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Reconstruindo o Spurs – As alas

Nesta sexta-feira (6), darei continuidade ao Reconstruindo o Spurs, série especial de colunas que preparei para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e sobre possíveis movimentações da franquia texana nesta offseason. Após analisar os armadores do plantel, chego às posições 2 e 3, as alas.

Neste ano, Gregg Popovich usou dois jovens talentosos como titulares e dois veteranos vindo do banco de reservas, o que, durante a temporada regular, ajudou a equipe a apresentar um bom basquete durante 48 minutos. No entanto, nos playoffs, alguns desses jogadores sentiram a pressão das partidas importantes e caíram de produção. Veja a análise completa deste panorama a seguir.

‘Tios’ em meio à garotada

1) O elenco

Manu Ginobili – Membro do Big Three texano, Ginobili foi prejudicado por contusões e só conseguiu jogar 34 das 66 partidas do Spurs na temporada regular, apresentando médias de 12,9 pontos (52,6% FG, 41,3% 3 PT, 87,1% FT) e 4,4 assistências em 23,3 minutos por exibição. Porém, na final da Conferência Oeste, contra o Oklahoma City Thunder, o ala-armador mostrou sua importância para a equipe e passou a anotar 18,5 pontos (44,8% FG, 33,8% 3 PT, 85,7% FT) por partida. Vale lembrar que o argentino tem contrato válido até o fim da próxima temporada.

Kawhi Leonard – Fazia tempo que um novato não causava impacto tão positivo em San Antonio. Nem mesmo George Hill, queridinho assumido de Gregg Popovich, foi titular nos playoffs em sua primeira temporada com o Spurs. Leonard se destacou por sua habilidade defensiva e ainda por cima foi melhorando seu arremesso até se tornar uma ameaça sólida do perímetro. Na última temporada, o ala assumiu a vaga no quinteto titular após a saída de Richard Jefferson e apresentou médias de 7,9 pontos (49,3% FG, 37,6% 3 PT, 77,3% FT) e 5,1 rebotes em 24 minutos por noite.

Stephen Jackson – É incrível como o Capitão se sente à vontade no Texas. O ala chegou nas últimas semanas da temporada regular na troca que enviou Jefferson para o Golden State Warriors e, aos poucos, foi encontrando seu papel na rotação do Spurs. Até que, nos playoffs, Jackson se tornou um dos principais nomes do time de San Antonio, apresentando médias de 11,8 pontos (65,7% FG, 68,0% 3 PT, 88,9% FT) e dois rebotes em 23,7 minutos por exibição na série contra o Thunder. Ainda tem mais um ano de contrato.

Danny Green – Principal surpresa do elenco texano na última temporada, Green saiu do fim do banco para ganhar a vaga de ala-armador titular após a contusão de Ginobili e tomou conta da posição, apresentando médias de 10,3 pontos (46,3% FG, 46,3% 3 PT, 81,4% FT) e 3,5 rebotes em 24,4 minutos por partida. Por isso, o jogador, que é agente livre restrito neste verão, despertou o interesse de Boston Celtics e Utah Jazz. No entanto, o atleta sentiu o peso dos playoffs, e, na pós-temporada, seus números caíram para 7,4 pontos (41,8% FG, 34,5% 3 PT, 70% FT) e 3,2 rebotes em 20,5 minutos por jogo. Mesmo assim, o Spurs, que tem o direito de igualar qualquer oferta feita pelo camisa 4, afirmou que pretende mantê-lo.

Gary Neal – Após uma animadora temporada de novato, Neal foi, na minha opinião, prejudicado em 2011/2012. Isso porque o atleta teve de ser deslocado para a função de armador reserva depois da aposentadoria de T.J. Ford, já que Cory Joseph se mostrou imaturo para a NBA. Em relação a seu primeiro campeonato na liga profissional americana, os números do camisa 14 sofreram ligeiro aumento: de 9,8 para 9,9 pontos e de 1,2 para 2,1 assistências por partida. Em compensação, o aproveitamento nos arremessos caiu de 45,1% para 43,6% e os rebotes, de 2,5 para 2,1 por jogo. No entanto, Neal segue sendo um jogador barato: o Spurs pode mantê-lo por pouco mais de US$ 850 mil na próxima temporada.

