Arquivo diário: 30/09/2008

WNBA – Crossley gostaria de voltar para a grande final

A ala-armadora Shanna Crossley ficou fora de toda a temporada da WNBA, pois rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo em um dos jogos da pré-temporada. Após passar por cirurgia e longa recuperação, Crossley tem chances remotas de retornar às quadras na grande final contra o Detroit Shock. Entretanto, em entrevista, a jogadora se disse preparada caso já pudesse voltar ao ofício.

“Honestamente, de tão bem que venho me sentindo, vejo que poderia jogar a final. Basicamente eu já posso fazer tudo, mas não estou liberada para atuar; então isso só está testando minha paciência”, disse a jogadora, que é uma das melhores arremessadoras de três pontos da liga. Crossley está otimista quanto à sua recuperação e espera voltar às quadras o mais breve possível: “Eu voltarei; ir disputar os campeonatos europeus é uma das minhas metas. Normalmente eu prefiro ficar aqui (Nos EUA) do que ir para fora do país. É possível que em novembro eu já esteja apta a jogar, aí quem sabe após o ano novo eu não vá disputar a liga européia”.

Crossley não escondeu a chateação por ter que ficar de fora do time durante a temporada vitoriosa; entretanto, disse que está torcendo muito por suas companheiras: “Isso tudo é frustrante, porque logo na única temporada que eu perco, o time chega até as finais (…) Não estar lá é muito duro. É um momento bom e ruim ao mesmo tempo; é impossível não ficar animada por essas garotas, e não estou dizendo isso para ser politicamente correta ou uma boa companheira. O fato é que eu amo todas essas garotas como irmãs e como amigas. Não poderia estar mais feliz por elas”

Sem muitas chances de retornar para o duelo contra o Detroit, a jogadora falou um pouco sobre sua nova função no elenco: “Meu trabalho agora é fazê-las (As jogadoras) rir, diverti-las comigo no banco. Darei meu máximo para cumprir essa meta durante os playoffs“, finalizou Crossley.

WNBA – Stars venderão ingressos para as Finais por US$ 5

Classificadas pela primeira vez para a grande final da WNBA, as meninas do San Antonio Silver Stars receberão um grande apoio da diretoria da franquia para que o público compareça em massa nos dois primeiros jogos da série em melhor de cinco, que será disputada contra o Detroit Shock a partir da próxima quarta-feira (1º de outubro). Trata-se de a cúpula diretiva que administra as finanças da franquia – que, entre outros, tem o Spurs como uma de suas vertentes – ter colocado à venda diversos ingressos por apenas US$5.

A estratégia é uma tentativa de atrair o povo de San Antonio para lotar o ginásio e incentivar as meninas, que fizeram a melhor campanha na temporada regular e eliminaram na pós-temporada o fortíssimo Los Angeles Sparks. A tentativa surge no momento em que as Stars mais precisam de apoio, visto que, apesar de toda a estrutura do basquete feminino nos EUA, a torcida não é tão fanática como na NBA, e, por isso, frequentemente ginásios são vistos com poucos torcedores.

Vale lembrar que o Spurs Brasil acompanha as meninas de San Antonio na busca pelo inédito título a partir de amanhã. Vale a pena conferir!

Acabou o reinado no Texas?

Não é de hoje que especialistas e torcedores do San Antonio Spurs pregam uma urgente renovação na equipe. Com a manutenção da base vitoriosa composta, principalmente, por Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, além da aquisição de bons jovens valores, o Spurs obteria um time que colocaria a equipe – ainda mais – como credenciadíssima ao título. Na atual abertura de mercado da NBA, nada de a franquia se mexer. Darius Miles foi cogitado e acabou no Celtics. Corey Maggette foi citado, mas escolheu o Warriors. A bola da vez é Stephon Marbury, mas este deve acabar longe de San Antonio.

Obviamente, nenhum dos citados jogadores é um promessa ou algo do tipo, mas seriam interessantes demais para uma significativa melhora na rotação do time. Miles e seu problema crônico no joelho receberam, após aposentadoria declarada e descartada aos 26 anos, uma chance dos atuais campeões da NBA. Se o jogador estiver com 100% de sua forma física, é um baita reforço para qualquer time. Maggette, dos citados reforços, é o que mais me agrada. Ala pontuador, traria alegria ao modo de jogar do time, fator que considero essencial. Por fim, Marbury e seu problema crônico no cérebro poderiam ser interessantes para uma equipe que tem Jacque Vaughn (agora Salim Stoudamire) na reserva imediata.

Enquanto isso, no mesmo Texas que abriga o Spurs, uma potência começa a tomar aparência. Trata-se do Houston Rockets, rival local do Spurs e que tem se reforçado muito (e bem) para próxima temporada. Tudo começou com o rival de San Antonio cedendo um grande jogador por um saco de batatas e algum dinheiro. Luis Scola, companheiro de Manu na seleção argentina, se firmou como um dos melhores novatos da última temporada e fez doer o coração daqueles que imaginaram um time (máquina?) formado por: Parker-Manu-Bowen-Scola-Duncan. Já nessa abertura de mercado, os Rockets trouxeram nada menos do que Ron Artest, polêmico ala que fez fama no Sacramento Kings, e que quando está com a cabeça no lugar é, de longe, um dos melhores defensores da NBA.

A chegada de Artest só fortalece ainda mais um grupo que já conta com o excepcional Tracy McGrady, que pode nunca ter passado da primeira rodada da pós-temporada, mas é um jogador de qualidade soberba. O pivô Yao Ming, astro da China, ainda completa este time, que promete vir com tudo para a obtenção de seu terceiro anel de campeão. E, se nada der errado, o Rockets tem time para fazer bonito na próxima temporada.

Se nos últimos dez anos – desde a formação da dupla Duncan-Robinson – o Spurs dominou o Texas, obtendo quatro títulos de campeão do Oeste (contra nenhum do Rockets e um do Dallas Mavericks, outro rival texano) e outros quatro da NBA (contra nenhum de ambos os rivais), o time de Houston pode tirar o de San Antonio da reta e se tornar o ‘mandante’ do Texas. A situação contrastante colocada a partir da formação de um grande time pelo Rockets e envelhecimento de um grande time pelo Spurs deve preocupar os torcedores do último, que vêem sua hegemonia ameaçada realmente pela primeira vez – o Mavericks nunca montou time como o montado pelo Houston agora, por isso considero a primeira ameaça.

Enfim, se o San Antonio Spurs não abrir seus olhos e reforçar o time com mais qualidades, podemos ter a surpresa de outra força emanando do Texas, desta vez vestindo vermelho e branco. Esperar o brilho de Tiago Splitter e a consolidação de Ian Mahinmi não é a solução, certo Popovich?