Arquivo diário: 06/11/2008

Interativo – Spurs @ Wolves – Temporada Regular

Melhores Momentos de Spurs @ Wolves – 05/11/2008

Top 10 da Rodada de 05/11/2008

Confiram também nossa nova seção de Fotos, com imagens de cada partida. Cliquem aqui e confiram.

Curtinhas do Spurs

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Problemas na Defesa

O San Antonio Spurs entrou no Target Center, no jogo de ontem, permitindo que os adversários fizessem uma média de 100.3 pontos por partida. Na última temporada, a equipe de Gregg Popovich foi uma das melhores no quesito defensivo de toda a liga, deixando os adversários com apenas 90.4 pontos de média.

O treinador Popovich falou sobre o assunto e creditou a queda de rendimento a alguns fatores: “Há muitas coisas que tem contribuído para essa queda (…) Jogamos apenas o segundo tempo dos jogos; há de se lembrar que um jogo tem 48 minutos. A defesa não pode ser a maior prioridade quando estivermos perdendo por dez ou mais pontos”, afirmou o técnico.

“Estávamos perdendo por dez para o Blazers, nos recuperamos e tivemos a chance de chutar para vencer. Contra o Dallas, perdíamos por 23 e conseguimos encurtar a vantagem para sete. Não é hora de priorizar a defesa nesse tipo de situação”, completou o treinador.

Pior começo em 35 anos

A última derrota do San Antonio Spurs para o Dallas Mavericks marcou seu pior começo de temporada desde a época de 1973-1974.

Naquele ano, San Antonio atingiu o recorde negativo de quatro derrotas consecutivas antes de conseguir seu primeiro triunfo na temporada. Na época, o Spurs ainda disputava a ABA e era o primeiro ano após se desvincular do nome de Dallas Chaparrals. Vale lembrar que San Antonio entrou na NBA no ano de 1976.

O experiente ala-pivô Tim Duncan comentou o mal começo: “É algo com o qual não estamos acostumados”, disse o jogador após a derrota para o Mavericks, “Temos jogado muito mal, para não dizer algo pior”, completou Duncan.

Minutos de Tim Duncan

Após ter jogado quase 41 minutos contra o Dallas Mavericks, Tim Duncan entrou para o jogo contra o Minnesota Timberwolves tendo jogado 119 minutos em três jogos. Na temporada passada, Popovich limitou os minutos de Duncan a 34 por partida.

Muito disso se deve à ausência de Manu Ginobili; inclusive, o treinador da equipe assegurou que essa situação não se estenderá por muito tempo.

Tolliver de volta

O ala-pivô Anthony Tolliver ficou mais uma vez de fora na noite de ontem, em Minnesota. O atleta ficou afastado por uma semana após a morte de sua mãe, Donna Lewis. Tolliver já voltou aos treinamentos e está trabalhando duro para adquirir ritmo de jogo novamente.

“Perdi um pouco de condicionamento, mas tenho trabalhado duro com o preparador físico desde que voltei”, disse o jogador. Gregg Popovich quer que ele treine o máximo que puder para voltar ao time: “Enquanto ele não adquirir o condicionamento desejado, ele permanecerá na lista de inativos junto com Manu Ginobili e Ian Mahinmi”, finalizou Pop.

Spurs (1-3) @ Timberwolves (1-3) – Parker lidera Spurs à primeira vitória em jogo emocionante

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O Spurs enfrentou ontem o Minessota Timberwolves e precisou de duas prorrogações para conquistar sua primeira vitória na temporada. Com Parker em noite inspiradíssima, a equipe texana sofreu para conseguir seu primeiro triunfo.

Em um primeiro tempo fraco, o San Antonio Spurs viu seu adversário liderar o placar na maior parte do tempo, mesmo que por uma pequena margem de pontos, o que já começou a assombrar os torcedores Texanos, que não viam sua equipe iniciar a temporada com quatro derrotas desde 1973, quando ainda participavam da liga ABA. Ao término do primeiro tempo, o placar apontava vitória parcial do Wolves por 49-45. Os donos da casa eram liderados por Mike Miller, que havia anotado 12 de seus 25 pontos apenas no primeiro quarto; pelo Spurs, apenas Parker fazia boa partida, e havia anotado mais da metade dos pontos da equipe até então.

Após a volta do intervalo, o Wolves continuou na frente, e o Spurs tentava buscar a reação, mas esbarrava nos próprios erros. A virada só veio no quarto período, com a melhora de Duncan na partida e a consolidação da boa atuação de Roger Mason. Porém, a liderança não se sustentou por muito tempo, e a equipe de Minessota retomou a frente. Restando poucos segundos, os donos da casa casa venciam por dois pontos, mas viram Duncan empatar a partida, e, no lance seguinte, a defesa texana funcionou e Bowen roubou a bola, levando o jogo para a prorrogação.

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Tony Parker tenta jogada marcado por Al Jefferson

Na prorrogação, Parker continuou sempre o principal jogador pelo lado do Spurs, enquanto pelo lado adversário Al Jefferson era quem fazia a diferença. E foi ele quem quase deu a vitória os T’Wolves; restando apenas dois segundos no cronômetro, “Big Al”, em jogada sensacional sobre Duncan, colocou sua equipe à frente. Mas ainda havia tempo para o Spurs tentar mais uma jogada. Parker, no estouro do relógio, converteu dois pontos em um jumper de média distância que levou o jogo para mais uma prorrogação.

