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Spurs (10-3) @ Pacers (6-8) – Valeu pela vitória

104×97

Sabe aquela velha frase “o importante são os três pontos”, usada à exaustão nos campos de futebol pelo Brasil? Pois seria mais ou menos o discurso dos jogadores do San Antonio Spurs após a vitória por 104 a 97 sobre o Indiana Pacers. Foi um jogo feio, sofrido, mas que no final rendeu mais um triunfo no bom começo de temporada dos texanos.

Na careta de Manu Ginobili, um retrato do que foi a partida

Pegando fogo!

Apesar dos problemas apresentados pela equipe de forma coletiva, Tony Parker teve sua melhor aparição na temporada até agora. O armador começou com tudo a partida, acertando nove de seus primeiros dez arremessos, e antes mesmo do intervalo batia a marca de 20 pontos anotados - importantíssimos para manter o time vivo durante o primeiro tempo. O camisa #9 voltou a ser o “bom e velho” Parker, infiltrando com confiança e comandando o time com suas jogadas individuais em momentos críticos. No fim, o francês deixou a quadra com 33 pontos, sua melhor marca em 2012/2013.

Sem Tony Parker, tudo estaria perdido

Apagão geral

Depois de um bom início de partida, o Spurs caiu de desempenho de forma impressionante quando os reservas começaram a entrar em quadra. O banco, importante arma em outros jogos, sofre com as ausências de Kawhi Leonard e Stephen Jackson, o que ficou claro quando a equipe sofreu a virada e deixou o rival abrir ainda no segundo quarto. O problema é que nem mesmo a volta dos titulares reestabeleceu a ordem e os texanos continuaram perdidos no terceiro período.

Passividade

Em poucas oportunidades vi um San Antonio Spurs tão passivo em quadra como no terceiro quarto contra o Indiana Pacers. Defesa frouxa, ataque bagunçado e sem movimentação e a vantagem do adversário ultrapassou os 15 pontos. A equipe só se manteve no jogo graças às jogadas individuais de Parker e do incansável Tim Duncan.

A dupla, até então, anotara mais de dois terços da pontuação de todo o time. Por incrível que pareça, a reação só começou quando Popovich chamou Matt Bonner para entrar em quadra pela primeira vez. Não o que o “Red Rocket” tenha tido uma atuação memorável, mas nos nove minutos em que ficou em quadra, o saldo foi de +6 pontos a favor do Spurs.

Gênio é gênio

Popovich começou o último quarto com uma formação estranha, com três homens grandes, Diaw, Bonner e Splitter, acompanhados de Mills e Manu, e a desvantagem caiu para apenas dois pontos. Mas uma sequência de erros ofensivos fez com que a diferença subisse novamente para 11. Foi então que brilhou a estrela do gênio argentino. Com duas jogadas consecutivas de falta e cesta, Manu colocou o Spurs de novo na rota, quando o barco já parecia afundar. A sequência levantou os ânimos dos companheiros, que a partir de então mudaram a postura, principalmente na defesa, acuando o adversário até conseguir a virada.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 33 pontos e dez assistências

Tim Duncan – 22 pontos e 17 rebotes

Manu Ginobili – 19 pontos

Indiana Pacers

David West – 22 pontos e oito rebotes

Paul George – 15 pontos e quatro rebotes

Roy Hibbert – Dez pontos e 11 rebotes

Spurs (9-3) @ Pacers (6-7) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Indiana Pacers – Temporada Regular

Data: 23/11/2012

Horário: 23h (Horário de Brasília)

Local: Bankers Life Fieldhouse

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,64 (favorito) @ Pacers 2,27

Depois de vencer o Boston Celtics, fora de casa, o San Antonio Spurs continua na estrada e desta vez encara o Indiana Pacers. Kawhi Leonard e Stephen Jackson seguem como desfalques do lado texano, enquanto o time de Indianópolis, que vem de vitória sobre o New Orleans Hornets, não conta com Danny Granger, fora por tempo indeterminado.

Confrontos na Temporada (1-0)

05/11/2011 – Spurs 101 vs 79 Pacers

Sem grandes dificuldades, o Spurs venceu o Indiana Pacers, em casa, com boa atuação dos coadjuvantes Gary Neal e DeJuan Blair. O triunfo marcou a quarta vitória dos texanos nos primeiros quatro jogos da temporada, feito inédito para a franquia.

