Artigo – Renovação é a palavra de ordem

O elenco do Spurs atualmente conta com 12 jogadores. São eles: Tim Duncan, Bruce Bowen, Manu Ginóbili, Michael Finley, Robert Horry, Tony Parker, Matt Bonner, Fabrício Oberto, Damon Stoudamire, Ime Udoka, Jacque Vaughn e o recém-adquirido Kurt Thomas. De todos esses jogadores, você sabe quantos ainda não atingiram a marca dos 30 anos? Apenas dois. Isso mesmo, apenas dois desses doze jogadores não chegaram à última idade antes do começo das idades do “enta” (quarenta, cinqüenta, sessenta…).

São eles o armador francês Tony Parker, no auge de seus 25 anos, que serão 26 em maio próximo, e o ala Matt Bonner, que nesse ano completará 28 primaveras. Pois é muito pouco, principalmente em um esporte com tanta requisição de condição atlética. E longe de mim achar que pessoas com trinta ou mais não tem condições de correr, pular, arremessar e tocar. O problema não é esse.

Acontece que daqui a três ou quatro anos no máximo esses trintões serão quase quarentões e, com certeza, já estarão à beira da aposentadoria. E nesse momento, como ficará o Spurs?

A história recente da NBA mostra que os times com média de idade alta ou que possuem seus principais jogadores com idade avançada devem se preocupar. Foi assim com o Bulls após a aposentadoria de Jordan, com o Pacers após a saída de Miller e com o Knicks após a saída de Ewing (no caso desse último time, a média de idade atual ainda é alta e o time se manteve em condições de disputa alguns anos após a saída do legendário pivô, entrando em declínio algum tempo depois).

Pois bem, do quinteto titular, nada mais nada menos do que quatro jogadores estão na casa dos 30 anos. Apenas Parker é a exceção. E a situação toma ares mais preocupantes quando começamos a analisar o nível de condicionamento e aptidão física exigida pela NBA nos últimos tempos. Duncan é um fora-de-série e, portanto, o que menos preocupa, afinal jogadores assim suportam com classe a vinda da idade. O caso de Manu é igual ao de Duncan. Mas com os outros jogadores a situação não é a mesma. Bowen atua de um modo que exige exímio preparo físico. Horry está para se aposentar, assim como Finley e, portanto, os dois não deverão ser problemas daqui a duas temporadas, no máximo.

Mas independente da retirada de alguns jogadores, o problema maior são as peças de reposição. Afinal não podemos repor Horry com qualquer ala-pivô e nem Bowen com qualquer cara que saiba marcar. Temos que renovar com qualidade. E Pop começou esse serviço no draft de 2005, aproximadamente.

Na escolha de calouros em questão, Pop fez a opção e o Spurs draftou o francês Ian Mahinmi, pivô que atualmente está com apenas 21 anos. Ian não fez uma boa temporada de estréia, atuando em somente seis jogos e somando médias de 3,5 pontos apenas. Foi para a D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA, e começou a ganhar destaque. Jogando pelo Austin Toros, tem médias de 17,7 pontos, 8,3 rebotes e 1,5 tocos e foi selecionado para o Jogo das Estrelas da competição.

O segundo passo para a renovação foi verde e amarelo e se chama Tiago Splitter. Não vou me alongar muito, pois o artigo “A expectativa verde-e-amarela” já diz tudo sobre a relação entre o Spurs e o pivô brasileiro de 23 anos.

Agora é hora de se perguntar: e o perímetro do time, não sofrerá renovações? Pois bem, por enquanto Pop não parece olhar tanto para essa faixa do time que envolveria os armadores, alas e alas-armadores. Mas há um bom motivo para isso. Na armação do time, joga um dos mais novos do elenco, Tony Parker. O francês tem tempo de quadra muito alto e não precisa de um reserva a altura. O ala-armador Manu Ginobili ainda tem mais uns 6 anos de Liga, no mínimo. Seu reserva, Michael Finley (ou seria o contrário, Manu reserva e Finley titular?) ainda deve jogar por mais duas temporadas e é preocupação portanto para daqui dois anos. Na ala, Bruce Bowen já tem seu substituo, Ime Udoka. Esse, apesar de já passar da casa dos 30 anos, ainda tem mais uns 7 ou 8 anos de Liga e permite que a renovação ocorra gradualmente.

Não duvidem do Pop… ele sabe o que faz.

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Sobre Leonardo Sacco

É jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Cravou a opção pelo jornalismo no estouro do cronômetro, quando criou o Spurs Brasil em uma madrugada de domingo para segunda. Escreve para o Yahoo! Esportes e dá seus pitacos no @leosacco.

Publicado em 06/03/2008, em Artigos. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. na próxima temporada o spurs deve “liberar” alguns jogadores como Finley, Horry, Vaughn.. tentar colocar bonner em alguma troca… e renovar o contrato do kurt thomas por um valor bem menor…. previsão é que chegue a ter 16 milhões de cap livre… estou apostando que venha de 2 a 3 jogadores de alto nível… tanto contratando os FA como em trades… fora que o spurs ainda tem uma ME Except, queira ou não, ano que vem vai ter uma renovação “forçada” ^^

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