Arquivo diário: 01/07/2008

Ginobili será porta-bandeira da Argentina em Beijing

O ala do San Antonio Spurs, Manu Ginobili, será o porta-bandeira da delegação Argentina nos Jogos Olímpicos de Beijing 2008. A notícia foi anunciada hoje pelo comitê olímpico argentino.

Ginobili, que ajudou sua equipe a conquistar a medalha de ouro nos últimos jogos, venceu uma votação realizada pelo comitê entre 19 chefes de equipe. O ala-armador recebeu oito votos, contra três do remador Santiago Fernández, dois do ciclista veterano Juan Curuchet, uma da integrante das Leonas (Integrante da seleção de hóquei sobre grama) Luciana Aymar e um do tenista David Nalbandian.

Os jogos acontecem de 8 a 24 de agosto.

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Brent Barry pode estar de saída do Spurs

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Envolvido nessa temporada em troca que resultou na vinda do pivô Kurt Thomas para o Spurs, o ala-armador Brent Barry pode dar um adeus definitivo para a equipe, após ter saído e voltado em questão de 20 dias graças à negociação citada.

E o destino do jogador pode ser não muito longe de San Antonio, afinal, a franquia que já fez contatos com o jogador é justamente o Houston Rockets, rival estadual do San Antonio Spurs. Com a liberação oficial para que sejam feitos contatos com agentes livres, o Rockets partiu com tudo para cima do ala-armador, que é reserva no Spurs.

Alguns problemas de lesão e a troca em janeiro dificultaram as coisas no AT&T Center para Barry. O jogador perdeu valiosos minutos, e praticamente só foi utilizado em alguns poucos momentos da pós-temporada. Entretanto, o treinador da equipe, Gregg Popovich, afirma desde o retorno do jogador que o mesmo é importantíssimo para a rotação do time.

Barry é agente livre irrestrito, ou seja, pode negociar com qualquer time da Liga sem dar prioridade ao Spurs.

Ídolos de barro recheados de ouro

Amaury, Wlamir, Hortência, Oscar, Marcel, Magic Paula, Janeth, Kanela; Pelé, Garrincha, Sócrates, Zico, Ademir da Guia, Serginho Chulapa; Guga, Maria Esther Bueno; Bernardinho, Renan; adicione a essa lista mais algumas boas dezenas de nomes.

Leandrinho, Nenê, Varejão, Iziane, Guilherme, Nezinho, Lula Ferreira; Ronaldinho, Kaká, Marcelo, Robinho, Adriano, Dunga; adicione a essa lista mais algumas péssimas CENTENAS de nomes.

Qual a diferença entre essas listas propostas, listas que contam com os mais diversos esportistas brasileiros, amigo leitor e amiga leitora? Pois lhes digo que a primeira lista não deveria ser só uma lista: deveria ser capa de qualquer livro brasileiro sobre esportes, conteúdo de qualquer prefácio sobre esporte nacional. Já a segunda não deve passar de uma lista: uma lista que está mais para lista de supermercado, com preços e quantias, uma lista onde se compra o jogo, o amor, o esporte.

Não coloquemos em questão as habilidades dos esportistas de cada uma das listas: Amaury ou Leandrinho? Pelé ou Kaká? Hortência ou Iziane? Ora, não temos que perder tempo com isso. Devemos perder tempo com a diferença mais absurda e alarmante entre os dois grupos citados: o amor à pátria. Amor que hoje se compra, antes era dado com orgulho.

Em entrevista publicada nesse blog e no NBA Jumper, o ex-jogador Amaury contou-me um pouco de suas experiências. Contou-me um pouco sobre seu amor à pátria. É comovente, acreditem. E, se não acreditarem, cliquem nos links em destaque acima e leiam: é MUITO comovente, pois nos coloca frente a frente com a podridão do esporte nacional e mundial. Chega a impressionar o fato de verdadeiras lendas do esporte terem se apegado muito mais ao amor do que ao dinheiro. E que os ídolos de barro atuais se rendem – e vendem – por algumas notas verdes – que, admito, pesam na corrida vida nossa.

Quantas Izianes seriam necessárias somar para obtermos UMA Hortência? Difícil obter resposta? Ok, e para obtermos MEIA Hortência? Sim, algumas várias Izianes. E o mesmo se aplica a todos os outros e outras da atualidade se comparados a seus precursores.

Mas a pergunta que faz a situação ser caótica é: quantos salários de Garrincha, por exemplo, seriam necessários para obtermos UM DIA de salário do lateral-esquerdo Marcelo, hoje no Real Madrid? Mais difícil do que a última pergunta feita, correto? Muito correto!

E enquanto os jogadores e jogadoras atuais nadam na grana e desdenham da pátria, ídolos antigos são chamados no Palácio do Planalto para serem aplaudidos. Só aplausos? Eles deviam é servir de exemplo para os mais novos. Deviam ter estátuas em suas cidades natais e deviam, acima de tudo, serem valorizados. Mas isso é Brasil, então é melhor ficarmos nos questionando: o Brasil vai ou não vai pras Olimpíadas? Vai ou não pra Copa? E essa lei nova sobre pessoas que bebem ao volante, hein rapaz… Quanta coisa boa pra discutir.

E que descansem em paz – mesmo vivos – nossos ídolos eternos. E que descanse em paz o esporte brasileiro – esse morto e enterrado por dirigentes omissos e ídolos de barro recheados de ouro – ouro de tolo, como diria Raul Seixas.