Arquivo diário: 11/12/2008

O gênio dos mil jogos

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Na noite de ontem, diante do Atlanta Hawks, o ala-pivô do Spurs, Tim Duncan, foi homenageado, e, mesmo após ter jogado mais de 50 minutos na noite anterior – em duelo de duas prorrogações contra o Dallas Mavericks – entrou em quadra e contribuiu com 19 pontos e 11 rebotes. Duncan é um exemplo não só para os torcedores do Spurs, mas também para todos os aficcionados por NBA. Por isso, me dedico neste espaço para fazer uma pequena retrospectiva da carreira vitoriosa deste grande ícone da história do basquete.

Junto com David Robinson, Duncan comemora o primeiro titulo e MVP com o Spurs

Junto com David Robinson, Duncan comemora o primeiro título e MVP com o Spurs, em 1999, contra o New York Knicks

Desde que foi selecionado por San Antonio, o garoto oriundo da Universidade de Wake Forest mostrou que iria fazer muito barulho dentro da liga. Duncan entrou na NBA na temporada 1997-1998, sendo selecionado como a primeira escolha do primeiro round pelo próprio San Antonio Spurs – time no qual  joga até hoje, e provavelmente será seu único até o término da carreira.

O bom desempenho pela Universidade de Wake Forest rendeu o primeio lugar no draft para Duncan

O bom desempenho pela Universidade de Wake Forest rendeu o primeio lugar no draft para Duncan

Sua vinda para a NBA era bastante aguardada, e Duncan tratou de fazer jus à fama causando grande impacto na sua temporada de estréia. Com médias impressionantes de 21.1 pontos e 11.9 rebotes, ele ajudou o time a chegar aos playoffs com a quinta melhor campanha na Conferência Oeste. Além disso, ele foi condecorado com o prêmio de novato do ano. Contudo, San Antonio foi parado pela equipe que viria a ser vice-campeã naquela temporada – o Utah Jazz, de John Stockton e Karl Malone.

Veio o segundo ano (1998-1999), e com ele o primeiro título; Duncan manteve a regularidade, e, com médias de 21.7 pontos e 11.4 rebotes, ajudou a liderar o time à melhor campanha da NBA (37-13). Após passar por Minnesota (3-1), Los Angeles Lakers (4-0), e Portland Trail Blazers (4-0), o time finalmente chegou à final. O adversário seria o New York Knicks, do excelente pivô Patrick Ewing. Naquele ano, o Knicks havia sido o oitavo colocado pelo lado Leste, mas, apesar da campanha irregular, eles contavam com bons nomes como Alan Houston e Latrell Sprewell. Sem tomar conhecimento do adversário, o Spurs venceu a NBA em cinco jogos (4-1). Duncan foi eleito o MVP das finais, com médias de 23.2 pontos e 11.5 rebotes. Sob a ‘tutela’ do almirante David Robinson, Duncan passava a ser o grande líder e ídolo da franquia.

No ano seguinte (1999-2000), Timmy fez uma grande temporada. Ele liderou mais uma vez a equipe com médias de 23.2 pontos e 12.4 rebotes. Desta maneira, o Spurs fez a quarta melhor campanha no lado Oeste; era a vez de enfrentar o Phoenix Suns nos playoffs, que havia sido quinto. Em quatro jogos, Duncan e companhia foram eliminados – uma das poucas vezes na história da liga em que o time que faria a defesa do título fora despachado na primeira rodada da pós-temporada.

Shaq e Duncan marcaram época. Ambos são considerados dois dos melhores jogadores da época pós-Jordan

Shaq e Duncan marcaram época. Ambos são considerados dois dos melhores jogadores da época pós-Jordan. O Lakers de O'Neal foi um dos maiores rivais durante a carreira do camisa 21

Em sua quarta temporada no comando da equipe Texana (2000-2001), Duncan continuou com excelentes médias: 22.2 pontos e 12.2 rebotes. Cada vez melhor, ele liderou a equipe à melhor campanha da temporada regular. Entretanto, nos playoffs as coisas não foram como o esperado. Após passar por Minnesota Timberwolves e Dallas Mavericks, a equipe acabou sendo varrida na final de conferência pelo Los Angeles Lakers, da dupla Shaquille O’Neal e Kobe Bryant – O Lakers se tornaria um dos principais rivais do Spurs na década.

