Leonard e Aldridge são eleitos para os All-NBA Teams

Nessa quinta-feira (9), a NBA divulgou os resultados das eleições para os quintetos ideais da temporada 2015/2016 com dois representantes do San Antonio Spurs. O ala Kawhi Leonard aparece no First Team, enquanto o ala-pivô LaMarcus Aldridge ficou no Third Team.

Astros estão nas seleções da temporada (Reprodução/bballbreakdown.com)

Cada participante da eleição, promovida oficialmente pela NBA, escolhia três jogadores para cada posição, em ordem de preferência: o primeiro ganhava cinco pontos, o segundo três e o terceiro dois. Leonard recebeu 94 votos para o First Team e 35 votos para o Second Team, terminando com 575 pontos. Aldridge, por sua vez, levou três votos para o First Team, 11 para o Second Team e 55 para o Third Team, acumulando assim 103 pontos.

Ficaram ao lado de Leonard no First Team da temporada 2015/2016 da NBA Stephen Curry, do Golden State Warriors; Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder; LeBron James, do Cleveland Cavaliers; e DeAndre Jordan, do Los Angeles Clippers.

O Second Team, único sem ninguém do Spurs, tem Chris Paul, do Los Angeles Clippers; Damian Lillard, do Portland TrailBlazers; Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder; Draymond Green, do Golden State Warriors; e DeMarcus Cousins, do Sacramento Kings.

Third Team tem ainda Kyle Lowry, do Toronto Raptors; Klay Thompson, do Golden State Warriors; Paul George, do Indiana Pacers; e Andre Drummond, do Detroit Pistons.

Leonard lidera lista dos melhores defensores da NBA

Apesar de ter entrado de férias mais cedo e ter dito adeus ao sonho do título da temporada 2015/2016 da NBA, Kawhi Leonard não tem do que reclamar. O ala é nome quase certo na lista de Coach K para a disputa dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, foi eleito o melhor defensor do campeonato e agora ganhou mais um reconhecimento da Liga: o astro do San Antonio Spurs foi o mais votado para o NBA All-Defensive First Team deste ano.

Leonard foi eleito o melhor defensor da NBA duas vezes seguidas (NBA/Getty Images)

A NBA divulgou a lista dos dez melhores defensores na tarde desta quarta-feira (25) com base em eleição na qual os jogadores poderiam receber votos para o primeiro ou o segundo time, fazendo com que assim somassem pontos. Leonard foi eleito de maneira unânime para o primeiro time e se tornou o único a atingir o feito. Na temporada, o ala chegou à incrível marca de 125 roubos de bola e 70 tocos, o que o colocou como favorito para liderar a lista.

Vale lembrar que Leonard já fez parte dos melhores defensores da NBA na temporada passada, ocupando o top cinco com Chris Paul e DeAndre Jordan, do Los Angeles Clippers, Draymond Green, do Golden State Warriors, e Tony Allen, do Memphis Grizzlies. Para este ano, a única diferença foi a entrada de Averu Bradley, do Boston Celtics, no lugar de Allen. Você pode conferir a lista completa aqui.

Porém, por mais que seja uma novidade, a nomeação de jogadores do Spurs para a lista dos melhores marcadores é algo que o torcedor já está bastante acostumado. Afinal, Leonard esteve presente no segundo time em 2014. Em 2015, foi promovido ao primeiro. Outro nome frequente é o de Tim Duncan. O ala-pivô esteve no segundo time em 1998, 2004, 2006, 2009, 2010, 2013 e 2015 e no primeiro em 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2005, 2007 e 2008.

Mas não são só Leonard e Duncan que representam o San Antonio quando o assunto é defesa. Aliás, essa foi a principal característica de Bruce Bowen, que chegou a ter sua camisa #12 aposentada, mas decidiu permitir que LaMarcus Aldridge a usasse. O ex-ala esteve no primeiro time em 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, e no segundo em 2001, 2002 e 2003. Para conferir estas e mais premiações referentes à NBA, basta clicar aqui.

Há ainda mais um motivo para o sorriso na cara de Leonard. O ala será papai pela primeira vez, e de uma menina! Ainda não foram divulgados maiores detalhes sobre a notícia, mas se o talento for hereditário, teremos mais um prodígio no basquete.

