Tim Duncan entra no Hall da Fama do basquete

É oficial: Tim Duncan é membro do Hall da Fama do basquete. Nesse sábado (4), o ídolo do San Antonio Spurs foi anunciado como parte da classe de 2020, que conta ainda com Kobe Bryant e Kevin Garnett. O ex-ala-pivô se aposentou em 2016 e atualmente trabalha como assistente técnico da franquia.

Duncan jogou na NBA de 1997 a 2016, sempre com a camisa do Spurs. No período, foi pentacampeão da liga, além de ter sido eleito três vezes MVP das finais e duas vezes MVP da temporada. Suas honrarias ainda incluem 15 eleições para o All-Star Game, oito para a seleção ideal de defesa da competição e o prêmio de novato do ano, vencido em 1998. Ele é o único da história com mais de mil vitórias em uma equipe e está no top dez histórico de rebotes e tocos. A indicação para o Hall da Fama também inclui seus feitos no basquete universitário.

A classe de 2020 foi uma das mais festejadas da história do Hall da Fama. Além de Duncan, ela conta também com Kevin Garnett e Kobe Bryant, que morreu neste ano vítima de acidente de helicóptero.

“A classe de 2020 é sem dúvidas uma das mais históricas de todos os tempos, e o talento e a influência social desses nove contemplados é imensurável. Em 2020, a comunidade do basquete sofreu a perda inimaginável de figuras icônicas como o comissário David Stern e Kobe Bryant, assim como o próprio jogo por conta da COVID-19. Também nos unimos como nunca antes em apreciação ao jogo e aos que o tornaram a força unidora que ele é hoje. Hoje, agradecemos à classe de 2020 por tudo que eles fizeram pelo jogo de basquete e estamos ansiosos para celebrá-los na consagração de agosto”, afirmou John L. Doleva, presidente do Hall da Fama.

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Quem o Spurs deve selecionar no Draft de 2020?

Com chances cada vez mais remotas de chegar aos playoffs e em meio à incerteza sobre a continuidade da temporada 2019/2020, o San Antonio Spurs tem de, cada vez mais, concentrar esforços no próximo Draft. Se por um lado especialistas dizem que a classe não é muito forte, por outro o recrutamento de calouros é sempre uma boa oportunidade para se encontrar jogadores promissores que ganham um salário baixo nos seus primeiros anos na liga.

Deni Avdija, talvez o prospecto mais desejável para o Spurs (Reprodução/eurohoops.net)

A franquia texana, em especial, tem uma chance histórica no Draft. Oficialmente, o alvinegro não participa da loteria desde 1997, quando selecionou ninguém menos do que Tim Duncan. Em 2011, o Indiana Pacers recrutou Kawhi Leonard na 15ª colocação e o enviou para o Spurs em troca de George Hill. Foi a escolha mais alta desde que o lendário camisa #21 começou a defender a equipe de San Antonio.

Para entender a posição do Spurs rumo ao Draft, é preciso entender como funciona a loteria. Todo ano, as franquias que estão fora dos playoffs se reúnem para um sorteio que define quem serão os quatro primeiros a escolher. As equipes de pior campanha têm mais chances de ganharem as primeiras soluções. A partir do quinto lugar, tudo é ordenado de acordo com os recordes do time.

Do jeito que a classificação da NBA ficou com a pausa, o Spurs tem a 11ª pior campanha da liga. Se fosse assim para a loteria, a franquia texana teria 2% de chance de saltar para a primeira posição, 2,2% de chances de saltar para a segunda, 2,4% de chances de saltar para a terceira e 2,8% de chances de saltar para a quarta de acordo com o site Tankathon. O alvinegro teria ainda 77,6% de chance de conservar a 11ª colocação, 12,6% de ser ultrapassado por uma franquia e cair para 12º, 0,4% de ser ultrapassado por duas franquias e cair para 13º e uma possibilidade ínfima de ser ultrapassado por três franquias e cair para 14º.

Em outras palavras, o Spurs teria sua melhor escolha desde o Draft de Tim Duncan mesmo no cenário mais pessimista possível. E a possibilidade de selecionar um calouro desde as quatro primeiras posições até a 14ª faz com que seja necessário para a franquia analisar a maior quantidade possível de prospectos. Sem, claro, esquecer quais são suas necessidades.

