Arquivo diário: 21/08/2008

Pequim 2008 – Semifinais do masculino começam amanhã

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9:00 – Espanha x Lituânia

Espanha

Os espanhóis chegam até aqui com uma boa campanha na primeira fase; quatro vitórias e uma derrota, que já era esperada, frente aos americanos. Apesar de estar jogando bem, a Espanha ainda está devendo, pois entrou no torneio como um dos principais favoritos a desbancar o poderio norte-americano mas até agora não mostrou nada de excepcional.

Raio X da estrela

Nome: Pau Gasol

Idade: 28 anos

Clube onde atua: Los Angeles Lakers (NBA)

O que ele pode fazer? O time espanhol é recheado de grandes jogadores; contudo, o principal deles ainda é o ala-pivô Pau Gasol. Contra a Lituânia, ele deve ser mais uma vez a peça mais acionada do ataque merengue. No campeonato, a estrela espanhola vem com boas médias de 19.5 pontos e 7.5 rebotes.

Lituânia

A escola de basquete lituana sempre foi uma das mais fortes dentro da Europa. No cenário mundial, eles já mostraram que têm poder para surpreender. Um exemplo disso foi a vitória no jogo de estréia do torneio olímpico contra a Argentina. A equipe do leste europeu, que é vista como zebra no jogo de logo mais, pode surpreender, pois também conta com jogadores de primeira linha.

Raio X da estrela

Nome: Sarunas Jasikevicius

Idade: 32 anos

Clube onde atua: Panathinaikos (Grécia)

O que ele pode fazer? Jasikevicius é o termômetro desse time; se ele está num dia inspirado, o jogo da Lituânia corre de vento em popa; mas se o dia não é dos melhores, o rendimento do time também cai um pouco. Experiente, Jasikevicius tem tudo para fazer a diferença contra a Espanha.

11:15 – Argentina x Estados Unidos

Argentina

A Argentina se classificou em segundo lugar no Grupo A na primeira fase. Nas quartas-de-final encontrou uma pedreira; o forte time grego. Uma vitória apertada garantiu os hermanos na fase seguinte, só que, dessa vez, a pedreira é ainda maior; os Estados Unidos. Os argentinos buscam repetir a façanha de quatro anos atrás, quando derrotaram o selecionado norte-americano numa mesma fase semifinal. Claro que os EUA entram como favoritos, mas se eles bobearem, Manu Ginobili e cia podem vencer outra vez.

Raio X da estrela

Nome: Emanuel Ginobili

Idade: 31 anos

Clube onde atua: San Antonio Spurs (NBA)

O que ele pode fazer?  Eleito sexto melhor jogador da última temporada na NBA, Manu Ginobili está em sua melhor forma nesses jogos de Pequim. Para a sorte dos argentinos, a contusão que quase o tirou do torneio parece estar curada. Para vencer amanhã, além de um grande trabalho coletivo, a Argentina precisará de um Manu pra lá de inspirado.

Estados Unidos

O que dizer dessa equipe cheia de craques? Os EUA vêm jogando tão bem nessas olimpíadas que até o mais pessimista torcedor do time acredita que eles sairão de Pequim com o ouro no peito. Mas como salto alto demais já mostrou ser um fator negativo (Vide os dois últimos mundias e a última olimpíada), os americanos terão de jogar com seriedade se quiserem derrotar os argentinos, que com certeza não irão vender caro a derrota.

Raio X da estrela

Nome: Kobe Bryant

Idade: Irá completar 30 anos no Sábado

Clube onde atua: Los Angeles Lakers (NBA)

O que ele pode fazer? Poderia citar tranquilamente qualquer jogador do USA team como destaque. Mas a escolha é por um motivo simples; Kobe é a maior estrela desse time, não necessariamente o que vem jogando o melhor basquete, mas o que atrai mais público e mais mídia para o time.

Pequim 2008 – Austrália também garante vaga

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Austrália e China entraram em quadra já sabendo qual seria seu possível adversário na final. E, como já era esperado, a final olímpica será entre Austrália e Estados Unidos. No jogo de hoje, as australianas não tiveram grandes dificuldades para bater o time da casa e venceram por 90 a 56.

A exemplo de Rússia e EUA, o jogo começou com baixo nível técnico e muitos erros por parte de ambas as equipes. Todavia, o segundo período foi inteiramente dominado pelas aussies, que foram para o intervalo vencendo por 16 pontos de vantagem.

Na volta, a China até que se esforçou para equilibrar o jogo; atuou bem no terceiro quarto, mas foi insuficiente para esboçar uma reação. A partir daí, as comandadas de Jan Stirling só administraram a vantagem que garantiu a Austrália na final do torneio.

O jogo final entre Estados Unidos e Austrália acontece no Sábado, às 11:00. O terceiro lugar, que será disputado entre Rússia e China é um pouco mais cedo, às 8:30.

Destaques da partida

Austrália

Belinda Snell – 16 pontos, 7 rebotes e 4 assistências

Kristi Harrower – 14 pontos, 8 rebotes e 4 assistências

Lauren Jackson – 11 pontos e 10 rebotes

China

Lan Bian – 20 pontos e 6 rebotes

Lijie Miao – 10 pontos

Pequim 2008 – EUA espantam a zebra e chegam à final do feminino

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Os fervorosos torcedores do USA team que acompanharam apenas o primeiro tempo do jogo de hoje, contra a Rússia, devem ter ficado preocupados com o desempenho da equipe e com o fantasma da derrota para o mesmo time há dois anos atrás, no mundial do Brasil. Mas no final, nada de zebras; vitória dos EUA por 67 a 52.

Como já era de se esperar, o duelo mais aguardado das semifinais começou parelho; os dois times erraram bastante e não conseguiam encontrar o melhor basquete em quadra. As defesas estiveram aplicadíssimas; Lisa Leslie e cia não tiveram moleza dentro do garrafão russo, ao passo que a armadora Becky Hammon sofreu uma excelente marcação.

Essa foi a tônica do primeiro tempo, que terminou com o baixo placar de 33 a 32 para os Estados Unidos. Na volta, as comandadas de Igor Grudin não conseguiram manter o mesmo ritmo, e, lideradas pela ala Diana Taurasi, as americanas passaram a dominar o embate.

Após o jogo, a técnica dos EUA, Ann Donovan, elogiou as adversárias: “Elas (As russas) melhoraram muito ao longo dessas quatro semanas”, disse Donovan, que logo em seguida falou sobre a forte defesa de sua equipe: “Dois anos atrás, quando a Rússia nos venceu, nós não eramos um grande time na defesa (…) Hoje, sabiamos que se a bola não estivesse caindo, teriamos que dar o máximo defensivamente”, completou a treinadora.

A armadora Becky Hammon, que enfrentou pela primeira vez o país onde nasceu, lamentou a derrota: “Havia duas jogadoras em cima de mim o jogo inteiro (…) Eu fiz o meu melhor, as vezes até melhor do que em outras oportunidades. O esforço foi o mesmo”. Becky, que se despede dos jogos sem chegar à final, ainda almeja pelo menos à medalha de bronze: “Ainda temos um outro jogo”, finalizou a atleta, que fez apenas três pontos no duelo.

Destaques da partida

Rússia

Maria Stepanova – 14 pontos e 5 rebotes

Tatiana Shchegoleva – 12 pontos e 6 rebotes

Ilona Korstin – 11 pontos e 8 rebotes

Estados Unidos

Diana Taurasi – 21 pontos e 9 rebotes

Tina Thompson – 15 pontos e 4 rebotes