Arquivo diário: 04/11/2008

Duncan mais livre com Manu de fora

noticiasbrunozl9

A estrela do San Antonio Spurs, Tim Duncan, tem aproveitado a ausencia do argentino Manu Ginobili para ser mais agressivo no ataque e em seus arremessos. É claro que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de perspectiva – até porque Ginobili provavelmente voltará em meados de Dezembro – mas, se Duncan continuasse assim até o final da temporada, seria seu melhor ano na liga – na temporada 2000-2001, ele obteve médias de 25.5 pontos por jogo.tim_duncan

Sem Ginobili – cestinha da equipe no ano passado – Duncan vem recebendo mais a bola e definindo mais as jogadas de ataque; sua excelente média de 29.5 pontos por jogo mostra que ele está em grande forma. “Tenho arremessado mais”, disse Duncan, “Sem Manu, pontuarei um pouco mais para preencher seu espaço na equipe, e isso tem dado certo até aqui”, finalizou o atleta, que no ano passado teve sua segunda pior temporada da carreira; 19.3 pontos de média.

Antes do começo dessa nova temporada, o técnico Gregg Popovich pediu ao jogador que fosse mais agressivo e concentrasse mais o jogo ofensivo em suas mãos. Ao que tudo indica, isso vem sendo posto em prática por Duncan; suas médias até aqui provam isso.

Ao longo dos dois jogos disputados na temporada – diante de Phoenix e Portland – Timmy acertou 25 em 40 tentativas de arremesso, o que lhe credencia ao segundo melhor aproveitamento de toda a liga. Como dito anteriormente, é muito cedo para afirmar qualquer coisa, ainda mais quando é sabido que Ginobili voltará em sua melhor forma; entretanto, é muito bom para os torcedores do Spurs e também para os amantes da NBA saber que Duncan está jogando como nunca.

“Eu já sabia”

A temporada regular da NBA começou na última terça-feira. Tudo bem, isso não é nenhuma novidade, eu sei. Mas está mais do que na hora de os jogadores e a comissão técnica do San Antonio Spurs tomarem consciência disso e passarem a honrar as tradições da equipe. Afinal, o começo de temporada da franquia é pavoroso – duas derrotas em dois jogos – e faz os fãs mais antigos lembrarem da época de penumbra do período pré-Duncan. Período esse, aliás, no qual foi noticiada a última vez na qual o time de San Antonio perdeu suas duas primeiras partidas na temporada regular.

O clima de ‘eu já sabia que uma hora ia dar nisso’ é grande entre muitos dos torcedores do Spurs. Claro, a temporada está só no começo e nada está perdido. Mas a fragilidade criada em torno da mesmice na qual a franquia texana caiu nos últimos tempos é inevitavelmente gritante. Os mesmos jogadores em um elenco que pouco muda – ou quase nada – parecem não ter mais o ímpeto de alguns anos atrás. E nem é a idade, é claro, que faz tanta diferença. E o resultado é esse visto agora: derrotas em casa e longe dela, que deixam o tetracampeão com campanhas similares a de times que estão sempre na luta por uma boa colocação no draft seguinte.

Calamidade? Claro que não, mas a situação pode ensinar para torcedores, dirigentes, jogadores e comissão técnica da equipe algumas lições. A mais importante dela, creio eu, é a criação de um processo de rejuvenescimento do elenco. Ian Mahinmi é usado ao lado de Tiago Splitter como exemplo do “plano de renovação” que o Spurs parece promover. Pois bem, Splitter continuar brilhando longe do solo do AT&T Center e Mahinmi, até o momento, não mostrou a que veio na NBA. Rejuvenescimento parece realmente não ser a palavra de ordem em San Antonio.

Lembrando que rejuvenescimento e renovação não são a mesma coisa; analisemos como ocorre a segunda no time texano. Duncan, Ginobili, Parker, Bowen e mais um pivô. Há quantos anos essa é a base do Spurs? Muitos, você sabe. E isso uma hora acaba. A magia do quinteto inicial vai murchando, e aos poucos a chegada de novos atletas é mais do que urgência. Mas nada muda em San Antonio. O pior é que agora a equipe é praticamente a única a não mudar nunca. Até mesmo o Detroit Pistons, fiel companheiro do Spurs no quesito “manutenção de base”, mudou. E como mudou. Trouxe “só” Allen Iverson para mudar um pouco os ares da franquia. Viraram, do dia para a noite, favoritos incontestáveis. Enquanto isso, a equipe de San Antonio oscila e implora pela volta do lesionado Ginobili.

Aos trancos e barrancos, nem a mística do ano ímpar parece dar conta do recado dessa vez. O San Antonio Spurs começa a pagar por não ter feito trocas e rejuvenescido a equipe quando as mesmas eram pedidas. E poderá pagar um preço muito alto. Mas isso, todo mundo ‘eu já sabia’…

Mavericks (1-2) @ Spurs (0-2) – Temporada Regular

Pré-Jogo – Dallas Mavericks @ San Antonio Spurs – Temporada Regular

Local: AT&T Center

Horário: 23:30 (Horário de Brasília)

Data : 04/11/2008

Situação do jogo

Vivendo a expectativa do retorno de Fabrício Oberto e da estréia de George Hill, a equipe do San Antonio Spurs tenta se recuperar das duas derrotas que sofreu em dois jogos pela NBA até aqui. Para alcançarem sua primeira vitória, os Spurs terão de bater seus rivais locais, os Mavericks, que também passam por um conturbado começo de temporada; duas derrotas e apenas um sucesso em três jogos disputados. Uma vitória nesse clássico pode significar um re-começo na temporada, enquanto que uma derrota acenderá um sinal amarelo em algum lugar do Texas. Vale lembrar que o ala-pivô Anthony Tolliver, que poderia voltar ao time hoje, deverá ficar de fora por mais uma partida.

Fique de olho

Apesar dos modestos 8 pontos por jogo, Jason Kidd vem liderando as estatísticas de sua equipe em assistências (9,5 por jogo) e, surpreendentemente, rebotes (8 por partida). Caso Bowen seja deslocado para marcar Nowitzki, os Spurs terão trabalho para marcar Kidd, já que seu outro principal marcardor de perímetro, Ginobili, continuará de fora da equipe.