Arquivo diário: 12/06/2008

Celtics 32@46 Spurs – Jogo virtual 4

Desculpem-me pelo atraso. Aqui está mais um jogo da nossa série de simulações. Ginásio lotado para o jogo 4.

32×46 sas

Jogo virtual no Playstation2

A bola começa com o Spurs, que tem dificuldades para cobrar uma bola ao fundo. Os problemas pioram com Duncan fazendo a 2ª falta. Mesmo sem o ala-pivô, o time consegue terminar o quarto em 9-12. Com a volta de Timmy, a defesa melhora e os rebotes também; o Spurs vai pros vestiários com 16-24. Destaque para Bowen, que tem 4-7 de FG. Após o intervalo, o Spurs se mantém na frente, mesmo com muitos passes errados. Manu manda uma bomba para deixar o Spurs com 10pts de vantagem; o 3º quarto termina em 25-33, e Duncan já tem 10pts e 10reb. O Celtics vai pro tudo ou nada, mas Timmy manda uma ducha de água fria, fazendo uma cesta de 3pts logo no começo. Oo time administra a vantagem e vence a partida com tranquilidade.

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DESTAQUES DA PARTIDA

San Antonio Spurs

Duncan – 15pts, 12reb, 3ast, 1bloq
T.Parker – 8pts, 7ast, 3roub

Boston Celtics

K.Garnett – 9pts, 10rb, 2ast, 1roubo

É isso aí pessoal, até domingo.

Fever @ Silver Stars – WNBA – Young lidera as Stars em mais uma vitória

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Jogando em casa, as Stars não tiveram grandes dificuldades para vencer o equilibrado time do Indiana Fever. O primeiro quarto foi equilibrado, e as visitantes acabaram vencendo por dois pontos. No entanto, a equipe de San Antonio voltou ligada para o segundo período, e a partir daí abriu larga vantagem. Ao final do terceiro quarto, a vantagem era de 12 pontos, vantagem essa que foi administrada até o final da partida.

A ala-pivô Sophia Young foi o destaque das Stars com 17 pontos e seis rebotes. A belga Ann Wauters contribuiu com mais 12 pontos e oito rebotes. Foi a quarta vitória das comandadas de Dan Hughes na temporada. A equipe é a quinta colocada pelo lado Oeste, com a mesma campanha que o Sacramento Monarchs (4-4).

O próximo jogo das Stars acontece na sexta-feira, quando recebem o forte Seattle Storm. Já a equipe do Fever vai até Atlanta para enfrentar o lanterninha do Leste, o Atlanta Dream. O jogo também acontece na sexta.

Destaques da partida

San Antonio Silver Stars

Sophia Young – 17 pontos e 6 rebotes

Ann Wauters – 12 pontos e 8 rebotes

Vickie Johnson – 10 pontos e 7 rebotes

Indiana Fever

Tan White – 13 pontos e 6 rebotes

Katie Douglas – 13 pontos, 4 rebotes e 4 assistências

As disparidades que rondam o basquete americano

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Quem vê os jogos da WNBA na televisão (os poucos que são transmitidos), pode pensar que as jogadoras, além de bonitas, também ganham os mesmos salários astronômicos que os jogadores da NBA. Quem partiu desse pressuposto deve começar a rever seus conceitos. Jogar na liga profissional norte-americana é o sonho de toda universitária que pratica o esporte nos Estados Unidos. Mas, o que quase ninguém aqui sabe é que os salários da liga feminina de basquete chegam a ser ridículos se comparados ao que ganham os jogadores da NBA.

