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Spurs (8-2) vs Nuggets (4-6) – Manu ‘estreia’ com show

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O San Antonio Spurs, com um ótimo aproveitamento nos tiros do perímetro, venceu com facilidade o Denver Nuggets, neste sábado (17), no AT&T Center. O time texano se manteve na frente do placar por praticamente todo o jogo e sem muita resistência do adversário. Os mandantes acertaram 16 bolas de três, contra apenas quatro do Nuggets.

Manu Ginobili para 3; o craque está de volta! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Manu Ginobili

Uma das grandes preocupações dos fãs do Spurs eram as atuações abaixo da crítica de Manu Ginobili. O argentino não vinha jogando como o torcedor se acostumou a vê-lo. No entanto, na partida deste sábado, o ala-armador parece ter ”estreado” na temporada. Manu marcou 20 pontos, errou apenas três arremessos de quadra e acertou cinco da linha de três pontos. Tudo isso em apenas 23 minutos de atuação.

DeJuan Blair

Outro que se destacou na larga vitória do Spurs foi DeJuan Blair. O ala-pivô fez 19 pontos e coletou oito rebotes. Bem superior ao seus concorrentes de garrafão. Boris Diaw fez nove pontos e pegou três rebotes – sem falar nas cinco assistências -, e Tiago Splitter terminou o jogo com cinco pontos e também três rebotes.

Festa do perímetro 

Até Tim Duncan deixou o dele da linha de três

A superioridade do Spurs foi tão grande no perímetro que até o ala-pivô Tim Duncan deixou a dele da linha de três pontos. Além do camisa 21, Stephen Jackson, Danny Green, Manu Ginobili, Boris Diaw, Patrick Mills, Matt Bonner e Nando de Colo fizeram pelo menos uma cesta do perímetro. Foram 16 no total, de 26 tentativas (59%). O Nuggets, por sua vez, fez apenas quatro de 11 tentativas para três pontos.

Superiores em tudo

Mas, a superioridade texana não ficou limitada apenas ao perímetro. O Spurs venceu também o Nuggets nos rebotes (40×39), nas assistências (33×19), além de ter sofrido menos turnorvers (14×22). Em roubadas de bola, o time de San Antonio também ficou na frente (11×8), assim como em tocos (6×2).

Tempo de quadra

Com as contusões de Kawhi Leonard e Gary Neal, além da larga vantagem adquirida no placar, alguns jogadores que não ganham tanto tempo quadra, puderam mostrar suas habilidade ao técnico Gregg Popovich por mais tempo. Foi o caso do armador australiano Patty Mills, que marcou seus dez pontos em 20 minutos de atuação. Já Nando De Colo fez cinco pontos em 16 minutos, e Matt Bonner, em oito minutos na quadra, marcou seis pontos.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 20 pontos e quatro assistências

DeJuan Blair – 19 pontos e oito rebotes

Danny Green – 15 pontos e três rebotes

Tony Parker –  14 pontos, seis assistências e cinco rebotes

Tim Duncan – 14 pontos e cinco rebotes

Patrick Mills – Dez pontos e duas assistências

Denver Nuggets

Danilo Gallinari – 15 pontos e sete rebotes

Kenneth Faried – 14 pontos e cinco rebotes

Corey Brewer - 13 pontos e sete rebotes

Ty Lawson – 13 pontos e cinco assistências

Evan Fournier – Dez pontos e duas assistências

As duas finais

O ápice da NBA está chegando. Depois de muitas partidas, muitas noites gastas em jogos e muitas decepções e alegrias assimiladas. Com as finais de conferência aí, peço licença para colocar abaixo minhas análises sobre os duelos entre Los Angeles Lakers e Denver Nuggets no Oeste e Cleveland Cavaliers e Orlando Magic no Leste.

