Arquivo diário: 26/03/2008

Pré-Jogo – Clippers @ Spurs

Pré-Jogo – Los Angeles Clippers @ San Antonio Spurs

Local: AT&T Center

Horário: 21:30 (Horário de Brasília)

Data: 26/03/2008

Situação do jogo

Após dois jogos fora de casa (ambos com vitória) o Spurs retorna ao AT&T Center para fazer um jogo teoricamente fácil contra o Los Angeles Clippers. O time da Califórnia foi um dos primeiros da conferência Oeste a ter campanha que o impossibilita de ir aos playoffs. Com isso, a equipe agora “luta para não fazer bons jogos”, uma vez que posições ruins no final da temporada regular fazem os times terem melhores chances de possuir escolhas altas no draft. Já por parte do time de San Antonio, as quatro vitórias consecutivas embalam o time e a torcida, que só espera a vitória com mais uma boa atuação da dupla Duncan-Manu.

Série na temporada (2-0)

22/12/2007 – Clippers 90 @ 99 Spurs

O primeiro duelo entre as equipes na temporada foi realizado no palco do jogo de hoje à noite, o AT&T Center. O jogo ficou marcado pelas excelentes atuações do ala-pivô do time do texano, Tim Duncan (34 pontos e 18 rebotes), e do novato da equipe californiana, Al Thornton, que foi o cestinha de sua equipe com 25 pontos.

06/01/2008 – Spurs 88 @ 82 Clippers

Menos de um mês após o primeiro confronto, Spurs e Clippers voltaram a duelar, desta vez em Los Angeles. E, mais uma vez, a vitória foi dos texanos, com destaque para o double-double de Tim Duncan (17 pontos e 17 rebotes) e para a alta pontuação de Manu e Parker (23 e 26 pontos, respectivamente). Pelo lado da equipe californiana, destacaram-se o pivô Chris Kaman (20 pontos e 14 rebotes) e novamente Al Thornton, que anotou 17 pontos além de agarrar 8 rebotes.

Fique de olho

Al Thornton 

Em sua temporada de estréia na NBA, o ala vem sendo um dos destaques de seu time, com 11,7 pontos e 4,3 rebotes de média por jogo. Mesmo a partida não tendo valor nenhum para seu time, é mais uma chance de o novato ir se firmando como titular na combalida equipe de Los Angeles.

Horry pode retornar essa noite

Robert Horry

O ala-pivô Robert Horry, que não jogou os dois últimos jogos, contra Dallas no domingo e Orlando na terça, com uma lesão feia no joelho esquerdo, disse prever que jogará na partida de hoje contra o Los Angeles Clippers no AT&T Center.

“O joelho está melhor, porém eu acho que se tivesse jogado (terça à noite), ele poderia estar inchado como um balão na quarta. Eu espero estar pronto para o jogo (hoje),” disse Horry, que sofreu a contusão durante uma colisão com o jogador do Sacramento Kings Francisco Garcia na sexta.

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Spurs 35 anos – O “Air”gentino

Confesso ser um fã recente de basquete. Por muito e muito tempo, para mim, existia apenas o futebol; e com um olhar filtrado, parcial, com todas as minhas análises sofrendo influência direta da minha paixão pelo Palmeiras. Isso tudo começou a mudar em 2004.

Com 16 anos já completados, começava meu amadurecimento, na vida e, especificamente, no esporte. Naquele ano, os Jogos Olímpicos voltavam a seu berço, a Grécia, e eu vi o quão graciosamente mais amplo o mundo do esporte é do que apenas o futebol brasileiro.

De tudo o que vi, uma modalidade em específico me chamou a atenção; o basquetebol. Lembro de grandes jogos, cheios de emoção, como Lituânia 94 x 90 Estados Unidos e Espanha 76 x 68 Sérvia e Montenegro, país hoje extinto. E, de todas aquelas seleções, uma delas me chamou a atenção.

Nossos hermanos, justo eles, arquirivais no meu até então esporte único, me encantavam, com sua seleção que contava com Oberto, Scola, Nocioni e, principalmente, ele; Emanuel Ginóbili, o maestro que comandou a orquestra portenha, algoz outras grandes equipes, como Grécia (69 x 64 nas quartas), Estados Unidos (89 x 81 nas semi) e Itália (84 x 69 na final).

O último jogo, disputado no dia 28 de agosto, foi algo impressionante. Depois de uma vitória no primeiro tempo por 43 x 41, Manu Ginóbili, o craque daquela seleção, comandava sua esquadra a atropelar a Itália de Sorana e Rombaldoni; o jogo, que chegou a estar empatado em 51, terminou com esmagadores 84 x 69 para nossos hermanos, pela primeira vez campeões olímpicos.

A partir de então, o basquete se tornou tão importante quanto o futebol em minha vida. O encanto de Emanuel Ginóbili me fez me interessar pelo esporte, e minhas escolhas não poderiam ser outras; passei a acompanhar a NBA, principal liga de basquete do mundo, e torcer para o San Antonio Spurs, time de Manu.

A partir de então, aprendi a idolatrar também Tim Duncan, a admirar o jogo de Tony Parker. Li sobre a importância do almirante Robinson para a história da esquadra. Aprendi o quanto que o jogo em equipe é fundamental, e a importância que Bowen, Finley, Horry e Oberto tiveram e/ou têm para o time. Mas um ajudou para que minha paixão pelo basquetebol não fosse algo passageiro.

Logo em minha primeira temporada como fã, já pude comemorar o título mais importante do basquete mundial de clubes. Em uma emocionante final de 7 jogos, cheias de reviravoltas, troca de favoritismo, troca de vantagem, levamos a melhor sobre o até hoje respeitadíssimo Detroit Pistons, conquistando nosso tri-campeonato na NBA.

Naquela noite, o Pistons, que contava com um fortíssimo quinteto inicial (Billups, Hamilton, Princi e os Wallaces) chegou a estar 9 pontos na frente; algo preocupante, se tratando de um time tão bom defensivamente como o de Detroit. Mas, como acontece há muito tempo na NBA, os Spurs não dão chance jogando em casa nos Playoffs. E, naquela noite, não foi diferente. O jogo terminou 81 x 74, para a alegria do novo fã do time, Lucas Pastore.

www.nba.com

Duncan foi preciso e eficiente como sempre, com 25 pontos e 11 rebotes. Horry, nosso então sexto homem, contribuiu com 15 pontos e 5 rebotes. Mas, novamente, o que me encantou foi a beleza do jogo daquele argentino; Emanuel Ginóbili, com seus 23 pontos, 5 rebotes, 4 assistências e 1 roubada de bola se transformou no meu grande ídolo do basquete, lugar que ocupa até hoje.

Viradas, dinamismo, correria, jogo em equipe. Coisas que me encantam no basquetebol e que vi condensadas naquele 23 de junho de 2005, no jogo 7 entre Spurs e Pistons. Talvez, por isso, jamais esquecerei essa data como início da paixão que nutro pelo San Antonio Spurs.