Arquivo diário: 13/01/2009

Sophia Young e Vickie Johnson renovam com as Stars

noticiassilverbrunonc9
Em três temporadas Sophia Young se tornou uma das estrelas da WNBA

Em três temporadas Sophia Young se tornou uma das estrelas da WNBA

Duas jogadoras importantes para o San Antonio Silver Stars renovaram contrato e seguem com a equipe na próxima temporada; trata-se da ala-pivô Sophia Young e da veterana ala Vickie Johnson.

Young extendeu o contrato até 2012 e deve continuar como peça fundamental no esquema do técnico Dan Hughes. “Estávamos ansiosos para anunciar o acordo que manteria Young conosco. Ela é uma jogadora especial”, analisou Hughes – que também é o gerente geral da franquia.

No último ano, a jogadora obteve suas melhores médias da carreira e recebeu uma série de ‘prêmios’. Com 17.5 pontos e 5.6 rebotes por jogo, Young foi selecionada para o All-Star Game da WNBA, e, ao final da temporada, foi eleita para o quinteto ideal da liga. Além disso, terminou em quarto lugar na corrida pelo prêmio de MVP.

Na mesma toada, a ala-armadora Vickie Johnson permanecerá em San Antonio. Será a quarta temporada da veterana no elenco texano. O treinador Dan Hughes ficou entusiasmado com o acordo: “Sua liderança tem sido especial”, disse, “A versatilidade de V.J na quadra de basquete é algo fantástico de se assistir”, completou.

Johnson é a única jogadora na história da liga a conseguir a marca de 4.000 pontos, 1.000 rebotes e 1.000 assistências. Temporada passada, ela obteve médias de 8.3 pontos, 4.7 rebotes e 3.1 assistências por jogo.

Na UTI do esporte

Não cansamos de nos queixar da situação na qual se encaixa o basquete brasileiro atualmente; isso é um fato. Não vamos para as Olimpíadas com o masculino desde o longínquo 1996, quando Leandrinho, Nenê, Varejão e cia. não era nem projetos de astros da NBA. Muita coisa mudou no mundo de lá para cá, menos a organização do basquete brasileiro, é claro. Mas você já parou para pensar o que VOCÊ já fez pelo basquete brasileiro?

Não, não estou aqui para julgar e nem nada, afinal acredito mesmo que frequentadores de um blog sobre um time da NBA sejam realmente amantes do esporte da bola laranja no país onde o que importa é somente – e somente mesmo – o esporte das bolas brancas no gramado. O julgamento não deve ser feito nem por mim e nem por ninguém, mas o basquete brasileiro é um caso a ser pensado. E tomo como exemplo algumas experiências que tive no basquete e no futebol, para efeito de comparação – e lembrando sempre que sou amante dos dois esportes.

Você já foi em um estádio de futebol no Brasil? Se já, sabe do que estou falando. Se não, darei uma leve impressão. Já fui em muitos, mas muitos jogos mesmo de futebol. Desde partidas quase sem expressão – para a mídia, claro, pois para o torcedor qualquer jogo é importante – até grandiosas finais ou jogos da Seleção.  E o que se vê são estádios aos pedaços, organização precária e um futebol não tão bem jogado assim na maioria das vezes. A paixão, no entanto, move o futebol aqui e no mundo.

E em um ginásio de basquete, você já foi? Pois bem, fui pela primeira vez no último sábado, assistir à semifinal do Paulista masculino entre Paulistano e Franca, sendo o primeiro time o mandante. O clube é organizado, mas não graças ao basquete: é um clube para sócios e a maioria faz parte da alta sociedade paulistana. O ginásio de basquete não é só para o basquete, é um desses poliesportivos que servem até para se jogar peteca. As torcidas? Uma de cada lado e uma meia dúzia de oficiais da Polícia Militar para garantir a paz.

E é neste ponto que eu queria chegar: a torcida. Dividida metade a metade, era constituída de uma maioria de sócios do Paulistano no lado do time da casa, dando espaço para simpatizantes do time e torcedores que foram lá só para ver o jogo – meu caso. Do outro, torcedores do Franca, mas que mais pareciam estar lá para secar o Paulistano, não vindos da distante cidade do interior paulista. Ou seja, poucos ali – poucos mesmo – estavam presentes naquela abafada tarde de sábado por amor ao time. Qualquer time.

Pensei muito sobre aquilo e, somado ao fato de ver na torcida pessoas com uniformes do Cleveland Cavaliers, do San Antonio Spurs, do Miami Heat e de outros, cheguei à conclusão de que hoje não existe paixão do torcedor com o basquete nacional. Não mesmo. Existem aqueles que como eu amam o esporte e se contentam com qualquer jogo para estarem em contato com a modalidade. E esse fator é um dos agravantes da decadência na qual se encontra o basquete aqui em nosso país.

Se duvida, olhe o futebol: organização pífia, pouco dinheiro, clubes falidos e… uma massa de seguidores. Movidos de? Movidos de paixão.

Peço perdão pela espécie de desabafo – até certo ponto nem tão bem feito – que fiz neste espaço hoje. Mas sou daqueles que acompanham com pesar as tentativas de reanimar um paciente em estado terminal. Terminal que parece nunca acabar. Quem sabe não está próximo o dia de o basquete deixar a UTI do esporte? Quem sabe…