Arquivo diário: 18/03/2008

Popovich não está preocupado com as últimas derrotas

Foto por Damian Strohmeyer/sportsillustrated.cnn.com

Desde o fim da maior seqüência de vitórias na temporada, com 11, no começo do mês, que o fez saltar para a liderança do divisão Oeste, o San Antonio Spurs perdeu seis das últimas sete partidas, atingindo na derrota contra o Celtics a pior seqüência de derrotas na temporada, com 4.

O recorde do Spurs está em 44-23, que há algum tempo atrás seria uma campanha para posições bem altas na tabela para os playoffs. Este ano, tornou-se apenas uma disputa para conseguir vantagem no mando de quadra na primeira rodada. Ainda assim, o técnico do Spurs, Gregg Popovich, não parece estar estendendo a mão para apertar o botão de pânico. Ele age, de fato, como se não soubesse onde fica esse botão. Popovich julga seu time mais frequentemente pela competitividade e consistência. Nessa medida, ele considera as últimas derrotas fora de casa e para grandes times um tipo de sucesso.

“Você sempre vai preferir ganhar do que perder, porém eu não estou realmente preocupado sobre isso,” disse Popovich. “Eu me preocupo mesmo se estamos jogando consistentemente, sendo competitivos não importando qual a situação. E eu penso que estamos fazendo isso. Eu realmente estou orgulhoso do modo como eles estão jogando, ainda que a campanha não mostre-o.”

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Curiosidades – O lado artístico de Tony Parker

Tony Parker está mostrando não ser apenas mais um jogador da NBA que pensa ser uma estrela do Rap. Na França, “Tony P”, como é chamado em alguma de suas músicas, vem vendendo discos e fazendo fãs que sequer o viram jogar basquete.

Seu mais novo hit se chama “Premier Love”, que é composto por uma mistura exótica de Rap em francês com um cativante refrão em inglês. As canções de Tony Parker estão se popularizando na internet através de vídeos, downloads de mp3 e até toques de celulares.

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Artigo – O libertador de San Antonio – Parte I

Quatro títulos, ótimo técnico, elenco invejável, temido por todos os outros times da NBA. Talvez seja assim que você, leitor, conheça o San Antonio Spurs. E não é para menos, afinal, nas últimas dez edições da NBA, nada menos do que quatro foram vencidas pela equipe texana. Mas nem sempre foi assim. Na verdade, o time pode ser dividido em duas épocas: a época antes de contar com o jogador-tema desse artigo e a época posterior.

Acho que agora vocês sabem de quem eu estou falando. Ele mesmo, do alto de seus 2,16m, David Maurice Robinson, ou só David Robinson, ou melhor ainda, só Almirante Robinson. Um dos maiores pivôs que já passaram pela NBA, o Almirante foi realmente um marco na vida do San Antonio Spurs. E, por toda essa grandeza, dividirei esse artigo em duas partes. Afinal, o Almirante é muito maior do que qualquer texto. Grande em sua estatura, grande no basquete que jogava; esse é David Robinson.

Foi no dia 6 de agosto de 1965 que o segundo filho de Ambrose e Freda Robinson nasceu, na cidade de Key West, na Flórida. Mas não pense que a família tinha vida fácil no exótico estado. Na verdade, eles não tinham vida fácil em nenhuma das inúmeras cidades por onde passaram durante a infância de David. Como seu pai, Ambrose, era oficial da Marinha dos EUA, ele e sua família mudavam de cidade toda vez que era solicitado ao patriarca. E foram inúmeras mudanças até que seu pai se aposentasse e a família Robinson estabelecesse moradia em Woodbridge, Virginia.

Durante a infância, David sempre foi ótimo aluno, tirando boas notas e praticando com habilidade todos os esportes escolares. Todos menos o basquete. Sim, aquela criança alta e com todo tipo físico de jogador de basquete preferia outros esportes, como futebol e ginástica, e não se dava tão bem assim com a bola de couro laranja. Uma nova mudança de lar na vida dos Robinson e o então adolescente David passou a viver na cidade de Manassas, ainda na Virginia. Nessa cidade, estudou na Osbourn Park High School, na qual se formou e ficou apto para cursar uma universidade norte-americana. Chamava atenção na época o tamanho do jovem David, que ao fim de seu ensino médio media mais de 2 metros. E mesmo com todo esse tamanho o garoto ainda não se dava bem com o basquetebol.

