 pontos por partida e pouco mais de cinco assistências.

Nesse ano, Nelson vem jogando tudo e mais um pouco; suas médias de 17.1 pontos e mais de 50% no aproveitamento dos tiros de quadra o credenciam a brigar pelo prêmio de jogador que mais evoluiu de uma temporada para a outra (MIP – Most Improved Player). O Orlando Magic deixou de ser aquele time que incomodava de vez em quando mas nunca impunha respeito; agora, a equipe mostrou seu valor e é temida por muitos times da liga. Será que dá para alcançar o título? Essa é a pergunta que fica; particularmente eu acho que ainda há outros times com mais chances, mas pelo que vem jogando, fica difícil excluir o Magic do páreo.

Sobre Bruno Pongas

Acompanha o San Antonio Spurs desde 1998, escreveu para o Spurs Brasil entre 2008 e 2012, criou o Destino Riverwalk e o podcast Cultura Pop, e agora está de volta ao Spurs Brasil para dar seus pitacos sobre o maior do Texas.

Publicado em 22/01/2009, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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