Arquivo diário: 15/06/2008

Danny Green, de North Carolina, faz testes no Spurs

Andy Lyons/Getty Images

Andy Lyons/Getty Images

Logo após terminar o treino com o San Antonio Spurs, o ala Danny Green, da universidade de North Carolina, disse sexta à noite que ainda não decidiu sobre retirar o nome do Draft.

“Continuo muito indeciso,” disse Green, por telefone, do aeroporto de San Antonio. “Eu sei que há algumas notícias dizendo que já tomei minha decisão de voltar para a universidade na próxima temporada, mas não é realmente o que acontece. Não tomarei nenhuma decisão antes de me encontrar com o técnico (Roy) Williams até esse fim de semana. Eu acho que decidirei depois de nos falarmos.”

O ala de 1,96 m, que está em seu terceiro ano na universidade, é um dos três jogadores de North Carolina na lista para o próximo Draft da NBA. Estão nela também o armador Ty Lawson e o ala-armador Wayne Ellington. O limite para retirar o nome da lista do Draft, de acordo com a NBA, é segunda-feira, dia 16 de junho, às 18 hrs no horário de Brasília.

Green, depois da audição com o Spurs, estava feliz com sua performance.

“Eu acho que tive um bom dia,” disse Green. “Nunca dá exatamente tudo certo, mas estou feliz da maneira com que tudo aconteceu.”

Ele disse não ter marcado mais nenhum treino com outros times da NBA. Green teve médias nesta última temporada com o Tar Heels de 11,5 pontos, 4,9 rebotes, 2 assistências, 1,2 bloqueios e 1,2 roubos de bola por jogo.

 

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Em Pequim

Mesmo com o importante desfalque de Iziane, a seleção brasileira feminina de basquete venceu hoje a final da repescagem do pré-olímpico da categoria, disputado em Madrid, e garantiu o passaporte para as Olimpíadas de Beijing.

Bassul escalou, novamente, Karla no lugar de Iziane. A loira já tinha entrado muito bem contra a Bielo-Rússia, sendo a cestinha da nossa seleção. Claudinha, Micaela, Êga e Kelly completaram nosso 5 inicial. Pelo lado das cubanas, destaque para a dupla de garrafão titular formada por Plutin e Boulet.

O jogo começou com o Brasil concentrando muito seu jogo no perímetro. Faltando 3:32 para o fim do primeiro quarto, Êga tem que ir para o banco por problemas com faltas. Pouco depois, a nossa seleção consegue sua primeira liderança no placar; 13×11 Brasil. As nossas pivôs, principalmente Kelly, começam a entrar no jogo. Fim do quarto, vitória brasileira por 19×16.

O segundo quarto começa equilibrado. Faltando 6:07, Mamá dá um susto ao sair de quadra mancando após sofrer falta violenta. Felizmente, não era nada demais e ela pôde retornar ao jogo mais tarde. Com muitas reservas em quadra, os dois times cometem bastante erros seguidos. Faltando 2:43, Claudinha coloca o Brasil 5 pontos a frente com uma bola de 3, mas Amargo, no finalzinho, começa a aparecer muito bem fazendo 5 pontos seguidos e dando números finais à primeira metade do jogo, empatando-o em 34 a 34.

Logo na volta dos vestiários, Êga comete nova falta e tem de sentar novamente. A cesta de 3 de Amargo é seguida de um contra-ataque cubano que coloca Cuba na frente por 39 x 34, a maior vantagem cubana até então. Apenas na metade do quarto, aproximadamente, Natália converte o primeiro lance livre do Brasil no jogo; em uma decisão equilibrada como essa, o mal aproveitamento podia ter feito a diferença. Cuba se aproveitava do mal desempenho das brasileiras na linha dos lances e da condescendência da arbitragem para parar o jogo com faltas duras no garrafão. Com pouco menos de 3 minutos por jogar, o Brasil começa sua reação, e Chuca, após rebote ofensivo, derruba para 2 a diferença que chegou a ser de 6 pontos. Com menos de 1 minuto, Mamá empata o jogo em 45, mas Casanova dá números finais ao quarto; Cuba 47×45.