Confira abaixo a lista com os dez nomes do NBA All-Defensive

Primeiro time

Jogador – Time – Votos para o primeiro time – Votos para o segundo – Pontos
Kawhi Leonard – San Antonio Spurs – 130 votos / 0 votos / 260 pontos
Draymond Green – Oklahoma City Thunder – 123 votos / 5 votos / 251 pontos
Avery Bradley – Boston Celtics – 62 votos / 25 votos / 149 pontos
Chris Paul – Los Angeles Clippers – 59 votos / 30 votos / 148 pontos
DeAndre Jordan – Los Angeles Clippers – 47 votos / 43 votos / 137 pontos

Segundo time

Jogador – Time – Votos para o primeiro time – Votos para o segundo – Pontos
Hassan Whiteside – Miami Heat – 44 votos / 38 votos / 126 pontos
Tony Allen – Memphis Grizzlies – 44 votos / 33 votos / 121 pontos
Paul Millsap – Atlanta Hawks – 11 votos / 75 votos / 97 pontos
Jimmy Butler – Chicago Bulls – 18 votos / 26 votos / 62 pontos
Paul George – Indiana Pacers – 5 votos / 38 votos / 48 pontos

Hammon terá camisa aposentada pelo San Antonio Stars

O San Antonio Stars anunciou nesta quarta-feira (25) que aposentará a camisa #25, utilizada por Becky Hammon. A assistente técnica do San Antonio Spurs receberá a homenagem dia 25 de junho, no AT&T Center, quando a franquia da WNBA enfrenta o Atlanta Dream.

A camisa #25 utilizada por Becky Hammon será aposentada

A camisa #25 utilizada por Becky Hammon será aposentada (Reprodução/thegoat.com.br/)

Hammon atuou durante 16 anos na liga feminina norte-americana. Durante sua carreira, apresentou médias de 13 pontos, 3,8 assistências e 2,5 rebotes em 27,9 minutos por exibição.

A passagem da atleta pelo Stars durou oito anos e foi até 2014, quando a ex-armadora se aposentou. Em San Antonio, a estrela apresentou médias de 15,6 pontos, 5,1 assistências e 2,6 rebotes em em 31,4 minutos por jogo. Anteriormente, havia atuado pelo New York Liberty.

Durante seus anos de WNBA, a ex-jogadora acumulou muitas conquistas. Foi seis vezes All-Star, duas vezes escolhidas para o All-WNBA First Team e duas para o All-WNBA-Second Team, além de ter liderado a liga em assistências em 2007.

Hammon ainda atuou pela seleção da Rússia nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, conquistando o bronze, e no Eurobasket de 2009, levando a prata.

Atualmente, fora das quadras e como assistência técnica do Spurs, a ex-jogadora atuou como treinadora do alvinegro de San Antonio na Summer League de Las Vegas de 2015. Assim, se tornou a primeira mulher a dirigir uma equipe da NBA e a primeira a ser campeã.

Power ranking dos stashs do Spurs

Por Gabriel Andrade*

O San Antonio Spurs há tempos escolhe estrangeiros no recrutamento de calouros da NBA para colocá-los em desenvolvimento na Europa, prática conhecida como draft-and-stash, algo que vem se tornando mais comum com a internacionalização da liga e que dá flexibilidade ao teto salarial para franquias que não podem aloprar muito na hora de gastar. Pioneiro neste tipo de projeto, a equipe, naturalmente, acumula uma vasta coleção de atletas no Velho Continente. Ao todo, o alvinegro tem nada mais nada menos que DOZE direitos de jogadores fora da NBA, desde caras que nunca vão pisar em quadras americanas e já se encaminham para o fim da carreira, como o experientíssimo Robertas Javtokas, até alguns talentos que têm toda a chance de um dia se mudarem para o Texas. Com o objetivo de conhecê-los melhor, apresentamos, abaixo, um Power Ranking dos principais nomes nessa situação.

Davis Bertans é um dos stashs do Spurs (Reprodução/marca.com)

Para entender melhor como vai funcionar o ranqueamento, vamos apresentar os critérios:

– Coloco aqui apenas jogadores com chances reais, especulativas ou ainda em idade para se desenvolver e melhorar, caso os dois primeiros pontos não sejam satisfeitos;

– A ordem leva em conta bastante o encaixe na NBA moderna. Não adianta ser o mais produtivo, mas sim aquele com os melhores recursos físico-técnicos para uma boa adaptação;

– Apenas prospectos atuando pela Europa foram colocados. O motivo para isso é ter algum critério real, baseado no que vi. Se não assistir o jogador realmente, não consigo avaliá-lo.