PG – Tony Parker

SG – Gary Neal

SF – Danny Green

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de Olho - Com seus dois alas fora de combate, Gregg Popovich promoveu a entrada de Gary Neal no time titular, deslocando Danny Green para atuar como SF. Com maior tempo de quadra, o ala-armador precisa se mostrar confiável e pontuar com consistência, já que as opções no banco de reservas estão escassas.

PG – George Hill

SG – Lance Stephenson

SF – Paul George

PF – David West

C – Roy Hibbert

Fique de Olho - Marcador implacável, Paul George tem mostrado que também é talentoso do outro lado, assumido maior responsabilidade ofensiva na equipe nesta temporada. O ala vem suprindo bem a ausência de Danny Granger e no último embate, diante do New Orleans Hornets, deixou a quadra com impressionantes 37 pontos.

O triste fim de Leandrinho Barbosa

Uma das mais sérias dificuldades que pode afetar um atleta é o crescimento indiscriminado de seu ego. Milhões na conta, fama, mulheres; tudo isso colabora para que o salto cresça e a distância para o chão e a realidade também, criando um espaço no qual cair é muito perigoso. Leandrinho Barbosa parece estar cada vez mais desequilibrado no salto em que subiu após ter tido duas ou três temporadas significativas na NBA.

Barbosa já foi o melhor jogador que o Brasil produziu na entressafra olímpica entre 1996 e 2012. Chegou com méritos à NBA e ficou conhecido logo de cara pela história de simplicidade, resumida na ida aos treinos de bicicleta – ganhou inclusive um carro do astro Steve Nash. Vieram as boas partidas no Phoenix Suns, quando vinha do banco para colocar fogo nos jogos com sua velocidade e pontaria até que bem afiada. Nesse período, foi nomeado o melhor sexto homem da liga e viu sua desgraça começar junto com seu auge.

Os bons tempos de Leandrinho no Phoenix Suns são um passado cada vez mais distante

Os bons tempos de Leandrinho no Suns são um passado cada vez mais distante

Os tempos de boas temporadas regulares e playoffs dignos do Suns acabou e o conto de fadas de Leandrinho também. Algumas lesões não muito significantes e o ala-armador já não via em suas mãos o poder de incendiar partidas. Nash continuou, Amare Stoudemire saiu, o técnico Mike D’Antoni também e a magia daquela equipe que só atacava e não ganhou nada de significativo já não existia mais. Mas o ego do brasileiro já estava inflado.

Paralelamente à ascensão e à queda de Leandrinho em Phoenix, a seleção brasileira começava um trabalho de reestruturação. Uma obra na qual o coordenador – ou técnico – Rubén Magnano deixou clara sua intenção de formar um grupo e esquecer os dogmas brasileiros da individualização do basquete, centralizados na figura de Oscar. E nesse período Barbosa não defendia o Brasil por estar mais preocupado com a NBA, escolha pessoal e que não pode ser questionada. Mas que evidentemente o fez sair perdendo.

Eleito por ele mesmo como “craque” na NBA, Leandrinho chegou à Seleção para assumir, em sua cabeça, um protagonismo que não haveria de ser dele. Em um grupo que se comportava como grupo, Barbosa perdeu espaço e não soube se colocar em seu lugar na equipe. Tentou bolas impossíveis e lembrou os tempos em que o Brasil jogava para que um jogador só decidisse. Tomou bronca pública de Magnano e queimou mais sua imagem.

De volta à realidade da NBA, Leandrinho deixou o Suns antes mesmo de voltar à seleção e foi para o Toronto Raptors. Lá seria mais protagonista. Não conseguiu. Foi mal e não rendeu nada, virou quase que um problema para a franquia canadense. O fundo de seu poço foi o momento em que foi trocado para o Indiana Pacers por uma escolha de segundo round no draft. Mas o poço parecia ter em seu fundo uma mola: em Indianapolis, o brasileiro poderia tentar brilhar de novo.

Mais uma vez, ele não conseguiu. No melhor time do Pacers desde a aposentadoria de Reggie Miller, Leandrinho mais uma vez deixou de brilhar. Fez um jogo ou outro bom, nada que justificasse o investimento na renovação de seu contrato, que expirou ao fim da última temporada. Virou agente livre. Chegamos em setembro e ele ainda não tem um time na NBA. A pré-temporada está batendo na porta. Alguns sites dos Estados Unidos afirmam que o jogador quer ganhar US$ 6 milhões por temporada e gostaria de um contrato de pelo menos três anos.