James Anderson – O jovem jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, sempre mostrou potencial na defesa e, principalmente, nos arremessos de três pontos. Porém, quando era novato, foi atrapalhado por uma lesão que o tirou de quase toda a temporada. Em seu segundo campeonato, teve a chance de virar titular após a lesão de Ginobili, mas não correspondeu e acabou no fim do banco em um elenco recheado de alternativas para o perímetro. Agora, provavelmente está de saída – o Spurs tinha a opção de mantê-lo por mais um ano, mas preferiu deixá-lo virar agente livre. Nesta temporada, Anderson disputou 51 das 66 partidas do time de San Antonio e apresentou médias de 3,7 pontos (37,9% FG, 27,9% 3 PT, 75,0% FT) e 1,5 rebotes em 11,8 minutos por exibição.

2) O Draft

Com somente uma escolha no tradicional recrutamento de calouros – que, por sinal, era a 59ª e penúltima – o Spurs selecionou um ala-armador que deve reforçar o elenco para a próxima temporada. Será mais um achado da franquia? Conheça-o melhor a seguir:

Marcus Denmon – Atuando em sua quarta e última temporada no basquete universitário por Missouri, Denmon apresentou médias de de 17,7 pontos (46% FG, 40,7% 3 PT, 89,6% FT) e cinco rebotes em 34,6 minutos por noite. Relatórios de olheiros feitos antes do Draft elogiavam a eficiência para pontuar, a habilidade defensiva e a inteligência do jogador em quadra, mas alertavam para sua baixa estatura para atuar na posição 2. Por isso, seu estilo é comparado ao de Eddie House. O atleta deve formar dupla de armação com Joseph na Summer League, que começa a ser disputada no próximo dia 13.

3) Na Europa

Nos Drafts dos últimos anos, o Spurs adquiriu o direito de três alas que atuam no Velho Continente. No entanto, até aqui, parece que nenhum deles reforçará o elenco já para a próxima temporada. Mesmo assim, conheça-os melhor a seguir:

Adam Hanga – Selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft de 2011, Hanga acaba de terminar sua primeira temporada no basquete espanhol atuando no Assignia Manresa. O jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, apresentou médias de 7,8 pontos (39,7% FG, 27,0% 3 PT, 67,0% FT) e 2,4 rebotes em 21 minutos por jogo. Aos 23 anos de idade, o húngaro foi observado pela comissão técnica da franquia texana nesta offseason.

Davis Bertans – Com apenas 19 anos de idade, o letão, que pode atuar nas posições 3 e 4, é uma das principais apostas para o futuro do Spurs. Nesta temporada, o jogador se transferiu para o Partizan, da Sérvia, e atuou em 26 partidas na competitiva Liga Adriática, apresentando médias de 3,6 pontos (41,0% FG, 36,2% 3 PT, 66,7% FT) e 1,3 rebotes em pouco menos de 14 minutos por partida. Assim como Hanga, Bertans também foi observado pela comissão técnica da franquia texana nesta offseason.

Viktor Sanikidze – Selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004 e em seguida trocado para o Spurs, o georgiano, que pode atuar nas posições 3 e 4, chegou a despertar, neste ano, o interesse da franquia texana, que mandou uma equipe para observá-lo na Europa. No entanto, o atleta deve ficar ao menos mais uma temporada no Velho Continente. No último Campeonato Italiano, atuando com as cores do Virtus Bologna, Sanikidze apresentou médias de 12 pontos (48,1% FG, 30,4% 3 PT, 63,7% FT) e 10,9 rebotes em 32,4 minutos por exibição.

