Arquivo diário: 10/07/2008

Será que dá?

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A preparação da equipe brasileira para o pré-olímpico mundial, que acontece na Grécia, terminou ontem. Após os três jogos, algumas ressalvas a se fazer. No meu ponto de vista, a estréia foi melhor do que o esperado. Derrota apertada para os donos da casa, 72 a 65. Detalhe; os gregos jogaram com sua forte equipe titular. No jogo seguinte, contra a Croácia, a seleção jogou um ótimo basquete nos três primeiros períodos e acabou vencendo os croatas com certa facilidade, 86 a 77. O jogo final, que aconteceu ontem, era contra os australianos. O Brasil apresentou os mesmos problemas que havia mostrado diante de gregos e croatas: Inconsistência. Os titulares mantiveram um bom nível e deixaram o Brasil no jogo durante grande parte do tempo. O problema aconteceu quando os reservas tiveram que ir pra quadra. Quando isso ocorreu, nas três partidas, a equipe teve uma grande queda na sua produção. No final das contas, 89 a 84 para o time da terra dos cangurus.

Nossa equipe estréia na próxima terça-feira no pré-olímpico. O adversário parece não assustar, é o fraco Líbano. Entretanto, a pergunta que fica é a seguinte: Será que dá? Bom, vou me despir do ofício jornalístico e dar a minha sicera opinião: Eu acho muito difícil que o Brasil se classifique pras Olimpíadas com essa esquadra que aí está. Não que o torneio esteja com um nível altíssimo de basquete, muito pelo contrário, vejo  uma competição fraquíssima tecnicamente e com apenas duas boas equipes: Grécia e Eslovênia.

É engraçado se pararmos pra pensar. Se tivessemos contando com os serviços dos jogadores da NBA; Leandrinho, Nenê e Ânderson Varejão, classificaria o Brasil como franco favorito a pelo menos uma das três vagas. Sem a turminha do estrelato, nossas chances se reduzem à metade (talvez até menos).

Como já foi dito, o primeiro embate será contra o Líbano. É uma equipe que dentro da África é quase imbatível; todavia, dentro do basquete mundial, não passa de uma força terciária. O segundo jogo com certeza será bem mais difícil. Contra os anfitriões gregos, a vitória será praticamente impossível. Primeiro porque eles jogam em casa, isso já garante amplo favoritismo aos helênicos, segundo porque indiscutivelmente eles têm bem mais time que nós. Não acho que seja totalmente impossível vencer; A Grécia já não é mais a mesma de dois anos atrás, é um time envelhecido, que carece de renovação, só que ainda deve ser respeitado.

Caso passemos de fase (provavelmente em segundo lugar), nosso possível adversário nas quartas de final será a Alemanha, que deve se classificar com facilidade no grupo B, que ainda conta com Cabo Verde e Nova Zelândia. A principio, os alemães assustam pelo simples fato de contar com o megastar Dirk Nowitzki. De fato, é um exímio jogador; ele já provou isso sendo o MVP da NBA. Só que é a famosa equipe de um jogador só; se conseguirmos anular Nowitzki, a chance de vitórias é bem grande (O problema é anulá-lo, mas isso já é outra história).

O grupo C conta com Coréia do Sul, Esovênia e Canadá, enquanto o grupo D é composto por Croácia, Camarões e Porto Rico. Creio que se classificam Eslovênia e Canadá no C e Croácia e Porto Rico no D, nessa respectiva ordem. Palpites feitos, vamos às semifinais: De um lado Grécia (que venceria um hipotético confronto contra a Nova Zelândia) contra Eslovênia (venceria Porto Rico, no caso). Esse é o caminho fácil para o Brasil, já que ao meu ver, Grécia e Eslovênia são as duas equipes mais fortes do torneio. Sobraria para o Brasil, no caso de uma vitória contra a Alemanha, enfrentar os croatas, que venceriam os canadenses na minha pequena simulação.

Grécia e Eslovênia seria um duelo imprevisível. Se tivesse que apostar, iria no time da casa, pelo simples fato de jogar em seu país. Já Brasil e Croácia fariam um embate interessante. Mesmo tendo vencido os croatas no torneio preparatório, não acho que venceríamos eles de novo. Simplesmente porque acho que a Croácia é mais time que o Brasil. Com as duas vagas garantidas (Grécia e Croácia), sobraria uma terceira, disputada contra os eslovenos. Aí meu amigo, se já acho difícil vencer os croatas, o que dirá a Eslovênia?

Claro que tudo isso é apenas hipótese. Podemos tanto vencer o torneio quanto ser eliminados na primeira fase. Eu fico aqui na torcida para a classificação, por mais que meus prognósticos não sejam nada animadores.

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Spurs acerta com Roger Mason Jr

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Roger Mason Jr

Após perder o ala Corey Maggette (ex-Clippers) para o Golden State Warriors, o San Antonio Spurs acertou nesta quarta-feira com Roger Mason Jr, que estava no Washington Wizards. Os valores do contrato são de 7,3 mi por dois anos de compromisso, valores que a franquia da capital americana não terá como cobrir após as renovações de Arenas e Jamison. O próprio jogador confirmou o acordo.

Mason pode ser considerado um “combo guard”, que atua na posição 2 mas também pode jogar na posição 1. Chegou à NBA sendo a 31ª escolha do draft de 2002 pelo Chicago Bulls, onde ficou até 2004, quando foi trocado junto ao Toronto Raptors e, após alguns jogos foi, dispensado e teve atuações discretas. Em 2006 retornou à NBA jogando pelo Wizards, onde ficou até o término da última temporada.

Na última temporada inclusive, Mason, prestes a completar 28 anos, obteve as melhores médias da carreira, com 9,1 pontos, 1,6 rebote e 1,7 assistência, com aproveitamento de 44,3 % nos arrmessos de quadra e 39,8 % nos chutes de 3 pontos, em 21,4 minutos por partida, também a maior média de minutos da carreira, devido principalmente às lesões de Arenas e Antonio Daniels. Atuou em 80 jogos, sendo 9 como titular.

Com o acerto com Mason, a saída de Barry parece iminente.