Será que alguém ainda aposta suas fichas em Leandrinho?

3 pontos

- A presença de Leandrinho na Seleção é quase desnecessária. Muito mais válido ter um norte-americano como Larry focado e fechado com o grupo do que um jogador que quer aparecer mais que todo mundo.

- Scott Machado é um norte-americano com sangue brasileiro. Nasceu e cresceu lá, mas os pais são daqui. Já demonstrou ter talento e vontade de defender o Brasil. Se tiver a cabeça no lugar e aceitar o crescimento gradual na NBA, poderá ser bem importante em 2016.

- Nosso blogueiro Lucas Pastore colocou as possíveis chegadas de mais dois brasileiros à NBA. Um deles é Scott, o outro Rafael Hettsheimeir. Gostaria que o segundo ficasse mais tempo na Europa e amadurecesse seu jogo. Seria importante para ele e para a Seleção.

Pretendido pelo Spurs, Hill acerta renovação com o Pacers

Quem sabe um dia?

Selecionado pelo San Antonio Spurs na 26ª escolha do Draft de 2008, George Hill era um dos alvos da franquia texana na offseason. No entanto, o sonho de trazer o armador de volta foi adiado, já que o atleta decidiu renovar seu contrato com o Indiana Pacers.

De acordo com o site Indy Cornrows, Hill acertou um novo vínculo de cinco anos com a franquia. Os valores só poderão ser divulgados no próximo dia 11, data em que os agentes livres podem assinar contratos. A imprensa local, contudo, estima que o valor total varie entre US$ 35 e 40 milhões.

Na última temporada, Hill virou titular após a contusão de Darren Collison e tomou conta da posição. Nas partidas em que fez parte do quinteto inicial, o armador apresentou médias de 13,9 pontos e 5,3 rebotes por exibição.

Vale lembrar que Hill foi negociado com o Pacers na noite do Draft de 2011. Em troca, o Spurs recebeu os direitos do ala-pivô esloveno Erazem Lorbek, que deve reforçar o time de San Antonio na próxima temporada, e duas escolhas de Draft, que a franquia texana usou para selecionar Kawhi Leonard e Davis Bertans.

E mais…

Preferência pelo Rockets afasta Camby do Spurs

O pivô Marcus Camby, outro alvo do San Antonio Spurs nesta offseason, também não deve reforçar a franquia texana no próximo campeonato. De acordo com o jornalista Chris Tomasson, que escreve para a Fox Sports Florida, o jogador tem como prioridade renovar com o Houston Rockets para a temporada 2012/2013.

Além disso, a exigência de Camby foi um pouco cara – o pivô teria pedido um contrato de duas ou três temporadas com salário de US$ 3 milhões anuais. Ainda de acordo com Tomasson, o Miami Heat também está interessado no jogador.

Leia mais: Veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs

Cory Joseph está de volta a San Antonio

Eu voltei, agora pra ficar!

A notícia interessante do dia é que o San Antonio Spurs chamou Cory Joseph de volta. O armador, recrutado no Draft deste ano, estava no Austin Toros – equipe filiada ao Spurs na Liga de Desenvolvimento da NBA (D-League).

O mais curioso disso é que Joseph estava em meio à final da NBDL contra o Los Angeles D-Fenders. Na terça-feira (24), inclusive, a franquia da capital texana havia perdido o primeiro jogo da série contra os californianos.

Agora vamos tentar entender dois possíveis motivos que fizeram o técnico Gregg Popovich chamá-lo novamente.

  • Gary Neal está machucado e ficará de fora das duas próximas partidas da equipe na temporada regular. Com a volta de Joseph, Popovich pode se sentir à vontade para poupar Tony Parker, fazendo com que o novato e o recém-chegado Patrick Mills possam se revezar no comando do ataque time.
  • O Chicago Bulls joga nesta noite contra o Indiana Pacers. Se perder, Derrick Rose e companhia abrem espaço para o Spurs assumir a liderança geral da liga. Se ganharem, no entanto, os comandados de Tom Thibodeau praticamente se garantem no topo da NBA, já que seu último adversário será o fraco Cleveland Cavaliers. Acontece que o embate começa às 20h00, o que quer dizer que ele acabará antes do jogo entre Spurs e Suns. Ou seja, Gregg Popovich pode colocar os reservas em quadra dependendo do resultado de Indianapolis.

Alguém concorda, discorda? O que acham?

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