Arquivo diário: 06/01/2009

Interativo – Spurs @ Heat – Temporada Regular

Melhores Momentos de Spurs @ Heat – 05/01/2009

Top 5 da Rodada de 05/01/2009

Vejam nossa sessão de fotos do jogo clicando aqui

E se a temporada acabasse hoje… as surpresas

Amigo leitor do Spurs Brasil,

Festas, festas e mais festas nesse final de ano que passou. Aquela alegria contagiante – ou não – de ano novo ainda paira sobre nossas cabeças e só daqui a pouco voltaremos a falar de crise, violência e Obama. Para falar a verdade, nenhuma surpresa para mim nessa primeira semana que passei em 2009. Já na NBA, nesse início de temporada, não posso dizer a mesma coisa. Se já elegi meus craques e minhas decepções, faço agora os votos daqueles jogadores, times ou outros que me surpreenderam até o momento. E lá vai a lista…

George Hill

Eu não poderia começar de outro modo. Se você, amigo leitor, se lembra de meu último artigo – se não se lembrar, apenas clique em “minhas decepções”, logo acima – fiquei fulo da vida quando Popovich deixou passar DeAndre Jordan, Chris Douglas-Roberts e Mario Chalmers para escolher o até outrota desconhecido George Hill.  Pois bem, até o momento, essa é a supresa que mais me agrada na atual temporada. Hill ainda não é um jogador para ser titular, mas é a luz no fim do tunel para aqueles torcedores do Spurs que, assim como eu, temem pela aposentadoria de Manu Ginóbili. O novato se mostrou ótimo armador e, pela estatura, pode até fazer a função de ala-armador. Deve crescer muito nas mãos de Gregg Popovich – a quem hoje eu agradeço por ter selecionado o garoto.

Paul Millsap

Desde 1998 até 2006, o Utah Jazz praticamente fez o papel de figurante de luxo, ex-grande ou outras coisas do gênero na NBA. Até que Deron Williams e Carlos Boozer – sim, o time que ressurgiu foi pautado nessa dupla – colocaram a equipe de Salt Lake City novamente próxima a um lugar ao Sol. Começa a temporada 2008/2009 e não é que Boozer se machuca, fica fora da equipe, passa por cirurgia, fala besteiras sobre seu contrato e acaba sendo um importante desfalque para o Jazz? Pois heis que surge Paul Millsap, jovem ala-pivô que sempre me agradou, mas que nunca tinha tido uma chance real. Assim como Hill fez com Parker ao substituí-lo à altura quando este se lesionou, Millsap vem fazendo a mesma função em Utah. E vem jogando muita bola. Boozer, coitado, deve estar arrependido de falar sobre seu contrato antes da hora… afinal, Millsap parece mais do nunca pronto para ser o novo ala-pivô do Jazz.

Nenê

Nunca mesmo fui um admirador do basquete do “desbravador brasileiro na NBA”. Achei um grande absurdo quando Nenê recebeu mais de US$ 60 milhões para jogar mais seis anos no Denver Nuggets. Mas admito que estou gostando de ver o quanto o brasileiro tem se dado bem nesta temporada. Realmente, eu não esperava que um jogador com um histórico de lesões graves no currículo e recém-curado de um cancêr nos testículos fosse voltar tão bem como está. Hoje sou fã de Nenê. Não só por seu basquete, que aprendi a admirar, mas também pelo força com a qual retornou para brilhar na NBA e ser apontado pelo próprio treinador de sua equipe, George Karl, como fundamental na boa campanha que vem sendo feita pelo time de Denver até o momento.

New Jersey Nets

No meio da última temporada regular, sai Jason Kidd. Antes da atual começar, sai Richard Jefferson. Os reforços? Yi Jianlian e Brook Lopez, por assim dizer. É o que muitos em Nova Jersey chamam de “Projeto 2010”. Quando a equipe vai mudar pra o Brooklyn e pretende adquirir LeBron James. Mas não entremos nesse mérito. O Nets era considerado por muitos o maior candidato ao posto de saco de pancadas da liga – and the winner is… Oklahoma City Thunder! – e hoje estaria voltando à pós-temporada. Vince Carter voltou a ter seus momentos de Vinsanity, aquele jogador que todos gostavam de ver no Toronto Raptors, e ainda ganhou a ascensão mais do que bem vinda do armador Devin Harris, que, em minha humilde opinião, caminha a passos largos para formar ao lado de Rajon Rondo a dupla de armadores do futuro na conferência Leste. O Nets surpreendeu e hoje não é só um time que disputa a tapas contratos expirantes e escolhas de recrutamento altas – deixam isso pro outro lado da ponte, em Nova York.