1999 e 2003

Duncan junto com os troféus dos primeiros títulos: 1999 e 2003

A bela temporada feita em 2001-2002 rendeu ao ala-pivô o prêmio de jogador mais valioso da temporada regular. Naquele ano, ele obteve médias de 25.5 pontos, 12.7 rebotes e quase quatro assistências por jogo. Com Duncan no auge, a equipe conseguiu a segunda melhor campanha pelo lado Oeste – atrás apenas do badalado Sacramento Kings, do trio Stojakovic-Webber-Divac. Na primeira rodada, San Antonio teve dificuldades para bater o Seattle SuperSonics em cinco jogos (3-2). Na semifinal de conferência, de novo a asa negra do Spurs estava pela frente. As torres gêmeas sucumbiram novamente ao time californiano; quatro jogos a um e volta para casa mais uma vez.

No ano seguinte (2002-2003), Tim Duncan manteve o ritmo e mais uma vez saiu coroado com o título de MVP da temporada regular. Suas medias foram de 23.3 pontos, 13 rebotes, quatro assistências e três tocos por partida. Outra vez com a melhor campanha da temporada regular, o Spurs duelaria com o Phoenix Suns, de Stephon Marbury. Mesmo após ser surpreendido em casa no jogo um – com uma cesta de Marbury no estouro do cronômetro – San Antonio fechou a série em seis jogos. Na segunda rodada, novamente o fantasma apareceu. Contra o Lakers de O’Neal e Bryant, o Spurs começou bem e venceu os dois primeiros duelos disputados em casa. Quando a série foi para a Califórnia, o pesadelo dos últimos anos veio à tona. Após quatro jogos, empate em dois a dois.

O emocionante jogo cinco em San Antonio foi sofrido, vitória por 96 a 94. Na volta à Los Angeles, a equipe fez o que poucos imaginavam; venceu facilmente e avançou assim às finais do Oeste. O adversário da vez seria o poderoso Dallas Mavericks, de Don Nelson. Outra série sofrida, que foi vencida em seis jogos – com direito a uma partida fantástica de Steve Kerr no jogo quatro. Duncan em sua sexta temporada alcançava sua segunda final de NBA – final essa que seria disputada contra o New Jersey Nets, de Jason Kidd. Era o ultimo ano do almirante David Robinson em San Antonio. Seu presente de despedida veio em forma de título – o bi-campeonato da NBA, conquistado em casa, diante da torcida. Duncan teve a melhor atuação de sua carreira naquele dia: Foram 21 pontos, 20 rebotes, 10 assistências e incríveis oito tocos (Maior marca da história das finais). Desta maneira, ele foi eleito pela segunda vez na carreira o MVP das finais da NBA.

Manu Ginobili, Tim Duncan e Tony Parker. Junto com eles, o melhor técnico da história do Spurs, Gregg Popovich

O grande trio do Spurs: Manu Ginobili, Tim Duncan e Tony Parker. Junto com eles, o melhor técnico da história do Spurs, Gregg Popovich

Na sua primeira temporada sem o almirante (2003-2004), Duncan continuou em um bom ritmo. Ele terminou a temporada regular com médias de 22.3 pontos e 12.4 rebotes. Pelo terceiro ano consecutivo, ele brigou pelo título de melhor jogador do torneio, entretanto, fora batido pelo também ala-pivô Kevin Garnett – na época no Minnesota Timberwolves. Com a terceira melhor campanha do Oeste, o Spurs duelou com o surpreendente Memphis Grizzlies na primeira rodada dos playoffs. Contudo, foram necessários apenas quatro jogos para decretar a varrida frente ao time do Tennessee. Na segunda rodada, o Los Angeles Lakers aparecia novamente no caminho. Desta vez, reforçados com Karl Malone e Gary Payton – que buscavam um único título em suas carreiras. Com um time forte, o Lakers venceu por quatro jogos a um.

