Arquivo diário: 11/09/2008

Os grandes armadores de San Antonio

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Quando paro pra pensar nos dois times de San Antonio, tanto o Spurs como as Stars, vejo que ambos têm algumas semelhanças. A começar pelo elenco; o ponto forte da equipe masculina é o conjunto; o trio formado por Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan é a alma do time, mas jogadores considerados coadjuvantes possuem sua devida importância. Também é assim com o time feminino; Becky Hammon, Sophia Young e Ann Wauters formam um tripé de respeito e ditam o ritmo da equipe, contudo, outras jogadoras como Vickie Johnson e Erin Buescher são fundamentais.

Outro fator de igualdade entre os dois se dá pelos treinadores. Gregg Popovich está há anos no comando do Spurs; de lá pra cá fez um trabalho irretocável, conquistou quatro títulos e é considerado um dos melhores técnicos da atualidade. Dan Hughes está no comando das Stars há muito menos tempo, mais especificamente há três temporadas. Apesar de ‘novato’ no cargo, ele foi eleito técnico do ano de 2007 após levar San Antonio pela primeira vez aos playoffs. Além disso, Hughes acumula dois cargos; além de técnico ele é também o General Manager.

Após fazer um ligeiro panorama do grau de igualdade entre as duas equipes, foco minha análise em dois jogadores muito parecidos e essencias. Falo de Tony Parker e Becky Hammon. Tony Parker chegou ao Spurs no draft de 2001. Apesar de ter feito uma sólida e promissora carreira na Europa, ele chegou cercado de desconfianças, já que veio com a responsabilidade de assumir o posto de titular logo de cara. Como todo o grande atleta, Parker atropelou as críticas e, em sua primeira temporada, deu mostras de que tinha condições de ser o armador principal da equipe. Entretanto, alguns erros em jogos decisivos colocaram sua permanência no Spurs em cheque. Mesmo com alguns rumores de troca que envolviam o veterano Jason Kidd, o francês continuou o seu trabalho e deu a volta por cima; hoje é titular absoluto e inclusive tem no currículo – além de três títulos da liga – um troféu de MVP das finais.

Becky Hammon chegou à San Antonio de maneira inusitada. A jogadora já tinha sua carreira feita na WNBA jogando pelo New York Liberty, já tinha ido aos playoffs, disputado finais e participado do jogo das estrelas. Mas em uma troca no maior estilo Gasol – Memphis – Lakers, Hammon foi parar no Texas, ou seja, foi trocada por um saco de batatas – se o basquete de Nova York mal consegue administrar uma equipe (Knicks), imaginem duas.

Foi a partir da chegada de Hammon que as Stars – antes saco de pancadas da WNBA – tomaram um rumo vitorioso. Titular absoluta, a jogadora ajudou a equipe a ir à pós-temporada pela primeira vez em sua curta história; de quebra, ainda teve sua melhor temporada na carreira, com médias de 18.8 pontos e 5.0 assistências, e, ao ser selecionada para o jogo das estrelas de 2007, se tornou apenas a segunda jogadora da história da liga a participar do evento por duas conferências diferentes. Nesse ano, a equipe busca dar mais um passo vencedor; pela primeira vez, possui um elenco capaz de brigar pelo título da WNBA, e a liderança do campeonato faltando somente duas rodadas para o término da temporada regular mostra isso.

Como vimos, os jogadores citados têm histórias diferentes em San Antonio. O que os liga é o fato de serem parte fundamental para o andamento de seus respectivos elencos. Na minha humilde opinião, Parker é o melhor armador da história do Spurs; acompanhei Avery Johnson e ele era sim um ótimo jogador, todavia, o francês já está alguns passos à frente do armador do primeiro título. Já Hammon, nem preciso falar; como já disse, foi a partir de sua chegada que as Stars finalmente entraram no eixo, ou seja, temos o grande privilégio de poder acompanhar nos dias de hoje dois dos jogadores mais importantes para a história de San Antonio.

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