Arquivo diário: 21/10/2008

CSKA “Stars” começa a temporada europeia com o pé direito

Com o término da WNBA, é hora das jogadoras partirem para a Europa com o objetivo de disputar os milionários torneios do velho continente. Um dos campeonatos mais fortes e disputados é a liga russa, que conta, em sua maioria, com as melhores atletas da liga norte-americana.

Equipe do CSKA Moscou; Hammon à esquerda (beckyhammon.com)

Equipe do CSKA Moscou; Hammon à esquerda (beckyhammon.com)

O CSKA Moscow é uma das principais equipes européias e uma das que paga os melhores salários. Para o torcedor do San Antonio, que deve estar se perguntando o que ele tem haver com isso, o principal atrativo para os aficcionados pela equipe texana é que o time russo conta com três jogadoras que integraram o elenco das Stars durante a temporada da WNBA. Entre elas, está a grande estrela e candidata à MVP na última temporada, Becky Hammon.

Edwiges Lawson-Wade, Ann Wauters e Becky Hammon

Edwiges Lawson-Wade, Ann Wauters e Becky Hammon durante os treinamentos(beckyhammon.com)

Essa temporada é a terceira de Hammon na Europa, e a armadora é uma das principais peças do esquema de sua equipe – que conta esse ano com o reforço de peso da ala Katie Douglas. Além dela, as outras duas jogadoras que completam o trio de texanas do CSKA são a pivô belga Ann Wauters e a armadora francesa Edwiges Lawson-Wade. Para fechar o elenco recheado de estrelas, duas russas; a badalada pivô Maria Stepanova e a competente ala Ilona Korstin.

Na Superliga Russa, o CSKA já disputou dois jogos; venceu ambos. No primeiro, contra o Dynamo Novosibirsk, vitória por 66 a 59. O trio de San Antonio sequer entrou em quadra; o destaque da partida foi Katie Douglas, que anotou 16 pontos e pegou sete rebotes. No segundo duelo, o adversário foi o Dynamo Kursk; dessa vez, vitória tranquila por 72 a 52. O destaque do jogo foi mais uma vez Katie Douglas, com novos 16 pontos e seis rebotes. Ann Wauters entrou pela primeira vez em quadra e se deu muito bem; 15 pontos e nove rebotes para ela. Já Becky Hammon, ainda poupada após a desgastante temporada da WNBA, jogou apenas três minutos e passou em branco.

Ilona Korstin, estrela do CSKA Moscou

Ilona Korstin, estrela da seleção russa e do CSKA Moscow

Além do campeonato russo, a equipe de Moscou disputa também a Euroliga – principal torneio de clubes do continente. No torneio europeu, o CSKA fez apenas um jogo; vitória arrasadora diante das francesas do ESB Lille Metropole por 96 a 44. Katie Douglas parece estar muito inspirada, já que mais uma vez foi a principal pontuadora, com 20 pontos em apenas 17 minutos em quadra. Ann Wauters voltou a jogar bem (11 pontos e oito rebotes) e Becky Hammon mais uma vez nem jogou.

Pela Euroliga, o próximo jogo da equipe acontece amanhã; fora de casa, contra as lituanas do TTT Riga. Pelo campeonato russo, o próximo jogo será no dia 25 (Sábado) diante do Slavyanka Cheliabinsk.

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Hill estará pronto para estrear na temporada regular

O armador novato do San Antonio Spurs, George Hill, passou ontem por uma ressonância magnética para checar a gravidade do entorse no dedo polegar da mão direita. Hill se contundiu no jogo da pré-temporada contra o Detroit Pistons em uma disputa de rebote com os pivôs adversários. Apesar da vitória do Spurs, a contusão preocupou a comissão técnica e o próprio jogador, que temia George Hill (dir.) tenta impedir Rodney Stuckey (AP Photo/Adam Bird)perder o jogo de estréia na temporada contra o Phoenix Suns.

Contudo, o resultado do exame não apontou nenhum osso fraturado, nem sinais de ligamentos rompidos – o que foi comemorado pelo atleta. Hill já voltou aos treinamentos; todavia, vai jogar com uma proteção no polegar parecida com a que o argentino Manu Ginobili usou em Janeiro, quando também sofreu um entorse, dessa vez no dedo indicador.

