Arquivo diário: 25/07/2008

Pequim 2008 – Grécia

Grécia

A Grécia há um bom tempo vem com um time que chega e incomoda, todavia, apenas entrou em evidência em 2005 e 2006, quando conquistou, respectivamente, o título do campeonato europeu de seleções e o segundo lugar no mundial do Japão. Um dos principais valores da equipe grega é o conjunto. Formada por uma mescla de jogadores jovens e experientes, a esquadra helênica vai às Olimpíadas buscando surpreender.

Participações em Olimpíadas: 1952, 1996, 2002 e 2008

Participações em Mundiais: 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006

Conquistas:

Campeonato Mundial: Medalha de Prata (2006)

Campeonato Europeu: Medalhas de Ouro (1987 e 2005); Medalha de Prata (1989); Medalha de Bronze (1949)

Jogos Mediterrâneos: Medalha de Ouro (1979); Medalhas de Prata (1991, 2001 e 2005); Medalhas de Bronze (1955, 1971 e 1987)

Ranking da Fiba: Sexto Colocado

Os Convocados

Theodoros Papaloukas (Armador) – Olympiakos (Grécia)

Nikos Zisis (Armador) – CSKA Moscow (Rússia)

Vassilis Spanoulis (Ala-armador) – Panathinaikos (Grécia)

Dimitris Diamantidis (Ala-armador) – Panathinaikos (Grécia)

Michalis Pelekanos (Ala-armador) – Olympiakos (Grécia)

Panagiotis Vasilopoulos (Ala) – Olympiakos (Grécia)

Giorgos Printezis (Ala) – Olympiakos (Grécia)

Antonis Fotsis (Ala-pivô) – Panathinaikos (Grécia)

Yiannis Bourousis (Ala-pivô) – Olympiakos (Grécia)

Kostas Tsartsaris (Ala- pivô) – Panathinaikos (Grécia)

Sofoklis Schortsanitis (Pivô) – Olympiakos (Grécia)

Andreas Glyniadakis (Pivô) – Maroussi (Grécia)

Panagiotis Giannakis (Técnico)

Onde a Grécia pode chegar?

Assim como a Argentina, a base da Grécia é praticamente a mesma dos últimos anos. O time está um pouco envelhecido e já não tem mais a mesma força de antes. Vejo equipes como Estados Unidos, Espanha, Rússia e Argentina um pouco acima deles. Mesmo assim, o time grego ainda é favorito a uma das medalhas. Na minha opinião, acho que eles não chegam às finais, mas as chances de bronze são boas.

A caminhada grega

Para chegar em Beijing, os gregos passaram por um caminho um pouco complicado. A primeira chance foi no Campeonato Mundial do Japão, que dava direito a apenas uma vaga. Eles chegaram à final, mas perderam para a Espanha de Pau Gasol. A segunda chance foi no pré-olímpico europeu, disputado na Espanha. Lá, uma nova derrota para os espanhóis, dessa vez nas semifinais, frustou mais uma oportunidade. A chance final veio com o pré-olímpico mundial. A Confederação Grega de Basquete apostou alto; gastou cerca de cinco milhões de euros para hospedar a competição. O investimento trouxe resultado, e após vencer Porto Rico na semifinal, a equipe grega conseguiu a classificação.

Destaques

A dupla Theodoros Papaloukas e Dimitris Diamantidis é o destaque do selecionado grego. Papaloukas é considerado um dos melhores armadores do mundo e já teve grandes propostas da NBA. O Olympiakos pagou uma fortuna para tira-lo do CSKA Moscow, onde ele era ídolo e ganhava um salário astronômico. Por não ganhar na NBA o que ganhava na época da Rússia ou mesmo agora no Olympiacos, Theo não aceitou os convites da Liga Americana, ainda mais porque lá ele não gozaria do prestigio que tem em seu país. A idade do jogador também deve ter pesado na decisão. Super Theo, como é conhecido na Grécia, tem 31 anos. O caso de Diamantidis é parecido. Ele joga no Panathinaikos e ganha salários que nenhum time da NBA pagaria, além disso, a exemplo de Papaloukas, ele é ídolo de sua equipe.