Time-a-time

Los Angeles Lakers

Talvez a equipe mais badalada no ínicio da temporada, o Lakers sofreu com a ausência do pivô Andrew Bynum, que mais uma vez ficou um belo tempo afastado nas quadras com lesão no joelho. O ala-armador Kobe Bryant, como de praxe, brilhou e abrilhantou a NBA. O ala-pivô Pau Gasol foi outra peça importantíssima, principalmente na ausência de Bynum. Os angelinos foram, durante toda a temporada, favoritíssimos no Oeste. Porém, algumas atuaões contestáveis na pós-temporada diminuiram a pompa e acenderam a luz amarela. Em 2009, o Lakers e Phil Jackson terão seu grande teste de fogo. Poderá Kobe vencer sem Shaquille O’Neal? Phil Jackson ainda pode render? A chegada de Pau Gasol será convertida em títulos? São essas perguntas que devem ser respondidas nas próximas semanas.

O nome: Kobe Bryant, sem dúvidas. Desde a saída de O’Neal, é o craque solitário do time. Ganhou a companhia de Gasol e Bynum, mas nenhum dos dois consegue alcançar a magnitude do ala-armador.

Termômetro: Quente. É favorito no Oeste e tem boas chances de faturar o título da NBA.

Denver Nuggets

Não restam dúvidas de que o Nuggets é a grande surpresa de 2008/2009. Mal cotado no ínicio da temporada, o time do Colorado conseguiu, em uma troca, mudar seu destino. Se desfez de um Allen Iverson em franca decadência e juntou ao seu plantel um dos melhores armadores da liga, Chauncey Billups. Deixou times como San Antonio Spurs, Houston Rockets e New Orleans Hornets – sempre tachados de favoritos – comendo poeira, e chegou sem qualquer contestação às finais de sua conferência. Com o astro Carmelo Anthony jogando em um nível altíssimo e as gratas aparições do brasileiro Nenê no garrafão, a franquia almeja ir ainda mais longe.

O nome: Chauncey Billups. Carmelo Anthony pode ser o grande astro dos Nuggets, mas sem Billups nada seria possível. O armador faz o time funcionar como não se via desde muito tempo atrás. É o nome do Denver nessa temporada.

Termômetro: Morno. Não tem a tradição e nem a força do Lakers, mas caso passe pelos angelinos no Oeste chegará embalado demais e sedento pelo título.

Cleveland Cavaliers

Para muitos, até 2003 o Cavaliers não era nada. Depois da citada data, virou apenas o “time do LeBron”. Hoje, sem dúvidas, é a franquia que vem apresentando o melhor basquete na temporada. LeBron James surpreende a cada jogo, mostrando nível melhor em cada partida que disputa. O armador Mo Williams chegou para ser o escudeiro do astro e tem sido muito mais: melhorou o arremesso de perímetro do time e deu mais organização tanto no ataque quanto na defesa. O sistema defensivo da equipe, por sinal, tem enchido os olhos daqueles que, como eu, gostam da parte tática do basquete. Entrará, sem dúvidas, para a História. A moral, por sua vez, é das mais altas possíveis: oito jogos na pós-temporada e oito vitórias, além da melhor campanha da liga na regular.

O nome: LeBron James e não são necessárias explicações.

Termômetro: Muito quente. Com seu estilo de jogo encaixado e a melhor campanha da temporada regular na sua bagagem, o Cavaliers é, apesar do desgosto de muitos, o grande favorito ao título.

Orlando Magic

O Magic provou nessa temporada que com organização se vai longe. A diretoria da franquia acertou em apostar no pivô Dwight Howard e soube planejar o futuro do time em torno do jogador: deu certo. Hedo Turkoglu e Rashard Lewis se mostraram ótimos apoiadores do astro. Jameer Nelson, que perderá as finais lesionado, é ausência certa e será sentida: o jogador vinha sendo um dos melhores armadores da NBA. A bela vitória sobre o Boston Celtics nas semifinais do Leste será um dos fatores que deverão mover esse time.

O nome: Dwight Howard é o nome do time. Com atuações monstruosas, é a grande arma ofensiva do time e tem sido excepcional na defesa.

Termômetro: Frio. Não acredito que o Magic possa ser campeão. Passar pelo Cavaliers já é matéria quase impossível. Mas chegar até esse ponto foi importantíssmo para uma equipe que parece ter muito futuro.

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