Quando jogava pela Universidade de Indiana, George Hill chegou a disputar uma partida com uma fratura no pé; portanto, uma pequena lesão no dedo deve ser tirada de letra pelo jogador – concluiu o técnico Gregg Popovich em entrevista nesta manhã.

Hill vem agradando durante a pré-temporada; com média de oito pontos por jogo e uma defesa agressiva, ele chamou bastante atenção durante o embate contra o New Orleans Hornets. Ao marcar por alguns minutos o All-Star Chris Paul, o armador do Spurs forçou a estrela do Hornets a alguns erros e foi muito elogiado pela imprensa norte-americana e pelo técnico Gregg Popovich – que está feliz com o desempenho do novato.

Pré-temporada não vale nada

Final das férias. É hora de os jogadores da NBA deixarem de lado a boa (ótima) vida que levam longe das quadras e focarem suas atenções nos treinamentos e partidas que se arrastarão até meados de maio, quando apenas 16 franquias conseguirão a tão sonhada vaga para a pós-temporada. Mas antes que a temporada regular da NBA seja iniciada, os times têm sua chance de vender alguns ingressos e mostrar para os fãs os times que desfilarão por, no mínimo, 82 jogos. É aí que começa a chamada pré-temporada.

Antro de jogadores jovens, a pré-temporada tem a função inicial de prever a temporada que começará, além de apresentar novatos e entrosar equipes. Mas será que a disputa da mesma é realmente válida? Comecemos nossa análise pelo San Antonio Spurs.

Multi-campeã da NBA na década em vigência, a franquia de San Antonio parece ser o retrato perfeito da pré-temporada: jogadores com contrato curto para serem testados, astros fora por lesão, placares adversos. A começar pela ausência do lesionado ala-armador Manu Ginobili, o Spurs já se apresenta vazio para a disputa da pré-temporada. Perder ou ganhar pouco importa, e jogadores que provavelmente nunca mais terão seus nomes pronunciados pelos narradores do AT&T Center desfilam seu jogo pelas quadras texanas. Jogadores como o ala-pivô Anthony Tolliver, que com seus disparos certeiros de três pontos e boas atuações nos jogos que precedem a temporada regular, tem chamado a atenção de muitas pessoas, entre elas Gregg Popovich, técnico do Spurs e responsável pela chance de Tolliver na equipe. Porém, pensem: Tolliver tem se destacado em jogos nos quais o Spurs não tem compromisso nenhum – assim como o adversário. Muitos pedem sua contratação, mas qual será o jogador que se esconde atrás do “Tolliver da Pré-Temporada”? Um cara que provavelmente não terá muitas chances quando a coisa tiver validade, creio eu, e que ainda não terá na regular o belo aproveitamento que tem apresentado nos últimos embates. Pego o ala-pivô como exemplo pois seu caso é gritante, mas muitos como ele se apresentam nos 30 times que disputam a NBA.

Outro exemplo gritante pode ser encontrado na última sexta-feira, 17 de outubro. Imagine-se na seguinte situação, leitor: o Boston Celtics, atual campeão da NBA, recebe em seu ginásio o combalido New York Knicks, de técnico novo e elenco velho. A partida, válida para a disputa da regular, será decisiva para o Celtics. Quem é o favorito? Quem, pela lógica, vencerá? Claro, o esporte é a parte da vida onde a lógica mais se desfaz, mas apontar o Knicks como favorito à vitória é uma jogada arriscadíssima. Pois na citada sexta-feira, vitória do Knicks em um TD Banknorth Garden lotado de verde e branco. Situações pitorescas provocadas pela risória pré-temporada. É o caso igual ao de Tolliver: quem apostará nele na regular? Quem apostará no Knicks na regular?

Por essas e outras a pré-temporada da NBA segue não tendo valor nenhum no âmbito da disputa. O lado físico, é claro, é revigorado, assim como os ânimos que começam a imaginar a disputa que se seguirá por meses. Mas nem o entrosamento é ressaltado, afinal, se o Celtics perdeu para o Knicks e o Spurs tem como grande destaque Tolliver, qual será o desfecho desses times quando a coisa for para valer?

E não digam que não avisei se em meados de maio o site da NBA informar que Anthony Tolliver, ala-pivô do San Antonio Spurs, tem as impressionantes médias de 0.8 pontos e 1.2 rebotes em pouco mais de dez minutos disputado por jogo na temporada regular.

Pré-temporada? Não vale nada mesmo.