Mas essa falta de afinidade com o basquete estava com os dias contados. Após se formar no ensino médio, David partiu para a Navy Academy, escola superior da Marinha norte-americana. Lá, foi instruído a treinar basquete e fazer parte do time da Universidade, pois seu porte físico poderia ajudá-lo a se destacar e, por conseqüência, permitir que ele almejasse algo maior em sua vida. Pois foi o que aconteceu. Jogando pelo time de sua Universidade, Robinson passou a se tornar destaque e, com sua camisa 50 (escolhida em homenagem ao ídolo Ralph Sampson, pivô revelado pelo Houston Rockets), começou sua brilhante carreira no basquete.

Na NCAA (liga de basquete universitário dos EUA) Robinson teve destaque em todos os quatro anos que foi jogador. Com apenas 18 anos, garantiu médias de 7,6 pontos e 4,0 rebotes por jogo, começando a cravar seu espaço no time titular. Mas a grande temporada defendendo as cores da Navy Academy seria a sua última na NCAA, em 1986/1987, quando o jogador já atingia seus 21 anos. Na temporada em questão, atingiu a média de 28,2 pontos, 11,8 rebotes e 1,1 assistências por jogo, além de 144 bloqueios no decorrer dos 32 jogos que disputou naquele ano. Era o carimbo em seu passaporte rumo a NBA.

Mas, antes de entrar na NBA, Robinson ainda teve a oportunidade de defender a seleção dos Estados Unidos em duas oportunidades: nas Olimpíadas de Seoul em 1988 e no Pan Americano de Indianapolis, em 1987. Em uma época em que as seleções não tinham permissão para contar com jogadores da NBA, a seleção dos EUA era composta apenas por jogadores universitários, e David Robinson era o grande destaque do time, que obteve medalha de bronze nos Jogos de 1988 e medalha de prata no Pan de 1987 (medalha essa que veio com a histórica derrota para o Brasil de Oscar e Marcel).

Com a meteórica carreira universitária em alta, era a hora de David Robinson figurar entre os grande jogadores da NBA, que nesse época contava com lendas do porte de Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson. E a entrada para a liga não podia ter acontecido de forma melhor: foi o primeiro selecionado do primeiro round do draft de 1987, pelo San Antonio Spurs, time que até então não obtivera nenhum resultado expressivo dentro da NBA. Mas um impasse impediu que Robinson participasse da NBA logo na temporada 1987/1988, como deveria ser. Ele e o Spurs deveriam esperar mais dois anos para poderem contar um com o outro, pois o pivô deveria ainda passar por um período de treinos e qualificações dentro da Marinha norte-americana.

E esse período quase terminou com uma carreira que nem havia começado. Nesse tempo de dois anos que ficou afastado do basquete, Robinson desenvolveu e muito sua paixão pela ginástica, e decidiu que abandonaria o basquete para se dedicar ao esporte pelo qual sempre foi apaixonado. Mas, nesse momento (agradeçam, torcedores do Spurs!), David esbarrou em um grande obstáculo. Um obstáculo com exatamente 2,16m de altura. Qual seria ele? A altura do jogador. Isso mesmo, graças a sua altura, David não conseguiu seguir na carreira de ginasta, e decidiu tentar recomeçar sua carreira de jogador de basquete. Mas, antes de voltar, mais apreensão para os torcedores de San Antonio, pois Robinson viraria agente livre antes mesmo de estrear, e não se tinha idéia se ele permaneceria no Spurs ou se partiria para outra equipe.

Mas David Robinson decidiu encarar o desafio de ser a estrela maior de um time apagado na liga. Decidiu se tornar o Almirante. Decidiu ser o libertador de San Antonio. Mas isso, só no próximo artigo…

Médias de David Robinson no basquete universitário

Time/Colégio: Navy Academy

Ano: 1983/1984

Jogos: 28

Minutos jogados: 372 (13,3 por jogo)

Pontos: 214 (7,6 por jogo)

Rebotes: 111 (4,0 por jogo)

Bloqueios: 37 (1,3 por jogo)

Roubos de bola: 6 (0,2 por jogo)

Assistências: 6 (0,2 por jogo)

Ano: 1984/1985

Jogos: 32

Minutos jogados: 1075 (33,6 por jogo)

Pontos: 756 (23,6 por jogo)

Rebotes: 370 (11,6 por jogo)

