Gasol renova contrato com o Spurs, diz jornalista

Pau Gasol acertou sua permanência no San Antonio Spurs. De acordo com reportagem de Adrian Wojnarowski, jornalista da ESPN americana, o pivô espanhol renovou contrato com a franquia texana por três temporadas. O valor do novo vínculo ainda não foi divulgado.

Gasol continua no Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

No começo da offseason, Gasol rejeitou sua opção automática de renovação por US$ 16,2 milhões em movimentação que deu ao Spurs flexibilidade salarial para ir ao mercado e contratar agentes livres. Como compensação, a franquia ofereceu contrato de três temporadas.

Gasol tem 37 anos de idade e improvável pensar que jogue até os 40. Por isso, a movimentação foi boa para os dois lados. Se o pivô se aposentar durante o contrato, recebe seu valor integral sem que isso pese contra o teto salarial. Em outras palavras, foi um jeito encontrado pela franquia de “diluir” os US$ 16,2 milhões que o espanhol ganharia pelo próximo campeonato.

Na última temporada, sua primeira no Spurs, Gasol teve médias de 12,4 pontos e 7,8 rebotes em 25,4 minutos por exibição na fase de classificação e 7,7 pontos e 7,1 rebotes em 22,8 minutos por jogo nos playoffs. Seu aproveitamento de 53,8% nas bolas de três foi o melhor da liga.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e rumores sobre o Spurs

Spurs contrata ex-colega de Forbes, diz jornalista

O San Antonio Spurs segue trabalhando na construção de seu elenco rumo à temporada 2017/2018 da NBA. De acordo com reportagem de Zach Lowe, jornalista da ESPN americana, o alvinegro acertou a contratação de Matt Costello, ex-companheiro de equipe de Bryn Forbes. O jogador será dono do primeiro two-way contract da história da franquia texana.

Costello em ação pelo Wolves em Las Vegas (Reprodução/nba.com/timberwolves)

Novidade para a temporada 2017/2018, o two-way contract é um tipo de vínculo misto entre a NBA e a D-League. Cada franquia da liga poderá ter dois jogadores com contratos desse tipo além de no máximo 15, quantidade permitida da fase de classificação aos playoffs.

Jogadores que assinarem contratos do tipo podem passar no máximo 45 dias com o time da NBA. Para esse limite, não conta o período anterior ao início da D-League e nem o posterior ao seu fim. O período gasto com viagens para o time do principal campeonato de basquete dos Estados Unidos, ao contrário da jornada de volta para a liga de desenvolvimento. Assim, o reforço deve passar grande parte da temporada defendendo as cores do Austin Spurs.

Ala-pivô de 23 anos de idade e 2,06m de altura, Costello foi colega de Forbes por Michigan State entre 2014 e 2016 na NCAA. Depois de passar em branco no draft do ano passado, o ala-pivô defendeu as cores do Iowa Energy, da D-League, na última temporada, apresentado médias de 9,5 pontos (51,2% FG, 18,4% 3 PT, 77,4% FT) e 10,2 rebotes em 25,3 minutos por exibição.

Neste ano, Costello disputou a Summer League de Orlando pelo Orlando Magic, obtendo, em média, cinco pontos (42,9% FG, 25% 3 PT 100% FT) e 4,7 rebotes em 19,7 minutos por jogo. Depois, disputou a de Las Vegas pelo Minnesota Timberwolves, sustentando médias de 11,2 pontos (60,7% FG, 0% 3 PT, 73,3% FT) e 12 rebotes em 25,8 minutos por partida.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e rumores sobre o Spurs

Ginobili fica

Emanuel Ginobili ouviu seu nome na 57ª escolha do Draft de 1999, selecionado pelo San Antonio Spurs. As atuações do argentino em seus quatro primeiros anos de carreira, em sua terra natal, e no quinto, na Itália, chamaram a atenção de Gregg Popovich, mas nem o técnico nem a torcida podiam imaginar o impacto do jogador para a franquia e para o basquete mundial.

O número 20 que certamente será imortalizado (Jesse D. Garrabrant/ NBA)

Ginobili ficou mais um tempo na Europa e em 2002 se juntou ao time. Foi um começo difícil na NBA – o argentino sofreu com lesões e viu pouco tempo de ação. Era apenas um reserva. Mas conforme a temporada se desenrolou, Popovich começou a dar mais chances para Manu, como passou a ser chamado pela torcida, e o ala-armador mostrou serviço, venceu um prêmio de novato do mês e foi eleito para o segundo quinteto ideal entre os calouros.

Nos playoffs, porém, Ginobili se tornou parte importante na rotação de Popovich e aumentou suas médias em todos os quesitos. O Spurs se sagrou campeão no ano de estreia do argentino, que correspondeu às expectativas e mostrou serviço, principalmente na fase mais importante. Em seu segundo ano, o ala-armador viu ainda mais tempo de quadra, teve mais participações nos jogos e aumentou suas médias, se tornando parte integral do elenco até os dias de hoje.

O impacto de Ginobili não se limita apenas à NBA. O argentino liderou sua seleção rumo ao título na Olimpíada de 2004, em Atenas. A chamada “geração de ouro” do basquete local possuiu grandes nomes de influência mundial, mas foi o astro do Spurs quem mais se destacou, sendo até hoje considerado o melhor do elenco. Para subir ao topo do pódio, a equipe precisou fazer o considerado impossível por muitos: superar os Estados Unidos. Os americanos tiveram um torneio atípico, perdendo duas partidas da fase de grupos, mas se recuperaram, e mais uma conquista parceria realidade. Os hermanos, porém, eliminaram os favoritos com vitória por 89 a 81, com grande atuação do ídolo da franquia de San Antonio, cestinha do jogo com 29 pontos.