Outros destaques da Grécia são o ala-armador Vassilis Spanoulis, ex-jogador do Houston Rockets, e o pivô Sofoklis Schortsanitis, conhecido nada mais nada menos que por “Baby Shaq”.

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Pequim 2008 – Argentina

Argentina

Após vencer as Olimpíadas de Atenas em 2004, a Argentina é novamente uma das favoritas para conquistar a medalha de ouro em Beijing. O time é formado por estrelas da NBA, como Manu Ginobili e Luís Scola. Além de contar com os craques da liga americana, a esquadra Argentina conta com a experiência da maioria dos seus jogadores, o que deve ser fundamental para as ambições dos comandados de Sergio Hernández.

Participações em Olimpíadas: 1948, 1952, 1996, 2004 e 2008

Participações em Mundiais: 1950, 1959, 1963, 1967, 1974, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006

Conquistas:

Jogos Olímpicos: Medalha de Ouro (2004)

Campeonato Mundial: Medalha de Ouro (1950); Medalha de Prata (2002)

Campeonato das Américas: Medalha de Ouro (2001); Medalhas de Prata (1995; 2003; 2005 e 2007); Medalhas de Bronze (1980; 1993 e 1999)

Ranking da Fiba: Segundo Colocado

Os Convocados

Pablo Prigioni (Armador) – Tau Cerâmica (Espanha)

Antonio Porta (Armador) – Spartak (Rússia)

Emanuel Ginobili (Ala-armador) – San Antonio Spurs

Carlos Delfino (Ala-armador) – Khimki (Rússia)

Paolo Quinteros (Ala-armador) – CAI Zaragoza (Espanha)

Andrés Nocioni (Ala) – Chicago Bulls

Federico Kammerichs (Ala) – Regatas Corrientes (Argentina)

Luís Scola (Ala-pivô) – Houston Rockets

Leonardo Gutiérrez (Ala-pivô) – Atenas de Córdoba (Argentina)

Fabrício Oberto (Pivô) – San Antonio Spurs

Roman González (Pivô) – Peñarol de Mar del Plata (Argentina)

Juan Gutiérrez (Pivô) – Granada (Espanha)

Sergio Hernández (Técnico)

Onde a Argentina pode chegar?

Com praticamente a mesma base que venceu os jogos de Atenas, a Argentina chega pra Beijing um pouco mais envelhecida. A parte boa é que os jogadores hoje são ainda mais experientes que em 2004. A parte ruim fica pelas baixas de dois jogadores importantes: O Ala-pivô Walter Hermann, que alegou falta de motivação para defender seu país, e o bom armador Pepe Sanchez, aposentado da seleção. Apesar das baixas, o selecionado argentino ganha com um Carlos Delfino bem mais amadurecido, e com um Manu Ginobili jogando o seu melhor basquete. Se as contusões não atrapalharem, o time sul-americano é um forte candidato à medalha olímpica. Na minha opinião, o ouro é difícil, mas para uma prata ou um bronze, as chances são ótimas.

A caminhada Argentina

Para chegar em Beijing, os argentinos enfrentaram um caminho tranquilo. Eles não conseguiram a vaga por intermédio do campeonato mundial disputado no Japão, entretanto, no pré-olímpico das Américas, jogando com seu time B, se qualificaram após um segundo lugar, quando perderam para os Estados Unidos com sua força máxima.

Destaques

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O trio da NBA, formado por Manu Ginobili, Luís Scola e Andrés Nocioni, são sem dúvida o pilar principal da equipe. Sem eles, a Argentina não chega a lugar nenhum. Com os três em quadra, se torna um dos times mais fortes. O destaque principal sem dúvidas é o ala do Spurs Manu Ginobili. O jogador vem de contusão e quase ficou fora dos Jogos. É bom que ele esteja 100% caso a Argentina aspire à uma medalha.