Em 2017, de acordo com matéria publicada pela agência de notícias Associated Press, Brad Stevens, técnico do Boston Celtics e uma das mentes mais brilhantes da NBA, disse acreditar que hoje existem apenas três posições no basquete. Para ele, os papeis que se vê hoje em quadra são condutor de bola, ala e homem de garrafão, ainda que existam jogadores capazes de exercer duas ou mais funções. A abordagem moderna ajuda a perceber como há um buraco no elenco do Spurs.

Dejounte Murray, enquanto não aprender a arremessar, precisa jogar como condutor de bola para não estagnar o ataque do Spurs. O mesmo pode ser dito de DeMar DeRozan, que, apesar da possibilidade de deixar a franquia, tem a opção de renovar unilateralmente seu contrato para a próxima temporada. Derrick White e Lonnie Waker podem atuar sem a laranja porque são ameaças do perímetro, mas parecem funcionar melhor com ela em mãos.

Enquanto isso, o Spurs tem LaMarcus Aldridge, talvez melhor jogador do elenco, como homem de garrafão. Além disso, Jakob Poeltl será agente livre restrito ao fim da temporada, e seus bons momentos pelo alvinegro levam a crer que será feito o possível para mantê-lo. Ainda há Luka Samanic, que tem contrato garantido para a próxima temporada, Trey Lyles, que tem contrato parcialmente garantido, e Chimezie Metu, que tem contrato não garantido. Por fim, a franquia texana tem os direitos de Nikola Milutinov, sólido pivô do Olympiacos.

Embora seja possível acreditar que White, Walker, Samanic, Lyles e Metu possam jogar como alas, fica claro que essa é a função em que o Spurs tem o maior buraco. O pivô croata jogou apenas 12 minutos nesta temporada, e os dois últimos não tem permanência assegurada. Os únicos jogadores que parecem ser mais naturais da função e que têm contrato garantido para 2020/2021 são Patty Mills, que faz boa temporada como arremessador, Keldon Johnson, promissor mas ainda inexperiente, e Rudy Gay, já em natural curva decadente de fim de carreira.

Para a sorte do Spurs, existem alas sólidos na loteria. Veja, a seguir, quem combinaria bem com o que o Spurs precisa.

Deni Avdija

Ala de 19 anos de idade e 2,05m de altura, Deni Avdija tem tamanho para jogar como ala-pivô na NBA e habilidade e criatividade de um armador, combinação que chama atenção. Desde o começo do ano, o jogador tem ganhado espaço na rotação do Maccabi Tel Aviv, fazendo boas partidas tanto no campeonato nacional quanto na Euroliga. Na temporada, apresenta médias de 7,7 pontos e 4,1 rebotes em 19,8 minutos por exibição, convertendo 51,4% de suas tentativas de quadra, 33,6% de suas bolas de três pontos e 52% de seus lances livres. Sua mecânica de arremessos preocupa olheiros, mas melhorou ao longo da campanha. É candidato às três primeiras escolhas do Draft, e o Spurs teria que dar sorte para conseguir selecioná-lo.

Isaac Okoro

Ala de 19 anos de idade e 1,98m de altura, Isaac Okoro tem as ferramentas típicas de um ala da NBA. Considerado um dos melhores defensores da NCAA, ainda contribui ofensivamente com seu controle de bola e sua visão de jogo, além de se dedicar às partes que exigem mais ética de trabalho do jogo, como rebotes. Existe, no entanto, preocupação com sua mecânica de arremesso e, consequentemente, com seu impacto sem a bola. Nesta temporada, sua primeira no basquete universitário americano, teve médias de 12,9 pontos e 4,4 rebotes em 31,5 minutos por exibição por Auburn, com 51,4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 29% nas bolas de três e 67,2% nos lances livres. Deve estar disponível nas quatro primeiras colocações, mas dificilmente chegaria à 11ª.

