Arquivo diário: 16/10/2008

Pré-Temporada – Spurs @ Cavaliers – Segunda vitória na pré-temporada

91X70

Mesmo atuando fora de casa, o San Antonio Spurs foi a Cleveland e conseguiu uma vitória tranqüila – sua segunda na pré-temporada em quatro jogos disputados.

O embate começou equilibrado e com os dois times com a pontaria afinada; o primeiro período terminou  com uma ligeira vantagem no marcador para a equipe da casa. Entretanto, foi a partir do segundo quarto que o Spurs passou a dominar a partida e abrir certa vantagem. Ao intervalo, o placar apresentava cinco pontos de vantagem para os visitantes.

Na volta para o terceiro período, o duelo voltou a ficar parelho; Cleveland esboçou algum revés, mas logo foi brecado pela forte defesa texana. Foi no último quarto que o Spurs fechou o caixão do Cavs; sem desperdiçar quase nenhum lance, os comandados de Gregg Popovich passearam na Quicken Loans Arena e não deram chances para seus adversários. No resultado final, vitória tranqüila para o Spurs.

Entre os novos jogadores da equipe, destaque para os alas Roger Mason e Anthony Tolliver; Em 31 minutos em quadra, Mason anotou dez pontos, pegou três rebotes e distribuiu duas assistências. Tolliver foi mais consistente; conseguiu os mesmos dez pontos e três rebotes em apenas 18 minutos em quadra.

O Spurs volta à quadra no Sábado, quando recebe o Indiana Pacers; já o Cleveland – que acumulou sua quarta derrota consecutiva -, tenta se recuperar contra o Philadelphia 76ers, também no Sábado; o jogo acontece novamente em Cleveland.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 16 pontos e 13 rebotes

Matt Bonner – 15 pontos e 7 rebotes

Anthony Tolliver – 10 pontos e 3 rebotes

Cleveland Cavaliers

Zydrunas Ilgauskas – 10 pontos e 6 rebotes

Delonte West – 7 pontos, 6 rebotes e 5 assistências

Shaquille O’Neal promete que Spurs pagará pelo ‘hack-a-Shaq’

A série em melhor de sete jogos entre Phoenix Suns e San Antonio Spurs válida pela primeira rodada da pós-temporada 2007/2008 ficou marcada mais pela tática adotada por Gregg Popovich, treinador do Spurs, para parar o ataque adversário do que os belos duelos protagonizados pelas franquias. A tática em questão é conhecida como ‘hack-a-Shaq’, ou seja, trata-se de um método no qual o principal defeito de Shaquille O’Neal, pivô do Suns, é explorado. Tal defeito acompanha o jogador desde seus primórdios no Orlando Magic e sempre foi explorado: a dificuldade de Shaq em cobrar lances livres.

Com o Suns ainda na transição defesa-ataque, algum jogador de importância secundária no Spurs fazia falta em O’Neal sem bola, fato que obrigava o jogador a ir para a linha de arremessos livres, local onde muitos de seus pesadelos devem ser protagonizados. E, sobre tal tática, talvez a mais polêmica dos últimos tempo, o pivô afirmou guardar mágoas e prometeu vingança.

“Sei que eles (Spurs) se aproveitaram de um defeito de meu jogo para ganhar a série. Popovich (técnico do Spurs) e seu elenco sabem muito bem disso, mas sabem também que pagarão pelo que fizeram”, afirmou Shaq em uma entrevista a uma rádio do Arizona.

Resta saber, após toda essa história, quais as armas que o pivô usará para “dar o troco” no Spurs, uma vez que ambos os elencos continuam iguais e tem sido praxe o Suns ser dispensado dos playoffs pela franquia texana. Sobre o fato de a série ter sido decidida no ‘hack-a-Shaq’, o vídeo abaixo resume bem se O’Neal disse ou não a verdade.

Um fim e um recomeço

Pouco mais de uma semana após a final da WNBA, em que o Detroit Shock simplesmente varreu o San Antonio Silver Stars – estreante em finais -, é tempo de refletir. O time do Texas fez um trabalho sensacional durante a temporada regular; não me canso de dizer que desde a chegada de Dan Hughes (há três anos atrás) a equipe mudou da água pro vinho. Junto com ele, chegaram Becky Hammon, Ann Wauters, Shanna Crossley, entre outras; Sophia Young amadureceu e se tornou uma das melhores jogadoras da liga. A pergunta que fica então é a seguinte: O que faltou para conquistar o título?