O último quarto foi tão emocionante quanto prometia ser. Apenas no último período foi marcada uma fata intencional de Cuba, que permitiu que Chuca empatasse o jogo. Com pouco menos de 9 minutos a serem jogados, Kelly dá um belo toco, e, no contra ataque, o Brasil novamente iguala o jogo. Faltando 8:08, o Brasil toma a liderança do placar pela primeira vez no quarto, com cesta de Karla; Brasil 51×50. Faltando 6:26 Casanova abre 4 para Cuba. Com 4:21, Karla derruba a vantagem para 1 ponto, mas, com uma sequência de bons ataques, as cubanas voltam a abrir 4.

Faltando menos de 2 minutos, começa um verdadeiro jogo de xadrez em quadra. Micaela empata, e, em seguida, Kelly vira o jogo para o Brasil. Cuba pede tempo, e, na volta,empata novamente, e Bassul também para o jogo. Faltando 32 ssegundos, Karla coloca o Brasil na frente convertendo 2 lances livres. Cuba para o jogo novaemente, e, faltando 0:22, erra seu arremesso e para para o jogo com falta em Micaela, que converte os dois lances livres e obriga Cuba a pedir outro tempo. Faltando 0:14, Mamá comete sua primeira falta e Plutin derruba os dois arremessos; Bassul pede o último tempo do jogo. Faltando 12 segundos, Micaela converte mais 2 lances, e, na sequência, Cuba erra seu arremesso de 3 pontos. Ainda dá tempo de Mamá converter um último lance livre e dar números finais ao jogo; 72×67.

O grupo que foi definido por mim mesmo, na coluna de ontem, como formado por apenas coadjuvantes mostrou que tem brio suficiente para encarar uma decisão. O potencial do basquetebol brasileiro foi mostrado hoje. Lamento apenas os desfalques e o abandono, de todas as partes, que o esporte sofre no país.

Boa sorte para nossas meninas em Pequim!

Do céu ao inferno

Hoje estréia a última das novas colunas do blog Spurs Brasil, que será chamada “Passando a limpo” e sairá todos os domingos escrita por mim, Victor Moraes (aliás, como eu estou estranho nessa foto da barrinha, vou providenciar outra urgente! hahahaha), e meus companheiros de blog Glauber da Rocha e Robson “Koba”. Ela terá como conteúdo os assuntos mais importantes da semana, com algumas estatísticas, para quem gosta de números, e também um pouco de história. Biografias, artigos especiais sobre jogadores e jogos inesquecíveis também sairão nessa coluna; então, não deixem de acompanhar.

O assunto desta semana no “Passando a limpo”, como não poderia deixar de ser, será a seleção masculina de basquete, os pedidos de dispensas e o pré-olímpico que se aproxima.

Hoje temos que lidar com a desorganização de nossa confederação e com jogadores sem espírito patriota, e não conseguimos ir a uma olimpíada desde 1996, em Atlanta. Mas se engana quem pensa que nosso basquete sempre foi assim. Se hoje somos insignificantes no cenário mundial, outrora fomos grandes potências, conquistando títulos e medalhas frente as poderosas seleções de EUA e da extinta URSS.

O primeiro grande feito de nossa seleção foi nos jogos olímpicos de 1948, em Londres. A 2ª guerra mundial havia terminado e o as olimpíadas estavam de volta. Naquele ano, conquistamos a medalha de bronze, ficando atrás apenas de França e do favorito absoluto EUA. O elenco brasileiro estava desfalcado e contava apenas com 10 jogadores, contra 14 dos adversários e, mesmo contra as adversidades, impomos uma forte defesa e saímos com o bronze no peito. Foi a primeira medalha do basquete brasileiro em olimpíadas. Foi o marco inicial para inúmeras conquistas.

Em 1959, outra conquista inesperada, mas dessa vez uma surpresa maior ainda. Conquistamos o nosso primeiro campeonato mundial, torneio disputado no Chile. Liderados por Wlamir Marques e Amaury Passos, principais jogadores da equipe, surpreendemos a todos perdendo apenas para a União Soviética, e superando inclusive os EUA. É verdade que um detalhe político fez a diferença para que no sagrássemos campeões. A URSS se recusou a enfrentar a China e ficou fora da decisão do título. Mas isso não tira os méritos de nossos atletas que realizaram façanha inédita.

Jatyr e Algodão completavam a base dauela seleção ao lado de Wlamir e Amaury, mas a equipe também tinha um destaque fora de quadra, no banco de reservas: o técnico Togo Renan Soares, conhecido como Kanela, dava seus primeiros passos em uma trajetória de sucesso. Kanela se tornou o técnico mais vitorioso da história de nossa seleção. Logo em seguida, em 1960, nos Jogos Olímpicos de Roma, conquistamos outra medalha de bronze, mas o melhor ainda estaria por vir alguns anos depois.