Tyrese Haliburton

Armador de 20 anos de idade 1,96m de altura, Tyrese Haliburton é um jogador de muito QI de basquete e altruísmo, o que o faz parecer um fit natural para o Spurs. Como tem grande aproveitamento nos arremessos, mas abre mão de bolas fáceis para assistir seus companheiros com frequência, é adorado por franquias que valorizam os números, mas levanta preocupação de quem prefere observar os prospectos mais de perto. De qualquer jeito, funcionaria bem ao lado de um condutor de bola como Dejounte Murray ou DeMar DeRozan, já que tem altura e fundamentos bons o bastante para marcar jogadores da posição dois, por exemplo. Na temporada, sua segunda no basquete universitário americano, apresenta médias de 15,2 pontos, 6,5 assistências, 5,9 rebotes e 2,5 roubadas de bola em 36,7 minutos por exibição por Iowa State, convertendo 50,4% de seus arremessos de quadra, 41,9% de seus tiros de três e 82,2% de seus lances livres. Pode estar disponível quando a 11ª escolha chegar.

Saddiq Bey

Ala de 20 anos de idade e 2,03m de altura, Saddiq Bey é o típico jogador que franquias da NBA buscam para colocar ao redor de seus astros. Especialista em defesa e em tiros do perímetro, marcou jogadores das posições 1, 2, 3 e 4 na NCAA. Na temporada, sua segunda no basquete universitário americano, tem médias de 16,1 pontos e 4,7 rebotes em 33,9 minutos por exibição por Villanova, convertendo 47,7% de seus arremessos de quadra, 45,1% de suas bolas de três e 76,9% de seus lances livres. Deve estar disponível quando a 11ª escolha chegar.

Devin Vassell

Ala-armador de 19 anos de idade e 1,98m de altura, Devin Vassell viu sua cotação ir subindo ao longo da temporada por ser o role player dos sonhos da NBA moderna. Apesar de não ter um controle de bola que o permita atacar a cesta e nem um atleticismo de destaque, é um bom defensor e converte tiros do perímetro com antecedência, o que o torna um bom encaixe em qualquer equipe. Na temporada, sua segunda no basquete universitário americano, apresentou médias de 12,7 pontos e 5,1 rebotes em 28,8 minutos por exibição por Florida State, convertendo 49% de seus arremessos de quadra, 41,5% de suas bolas de três e 73,8% de seus lances livres. Deve estar disponível quando a 11ª escolha chegar.

O que o Spurs deve fazer com DeMar DeRozan?

Idolatrado por uns e perseguido por outros, DeMar DeRozan talvez seja o jogador mais polarizador do elenco do San Antonio Spurs neste momento. Em meio à pior temporada do alvinegro desde 1997, começa a surgir a possibilidade de o ala-armador deixar a equipe. O que, então, a franquia deve fazer com o ala-armador?

DeRozan em ação contra o Nets (Reprodução/nba.com/spurs)

Durante participação em programa da ESPN americana, Jabari Young, jornalista da CNBC e ex-setorista do Spurs no site The Athletic, afirmou que DeRozan está insatisfeito em San Antonio. Disse, porém, que o problema é mais esportivo, já que o ataque do time não estava funcionando da maneira que o ala-armador gostaria, do que de relacionamento com a franquia. O camisa #10 depois negou publicamente a informação.

De qualquer modo, onde há fumaça a fogo. Saber se a insatisfação de DeRozan é pontual e pode ser resolvida com um time mais competitivo ou se ele gostaria de deixar San Antonio é importante porque ele tem total controle sobre seu futuro. O contrato do ala-armador dá a ele a possibilidade de renovação unilateral para a próxima temporada por US$ 27.739.975,00, salário que ele dificilmente conseguiria em outro lugar. Em outras palavras, o jogador escolhe se quer ser agente livre em 2020 ou 2021.

Se DeRozan escolher sair, então, o Spurs terá US$ 27.739.975,00 para gastar com reforços? Não é bem assim. Para saber entender como ficaria a posição do alvinegro na disputa por agentes livres, é preciso entender um pouco como funciona o sistema salarial da NBA.

A princípio, estima-se que o teto salarial seja de US$ 115 milhões na próxima temporada. Sem contar com os ordenados de DeRozan, o Spurs já parte com US$ 84.520.245,00 comprometidos. Grande parte diz respeito aos oito jogadores que têm contratos garantidos com a franquia para 2020/2021: LaMarcus Aldridge (US$ 24 milhões), Rudy Gay (US$ 14,5 milhões), Dejounte Murray (US$ 14.286.000,00), Patty Mills (US$ 13.285.714,00), Derrick White (US$ 3.516.284,00), Lonnie Walker (US$ 2.892.000,00), Luka Samanic (US$ 2.824.320,00) e Keldon Johnson (US$ 2.048.040,00).