O Detroit Shock é uma equipe experiente, com um técnico experiente – o veterano bad boy Bill Laimbeer. Jogadoras como Katie Smith, veteraníssima do selecionado norte-americano, Deanna Nolan, que quase foi na de Becky Hammon para disputar as Olimpíadas de Beijing pela Rússia, e Taj McWilliams-Franklin, que já rodou por muitas equipes da liga, sem dúvidas fizeram a diferença. Seria infeliz da minha parte afirmar que foi a experiência que colocou em cheque toda a campanha das Stars, já que as comandadas de Dan Hughes contavam com jogadoras rodadas, como Vickie Johnson, Becky Hammon e a própria Ann Wauters.

Desta maneira, fica claro que o que faltou foi um pouco de comando e um pouco mais de atitude por parte das principais jogadoras. Longe de mim promover caça às bruxas ou qualquer coisa do tipo, até porque o que essas pessoas fizeram (Técnico e jogadoras), ninguém jamais havia feito na história da franquia. Torço para que o baque desse ano fique de lição para a temporada que só retorna em meados do ano que vem; agora é hora das jogadoras retornarem às suas equipes da Europa para a disputa dos campeonatos regionais e da Euroliga de clubes. Tenho certeza que na próxima temporada o time estará um pouco mais maduro, e quiçá vacinado para não deixar o sucesso de melhor campanha subir à cabeça novamente.

Do outro lado da corda está o San Antonio Spurs. Eliminado na final da Conferência Oeste pelo Los Angeles Lakers ao término da última temporada, o Spurs busca seu quinto título com alguns novos nomes no elenco. Nenhum nome de peso chegou, e, ainda por cima, o time ficará sem o astro Manu Ginobili durante um bom período da temporada – devido a uma cirurgia no tornozelo. Mesmo assim, estou mais confiante do que o ano passado, pois os primeiros sinais de reformulação estão chegando sem aquele declínio crítico pelo qual as equipes costumam passar nessas mudanças.

É claro que Roger Mason, Salim Stoudamire e George Hill não são os salvadores da pátria; longe disso. Todavia, são jogadores que chegam com o objetivo de fazer o que muito poucos fazem: O serviço sujo. Trabalhar duro, jogar para o time, se empenhar com todo o coração à equipe em detrimento de bons números. Essa parte quase ninguém está disposto a fazer, e se torna cada vez mais difícil enxergar nos elencos por aí atletas que exercem esse tipo de função; nesse quesito, pelo menos, o Spurs está um passo à frente.

Spurs @ Cavaliers – Pré-temporada 2008

Pré-Jogo – San Antonio Spurs @ Cleveland Cavaliers – Pré-Temporada 2008

Local: Quicken Loans Arena

Horário: 20:00 (Horário de Brasília)

Data: 16/10/2008

Situação do jogo

É sempre bom lembrar ao torcedor que na pré-temporada pouco importa se o resultado do jogo é vitória ou derrota. Nesse ritmo, o Cleveland Cavaliers disputou três jogos até aqui; perdeu os três – dois deles contra o Boston Celtics. Já o San Antonio Spurs jogou também três vezes; foram duas derrotas e uma vitória – no último jogo, frente o Detroit Pistons. As novas caras do Spurs têm mostrado serviço; George Hill, Malik Hairston, Anthony Tolliver e Desmon Farmer tiveram boas atuações e almejam uma vaga no banco de reservas da equipe durante a temporada regular. Pelos lados de Cleveland, o novato J.J. Hickson vem com médias discretas de sete pontos por partida. Para o jogo de hoje, Tony Parker volta à equipe titular após um pequeno problema no tendão de aquiles; quem fica de fora é o novato George Hill, com problemas na mão esquerda.

Fique de Olho

Cleveland Cavaliers

O armador Daniel Gibson surgiu na temporada retrasada como um jogador de futuro promissor dentro da NBA. Entretanto, no último ano, apesar de fazer alguns bons jogos, Gibson ficou devendo se comparado às expectativas ao seu redor. Nessa pré-temporada, ele vem sendo um dos destaques do Cavaliers e deve ser um dos principais jogadores da rotação da equipe na temporada regular.