Arquivo diário: 15/07/2008

Pré-Olímpico Masculino – Brasil estréia, vence e se classifica

A seleção brasileira masculina de basquete fez a tão esperada estréia no Pré-Olímpico Mundial hoje, atuando diante do fraquíssimo selecionado do Líbano. Como já esperado, a vitória brasileira aconteceu com certa facilidade, 94 a 54.

Ao analisarmos a diferença de 40 pontos no placar, já concluímos a falta de qualidade do adversário. Mas mesmo assim, o Brasil ainda apresentou algumas ressalvas, todas referentes, principalmente, ao sistema defensivo. Dos 54 pontos marcados pelos libaneses, 33 aconteceram em arremessos de três pontos. O aproveitamento de 42% do adversário na linha dos três tem que ser encarado como falha de marcação e deve ser consertado a tempo, antes de enfrentarmos selecionados mais fortes.

No mais, o jogo foi tranquilo para o Brasil, que atuou com seus titulares apenas no primeiro quarto, no início do segundo e no final do último. Nos outros momentos, apenas jovens reservas atuaram. Como destaque individual, ressalta-se o armador Marcelinho Huertas, cestinha do encontro com 17 pontos. Já o destaque negativo fica para o pivô titular JP Batista, que foi o único brasileiro a não converter sequer uma cesta. Brasil e Grécia se enfrentam amanhã para decidir o primeiro lugar do grupo.

Destaques da partida

Brasil

Marcelinho Huertas – 17 pontos em 22 minutos

Murilo – 14 pontos e 4 assistências

Rafael “Baby” Araújo – 16 pontos em 17 minutos

Duda Machado – 9 pontos e 4 roubadas de bola

Líbano

Fahed – 15 pontos e 4 arremessos de três pontos convertidos em 10 tentados

Camarões x Porto Rico

Por que o Brasil assistiu?

Porto Rico foi uma das seleções que mais deu trabalho no Pré-Olímpico das Américas e, por isso, é um dos favoritos à vaga em Pequim.

O jogo

Surpresa. Esse é o melhor termo para definirmos o que aconteceu na vitória porto-riquenha. Para quem esperava fácil vitória dos latinos, um jogo equilibrado em seu final e que quase culminou com uma belíssima reação dos africanos. Não fosse a péssima distribuição tática de Camarões, Porto Rico teria encestado menos bolas de três pontos e o jogo poderia até ser levado para a prorrogação. Se os porto-riquenhos quiserem fazer jus a seu papel de favoritos, terão que melhorar seu jogo. Seus próximos adversários são os croatas, amanhã.

Próximos jogos:

16/07 – 7h00 (Brasília): Canadá x Coréia do Sul

16/07 – 9h30 (Brasília): Porto Rico x Croácia

Pré-Olímpico Masculino – Sai o primeiro classificado

Eslovênia x Canadá

Por que o Brasil assistiu?

Nenhum dos dois adversários pode enfrentar o Brasil antes das semifinais. Mas a Eslovênia joga um bom basquete até o momento, e pode pintar no caminho brasileiro rumo à Pequim.

O jogo

Um primeiro tempo equilibrado no último jogo da Eslovênia na primeira fase. Mas, no segundo tempo, uma vitória tranquila da equipe européia. Contando com a torcida estrangeira mais animada da competição – atrás, é claro, só dos anfitriões gregos – os eslovenos fecharam o jogo em 86 a 70. O grande destaque do jogo ficou no duelo de garrafão entre os astros das equipes, os jogadores da NBA, Rasho Nesterovic (pelo lado esloveno) e Samuel Dalembert (atuando no Canadá). Vantagem para Nesterovic, que dominou Dalembert durante toda a partida. Os canadenses fecham o grupo amanhã, quando decidem o segundo lugar contra a Coréia do Sul.

Cabo Verde x Alemanha

Por que o Brasil assistiu?

Esse jogo é o mais importante do dia depois de seu próprio duelo para a seleção brasileira. A Alemanha é o mais cotado time para ser adversário do Brasil nas quartas de final e, por isso, os brasileiros devem sempre estar de olho nos europeus.