1 – Davis Bertans

Posição: Ala/Ala-Pivô
Altura: 2,05 m
Idade: 23
País: Letônia
Draft: Escolhido em 2011 na posição 42
Clube: Laboral Kutxa Baskonia
Tipo de Jogador: Spot Up Shooter / Strecht Four
Comparação Otimista: Ryan Anderson
Comparação Casual: Mirza Teletovic
Fim do contrato: 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 7,9 pontos (54,4% FG, 50% 3 PT, 89,5% FT) e 2,1 rebotes em 19,9 minutos
Liga ACB: 9,8 pontos (42,9% FG, 46,3% 3 PT, 86,7% FT) e 3,5 rebotes em 25,4 minutos

Habilidades de NBA: Bertans tem um arremesso muito bom, e essa é sua maior arma para a NBA. A maior parte de seu volume de jogo vem dos tiros de três (73.3% de seus chutes), e ele consegue usá-los em uma infinidade de maneiras. Para isto, movimenta-se muito sem a bola, usando cortes em zíper e pindowns para se separar de seu defensor, utilizando sua mobilidade de elite para alguém de seu tamanho para ficar livre. Não é alguém que só arremessa parado: pode receber em movimento e se elevar para o chute. A mecânica é alta, fluida e rápida, tornando-o difícil de ser marcado, com grande eficiência. Exibe flashes de que pode arremessar após o drible, principalmente em handoffs. Arma o corpo facilmente.

Ainda é um jogador um pouco unidimensional, mas mostra sólida habilidade atlética (que precisa ser mais utilizada), que proporciona lances como este:

Bandeiras Vermelhas: Agilidade lateral mediana para marcar alas e falta de braços compridos e força para pegar rebotes. Não sabemos se será um ala, como Kyle Korver, ou um strecht four. Para se adaptar à NBA, terá que saber usar seu tamanho para brigar por rebotes e melhorar os instintos como playmaker e infiltrador. Por enquanto, só o chute é de elite.

2 – Adam Hanga

Posição: Ala
Altura: 2,00 m
Idade: 27
País: Hungria
Draft: Escolhido em 2011 na posição 59
Clube: Laboral Kutxa Baskonia
Tipo de Jogador: Defensor Versátil / Slasher
Comparação Otimista: Shawn Marion
Comparação Casual: Al-Farouq Aminu
Fim do contrato: 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 8,2 pontos (45,2% FG, 27,9% 3 PT, 70,7% FT) e 5,1 rebotes em 29 minutos
Liga ACB: 9,2 pontos (54,3% FG, 31,1% 3 PT, 73,% FT) e quatro rebotes em 24,9 minutos

Habilidades de NBA: Altura, envergadura, impulsão, explosão, mobilidade, força e agilidade lateral de elite para a NBA. Usando de todos esses recursos, muita energia e técnica defensiva, Hanga foi um dos principais marcadores de toda a Europa, terceiro na corrida de DPOY na Euroliga, mas aclamado como primeiro pela mídia especializada. Defendeu quatro posições em alto nível na temporada, um terror no mano a mano. Ofensivamente, consegue bater a bola para infiltrar, agraciado com seu primeiro passo, bastante eficaz em transição, mas não é particularmente bom mudando de direções. Bom passador tanto parado quando em movimento, capaz de fazer passes do estilo drive-and-dash e jogadas de kickout. Ótimo alvo para lobs, agraciado por sua habilidade atlética. Nos melhores dias, pode acertar bolas de três em sequência, com arremesso inconsistente, mas não quebrado.

Bandeiras Vermelhas: Arremesso muito inconsistente, o que pode complicar um pouco sua vida. Para a NBA, o ideal é que se encaixasse como 3-and-D e, para isso, precisa ser mais eficiente. É um jogador ofensivamente limitado, incapaz de criar qualquer coisa após o drible. Suas infiltrações são mais físicas do que técnicas, o que atrapalha um pouco seu potencial como slasher. Com 27 anos, não tem muito horizonte para aprimorar seu jogo.