A carreira de Ginobili é uma das maiores do basquete mundial. O ala-armador já conquistou tudo e mais um pouco. Possui em seu currículo duas seleções para o jogo das estrelas da NBA, duas menções para o terceiro quinteto ideal da liga, um prêmio de sexto homem do ano e quatro anéis. O jogador também é campeão da Euroliga e acumula MVPs do torneio continental, da liga italiana, da copa italiana e da Copa América, além de possuir uma medalha de ouro olímpica, uma grande conquista para um jogador que não representa os Estados Unidos no evento.

O jogo de Ginobili gerou impactos surpreendentes e inesperados na filosofia do Spurs. Popovich sempre impôs um sistema rígido para seus atletas, e a maneira com que o argentino atuava não se encaixava com o exigido pelo treinador. O técnico então, em um momento raro, mudou sua filosofia e incorporou vários fundamentos do basquete do ala-armador. Com isso, acabou mudando a forma de jogo do alvinegro, e o sucesso acompanhou a mudança.

Ginobili é sem dúvidas um ídolo da franquia texana e um futuro hall da fama, não só da NBA mas como da Fiba também. A camisa 20 do argentino será aposentada no AT&T Center assim que sua carreira inevitavelmente chegar a seu fim. O astro fez muito pelo Spurs e por isso recebe tanto carinho da torcida. O jogador já não é mais atlético, já não pula como antes, mas seu jogo sem dúvidas ainda é eficiente e lindo de se assistir. Por sorte, o ídolo ainda tem mais uma temporada no tanque, e resta à torcida do alvinegro apreciar seus últimos momentos.

Obrigado por mais uma temporada, Ginobili. Que essa seja vitoriosa como todas as outras 15.

Ginobili adia aposentadoria para renovar com o Spurs

Após quase toda NBA tratar as finais da Conferência Oeste de 2017 como as últimas partidas de Manu Ginobili na liga profissional americana, o argentino não vai se aposentar. De acordo com reportagem de Adrian Wojnarowski, da ESPN americana, o ala-armador chegou a um acordo para renovar contrato e permanecer ao menos mais uma temporada no San Antonio Spurs.

Ginobili vem para sua décima-sexta temporada (Ronald Martinez/Getty Images)

Ginobili vem para sua décima-sexta temporada (Ronald Martinez/Getty Images)

O argentino, quatro vezes campeão da NBA, só vestiu a camisa do Spurs na liga profissional americana, na qual joga desde 2002. O ala-armador também foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 2004, disputadas em Atenas, e bronze em Pequim, quatro anos mais tarde, pela seleção de seu país. Foi ainda vice-campeão mundial em 2002 pelos hermanos.

Na última temporada, Ginobili disputou 69 jogos pelo Spurs e obteve, em média, 7,5 pontos e 2,7 assistências em 18,7 minutos por exibição. Em sua carreira na NBA, o camisa #20 tem médias de 13,6 pontos, 3,9 assistências e 3,6 rebotes em 25,8 minutos por partida.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e rumores sobre o Spurs

Spurs (3-2) x Blazers (4-2) – A queda

87×94

Na partida de abertura das quartas de final da Summer League de Las Vegas, disputada nesse sábado (15), o San Antonio Spurs entrou como favorito contra o Portland TrailBlazers, mas foi derrotado pelos adversários pelo placar de 94 a 87 e dá adeus à competição de verão. Dejounte Murray e Davis Bertans foram poupados do duelo. Vamos, a seguir, aos destaques do jogo:

Spurs levou a pior contra o Blazers (Reprodução/nba.com/blazers)

Desafinado

Sensação do Spurs na liga de verão, Bryn Forbes não teve uma noite muito inspirada no pouco tempo que passou em quadra contra o Blazers. Acostumado a atuar pelo menos 25 minutos nas últimas partidas, o ala-armador jogou apenas 19 minutos na partida, que marcou a eliminação do alvinegro. Mesmo assim, mostrou estar desafinado, acertando apenas dois dos oito arremessos que tentou. Sua pontuação só foi melhor, pois converteu os nove lances livres que cobrou, finalizando a partida com apenas 13 pontos, muito abaixo de sua média de 26 por exibição.

O escolhido

Escolhido pelo Spurs no draft de 2017, o jovem Derrick White ficou “de molho” na segunda e terceira partidas da equipe na Summer League de Las Vegas. Entretanto, quando voltou, apresentou bom basquete e um possível status de brilhantismo. Na última partida, mesmo com a eliminação, o armador anotou 20 pontos e coletou cinco rebotes, sendo o destaque do time e mostrando que pode evoluir ainda mais com a comissão técnica texana.

A outra

Outra escolha do Spurs no Draft de 2017, Jasson Blossomgame também teve boa atuação na derradeira partida, conseguindo sete pontos e coletando nove rebotes. O ala será aproveitado pelo Austin Spurs, franquia da G-League, a liga de desenvolvimento da NBA, ligada à de San Antonio para evoluir e aprender o sistema da equipe principal. Em duas ou três temporadas, talvez o jogador esteja preparado para brigar por uma vaga no elenco principal.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Derrick White – 20 pontos e 5 rebotes

Olivier Hanlan – 13 pontos, 4 assistências e 3 rebotes

Jeff Ledbetter – 13 pontos e 3 rebotes

Bryn Forbes – 13 pontos

Portland Trail Blazers

Jake Layman – 23 pontos e 7 rebotes

Caleb Swanigan – 16 pontos e 9 rebotes

RJ Hunter – 16 pontos, 5 assistências e 3 rebotes

Jorge Guiterrez – 10 pontos, 4 roubos de bola, 3 assistências e 3 rebotes