Todas são apenas coadjuvantes

Nessa mesma coluna, meu colega Leonardo Sacco já explicitou quais são as chances de nossa seleção masculina de basquete chegar às Olimpíadas. Pois bem, nossas meninas, diferentemente, ainda têm boas chances de jogar em Pequim. A grande questão que fica é que papel poderão desempenhar nos Jogos.

O Pré-olímpico, que vem sendo disputado na Espanha, começou na última terça-feira para nossa seleção. Na estréia, 125 x 45 na fraca seleção de Ilhas Fiji, com 28 pontos de Iziane e 22 de Mamá. Uma vitória que não significou muita coisa; o primeiro duelo de verdade seria no dia seguinte, contra as donas da casa.

Uma grande expectativa foi criada para a partida. As brasileiras diziam que, na Espanha, dava-se como certa a vitória das anfitriões, e que entrariam decididas para calar o ginásio. E assim aconteceu; apertados 71 x 68 para nossa seleção. Os 18 pontos de Iziane e o excelente trabalho defensivo de Micaela em cima de Valdemoro foram fundamentais. O Brasil garantia o primeiro lugar no grupo C e enfrentaria a Bielo-Rússia, dois dias depois, pelas quartas-de-final.

As vencedoras garantiriam seu passaporte olímpico. Quem perdesse enfrentaria ainda uma repescagem com as outras 3 derrotadas. O Brasil começou mal o jogo, terminou o primeiro tempo 7 pontos atrás, e, após enfrentar 12 pontos de desvantagem, conseguiu empatar o jogo e levar a decisão para a prorrogação. Porém, a Bielo-Rússia dominou totalmente o tempo extra e conseguiu a vitória por 86 x 79.

E a derrota, que mandava a nossa seleção para a respescagem, foi mais dolorida do que podia parecer. A ala Iziane se negou a entrar em quadra no fim da prorrogação, e o técnico Paulo Bassul, frente ao ato de indisciplina, cortou a jogadora da competição. Grego, nosso querido presidente da CBB, ficou em cima do muro quando questionado a respeito.

A verdade é que a situação é delicadíssima para Bassul. Realmente, ele tomou uma decisão acertada em afastar uma atelta que, na opinião dele (e na minha também) deu mostras de indisciplina. O problema está em que jogadora foi essa; Iziane, que, não bastando ser a grande estrela do nosso basquete feminino contemporâneo, já é a nona baixa na seleção que o treinador tem como ideal. Agora, as coadjuvantes do nosso cenário atual tentarão conseguir classificar-se para a Olimpíada.

Hoje, elas mostraram que são capazes de manter o sonho aceso, vencendo Angola por 75 x 58. Vejamos que papel nosso basquete pode desempenhar esse ano, sem Iziane, Nenê, Varejão, e, provavelmente, Leandrinho.

Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor assistente do UOL Esporte. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 14/06/2008, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Atitute ridicula da Iziane.. ela n merece vestir a camisa do Brasil nunk mais..

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