3 – Nikola Milutinov

Posição: Pivô
Altura: 2,16 m
Idade: 21
País: Sérvia
Draft: Escolhido em 2015 na posição 26
Clube: Olympiacos
Tipo de Jogador: Bruiser / Protetor de Aro / Rim Runner
Comparação Otimista: Andrew Bogut com jogo de meia distância
Comparação Casual: Jusuf Nurkic
Fim do contrato: 2018

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 3,7 pontos (54,2% FG, 77,8% FT) e 2,7 rebotes em 10,8 minutos
Greek A1: 4,6 pontos (63,4% FG, 60,5% FT) e 3,4 rebotes em 12,4 minutos

Habilidades de NBA: Difícil ver alguém tão grande ser tão rápido. Em termos de mobilidade e agilidade, é um dos sete pés mais impressionantes do mundo, o que se soma a seus braços gigantes. Ganhou muita força e já tem um corpo relativamente trabalhado. Passou a jogar mais fisicamente com os papeis que lhe eram passados. Possui bom QI de basquete, que permite que distribua bons passes da cabeça do garrafão. A mecânica de arremesso é limpa e pode ser mais usada. Está sendo mais agressivo, fator em que era cobrado na época do Draft.

Bandeiras Vermelhas: Muito cru ainda para encarar o basquete da NBA. Não possui jogo de costas para a cesta e precisa de maior entendimento para o jogo em velocidade. Não é um cara muito atlético, apesar de ser veloz. Tem dificuldade em se elevar para o aro e sofre com caras mais fortes e físicos. Se complica com faltas rapidamente demais, e ainda falta melhor posicionamento e controle corporal para ser efetivo na defesa por longos minutos.

4 – Nemanja Dangubic

Posição: Ala-Armador/Ala
Altura: 2,06 m
Idade: 23
País: Sérvia
Draft: Escolhido em 2014 na posição 54
Clube: Crvena Zvezda Belgrado
Tipo de Jogador: Defensor Versátil
Comparação Otimista: Nenhum fit parecido em alto nível
Comparação Casual: Thabo Sefolosha mais alto
Fim do contrato: 2016 com opção para 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 5,2 pontos (55,1% FG, 45,3% 3 PT, 69,2% FT) e 1,9 rebotes em 15,9 minutos
ABA Liga: 4,8 pontos (39% FG, 33,3% 3 PT, 62,5% FT) e 1,5 rebotes em 15,4 minutos

Habilidades de NBA: Dangubic é muito alto e comprido para um swingman. O seu corpo lembra bastante o de Paul George, astro do Indiana Pacers. Além disso, o sérvio apresenta deslocamento lateral de primeira linha e muita impulsão, capaz de gerar impressionantes enterradas. É ainda bom passador, embora não espetacular. Foi bastante eficiente finalizando em 2015-2016, embora não faça jogadas ofensivas complexas. Quando esteve em quadra, mostrou sólido impacto defensivo no mano a mano e no pick and roll. Conquistou espaço e evoluiu bastante com o decorrer da temporada, de fim de banco a titular nos últimos jogos.

Bandeiras Vermelhas: Ainda é jogador muito cru ofensivamente, incapaz de mudar de direção e criar após o drible. Comete muito erros no ataque, resultado do controle de bola rudimentar e jogo de pés quase inexistente. Reboteiro e ladrão de bola desapontador para alguém de seus atributos físicos. Tecnicamente decepcionante para alguém de sua idade, precisa de um longo caminho de treino de fundamentos para pensar em NBA.

5 – Georgios Printezis

Posição: Ala/Ala-Pivô
Altura: 2,03 m
Idade: 31
País: Grécia
Draft: Escolhido em 2007 na posição 58
Clube: Olympiacos
Tipo de Jogador: Strecht Four / Face Up Four
Comparação Otimista: Nenhum fit parecido.
Comparação Casual: Nenhum fit parecido.
Fim do contrato: 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 14,1 pontos (51,3% FG, 36,4% 3 PT, 69,8% FT) e 5,5 rebotes em 25 minutos
Greek A1: Nove pontos (50,7% FT, 34,5% 3 PT, 55,6% FG) E 4,4 rebotes em 20,1 minutos

Habilidades de NBA: Um dos melhores finalizadores da Europa, com excelentes mãos para receber passes, além de fazer os floaters mais bonitos do basquete mundial. Excelente jogo de média e curta distância com bom arremesso de três pontos. É ainda excelente passador para alguém da posição. Erra pouquíssimo e tem grande QI de basquete. Jogador decisivo, que acumula atuações valiosas em diferentes finais. Bastante aguerrido e inteligente na defesa, compensando suas limitações atléticas com uso de força e posicionamento e sendo ótimo em situações de ajuda. Muito experiente e premiado.