4) No mercado

Por enquanto, o Spurs foi atrás de três alas nesta offseason: Nicolas Batum, que eu considero uma ótima alternativa, Rashard Lewis, que poderia ser útil se topasse um salário razoável, e Josh Howard, que acho que não tem muito a acrescentar ao time. Confira outros que podem acabar virando opção para o time texano:

Grant Hill – O Spurs já tentou contratá-lo na última offseason. Então, porque não tentar de novo desta vez? Hill é a cara do Spurs – veterano, com bom comportamento, boa defesa e arremesso mortal do perímetro. Pode ser uma excelente reposição caso Green deixe San Antonio. Na última temporada, atuando pelo Phoenix Suns, o ala apresentou médias de 10,2 pontos e 3,5 rebotes por noite. Se tornou agente livre irrestrito no último dia 1º.

Jeff Green -É bem verdade que contratar o jogador seria uma aposta arriscada, já que Green perdeu toda a última temporada por conta de um problema cardíaco. Mas confesso que o jogador é um de meus prediletos desta lista. Sua boa capacidade defensiva e, principalmente, sua precisão nos arremessos de três pontos o tonrariam um bom substituto para Green, com um bônus: ele pode atuar improvisado como ala-pivô, o que daria mais uma alternativa interessante de small-ball para Pop, que já conta com Leonard e Jackson. O ala é agente livre irrestrito.

Shannon Brown – Outro que jogou no Phoenix Suns na última temporada. Brown, que tem uma boa defesa e um atleticismo acima do comum, poderia servir como peça de reposição caso Neal ou Green deixem o time. Na última temporada, o ala-armador, que é agente livre irrestito na offseason, apresentou médias de 11 pontos e 2,7 rebotes por jogo.

Anthony Parker – Mais um com a cara do Spurs. Parker se credencia a ser uma boa contratação para a equipe texana por ser veterano, com bom comportamento, por ter uma boa defesa de perímetro e, principalmente, por ter um arremesso preciso da linha de 3 pontos. Por isso, o jogador, que é agente livre irrestrito nesta offseason, poderia ocupar tanto a vaga de Neal quanto a de Green. Na última temporada, atuando pelo Cleveland Cavaliers, o ala-armador apresentou médias de 7,2 pontos e 2,7 rebotes por exibição.

O lado simples e humilde de Stephen Jackson

Quase dez anos depois da briga em Detroit, Jackson parece outra pessoa

Famoso pelo seu comportamento explosivo e irresponsável, o ala Stephen Jackson é tido por muitos como um mau exemplo para a NBA.

De fato, o Captain Jack já deu muitos motivos para ser odiado por uns e outros: brigou com treinadores por onde passou, participou da maior briga da história da NBA e recebeu uma infinidade de faltas técnicas.

Apesar dessa fama de bad boy, Jackson, que nasceu na cidade texana de Houston, é uma pessoa simples e diferente do que muitos pensam. Em entrevista recente ao site Spurs Nation, o camisa 3 falou um pouco sobre sua personalidade fora das quatro linhas.

“Muitas pessoas confundem minha vontade de vencer com eu ser um bandido ou um gangster”, reclamou. “Estou longe disso. Sou apenas um cara que veio do nada, ficou famoso e nunca mudou”, completou.

“Eu vou continuar indo até Port Arthur (cidade pequena localizada no Texas) depois da temporada para caminhar descalço por aí, comer lagosta, churrasco e pescar. Serei a mesma pessoa e tenho orgulho de dizer isso porque muitos atletas da NBA se acham intocáveis. Eu tenho orgulho em ser um cara comum e quero que as pessoas entendam que sou assim e jamais mudarei”, finalizou.

Por essa e por outras que Stephen Jackson é o cara!

Desapontado, Duncan irá refletir sobre futuro durante as férias

Hora de descansar os joelhos e pensar no futuro

Tim Duncan ficou bastante abalado após a derrota para o Oklahoma City Thunder na final da Conferência Oeste. Depois da sexta partida da série, o camisa 21 foi perguntado sobre o futuro, já que seu contrato se encerra ao final desta temporada, e disse que irá descansar antes de decidir qualquer coisa.