O jogo

O grande destaque do jogo ficou por conta dos 68 pontos sofridos pela Alemanha. Em um treino de luxo, não se espera que uma seleção com Dirk Nowitzki e Chris Kaman sofra tantos pontos de uma seleção sem organização nenhuma. Pelo lado alemão, fica de bom as destacadas atuações dos já citados jogadores e o tempo em quadra que foi concedido aos mais jovens. Placar final de 104 a 68 para os alemães, que decidem o primeiro lugar do grupo amanhã, contra a Nova Zelândia.

Próximos jogos:

13h30 (Brasília): Camarões x Porto Rico

16h00 (Brasília): BRASIL x Líbano

Viagem pré-olímpica pelo mundo

Começou nessa segunda-feira o Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino, disputado em Atenas, Grécia. Como todos já estamos cansados de saber, essa é a última chance que os homens que representam o basquete nacional têm de não ficar fora da terceira Olimpíada consecutiva. Pois o caminho das pedras, como pode ser chamado o torneio, não será em nada fácil para nosso selecionado. Mas hoje falarei sobre o lado fraco desse Pré-Olímpico, e as disparidades que rondam os continentes no âmbito esportivo – o lado social é melhor nem discutirmos.

Primeiro, separemos os representantes de cada continente. Vindos das Américas estão Brasil, Porto Rico e Canadá; oriundos da África, Camarões e Cabo Verde; de origem asiática são o Líbano e a Coréia do Sul; já da Europa, temos Grécia, Eslovênia e Alemanha; por fim, a solitária Nova Zelândia representa a Oceania. Com os países devidamente divididos, comecemos nossa análise.

As Américas enviaram um representante para cada terço de sua extensão: Sul, Central e Norte. Desses, o mais cotado para obter a vaga olímpica é Porto Rico. Os porto-riquenhos estão seguidos dos brasileiros e, posteriormente, canadenses no quesito “chances de se classificar”. O grande fator pode ser a proximidade desses países de dois centros do basquete: os Estados Unidos e sua NBA e a Argentina e seu celeiro de ótimos jogadores. Ser eliminado no Pré-Olímpico americano não é de todo ruim, mesmo com a Argentina sem seus titulares. Desses três, confio na classificação brasileira ou porto-riquenha. O Canadá, sem Nash não deve passar das quartas de final.

A África e seus representantes condizem com o que se espera de um continente mutilado pela fome e pela pobreza. Seus times podem endurecer alguns minutos, mas não suportarão a pressão de jogar contra Alemanha (Cabo Verde) e Porto Rico (Camarões). É uma pena que a África não tenha representantes à altura do torneio. Talvez nem Angola, representante africano nos Jogos, fosse capaz de fazer frente as já citadas seleções não-africanas. Acredito que se algum desses dois times passar as quartas de final, já estaremos diante de uma enorme zebra.

Seguindo a ordem, viajemos até a Ásia. Seus representantes no torneio grego são o Líbano e a Coréia do Sul. O Líbano, por muitas vezes, é visto mais como africano do que como asiático, graças a sua colocação geográfica – fica próximo a Israel, no Oriente Médio. A simples colocação de “Oriente Médio” já mostra os problemas extra-quadra que o Líbano sofre. Somados ao fato de a seleção deles não contar com nenhum grande jogador, os coloquemos como carta fora do baralho. Já a Coréia do Sul é um time de pouquíssima tradição e, apesar de não sofrer com problemas fora das quadras como o Líbano, tem um selecionado fraquíssimo e, por isso, também descarto na briga pela vaga. Os únicos representantes asiáticos devem ser a anfitriã China e o Irã, classificado no Pré-Olímpico local.

O próximo continente é a onipotente Europa. Berço da civilização ocidental, os europeus entram com o maior número de equipes cotadas para obter vagas em Pequim. A Grécia é a atual vice-campeã mundial, e só isso já seria fator suficiente para ser a favorita ao título. Mas eles também jogam em casa. A sólida defesa grega deve carimbar a vaga sem tantas dificuldades, apesar de ter em seu grupo o respeitável Brasil. Já a Alemanha conta com o fator Dirk Nowitzki, MVP da NBA em 2007 e que, junto com Chris Kaman, pivô do Los Angeles Clippers que se naturalizou alemão, pode sim almejar a vaga. Mesmo que Kaman não se entrose com o restante do time. Por fim, a Eslovênia vem com a tradição do Leste europeu, que será representado em Pequim pela sempre presente – e forte – Lituânia e pela agradável Rússia. Não descarto os eslovenos, mas acho que sua classificação para os Jogos é um tanto quanto difícil. Mas a Europa já conta com os já citados Rússia e Lituânia, além dos atuais campeões mundiais da Espanha. É bem capaz que o continente acabe com quatro ou cinco representantes nos Jogos.