Para se ter uma idéia, vamos às comparações: O teto salarial da WNBA é 772 mil dólares por ano, enquanto o da NBA é de 55,6 milhões, ou seja, todo o dinheiro que circula referente a salários na liga feminina corresponde a apenas 1,39% do dinheiro movimentado dentro da masculina. Com base nesses dados, na NBA, cada jogador que componha uma equipe de 12 jogadores ganha em média 4,6 milhões de dólares/ano, enquanto na WNBA, a mesma equipe, com as mesmas 12 jogadoras, ganha em média a ínfima quantia de 64 mil dólares/ano, o que dá pouco mais de cinco mil dólares por mês. Continuando com as disparidades, o salário inicial de uma novata recém chegada da universidade varia de 36 a 44 mil dólares/ano de acordo com sua posição no draft. Já na NBA, a primeira escolha do draft tem direito a um salário de mais de quatro milhões de dólares. Para deixar os desavisados de queixo caído, um jogador medíocre recém saído da universidade ganha aproximadamente uma quantia que varia de 440 a 770 mil dólares/ano. Para quem começou a ler esse artigo e não prestou muita atenção nele, voltem um pouco e vejam que o teto salarial de toda uma equipe da WNBA é 772 mil, ou seja, um jogador de nível “D” na NBA ganha o mesmo que toda uma equipe da liga feminina. Para finalizar as comparações envolvendo salários, o ordenado máximo possível que uma jogadora pode receber é 95 mil dólares/ano, ao passo que na NBA esses valores passam da casa dos 20 milhões.

Com tantos números e contas, a pergunta que fica é: Onde quero chegar com isso? A resposta é simples; para os apaixonados pelo basquete feminino (grupo no qual eu me incluo) é inadmissível ver tamanha disparidade. Para situar um pouco mais o leitor, a maior parte das jogadoras que atuam no basquete americano também jogam no basquete europeu. Como isso funciona? A temporada da WNBA é bem curta; são apenas quatro meses (Na NBA são nove), de maio até agosto, depois há um período de férias, e o resto do calendário é ocupado pelos campeonatos europeus. E é no velho continente que as jogadoras conseguem ganhar um bom dinheiro. Lá, as equipes valorizam mais a atleta e pagam um salário decente; uma jogadora de alto nível chega a ganhar em uma única temporada o que não ganharia em seis ou sete anos de WNBA. Por esse motivo se torna tão vantajoso jogar em duas equipes. A liga americana continua sendo mais importante e valorizada pelas jogadoras, mas, quando surge uma oportunidade de encher o bolso e ainda manter o ritmo de jogo para a próxima temporada, por que não aceitá-la?

É claro que existem motivos para tudo isso ocorrer. Primeiramente, a WNBA é uma liga que não tem grande apelo do público norte-americano. Dificilmente se vê um ginásio lotado de gente como vemos em quase todos os jogos da NBA. A publicidade é muito menor, e os grandes vilões disso tudo são os próprios times. Como assim? A maioria das equipes da liga, salvo algumas exceções, está filiada com a franquia masculina. Por exemplo: San Antonio Spurs e San Antonio Silver Stars. O que acontece é que 95% dos investimentos são direcionados ao time da NBA, e o motivo para isso é bem simples, só é investido dinheiro onde se tem retorno. O basquete masculino dos Estados Unidos é um produto que gera lucro e é vendido para o mundo todo. Em qualquer país se sabe quem são Michael Jordan, Kobe Bryant ou Lebron James. Agora eu pergunto a você, caro leitor: Vocês conhecem Lauren Jackson, Diana Taurasi, Tamika Catchings ou Katie Douglas? Com muito esforço, devem conhecer a australiana Lauren Jackson, não pelo o que ela apresenta dentro de quadra, o que é fantástico diga-se passagem, mas sim pelas belas curvas da loira.

Pesquisas dão conta que nem o próprio americano se interessa por sua liga feminina de basquete. O pior de tudo é que nas medições de audiência, até o basquete universitário feminino ganha da WNBA. Há algo muito errado nisso, e tem que ser mudado urgentemente. O fato positivo é que a liga é bastante jovem, tem apenas 12 anos de existência, e ao longo desses anos muitas coisas mudaram e grandes melhorias foram feitas. Então, é esperar para ver como se desenvolve a liga com o desenrolar dos anos.