Na segunda prorrogação, Parker continou espetacular em quadra, e o Spurs chegou a abrir 4 pontos de vantagem (126-122), mas Randy Foye, em arremesso de longa distância da zona morta, reduziu a vantagem para apenas um ponto e colocou fogo de novo no jogo. Mas Parker tratou de esfriar a reação adversária, sofreu falta e converteu os dois lances livres, elevando para três a vantagem. No lance seguinte, o Wolves falhou em sua tentativa de empatar novamente o jogo em uma outra bola de 3 pontos; após o rebote, Parker novamente sofreu falta e converteu mais um lance livre, dando números finais à partida.

Nesta partida, Tony Parker, com 55 pontos, quebrou dois recordes; um deles foi seu próprio recorde pessoal de pontos em uma partida, e o outro foi o recorde de pontos de um jogador em uma mesma partida sobre o Minessota Timberwolves – o recorde anterior era de Shaquille O’Neal, quando ainda jogava pelo Orlando Magic, com 53 pontos.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 55 pontos, 10 assistências e 7 rebotes

Tim Duncan – 30 pontos, 16 rebotes e 3 assistências

Roger Mason Jr – 26 pontos, 4 rebotes e 2 assistências

Minessota Timberwolves

Al Jefferson – 30 pontos e 14 rebotes

Mike Miller – 25 pontos, 7 rebotes e 6 assistências

Kevin Love – 14 pontos, 9 rebotes e 3 bloqueios

O substituto de Manu?

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Roger Mason Jr acabou de completar 28 anos. No seu quinto ano de NBA, ele finalmente está tendo a oportunidade de mostrar seu verdadeiro basquete. Oriundo da Universidade de Virginia, Mason conseguiu uma sólida carreira universitária – seu bom último ano carimbou o passaporte para o melhor basquete do mundo. Suas médias foram de 18.6 pontos e 4.1 assistências em 29 jogos disputados.

Com uma perspectiva razoável dentro do draft de 2002, Mason ficou de fora do primeiro round. Contudo, foi selecionado logo de cara na segunda rodada. Sua equipe seria o lendário Chicago Bulls – equipe da qual ele se considera fã por causa de Michael Jordan, um de seus ídolos. Entretanto, o que parecia um sonho começou a se tornar algo incômodo na carreira de Mason; pouco aproveitado em Chicago, ele foi trocado no seu segundo ano de NBA – seu novo time seria o Toronto Raptors.

Nova equipe e mesma realidade; Mason continuou sendo pouco aproveitado também em Toronto. No Canadá, jogou pouco mais de 20 jogos e dificilmente ganhava muitos minutos em quadra. Cansado da NBA, o jogador decidiu se aventurar pelo basquete europeu. No velho continente, Mason rodou por dois clubes em um curto espaço de tempo; o Olympiakos, da Grécia, e o Hapoel Jerusalem, de Israel. Após essas curtas passagens, ele foi contratado por uma equipe japonesa; todavia, alguns dias depois de assinar com o clube japonês, ele foi repatriado pela NBA; seu novo time seria o Washington Wizards.

A notícia de que ele iria para Washington o deixou extremamente feliz e empolgado – pela primeira vez em sua carreira, Mason teria mais chances de jogar. A temporada 2006-2007 marcou a volta do jogador aos Estados Unidos; as duas temporadas fora do país o amadureceram e o deixaram pronto para finalmente mostrar seu verdadeiro jogo na liga norte-americana. No entanto, a empolgação de voltar ao seu país logo se tornou algo frustrante. Mason pouco jogou na temporada 2006-2007; foram 62 jogos disputados e média baixíssima de minutos em quadra.

O ano seguinte marcaria a ascenção de Roger Mason Jr como atleta. Ainda em Washington, ele finalmente teve a oportunidade que sempre esperou. Disputou 80 jogos e ficou, em média, 21 minutos em quadra em cada um deles. Foi o suficiente para se mostrar um dos principais reservas de sua equipe e também da NBA – inclusive foi um dos jogadores que mais evoluiu de uma temporada para a outra; sua média de pontos subiu de 2.7 para 9.1.

Credenciado por uma boa temporada, Mason virou agente livre após o término do campeonato. Após se mostrar um suplente efetivo em Washington, algumas equipes se interessaram pelo seu basquete. Uma dessas equipes foi o San Antonio Spurs, que propôs um bom contrato à ele. Dentre as propostas, a que mais lhe interessou foi a de San Antonio; algumas semanas depois, Mason já estava treinando e disputando os torneios de verão com o Spurs.

Logo de cara, deu para notar que ele seria, no mínimo, um ótimo reserva para o elenco. Com Manu Ginobili se recuperando de um problema no tornozelo, Mason se tornou rapidamente o suplente mais atuante da equipe. Um de seus principais trunfos é o jogo defensivo; além disso, o jogador tem se mostrado uma ótima opção no ataque com sua pontaria calibrada. O começo de temporada de Mason tem animado os torcedores e também o técnico Gregg Popovich – que acertou em cheio ao trazê-lo para o Spurs.

Com a volta do argentino Manu Ginobili, Mason pode perder alguns minutos em quadra – atualmente, ele vem jogando quase 34 minutos por noite. Mesmo assim, fica a esperança para o torcedor do San Antonio de ver um novo grande jogador surgindo no elenco. Afinal, se dependermos de Matt Bonner e Jacque Vaughn para consquistar alguma coisa, estamos perdidos.