Com Iziane seria diferente

O fã de basquetebol brasileiro tem a ciência de que o momento que o esporte atravessa em nosso país é, sem dúvidas, um dos piores de todos os tempos e o pior das últimas décadas; num passado próximo, o feminino salvava a administração da “Era Grego”. Depois de Pequim, porém, esse cenário mudou; as meninas juntaram-se aos homens na obscuridade do nosso basquete. Mas poderia ter sido diferente.

Deve estar fresquinho na sua memória o Mundial de Basquete Feminino, disputado no Brasil há pouco tempo atrás, em 2006; nossa equipe terminou a competição numa honrosa quarta colocação, sendo derrotada apenas pelas potências Austrália e EUA. Aquele grupo contava com duas estrelas, Janeth e Iziane, e com coadjuvantes que, em sua maioria, formaram o grupo que sequer figurou entre os 8 melhores de Pequim. Faltou uma referência entre as 12 jogadoras.

Não estou aqui fazendo lobby por Iziane; já critiquei nesse mesmo espaço a atitude da jogadora e continuo apoiando Bassul em sua decisão. Mas que a seleção brasileira hoje em dia está carente de uma jogadora diferenciada, que coloque a bola embaixo do braço nos momentos de aperto, é evidente, e ficou mais ainda após as derrotas frente as inexpressivas Coréia do Sul e Letônia, quando pecamos justamente da hora de definir o jogo.

Mas há males que vêm para o bem. No ano passado, o Palmeiras de Caio Júnior perdeu na última rodada do Campeonato Brasileiro para o Atlético Mineiro por 3×1, em casa, e acabou fora da Libertadores da América. Conseqüências? Troca de treinadores; Luxemburgo assumiu e levou a equipe ao título paulista. Quem sabe o fracasso do basquete feminino não sirva para, ao menos, ameaçar o cargo de Grego, o que traria novos ares para o esporte em nosso país.

Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor assistente do UOL Esporte. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 28/08/2008, em Na linha dos 3, Pequim 2008. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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