Bandeiras Vermelhas: Baixo e pouco comprido para um ala-pivô, pouco ágil e atlético para um ala, Printezis é o típico caso de tweener para a NBA, sem um encaixe defensivo lógico. Não é bom reboteiro, e o seu arremesso não é o mais consistente e ainda pode sofrer um pouco com a maior distância da liga americana. Como seu jogo old school, o astro da seleção da Grécia seria efetivo contra defesas mais atléticas? Aos 31 anos, com muito títulos e identificação com o Olympiacos, é improvável que um dia queira jogar nos Estados Unidos.

6 – Livio Jean-Charles

Posição: Ala/Ala-Pivô
Altura: 2,06 m
Idade: 22
País: França
Draft: Escolhido em 2013 na posição 28
Clube: Asvel Villeurbanne
Tipo de Jogador: Face Up Four
Comparação Otimista: Tobias Harris
Comparação Casual: James Johnson
Fim do contrato: 2016

Médias em 2015-2016:

LNB PRO A: 6,1 pontos (55,7% FG, 12,5% 3 PT, 67,7% FT) e 4,7 rebotes em 21,4 minutos
FIBA Euro Cup: 8,8 pontos (59,6% FG, 100% 3 PT, 76,9% FT) e 6,3 rebotes em 24,3 minutos

Habilidades de NBA: Ótimo tamanho e envergadura para um ala-pivô de NBA, com excelentes instintos como reboteiro e passador. Projetado como bom defensor pelo conjunto atlético que possui. Mecânica de arremesso a ser trabalhada, mas que mostra bom alcance. Sabe botar a bola dentro da cesta por meio de infiltrações e do jogo de curta distância.

Bandeiras Vermelhas: Fora de forma, Jean-Charles vem jogando poucos minutos em clube que está longe de ser de elite. Ainda muito fraco para encarar um basquete mais físico. Seu jogo é baseado em instintos, e falta melhor compreensão da dinâmica da partida. Defensor desatento, que não consegue permanecer muito em quadra por conta de seus defeitos. Arremessador muito inconsistente. Preso entre as posições de ala e ala-pivô, sem chute para jogar no perímetro e força para atuar no garrafão. Até agora vem se mostrando uma decepção, sem conseguir produzir profissionalmente, que mostra investimento errôneo vindo da primeira rodada do Draft. Há dúvidas quanto a seu foco e disciplina.

* Este texto foi produzido por Gabriel Andrade. Você pode me encontrar no Twitter e no TimeOut Brasil. Escrevo quase diariamente sobre basquete na Europa, passando por Euroliga, prospectos ainda não draftados, prospectos já draftados e tretas do mundo FIBA. Se gostou deste texto sobre jogadores em stash, acesse a série sobre no TimeOut Brasil, em que passaremos por 17 clubes diferentes.

Spurs (2) @ (4) Thunder – Sonho adiado

 99×113

Não foi dessa vez. O San Antonio Spurs viajou até a casa do adversário com a permanência nos playoffs em jogo, mas acabou perdendo para o Oklahoma City Thunder por 113 a 99, nessa quinta-feira (12), e deu adeus à temporada 2015/2016 da NBA. O oponente pega agora o Golden State Warriors na final da Conferência Oeste, que começa na próxima segunda, enquanto os texanos entram de férias. Vamos aos destaques do jogo.

O encontro de duas gerações de lendas (NBA/Getty Images)

O jogo

Antes do jogo, todo torcedor dos Spurs já estavam com o coração na mão de tanta apreensão. E não era para menos. O duelo valia a sobrevivência na pós-temporada. O inicio de jogo foi até que empolgante, mas o alvinegro não conseguiu administrar a vantagem que construiu, e logo o Thunder recuperou a diferença. De 16 a 10 para os Spurs, o quarto terminou em 25 a 19, com dez pontos para Kevin Durant. Na segunda parcial, veio o apagão. O time de San Antonio fez apenas 12 (isso mesmo, DOZE) pontos em todo o período, enquanto o adversário fez 30. Foi a menor pontuação da equipe texana no primeiro tempo nestes playoffs. Essa corrida foi crucial para o resultado final. A intensidade dos mandantes não foi igualada.