A temporada de 2004-2005 chegou, e com ela veio o tri-campeonato. Duncan, agora com a ajuda efetiva do argentino Manu Ginobili e com o amadurecimento do francês Tony Parker, conseguiu medias de 20.3 pontos e 11 rebotes na temporada regular. Nos playoffs, o Denver Nuggets foi o primeiro adversário. Apesar dos jogos bastante truncados e violentos, vitória por quatro a um. Ray Allen e os Seattle SuperSonics até ofereceram alguma resistência nos duelos da segunda rodada, mas também acabaram sendo batidos por quatro a dois.

Pelo selecionado norte-americano, Duncan disputou 40 jogos. Na foto, em jogo contra a Argentina de Manu Ginobili

Pelo selecionado norte-americano, Duncan disputou 40 jogos. Na foto, em jogo contra a Argentina de Manu Ginobili

Na final de conferência, o adversário seria o badalado Phoenix Suns, de Steve Nash – que havia sido escolhido MVP daquela temporada. Quando todos pensavam que seria uma série decidida no jogo sete, o Spurs pecisou de apenas cinco jogos para passar por cima do time do Arizona – algo que virou costume ao longo dos anos. Na final da NBA, o adversário seria o Detroit Pistons – que defendia o título da temporada anterior. A série foi dura e muito disputada, decidida apenas no jogo sete (O único da carreira de Duncan). Contudo, acabou dando Spurs. Tim Duncan receberia pela terceira vez na carreira o título de MVP das finais. Naquela noite, ele brilhou mais uma vez: Anotou 25 pontos e foi primordial para a vitória.

As temporadas seguintes marcam um período já descendente  na carreira de Duncan. É bem verdade que o crescimento de Manu Ginobili e Tony Parker contribuíram para que o ala-pivô reduzisse suas médias. Todavia, apesar da idade ter chegado, Duncan ainda carregou o Spurs a outro título – o quarto em sua história. Ele veio na temporada 2006-2007. Na final, o adversário foi o Cleveland Cavaliers, da estrela ascendente LeBron James. Com um time pouco experiente, o Cleveland foi varrido pelo Spurs – que teve Tony Parker eleito o melhor jogador daquela final.

Além de ser a maior estrela da franquia de San Antonio, Duncan também é uma unanimidade dentro da NBA. Das suas onze temporadas completadas até aqui, em dez ele foi selecionado para o jogo das estrelas – dessas dez, em nove como titular – prova de que ele é muito querido também pelos torcedores norte-americanos. Fora da NBA, Duncan tem no currículo 40 jogos pelo selecionado estadunidense – ele participou dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, quando os EUA ficaram apenas com a medalha de bronze. Em 2000, ele liderou a equipe no pré-olímpico classificatório para as Olimpíadas de Sydney, mas um problema no joelho o obrigou a ficar de fora do torneio. Sem dúvidas Duncan terá sua camisa aposentada no teto do AT&T Center e ficará para sempre marcado na memória dos torcedores do San Antonio Spurs e da NBA.

“Timmy é um guerreiro. Ele nunca me pediu e nunca me pedirá para tirá-lo de quadra ao menos que não tenha condições de atuar” Gregg Popovich.

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Interativo – Spurs vs. Hawks – Temporada Regular

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Vejam nossa sessão de fotos do jogo clicando aqui

Popovich nega chegar aos 20 anos de carreira

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Popovich costuma ser figura carimbada também nos jogos das Stars

Com visual de Papai Noel desde o começo da temporada, Popovich costuma ser figura carimbada também nos jogos das Stars (Fonte: wnba.com/silverstars)

Na noite da última terça-feira, o técnico do Utah Jazz, Jerry Sloan, foi homenageado por completar 20 anos como treinador da NBA. Na contramão do lendário comandante do Jazz, Gregg Popovich afirmou que deve se aposentar antes de atingir tal marca.

Popovich, que está na sua 13ª temporada na NBA, chegou ao Spurs no comecinho da época de 1996-1997. Junto com o almirante David Robinson e posteriormente com Tim Duncan, Pop, como é chamado pelos comandados, ajudou a criar a dinastia que vem reinando na NBA na última década.