Também estão comprometidos os US$ 6.167.887,00 que DeMarre Carroll receberia na próxima temporada. O ala foi dispensado, mas seu contrato com a franquia previa esse salário garantido em 2020/2021, o que faz com que o valor continue contando contra o teto. Além disso, Trey Lyles terá ordenado de US$ 5.500.000,00, mas somente US$ 1 milhão garantido – resto é pago com o andamento da campanha caso ele não seja dispensado.

Mais dois jogadores têm salários não garantidos para 2020/2021. O primeiro é Chimezie Metu, cujo ordenado de US$ 1.663.861,00 será pago conforme os dias trabalhados caso ele não seja dispensado. Além disso, o vínculo de Jakob Poeltl inclui uma qualifying offer de US$ 5.087.871,00 para a próxima temporada. Isso significa que ele pode receber propostas de outras franquias, mas o Spurs tem direito de cobri-las se quiser mantê-lo. Se o pivô não tiver ou não aceitar nenhuma oferta de fora, renova automaticamente pela quantia inicialmente estabelecida.

Em outras palavras, o Spurs terá US$ 30.479.755,00 para gastar com reforços caso DeRozan saia, Lyles e Metu sejam dispensados antes mesmo da próxima temporada começar e a franquia texana abra mão do direito de cobrir propostas por Poeltl e deixe que ele se torne um agente livre irrestrito. Parece improvável principalmente por causa do jovem pivô, que, aos 24 anos de idade, fez bons jogos com a camisa alvinegra, especialmente defensivamente.

Se por um lado times como o Houston Rockets passam a impressão de que pivôs estão em extinção na liga, equipes como o Los Angeles Lakers mostram que tamanho ainda pode ser importante na briga pelo título da NBA. Assim, em um cenário em que DeRozan saia e o Spurs tenha de pagar US$ 8 milhões para Poeltl em 2020/2021, a franquia terá menos dinheiro para investir em reforços do que pagaria ao ala-armador mesmo se dispensar Lyles e Metu.

Além disso, a lista de agentes livres de 2020 está longe de ser uma das mais atrativas dos últimos tempos. Anthony Davis, Brandon Ingram, Bogdan Bogdanovic, Andre Drummond, Gordon Hayward e Evan Fournier podem engrossar a lista de maneira condicional, como DeRozan, mas é difícil imaginar cenários que levariam um deles a San Antonio. Entre os irrestritos, nomes de destaque são Fred VanVleet, Montrezl Harrell, Danilo Gallinari, Joe Harris e os velhos conhecidos do Spurs Davis Bertans e Aron Baynes. Bons jogadores, mas que dificilmente mudariam o patamar em que o time texano se encontra no momento.

Fazendo um balanço, em todos os cenários o melhor a se fazer é torcer para que DeRozan exerça sua opção para prorrogar seu contrato com o Spurs até o fim da temporada 2020/2021. Mesmo que o futuro do ala-armador não seja em San Antonio, a franquia texana tem mais chances de conseguir repor sua saída por meio de uma troca do que buscando um agente livre para substitui-lo.

Mas há, também, a possibilidade de mantê-lo no elenco por mais um ano como escudo para os mais jovens. Por um lado, é difícil ver Dejounte Murray, Derrick White e Lonnie Walker tendo minutos reduzidos, especialmente em uma rotação em que Bryn Forbes e Marco Belinelli têm tanto tempo de quadra. Por outro, em um momento de histórica pressão sobre a franquia, é bom que as jovens promessas tenham um tempo extra de desenvolvimento sem precisarem assumir as rédeas da franquia, que hoje estão nas mãos de DeRozan e de LaMarcus Aldridge. Assim, quando o ala-armador sair, os garotos estarão mais prontos para a responsabilidade que os aguarda.