Em 1963 a seleção repetiu a dose no mundial, dessa vez disputado aqui mesmo no Brasil. Sagramo-nos bi campeões mundiais. O Brasil passou por 12 adversários e saiu sem sofrer nenhuma derrota, vencendo inclusive adversários como Iugoslávia, URSS e EUA. Foi a consagração do esporte brasileiro, que colocou seu nome na galeria entre as principais equipes do mundo.

Nos jogos de 1964, em Tóquio veio mais uma medalha de bronze, e em 68, na Cidade do México um quarto lugar. Em Munique-72 a seleção entrou em um período de decadência com os principais jogadores se aposentando e ficou apenas em sétimo, e, em Montreal – 76 não conseguimos classificação.

Em 1980, voltamos aos jogos graças ao surgimento de uma nova geração liderada por Oscar Schimdt, que participou de de 5 olimpíadas (de 1980 até 1996) e se tornou o maior cestinha da história dos jogos, com 1093 pontos em 38 partidas, uma incrível média de 28,7 ppg. Infelizmente Oscar não conseguiu uma medalha olímpica; os melhores resultados foram três quintos lugares, em 1980, 1988 e 1992.

Mas, mesmo sem conseguir uma medalha olímpica, Oscar entrou para a história com uma conquista em outros jogos, os Pan-americanos. Em 1987, a competição foi disputada em Indianápolis – EUA, e Oscar, ao lado de Marcel, conseguiu uma medalha de ouro emocionante vencendo os donos da casa e favoritos ao título na final do torneio. A seleção americana jamais havia perdido um jogo de basquete em casa, e esta derrota mostrou aos americanos a força do basquete brasileiro.

Oscar se aposentou da seleção em 1996 após as olimpíadas, e desde então o basquete nacional nunca mais conseguiu grandes conquistas. Se quer conseguimos classificação para os Jogos Olímpicos após a saída do “Mão Santa”. E uma seleção que já foi potência do esporte, hoje tem que conviver com fracassos consecutivos.

Hoje o Brasil conta com inúmeros jogadores em times da Europa, e inclusive na Liga americana de basquete, a NBA, mas os fracassos recentes devem se repetir no Pré-olímpico que se aproxima. Pedidos de dispensas dos principais jogadores envergonham todo um país que já foi acostumado a grandes conquistas e hoje tem que agüentar desorganização, fracassos e a falta de patriotismo e de respeito à seleção de alguns jogadores.

Talvez nossos dirigentes e jogadores atuais precisem de uma aulinha de história do esporte para aprender a respeitar essa nação que já esteve entre as maiores do mundo e hoje é motivo de piada para os adversários.

Celtics 44@56 Spurs – Jogo virtual 5

Os Celtics vão pro tudo ou nada no último jogo em San Antonio.

44×56 sas

Jogo virtual no Playstation2

Parker começa dando o ritmo do jogo, e o Spurs abre 10pts de vantagem, R.Rondo comete 2 faltas e é substituído por E.House. Parker termina o 1º tempo com 10pts e 2reb, e o placar fica em 5-19. O 2º quarto é disputado e o Boston diminui a diferença para 8pts. Parker não pontua nesse período. Após o intervalo, P.Pierce começa a reação com uma cesta de 3pts, mas Horry responde imediatamente na mesma moeda. A emoção fica para o final do período; R.Allen anota mais uma de 3pts, seguido por um arremesso no finalzinho do período de R.Rondo, diminuindo a diferença para 4pts. Mas Pop acerta o time que vem decidido a não deixar a decisão ir para Boston, vence o jogo e é campeão virtual.

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DESTAQUES DA PARTIDA

San Antonio Spurs

Duncan – 15pts, 12reb, 4ast, 2roub

T.Parker – 12pts, 7ast, 4reb

B.Bowen – 12pts, 4ast, 2roub

M.Ginóbili – 10pts, 5ast, 3roub

Boston CelticsK.Garnett – 10pts, 10rb, 1ast, 1roub, 2bloq

R.Allen – 20pts, 5reb, 3ast, 2roubÉ isso aí pessoal, agora só nos resta acompanhar a final de verdade entre Lakers e Boston.