“Eu ainda nem pensei sobre isso e nem estou me preocupando agora”, disse Duncan, sobre o seu vínculo com o Spurs. “Vou decidir quando a hora chegar, assim como todas as outras coisas”, completou.

Mesmo decepcionado, o astro disse acreditar que a franquia ainda tem chances de conquistar o pentacampeonato. Segundo ele, no entanto, tudo vai depender do trabalho feito pela diretoria.

“Eu nunca duvidei que teríamos oportunidade e talento suficientes para brigar pelo título. Os diretores têm a habilidade de remodelar a equipe para que continuemos lutando”, finalizou o camisa #21.

E mais…

Jackson fica na bronca com a arbitragem

Ídolo!

O ala Stephen Jackson foi um dos destaques do San Antonio Spurs na série contra o Oklahoma City Thunder, mas ficou na bronca com a arbitragem após tomar uma falta técnica no segundo tempo do Jogo 6.

“Quando eu estava pronto para arremessar (uma bola de três pontos), um dos assistentes deles disse algumas besteiras”, contou o jogador. “Achei isso desrespeitoso. Quando fiz a cesta, virei para ele e também falei algumas coisas. Foi errado da minha parte, mas estava no calor da partida. Acho que ele também deveria ter levado uma técnica”, completou.

O Captain Jack anotou 23 pontos ao longo da noite e converteu seis arremessos de três pontos em sete tentativas. Quem dera se todos os atletas do elenco tivessem esse mesmo espírito…

Durant elogia rival após vitória

Kevin Durant - Oklahoma City ThunderAlém de ser um craque de bola, o ala Kevin Durant é daqueles caras que todo mundo gosta. Humilde, o jogador, que anotou 35 pontos na partida desta quarta, reconheceu que o San Antonio Spurs foi o maior adversário que ele já enfrentou desde que chegou à NBA.

“Esse foi o duelo mais difícil que eu joguei desde cheguei aqui”, afirmou. “Tentei inspirar meus colegas com minhas jogadas. Ninguém aqui queria viajar novamente para San Antonio”, concluiu.

Mensagem de Stephen Jackson aos torcedores do Spurs

Esse sim tem o espírito dos playoffs!

Após o treino desta quarta na Chesapeake Energy Arena, em Oklahoma City, o ala Stephen Jackson deixou uma mensagem à imprensa e aos torcedores do San Antonio Spurs.

“Nós sabemos do que somos capazes e sabemos que podemos vencer esses caras. Só temos de entrar em quadra e fazer isso. Chega de olhar vídeos, chega de falar e chega de dizer o que precisamos fazer, que precisamos de virilidade. Nós temos de entrar em quadra e jogar. Temosde entrar em quadra e vencer. Ponto final”.

Onde assinamos, Captain Jack?

Jogadores do Spurs seguem confiantes após revés no Jogo 5

Jogadores precisam erguer a cabeça para se manterem vivos na série!

O San Antonio Spurs está com a corda no pescoço após perder o Jogo 5 da final da Conferência Oeste para o Oklahoma City Thunder. Agora, os comandados de Gregg Popovich têm de vencer uma partida fora de casa para empatar a série.

Apesar da adversidade, os atletas texanos acreditam que é possível sair de OKC com um triunfo na bagagem.

“Você tem de vencer na estrada se quiser ganhar um campeonato”, afirmou o armador Tony Parker. “Temos um grande desafio pela frente, será difícil, mas sabemos que nosso time é capaz”, completou.

O ponto de vista do francês é compartilhado pelo ala Stephen Jackson, que vem sendo um dos poucos destaques do Spurs ao longo desta série. “Eu definitivamente acredito (que San Antonio pode chegar à grande final). Nós vamos vencer esse jogo, temos de fazer isso. Se eles podem, também podemos”, disse o Captain Jack.

Por fim, o ala-pivô Tim Duncan também demonstrou confiança. “Com certeza nós podemos vencer fora de casa”, disse. “Acho que executamos o plano de jogo correto ontem, só precisamos manter esse ritmo por mais tempo”, concluiu o astro.

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