Cinco jogos do Spurs para assistir na quarentena

Se você ainda acha que o coronavírus é só uma gripe, está na hora de se informar melhor. Trata-se de uma pandemia que avança pelo mundo e que já matou pelo menos sete pessoas e infectou mais de 620 no Brasil, com casos confirmados em 22 estados e no Distrito Federal. A doença é mais perigosa para idosos, mas há relatos de vítimas de todas as idades. Contra uma ameaça deste porte, todos têm de fazer sua parte.

A sua é ficar em casa o máximo possível, reduzir o contato social e higienizar as mãos sempre que tocar em objetos compartilhados. A NBA também resolveu ajudar, disponibilizando o League Pass e graça por trinta dias para ajudar quem iniciou a quarentena. Por meio do serviço, é possível assistir a todas as partidas das temporadas 2018/2019 e 2019/2020, além de uma série de jogos clássicos.

O Spurs Brasil também resolveu colaborar e separou cinco jogos do San Antonio Spurs que você pode assistir para ajudar a passar o tempo durante a quarentena. Aproveite o serviço, se cuide e cuide dos seus!

20/04/1985 – Spurs 113 @ 111 Nuggets

George Gervin é um dos primeiros ídolos do Spurs (Reproduçãp/expressnews.com)

O fã mais recente do Spurs certamente tem na ponta da língua quatro ídolos históricos da franquia: David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. Que tal, então, saber como jogava um dos mais subestimados arremessadores da história da NBA? O alvinegro terminou a temporada 1984/1985 na sétima colocação da Conferência Oeste. Na primeira rodada dos playoffs, que à época tinha formado melhor de cinco, enfrentou o vice-líder Denver Nuggets. Depois de uma acachapante derrota por 141 a 111 fora de casa, o time texano contou com seu astro para empatar a série. Mesmo no Colorado, George Gervin anotou incríveis 41 pontos, seis rebotes e três assistências, convertendo 16 dos 25 arremessos de quadra que tentou, e comandou a vitória por 113 a 111. Infelizmente, porém, o Spurs perdeu dois dos três jogos que tinha pela frente e acabou eliminado.

04/01/2019 – Spurs 125 x 107 Raptors

DeRozan ajudou o Spurs no reencontro com Kawhi (Reprodução/twitter.com/spurs)

O torcedor mais rancoroso pode querer rever o Spurs vencendo Kawhi Leonard no primeiro reencontro com o ala. Em janeiro do ano passado, o alvinegro recebeu o Toronto Raptors, que havia trocado pelo astro antes do início da temporada, e conseguiu uma convincente vitória por 125 a 107. Se não bastasse, DeMar DeRozan, envolvido na transação, registrou um triplo-duplo com 21 pontos, 14 rebotes e 11 assistências. LaMarcus Aldridge colaborou com 23 pontos e cinco assistências, e Derrick White, além de marcar muito bem o ex-colega, registrou 19 pontos e quatro assistências.

18/04/2019 – Spurs 118 x 108 Nuggets

White mostrou todo o seu potencial (Reprodução/nba.com/spurs)

Antes do início da última temporada, existia grande expectativa ao redor da possível primeira campanha de Dejounte Murray como principal armador do Spurs. Porém, uma grave lesão o tirou de todo o campeonato e abriu espaço para uma agradável surpresa: Derrick White. O camisa #4 assumiu a titularidade, se tornou o melhor defensor de perímetro do elenco e ainda ganhou destaque ofensivamente. Graças a ele, o alvinegro chegou até a sonhar com uma vitória sobre o Denver Nuggets na primeira rodada dos playoffs. Na terceira partida da série, disputada no AT&T Center, o jogador deixou a quadra com 36 pontos, cinco assistências, cinco rebotes e três roubadas de bola em uma atuação histórica.

03/12/2019 – Spurs 135 x 133 Rockets

Walker mostrou a que veio contra o Rockets (Foto: Reprodução/Instagram/Spurs)

Uma vitória no clássico depois de duas prorrogações com direito a ajuda da arbitragem, que não validou de maneira bizarra uma clara enterrada de James Harden. Isso já seria o bastante para o torcedor do Spurs voltar a assistir à partida, mas ainda teve mais. Com 18 pontos no quarto período, Lonnie Walker ajudou o alvinegro a conseguir uma improvável virada, já que a equipe perdia por 102 a 89 quando ele pisou em quadra, e ao fim da partida registrou 28 pontos, quatro rebotes e três roubadas de bola. Uma amostra do que pode fazer o ala-armador, que talvez seja o jogador de maior potencial de todo o elenco.