“A longevidade de Sloan como técnico é notável”, disse Popovich. O contrato do treinador com o Spurs vai até a temporada 2011-2012, coincidentemente no mesmo ano em que termina o contrato do Spurs com o astro Tim Duncan. Será mera coincidência?

Depois disso, ninguém sabe qual será o futuro de Pop na NBA: “Tenho certeza de que não chegarei aos 20 anos como técnico. Você realmente tem que amar o que faz para fazer isso durante tantos anos. Para mim, é muito tempo. Existem muitas outras coisas que eu quero fazer”, completou o treinador.

Spurs (13-8) vs. Hawks (12-9) – De volta ao papel de sexto homem, Manu comanda vitória

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Com Manu vindo do banco, o San Antonio Spurs venceu o Atlanta Hawks em uma partida morna dentro de casa. O embate foi dominado pelo time da casa, que só teve dificuldades no último período do jogo.

O Spurs iniciou a partida com Tony Parker, Roger Mason Jr., Michael Finley, Tim Duncan e Matt Bonner. O técnico Gregg Popovich preferiu iniciar com Mason e deixar  Manu Ginobili para vir do banco após a dura partida de ontem contra o Dallas Mavericks. O time texano mostrava ter mais energia que o Hawks, que também esteve em quadra na noite anterior na derrota para o Houston Rockets. Duncan fez seis pontos nos seis minutos iniciais. Bonner também fez um excelente primeiro quarto com cinco pontos e sete rebotes, ajudando o time a vencer por 25 a 17.

Com o trio inspirado, dificilmente o Spurs perde, ainda mais jogando em casa (Photo by D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Com o trio inspirado, dificilmente o Spurs perde, ainda mais jogando em casa (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

No segundo período, Popovich colocou os reservas em quadra. Ginobili tinha marcado até aquele momento 11 pontos com três cestas de três pontos, enquanto Parker, converteu apenas uma tentativa em sete dos arremessos de quadra. O Spurs foi para o intervalo à frente com 43 a 35.

Quando voltaram, os dois times demostravam o cansaço por estar jogando partidas em noites seguidas, diminuindo assim o ritmo do jogo. Cada equipe dominou metade do quarto – o Spurs no início e o Hawks o final dele. O San Antonio continuava à frente no placar com 62 a 55.

Vindo do banco, Ginobili mostrou que está praticamente recuperado (Photo by D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Vindo do banco, Ginobili mostrou que está praticamente recuperado (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Na parte final, Parker, que só tinha feito dois pontos até aquele momento, converteu dois arremessos logo no início. O Hawks pressionou o Spurs, que deixou eles encostarem com 70 a 67  faltando sete minutos para o fim da partida.  Hill entrou no lugar de Parker para, junto com Manu, armar as jogadas. Nestes minutos finais, Ginobili, Duncan e Finley marcaram 26 pontos juntos garantindo a vitória por 95 a 89.

O San Antonio conseguiu sua quarta vitória consecutiva, igualando a melhor marca da temporada. O time texano também comandou o garrafão pegando 52 rebotes, sendo 15 ofensivos, contra apenas 27, sendo quatro ofensivos, do Hawks. O Atlanta perdeu sua terceira partida seguida fora de casa numa sequência de quatro que está fazendo no Texas. O San Antonio Spurs volta a jogar na sexta-feira contra o Minnesota Timberwolves no Target Center.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 27 pontos, 66,6% (8-12) nos arremessos de quadra e 71,4% (5-7) nos arremessos de três pontos

Tim Duncan – 19 pontos e 11 rebotes

Michael Finley – 15 pontos e 2 bloqueios

Roger Mason Jr. – 10 pontos

Matt Bonner – 9 pontos e 13 rebotes

Atlanta Hawks

Joe Johnson – 29 pontos e 6 assistências

Flip Murray – 17 pontos, 4 roubos de bola e 70% (7-10) nos arremessos de quadra

Mike Bibby – 9 pontos e 7 assistências

Al Horford – 8 pontos, 7 rebotes e 4 bloqueios