Arquivo diário: 02/09/2008

Bate-papo com Manu Ginobili

noticiasbrunozl9

O ala do Spurs, Manu Ginobili, irá a Los Angeles amanhã para operar o tornozelo esquerdo. Junto com especialistas, o argentino espera que a cirurgia resolva de vez o velho problema. Nesse vai-e-vem, sobrou tempo para um rápido bate-bola com o Diário Olé; confira a conversa aqui no Spurs Brasil:

Olé: Por que tomaram a decisão de fazer a cirurgia?

Ginobili: Em San Antonio, todos dizem que cirurgia é o único modo de acabar de vez com o problema. Já havia falado à imprensa, há dois meses atrás, que caso voltasse a sentir dores no tornozelo durante os jogos olímpicos, faria a artroscopia. Bem, foi o que aconteceu.

Olé: Houve algum tipo de conselho por parte de San Antonio para te operar antes dos Jogos?

Ginobili: Uhmmm, não. Eles disseram que não haveria problemas se as dores não voltassem com as injeções; contudo, caso eu sentisse novamente a lesão, eles teriam de me operar. Não me lembro de terem me dito para operar antes dos jogos.

Olé: Quanto tempo irá durar a recuperação? Como será e em que lugar irá fazê-la?

Ginobili: Não sei como se dará a recuperação nem quanto tempo ela irá durar; só sei que farei em San Antonio. A principio, me disseram que me recuperaria entre seis e oito semanas, agora parece que serão de dez a doze. Até falar com o médico que fará a cirurgia, que por sinal tem muita experiência com este tipo de caso, não faço idéia de quanto tempo demorarei para voltar. Suponho que veremos no dia-a-dia pós operatorio; calculo uns dois meses ou dois meses e meio para retornar às quadras.

Olé: Então está descartada sua presença no começo da temporada?

Ginobili: Parece que não; depois tem que ver como tudo se resolve. Só veremos se a recuperação será rápida ou não no dia-a-dia.

Olé: Você notou algum clima diferente com o treinador Popovich ou com algum dos diretores por ter voltado lesionado de Beijing?

Ginobili: De forma alguma; Pop foi até me receber no aeroporto. Quanto ao presidente, nem cheguei a falar com ele; sei que está tudo bem, que não existe nenhum tipo de rancor. É claro que eles preferiam que eu voltasse inteiro e apto para começar a temporada, mas não é assim, as lesões passam.

Olé: Ao ir para o selecionado argentino, San Antonio declarou que adiaria as conversas para renovação do seu contrato, que expira daqui duas temporadas. A situação segue igual ou já começaram a falar sobre a renovação?

Ginobili: Foi assim; as conversas foram adiadas, suponho eu. Acredito que retomaremos quando voltarmos à atividade. Contudo, a verdade é que não tenho uma última palavra por parte deles. Mas sim, as conversas acabaram a parir do momento que decidi me juntar à seleção.

Olé: Você jogou lesionado em Beijing?

Ginobili: Não! Quero esclarecer isso. Eu só me integrei ao grupo porque recebi alta médica e permissão do Spurs.

Olé: Especula-se que você não irá se aposentar da seleção sem jogar, como foi contra a Lituânia…

Ginobili: Ainda é cedo para falar sobre isso, muito cedo. Mas a decisão que irei tomar de nada tem haver com o fato de não ter participado do último jogo em Beijing. Quando for finalmente decidir, muitas coisas serão levadas em conta.

Olé: Digamos que quando tiver a decisão em mente, irá nos comunicar, como fez seu amigo Pepe Sanchez antes dos jogos de Beijing…

Ginobili: Com certeza! Como sempre digo, quando o momento chegar, verei minhas condições físicas e se tenho aquela motivação para enfrentar um campeonato tão duro quanto os jogos olímpicos. Creio que não faça sentido tomar essa decisão com dois anos de antecipação, quando nem sei o que será da minha vida.

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