Arquivo diário: 11/06/2008

Executivo do Spurs pede demissão

Russ BookbinderRuss Bookbinder, vice-presidente executivo de operações de negócios dos Spurs, anunciou nessa terça que está deixando seu cargo na Spurs Sports & Entertainment, depois de mais de 20 anos com o clube.

“Era algo que venho pensando há um ano, um ano e meio,” disse Bookbinder. “Eu apenas nunca admiti que isso sairia da minha boca.”

Contratado por Red McCombs como vice-presidente executivo em Janeiro de 1988, ele é um dos muitos empregados que traçaram o caminho do clube da HemisFair Arena até o AT&T Center. Os Spurs empregaram não mais que 25 pessoas no dia que Bookbinder chegou. Desde aquele tempo, a franquia cresceu cresceu até a entidade conhecida como Spurs Sports & Entertainment.

Em sua 21ª temporada em San Antonio, Bookbinder, 56, supervisiona as operações de quatro times profissionais – os Spurs, as Silver Stars da WNBA, os Austin Toros da Liga de Desenvolvimento da NBA, e os Rampage da AHL, time de hóquei de San Antonio em uma liga secundária. Bookbinder foi uma das chaves da metamorfose da franquia de um clube de basquete em uma cidade pequena em uma franquia multi-esportiva de quatro times. Esse crescimento exponencial, em parte, conduziu-o para sua demissão.

“São muitas noites na arena,” disse Bookbinder. “Isso provoca perdas.”

O proprietário do Spurs, Peter Holt, que adquiriu o controle do clube em 1996, disse que a ausência de Bookbinder será sentida.

“Quando me juntei ao Spurs como dono 12 anos atrás, eu não sabia a diferença entre basquete e um trator,” disse Holt. “Russ Bookbinder me ensinou muito sobre a NBA e os negócios nos esportes profissionais.”

Quando Bookbinder chegou em 1988, os Spurs atraiam entre quatro e cinco mil espectadores por noite no venerável HemisFair Arena, para acompanhar jogadores como Alvin Robertson e Johnny Dawkins.

“Eles eram torcedores fanáticos de basquete,” disse Bookbinder. “Se nós queríamos sempre expandir nossos negócios, nós tínhamos que buscar um segmento maior de mercado. Nosso objetivo era transformar o que fazíamos em entretenimento familiar.”

Bookbinder começou a construir o que era o precursor do que são atualmente os eventos nos dias dos jogos no AT&T Center. Sobre sua direção, os Spurs adicionaram músicas nos auto-falantes e entretenimento na quadra durante os intervalos do jogo, e melhoraram o sistema do placar eletrônico. Em sua tutela, Bookbinder colocou os Spurs na nova era de relacionamento com a comunidade local, com os jogadores fazendo aparições pessoalmente e indo à eventos de caridade.

“Ele era envolvido com tudo,” disse Bob Bass, GM do Spurs na época. “Ele trouxe esses elementos e comandou tudo com muita vontade.”

Bookbinder também ajudou a trazer o All-Star Game de 1996 para San Antonio, e trabalhou com o San Antonio Sports Foundation no esforço para atrair outros eventos esportivos para a cidade. Como um membro do Sports Foundation’s Board of Directors, ele estava entre os fundadores do Alamo Bowl em 1994.

Depois de mais de 20 anos de muito trabalho, Bookbinder está pronto para descansar. Seu filho e sua filha, Josh e Jessy, estão crescidos e não moram mais com ele. Ele planeja passar mais tempo com sua mulher, Tammy, que está lutando contra uma múltipla esclerose. Elem que sobreviveu de um câncer, disse planejar usar os próximos meses para um longo e merecido descanso. Ele está bem de saúde e quer tirar vantagem disso.

“Vou sair agora, aproveitar o verão e ver o que vai acontecer,” disse Bookbinder. “Agora, estou em paz com tudo.”

R.C. Buford, vice-presidente e general manager do Spurs, cuidará das funções que Bookbinder desenvolvia. Não se sabe ainda se Buford assumirá o controle da posição temporariamente ou por um longo prazo.

A importância do elenco de apoio

Sou torcedor do Dallas Mavericks e fui convidado para falar sobre a NBA, principalmente sobre o Spurs, com um outro olhar.

Meu nome já apareceu em um artigo desse mesmo site, quando Leonardo falou de mim como um “grande amigo torcedor do Dallas” e que “preferia ver o time dele perdendo do que o meu ganhando” (o que é uma grande mentira).

O jogo 3 da série final entre Lakers e Boston aconteceu ontem, com vitória do time de Los Angeles por 87×81. Essa série tem mostrado para todos os times da NBA que para conseguir uma equipe de sucesso é necessário elencos de apoio competentes. Os grandes jogadores quase sempre fazem o que se espera deles. Kobe fez 36 pontos ontem, mas em boa parte do jogo sofreu na eficiente marcação de Ray Allen. Foi quando o Lakers ficou atrás no placar. Lamar Odom e Pau Gasol estavam sumidos da partida. Então apareceu Sasha Vujacic, que acertou importantes arremessos de 3 . Ele acabou a partida com 20 pontos, sendo um importante trunfo para o Lakers no jogo.

No primeiro jogo, em Boston, quem fez bem esse papel foi Rajon Rondo, que na minha opinião vem fazendo uma série acima das expectativas. Allen, Pierce e Garnett fizeram o que tinham que fazer, mas o Lakers contou com boa atuação de Odom, Gasol e do veterano Fisher. Então, quem apareceu como diferencial, não só pelos pontos ou pelas assistências, mas pelos rebotes ofensivos conseguidos, foi Rondo.

No jogo 2 o Celtics sobrou até o final da partida, quando Kobe comandou uma reação do Lakers, que quase encostou no placar. Garnett estava um pouco abaixo da média, mas a dupla Rondo e Powe fez uma grande partida. Rajon terminou com 16 assistências, muitas delas destinadas a Leon Powe, que surpreendeu a todos com 21 pontos.

Acho que o campeão da NBA será quem tiver um elenco mais preparado para contribuir com os grandes jogadores. Meu palpite? Acho que será o Boston, por ter mais estrelas e um elenco de apoio mais competente, em que sempre um se sobressai e aparece decisivamente.