Até o fechamento deste resumo, ainda não havia qualquer definição a respeito do futuro de Tim Duncan e Manu Ginobili. Segundo o site do canal SporTV, emissora responsável pela cobertura da NBA no Brasil, o ala-pivô não definiu seu futuro e evita falar sobre o assunto.

“Eu vou ver isso depois que sair daqui. Ver como a vida fica”, explicou The Big Fundamental.

O que fica

Leonard foi o principal destaque no decorrer da temporada (NBA/ Getty Images)

A derrota dói em todos os torcedores e fãs da franquia de San Antonio, principalmente aqueles que estão com a equipe em qualquer situação. Mas, aos que se mostram mais críticos, fica aqui um apelo: não se deixem levar pela série realizada contra o Thunder. Muito pelo contrário. O Spurs fez uma campanha histórica ao longo da temporada 2015/2016, e esse é o principal fator que se deve levar em consideração ao analisar o campeonato que ficou para trás.

Inicialmente, a equipe foi bastante reformulada em comparação ao elenco que levou o anel na temporada 2013/2014. Nomes como Cory Joseph, Marco Belinelli e Tiago Splitter são alguns jogadores que tiveram sua importância naquele título, mas quis o destino que não permanecessem mais com a camisa alvinegra. A base se manteve com Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili, Danny Green, Kawhi Leonard, Patty Mills e Boris Diaw. E outros reforços importantes chegaram, como David West, Kyle Anderson, Jonathon Simmons, Boban Marjanovic e, principalmente, LaMarcus Aldridge, novo astro da franquia texana.

Esse último chegou com status de astro. E suas contribuições foram à altura. Além de ficar perto de sua família, o ala-pivô escolheu ser treinado por Gregg Popovich com o objetivo de conquistar um inédito anel no fim de tudo. Infelizmente, o sonho não se concretizou (ainda). Mas, apesar dos veteranos não produzirem como antes, as novas caras provaram que podem muito bem carregar o piano quando alguns se aposentarem. Uma prova disso foi a dupla Leonard-Aldrige, que assumiu a responsabilidade nesta temporada e nos mostrou boas perspectivas para o futuro – principalmente o ala, que chegou a ouvir gritos de MVP diversas vezes. Algo animador para quem acompanha a evolução do atleta desde sua chegada.

Mills, Diaw e West podem muito bem também contribuir para que o Spur continue em alto nível quando a aposentadoria de Duncan, Ginobili e Parker chegar. Ainda tem os mais jovens que, pouco ou não, contribuíram bastante no decorrer da temporada. Anderson teve um pouco mais de participação, mas Simmons e até Marjanovic mostraram que não estão ali só para compor elenco. Prova disso: o jogo contra o Miami Heat em que ambos se destacaram.

Então, agora é ter calma. Não é justo apedrejar ninguém, nem dizer que tal jogador não serve. Não é disso que é feito o torcedor da franquia de San Antonio. A temporada foi histórica. Foi apenas uma derrota em casa! E ainda para o time que desbancou o Chicago Bulls de 1995/1996. O jogo segue. O show continua. A torcida e o apoio serão sempre os mesmos. O sonho do sexto anel foi apenas adiado! #GoSpursGo #RaceforSix

Férias

Querendo ou não, o Spurs agora entra de férias. Mas a cobertura do time pentacampeão da NBA continua! Ainda tem muita água pra rolar, como Draft, trocas, notícias, rumores e, principalmente, a possível convocação de Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a serviço da seleção norte-americana. Por isso, contamos com vocês, leitores, para que o blog continue ativo na offseason.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Kawhi Leonard – 22 pontos, nove rebotes, cinco assistências e três roubos de bola

Tim Duncan – 19 pontos e cinco rebotes

LaMarcus Aldridge – 18 pontos, 14 rebotes e duas assistências

Oklahoma City Thunder

Kevin Durant – 37 pontos, nove rebotes e duas assistências

Russell Westbrook – 28 pontos e 12 assistências

Steven Adams – 15 pontos e 11 rebotes

Andre Roberson – 14 pontos e sete rebotes

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