Arquivo diário: 17/09/2008

França vence e ainda mantêm esperanças em disputar a Eurobasket

Pelas eliminatórias da Eurobasket, a França, jogando em casa, enfrentou novamente a equipe da Ucrânia, que havia vencido o jogo do turno contra os franceses por apenas um ponto de vantagem. O jogo foi mais uma vez bastante disputado, só que dessa vez quem levou melhor foi a França, que venceu por 87 a 83.

Mesmo jogando em seus domínios, os donos da casa foram mais uma vez burocráticos e ficaram devendo basquete. Como de costume, dependeram essencialmente de sua principal estrela; o armador do San Antonio Spurs, Tony Parker. À exemplo dos outros jogos, Parker não decepcionou e liderou sua equipe com 25 pontos e 5 rebotes.

Como visto na primeira partida entre as duas seleções, o jogo foi de novo marcado pelo equilíbrio. A Ucrânia começou melhor e conseguiu abrir uma pequena vantagem ao final do primeiro período; no entanto, os franceses jogaram melhor o segundo quarto e foram para o intervalo vencendo por apenas dois pontos de vantagem. Na volta, o jogo continuou bastante parelho e as duas equipes desenvolveram bem seus respectivos jogos. Todavia, quem se deu melhor foi a França, que, com um Tony Parker inspirado, terminou o terceiro período com uma vantagem bastante confortável. Mas quem esperava uma vitória fácil se enganou; no último quarto os ucranianos voltaram melhor e mostraram porque já haviam derrotado os franceses antes. No final das contas, a boa vantagem adquirida durante o embate garantiu o triunfo para os donos da casa.

Com a vitória, a França ainda sonha com uma vaga na Eurobasket do ano que vem, que será disputada na Polônia; para isso, precisam garantir uma das três vagas restantes que serão dadas aos três melhores segundos colocados dos grupos. Para os franceses, ainda há um último jogo a ser disputado; a partida será contra a Turquia, que garantiu o primeiro lugar do grupo e a vaga no torneio europeu do ano que vem após vencer a Bélgica hoje por 80 a 64. Vale lembrar que os turcos são os únicos invictos dentro do torneio, com cinco vitórias e nenhuma derrota.

Destaques da partida

França

Tont Parker – 25 pontos, 5 rebotes e 3 assistências

Ronny Turiaf – 11 pontos e 9 rebotes

Stephen Brun – 11 pontos e 2 rebotes

Ucrânia

Andriy Agafonov – 26 pontos, 6 rebotes e 3 assistências

Rostyslav Kryvych – 19 pontos e 4 assistências

Bate-papo com Erin Buescher

A úlima temporada foi frustrante para a ala do San Antonio Silver Stars, Erin Buescher. A jogadora foi contratada junto ao Sacramento Monarchs e chegou para ser uma das líderes do time; papel esse que desempenhou com relativo sucesso antes de sofrer uma grave contusão no joelho esquerdo que a tirou do restante da temporada.

De volta em 2008, Buescher vem fazendo um bom campeonato. Entretanto, o amadurecimento de Sophia Young e a contratação da pivô Ann Wauters tiraram os holofotes de cima da jogadora; fato esse que não deve estar atrapalhando, pois mesmo com seus minutos em quadra reduzidos, Buescher vem sendo uma coadjuvante importante e consequentemente uma das principais jogadoras da equipe.

Na pequena folga antes do início dos playoffs – em que as Stars enfrentarão sua ex-equipe pelo segundo ano consecutivo – a jogadora concedeu entrevista ao site oficial da equipe; confira o curto bate-papo só aqui no Spurs Brasil.

A contusão do ano passado impediu que você participasse do duelo dos playoffs contra o Sacramento Monarchs. Esse ano você tem essa grande oportunidade; o que você pensa a respeito disso?

Erin Buescher: Estou realmente empolgada. É muito duro ter que ficar no banco assistindo suas companheiras sendo que você não pode fazer nada para ajudar. Prefiro muito mais estar lá, dando duro junto com as outras jogadoras, do que sentada no banco com roupas do dia-a-dia. Poder estar lá dentro é muito divertido.

Quão gratificante é para você poder estar nos playoffs, não necessariamente porque o jogo é contra sua ex-equipe, mas somente pelo fato de disputar uma fase como essa?

Erin Buescher: Realmente é algo muito especial. Joguei em Sacramento e lá vencemos um campeonato; existem pessoas maravilhosas lá, assim como existem também aqui em San Antonio. É um grande privilégio poder fazer parte deste time; estar apta a jogar sob o comando destes treinadores e poder ser companheira de time destas garotas é algo fora de série. Nosso treinador vem nos relembrando de tirarmos proveito de cada momento, salvar isso na memória e não deixar essa oportunidade passar batida, ‘sem ser noticiada’. Estou apenas aproveitando isso tudo e espero que possamos competir, nos divertir e dar tudo de nós dentro de quadra.

Muitas jogadoras nunca tiveram experiências em playoffs, enquanto você já conquistou um título. Que tipo de benefício você acha que isso traz para o seu jogo e o que esperar das Stars nos jogos daqui em diante?

Erin Buescher: Penso que você tem que ter o final já em mente; meio que começar do fim quando se tem experiências como eu tive. Temos que ver e pensar como é chegar no final e poder levantar o título; encaro isso como uma motivação e uma energia extra. Uma das coisas em que as veteranas deste time são realmente boas é o fato de nos focar nas coisas que precisamos fazer.

Nem sempre as estrelas trazem sucesso

Uma notícia divulgada em um grande jornal de Denver surpreendeu os torcedores do Nuggets. A diretoria da equipe estaria interessada em envolver Allen Iverson em uma troca na próxima trade deadline, no início do ano que vem. Ao mesmo tempo, surge a notícia de que Vince Carter estaria na mira do Cleveland Cavaliers, sendo envolvido em uma troca com Wally Szczerbiak. Pode parecer que não, mas essas duas notícias têm muita coisa em comum.

Iverson chegou ao time do Nuggets para fazer uma grande dupla com Carmelo Anthony e tornar a equipe uma das melhores da NBA. No entanto, a dupla, apesar de marcar bastante pontos, não conseguiu fazer o Denver chegar muito mais longe de onde chegara sem eles. Allen tem um contrato de mais de US$ 20 milhões, o que obriga o Denver a pagar uma multa de US$ 6.3 milhões para a Liga todos os anos. Ou seja, evidentemente o valor investido não foi bem aproveitado. Allen sempre foi um jogador de decisão, cestinha, que gosta de ter a bola nas mãos para finalizar a jogada, assim como Carmelo. Talvez por serem jogadores com as mesmas características individualistas essa parceria não tenha dado certo.

Vince Carter ficou famoso na NBA por suas atuações com a camisa do Toronto Raptors, onde era o cestinha, o jogador de decisão, que gosta de ter a bola nas mãos para finalizar a jogada. Mas a equipe do Cleveland, para onde Carter se transferiria, já possui um jogador com essas características: Lebron James. Por que tentar repetir uma receita que tantas vezes não deu certo, não só no basquete como em outros esportes, de contar com estrelas demais no mesmo time? E mais, estrelas com características semelhantes.

A verdade é que em todos os esportes os times tendem a ser megalomaníacos, buscando sempre os melhores, os que aparecem mais na mídia, até como estratégia de marketing. Mas o esporte já nos ensinou que não é assim que se monta uma equipe vencedora. Nem sempre as maiores estrelas formam os melhores times.