Arquivo diário: 09/09/2008

Um exemplo de vida

 

A mídia faz poucas referências. As pessoas poucos sabem sobre. A badalação passa longe, bem longe. As delegações nacionais são pequenas. O investimento é infinitamente menor. Mas nem assim as Paraolimpíadas deixam de ser exemplo para qualquer ser humano que vagueie pela Terra. Iniciados em Pequim após o término dos badalados Jogos Olímpicos, os Jogos Paraolímpicos começaram e são escassas as informações sobre ele.

 

Alguns periódicos brasileiros dedicam uma nota, um texto ou, no máximo, uma página para o evento, no qual o Brasil é sempre bem representado e, no geral, acaba sempre se saindo melhor do que na Olimpíada em si. Acaba se saindo melhor porque ganha mais medalhas, mas mesmo que não ganhasse nenhuma honraria, seria mais honrado do que qualquer coisa. Todos os tipos de deficiência, desde cegos até amputados, passando por deficientes de nascença até pessoas que ficaram deficientes ao longo de suas vidas estão presentes nas Paraolimpíadas, que mostram para o mundo o que há de melhor no espírito olímpico.

 

Nessa disputa a palavra “limite” é colocada de lado, com recordes e mais recordes sendo quebrados. Pessoas para quem a sociedade costuma olhar torto sobem no lugar mais alto do pódio como prova de que o limite está em nossas cabeças. Ou você acha que ao ver uma pessoa sem as duas pernas nadar e quebrar uma marca de tempo ainda podemos falar de uma deficiência como limite ou problema?

 

É claro que ninguém que ali está desejou ser portador de deficiência. Não faço aqui uma exaltação à deficiência, claro que não. Exalto a perseverança, a força de vontade, a determinação destes atletas, que levam o espírito olímpico ao seu auge durante essa disputa. Uma pena que nenhuma – ou quase nenhuma – atenção seja desferida a tão nobre evento.

 

Basquete? Fica para a semana que vem…

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