Por fim, a Oceania. Geograficamente, já podemos explicar a classificação da Austrália para as Olimpíadas. Uns 90% do continente são ocupados pelo país, que deixou para a Nova Zelândia a função de disputar o Pré-Olímpico Mundial. Os neozelandeses jogam um basquete baseado na força, assim como os australianos. E eu os coloco sim como candidatos a uma vaga. Tudo depende de como a seleção deles atuará contra seu maior rival na primeira fase: a Alemanha. Se vencerem, disputarão vaga provavelmente com o Brasil – que deve ficar em segundo no seu grupo. E Brasil x Nova Zelândia será um duelo interessante. Mas nada de bancar o vidente aqui.

Enfim, amigo leitor, podemos concluir que o Pré-Olímpico será uma disputa entre América e Europa pelas vagas nos Jogos. A única intrusa na festa pode ser a Nova Zelândia. Se me pedissem um palpite hoje, estufaria meu peito de nacionalismo barato e diria: “Brasil, Grécia e Porto Rico obterão as vagas”. Mas o caminho das pedras é mais difícil do que parece.

Summer League – Spurs vs Grizzlies

San Antonio Spurs78X76Memphis Grizzlies

A Summer League de Las Vegas começou hoje para o Spurs, que encarou a equipe do Memphis Grizzlies, que antes já havia jogado 3 partidas. Um ótimo desafio para os jovens jogadores que almejam um vaga em San Antonio para esta temporada. O próximo confronto será na terça-feira, contra o New Orleans Hornets, às 21:30 (Horário brasileiro).

O Spurs entrou em quadra com Michael Cuffe, George Hill, Malik Hairston, James Gist e Ian Mahinmi, enquanto os adversários começaram com Javaris Crittenton, OJ Mayo, Allan Anderson, Darrell Arthur e Malick Badiane.

A partida foi equilibrada, o Spurs liderou todo o primeiro quarto enquanto Oj Mayo e Darrell Arthur tentavam manter o Grizzlies no jogo; a dupla marcou 13 dos 17 pontos da equipe no primeiro quarto. Ao final do período um lance raro; OJ Mayo converteu uma cesta de 3 de muito longe no soar da campainha. O segundo e terceiro período foram piores para o time do Texas, que ficou atrás no placar e só retomou a dianteira no último e derradeiro período, para então fechar o jogo em 78-76 e estrear com vitória na liga de verão.

O Spurs foi liderado pelo armador recém draftado George Hill e pelo pivô francês Ian Mahinmi, que anotaram 17 e 18 pontos respectivamente e mais 8 rebotes coletados para cada um; destaque para grande número de rebotes pegos pelo armador. Outro nome importante na partida foi Anthony Tolliver, que saiu do banco para anotar 13 pontos, convertendo 3 de 5 tentativas de 3 pontos. A decepção foi o ala Malik Hairston, que não anotou nenhum ponto sequer, errando seus 6 arremessos tentados, isso em cerca de 20 minutos jogados.

Destaques pelo lado do Memphis foram Darrell Arthur, cestinha da partida com 23 pontos e mais 6 rebotes, e OJ Mayo, que contribuiu com 18 pontos e outros 6 rebotes.

Estatísticas do Jogo

San Antonio Spurs

Ian Mahinmi – 18 pontos, 8 rebotes, 5-10 FG e 8-10 FT em 33 minutos

George Hill – 17 pontos, 8 rebotes, 1 ast, 2-9 FG e 12-16 FT em 33 minutos

James Gist – 6 pontos, 5 rebotes, 3 blk, 3-5 FG em 18 minutos

Malik Hairston – 0 pontos, 4 rebotes, 2 ast, 1 blk, 0-6 FG em 20 minutos

Anthony Tolliver – 13 pontos, 4 rebotes, 5-9 FG, 3-5 3PT em 24 minutos

Memphis Grizzlies

Darrell Arthur – 23 pontos, 6 rebotes, 10-15 FG em 30 minutos

OJ Mayo – 18 pontos, 6 rebotes, 2 ast, 5-17 FG, 2-4 3PT, 6-6 FT em 30 minutos