11/02/2020 – Spurs 114 @ 106 Thunder

Murray se destacou contra o Thunder (Reprodução/nba.com/spurs)

O Spurs fez uma das piores Rodeo Road Trips da história na atual temporada, mas contou com uma empolgante atuação de uma das suas jovens promessas para arrancar uma rara vitória na estrada. Já consolidado como um dos melhores defensores do elenco, Dejounte Murray mostrou potencial ofensivo ao registrar 25 pontos, nove rebotes e três assistências em triunfo sobre o Oklahoma City Thunder. Para que o alvinegro sonhe com um futuro melhor, o armador precisa encontrar um modo de produzir ofensivamente com consistência.

Spurs (27-36) vs Mavericks (39-27) – Redenção

119×109

Depois de perder para o Cleveland Cavaliers, o San Antonio Spurs quase viu o Dallas Mavericks completar a varrida na noite desta terça-feira (10). A partida se desenhava para mais uma derrota do alvinegro, mas o coletivo falou mais alto no fim, e os comandados de Gregg Popovich conseguiram reagir e vencer o duelo por 119 a 109. Confira, a seguir, os destaques da noite.

Ao todo, sete jogadores do Spurs fizeram duplo dígitos (Foto: Reprodução/Facebook/Spurs)

Bem-vindo de volta

LaMarcus Aldridge retornou ao Spurs após seis jogos. Sua última aparição havia sido dia 23 de fevereiro, e parece que o hiato das quadras o afetaria de imediato. Bobagem. Após converter apenas dois dos seus sete primeiros arremessos de quadra, o ala-pivô consegui corrigir a mão torta e terminou a partida com importantes 24 pontos, errando somente três das últimas 12 bolas que tentou.

“Ainda não parece 100%, mas eu superei. Fiz alguns arremessos para nós no fim do jogo, mas definitivamente não parece voltar atrás, com certeza”, disse o camisa #12, sobre a lesão no seu ombro direito.

O Spurs que a gente conhece

O Mavericks é um adversário forte – tanto que a partida só foi resolvida no fim. Porém, o coletivo do Spurs acabou falando mais alto, e o time se empolgou a ponto de sete jogadores do elenco fazer duplos dígitos de pontuação.

“Eu acho que todo mundo quis jogar agressivamente, e eles foram atrás e buscaram o resultado”, disse Pop.

O Spurs conseguiu sua primeira liderança na partida com uma bola de três pontos de Rudy Gay no primeiro minuto do último quarto. A partir daí, a equipe estendeu a liderança para sete pontos no minuto seguinte. Uma bola longa de Marco Belinelli fez o time abrir 101 a 90 com 7:24 por jogar. O alvinegro segurou o rival a cinco pontos e sofreu somente uma cesta nos oito arremessos de quadra do oponente nos cinco primeiros minutos da parcial final.

Ainda dá?

Quatro jogos separam o Spurs do oitavo colocado da Conferência Oeste, o Memphis Grizzlies. De qualquer forma, será histórico. Conseguirá o time de Pop uma recuperação incrível e se classificar para a pós-temporada pela 23ª vez consecutiva? Ou ficará fora dos playoffs da liga após mais de duas décadas? De qualquer forma, a vitória sobre o Mavs deu motivos para a torcida comemorar depois de uma das piores campanhas dos últimos 20 anos.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

LaMarcus Aldridge – 24 pontos e 3 roubos de bola

Rudy Gay – 17 pontos e 4 rebotes

Marco Belinelli – 16 pontos e 4 rebotes

Derrick White – 14 pontos, 9 assistências, 7 rebotes e 4 tocos

Trey Lyles – 14 pontos e 11 rebotes

DeMar DeRozan – 13 pontos e 12 assistências

Patty Mills – 12 pontos e 3 assistências

Dallas Mavericks

Luka Doncic – 38 pontos, 8 assistências e 7 rebotes

Tim Hardaway Jr – 20 pontos, 7 rebotes e 3 assistências

Dorian Finney-Smith – 15 pontos e 4 rebotes

Maxi Kleber – 12 pontos, 5 rebotes e 3 assistências