Chaves para o título

Como noticiado aqui ontem no Spurs Brasil, o San Antonio Silver Stars foi derrotado no primeiro jogo da grande final da WNBA. Mesmo jogando em casa, a equipe sucumbiu no segundo período e acabou sendo derrotada; mesmo assim, o time mostrou que é capaz de virar a série nos jogos disputados em Detroit.

Desta maneira, tento apresentar algumas alternativas para escapar da forte defesa e do bom jogo ofensivo de Detroit apresentados no primeiro duelo.

1 – Sobre Becky Hammon

Tanto a veterana Katie Smith quanto Deanna Nolan têm mais estatura do que Becky Hammon. A armadora das Stars sofreu com a forte marcação de ambas no jogo um. Becky tem que procurar ser mais agressiva no ataque. Nesse tipo de jogo, em que o adversário pressiona na defesa, uma das soluções poder ser forçar as jogadas para ir à linha de lances livres; no primeiro embate, Hammon foi apenas cinco vezes até lá. Outra alternativa pode ser distribuir mais o jogo; a armadora costuma chamar a responsabilidade para si na maioria das vezes; desta maneira, seria importante envolver mais suas companheiras na partida. Cito como exemplo a ala Erin Buescher, que foi pouco acionada no jogo um; Buescher pode ser um diferencial importante nessa série.

2 – Banco de reservas

O técnico Dan Hughes utilizou somente duas jogadoras vindas do banco durante o primeiro jogo em San Antonio. Contudo, Ruth Riley e Morenike Atunrase não estavam em uma grande noite. É preciso valorizar a rotação, ainda mais quando o Detroit Shock também não pôde contar muito com suas suplentes.

3 – O fator casa

Em qualquer competição é fundamental vencer em casa. É claro que em uma final tudo pode acontecer e que tropeços acontecem, mas é complicado perder, ainda mais quando se trata do primeiro jogo da série. Nada está perdido, é claro, mas é obrigatório vencer os próximos duelos em San Antonio.

4 – A disputa no garrafão

Cheryl Ford – filha de Karl Malone – se contundiu durante a temporada regular e não disputa mais a liga nesse ano. Ford era a melhor jogadora de garrafão da equipe; sem ela, Detroit conta com a veterana Taj McWilliams-Franklin e com Kara Braxton. Taj já é uma veterana de anos na WNBA; ela foi importantíssima no jogo um da série, mas não se sabe até que ponto ela aguenta o ritmo da final. Braxton – apesar de regular – é uma jogadora limitada. Ambas as ‘grandalhonas’ de San Antonio (Ann Wauters e Sophia Young) têm mais qualidade que as do Shock; então é nesse ponto que a equipe pode levar uma certa vantagem.

5 – O chute de três pontos

As Stars são conhecidas pela mira calibrada nos tiros de três pontos. Todavia, no primeiro jogo, a equipe acertou apenas um arremesso em doze tentados. Foi uma noite infeliz, sem dúvidas, mas se San Antonio quer sair dessa final com o primeiro título em mãos, é preciso calibrar a pontaria.

É isso, caro leitor. Nada está perdido, mas é bom tomar cuidado com a experiente equipe de Detroit. Todo o cuidado é pouco, ainda mais no jogo dois, que será determinante para o andamento da série. 

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Sobre Bruno Pongas

Acompanha o San Antonio Spurs desde 1998, já escreveu para o Spurs Brasil de 2008 a 2012, criou o Destino Riverwalk e agora volta à velha casa para dar seus pitacos sobre o San Antonio Spurs.

Publicado em 02/10/2008, em Artigos, Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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