Denver Nuggets

Depois de me redimir falando sobre Nenê, falarei sobre a equipe na qual ele joga, o Denver Nuggets. Se você, amigo leitor, acompanha minhas colunas aqui no Spurs Brasil, sabe que minha cotação era deixar o Nuggets fora dos playoffs nessa temporada – se não lembra é só clicar aqui. Porém, com a chegada do armador Chauncey Billups, as coisas mudaram no Colorado. O time passou a ter seus pontos melhor distribuídos e, com a grande ascenção de Nenê, tem tudo para abocanhar uma vaga na pós-temporada como melhor time da divisão Noroeste, uma vez que o Utah Jazz, um dos principais adversários em tal divisão, não vai tão bem.

Spurs (23-11) @ Heat (18-15) – Resposta à noite dos horrores

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Quando enfrentou o Miami Heat pela primeira vez na temporada, o San Antonio Spurs passou talvez por um dos piores jogos até o momento na temporada regular. Com o ala-armador Dwyane Wade inspirado, a equipe da Flórida venceu fora de casa e ainda viu os texanos perderem o armador Tony Parker lesionado. Foi uma verdadeira noite de horrores para o Spurs. Pois a resposta foi dada na noite da última segunda-feira, quando as equipes se enfrentaram novamente, desta vez com o Heat tendo o mando de quadra, e o time de San Antonio venceu a partida, com ótima atuação do ala-pivô Tim Duncan.

AP Photo)

Tim Duncan, #21, disputa bola com Dwyane Wade, #3, em vitória do Spurs. (Photo: AP Photo)

A partida começou com o Spurs mostrando que o fator casa não seria um trunfo para os adversários, e logo no primeiro quarto já abriu vantagem confortável ao anotar 21 pontos e sofrer apenas 15. O placar geral dos primeiros 12 minutos é uma clara indicação de que as defesas foram os setores que mais funcionaram no início do duelo. Inspirado, Duncan anotou sete dos 21 pontos texanos, enquanto Wade já se destacava para os mandantes com cinco tentos anotados.

A reação do Heat aconteceu logo no período seguinte, vencido pela equipe dona da casa pelos mesmos seis pontos que marcaram a diferença no marcador em favor do Spurs no primeiro período. Na ida para o intervalo, ambas as equipes haviam obtido escassos 39 pontos.  Com Parker e o ala-armador Manu Ginobili sumidos em quadra e Duncan não tão inspirado como no período anterior, o Spurs se manteve vivo na partida devido a alguns arremessos de longa distância do ala Ime Udoka e do armador George Hill, destaque do jogo ao lado de Duncan e Wade.
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Na volta dos intervalos, os visitantes finalmente encaixaram seu jogo e caminharam tranquilos para a vitória. Com bom aproveitamento nos arremessos para três pontos e marcando bem o adversário, o Spurs abriu novamente boa vantagem ao vencer o terceiro período por 26 a 21, desenhando o panorama que seguiria vivo até o final da partida. Para sacramentar a vitória, os texanos precisaram apenas manter o seu ritmo de jogo no último período, vencido por 26 a 24 e comandado por Hill, que anotou nove de seus 15 pontos neste quarto de jogo.

Com placar final anotando 91 a 84, o Spurs obtém boa vitória ao vencer um time que busca a ascenção dentro da conferência Leste, e de quebra consegue a manutenção de sua colocação entre os primeiros do Oeste. Novamente as bolas de três pontos foram um fator decisivo para o Spurs, que acertou dez de suas 22 tentativas (45,5%). Essa foi a terceira vitória consecutiva da equipe do Texas, que volta à quadra na próxima quinta-feira, quando recebe o Los Angeles Clippers no AT&T Center, às 23:30 (Horário de Brasília).

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 19 pontos, nove rebotes e quatro assistências

George Hill – 15 pontos e sete rebotes

Roger Mason – 11 pontos e quatro rebotes

Matt Bonner – 11 pontos, cinco rebotes e 3-4 nos arremessos de três pontos

Miami Heat

Dwyane Wade – 24 pontos, 12 rebotes, quatro assistências e quatro roubadas de bola

Shawn Marion – 15 pontos e sete rebotes

Michael Beasley – 15 pontos e 12 rebotes