Bloqueios: 128 (4,0 por jogo)

Roubos de bola: 27 (0,8 por jogo)

Assistências: 19 (0,6 por jogo)

Ano: 1985/1986

Jogos: 35

Minutos jogados: 1187 (33,9 por jogo)

Pontos: 796 (22,7 por jogo)

Rebotes: 455 (13,0 por jogo)

Bloqueios: 207 (5,9 por jogo)

Roubos de bola: 59 (1,7 por jogo)

Assistências: 24 (0,7 por jogo)

Ano: 1986/1987

Jogos: 32

Minutos jogados: 1107 (34,6 por jogo)

Pontos: 903 (28,2 por jogo)

Rebotes: 378 (11,8 por jogo)

Bloqueios: 144 (4,5 por jogo)

Roubos de bola: 66 (2,0 por jogo)

Assistências: 33 (1,1 por jogo)

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Celtics @ Spurs – Uma dica para Pop.

93 X 91
Um show de basquete, uma aula de como se joga. Assim pode ser definido o primeiro quarto do jogo em que o Spurs recebeu o Celtics após perder três partidas consecutivas. Pois chamem de aula e show apenas o primeiro quarto e nada mais. Afinal, o resto do jogo foi uma aula de queda de produção por parte do time de San Antonio e de superação por parte do time de Boston, que jogou sem uma “perna de seu tripé”, o ala-armador Ray Allen.
Fazer 28 pontos e levar apenas 11 do time que lidera a Conferência Leste e tem a melhor campanha da Liga é um feito e tanto para qualquer time. E foi o que o Spurs fez no primeiro período de jogo. O time texano apresentou nesse início de jogo um basquete que não apresentava há muito tempo, com jogo coletivo elevadíssimo e uma chuva de bolas de três pra cima do time de Massachusetts . O jogo parecia estar ganho e isso entrou com certeza na cabeça de nossos jogadores.
E esse foi o maior problema do Spurs; achar que o jogo estava ganho graças a diferença adquirida nos primeiros doze minutos. Pois bem, do outro lado estavam Paul Pierce, Kevin Garnett e os Celtics prontos para provar que o jogo só tinha começado. E com uma reação espetacular o time de Garnett e cia. foi para o intervalo perdendo por apenas 10 pontos.
Diferença essa que diminuiria até sumir no terceiro quarto de jogo. Esses doze minutos foram assustadores para os torcedores texanos, que viram seu time perder toda a vantagem construída e ainda ficar 4 pontos atrás do adversário.
Mas Popovich chamou o time e pela reação da equipe em quadra deve ter falado poucas e boas. O Spurs foi aos poucos recuperando sua supremacia na partida e voltou a adquirir boa vantagem, 79 a 72, com o cronometro apontado pouco mais de seis minutos para o fim.
Nesse momento da partida as coisas iam tomando ar crítico e o técnico de San Antonio pediu um tempo, para mais um dura na equipe e também para abafar a pressão adquirida. Após o tempo de quadra, os Celtics voltaram dispostos a diminuir a vantagem, mas esbarraram nas mãos de Duncan, que brecou dois ataques seguidos com bloqueios. A diferença foi diminuindo novamente e de 7 passou para 4 pontos apenas, 85 a 81 para o time do Texas. Os últimos dois minutos passaram então a reservar grande emoção para o jogo mais esperado da rodada. Para começar esses últimos instantes uma bola de três de Paul Pierce diminui a vantagem para apenas um ponto.
A reação do time do leste continuou até que o placar tornou-se favorável para eles, 89 a 87. E novamente o time texano dormiu e deixou o adversário tomar conta do jogo. Ao final, 93 a 91 para os Celtics, com direito a bola de três no estouro do cronometro perdida por Robert Horry. Fica a dica para Popovich: água gelada na cara faz as pessoas acordarem. E acordar é o que esse time precisa, afinal, um quarto só não ganha jogo.
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Manu Ginóbili – 32 pontos, 4-7 nos arremessos de três pontos;
Tony Parker – 17 pontos, 8 assistências;
Tim Duncan – 10 pontos, 8 rebotes e 3 bloqueios;
Boston Celtics
Kevin Garnett – 21 pontos e 8 rebotes;
Paul Pierce – 22 pontos, 8 rebotes e 5 assistências;
Rajon Rondo – 20 pontos, 6 rebotes e 3 assistências;

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