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Spurs (4-0) @ Clippers (2-2) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Los Angeles Clippers – Temporada Regular

Data: 08/11/2012

Horário: 01h30 (Horário de Brasília)

Local: Staples Center

Cotação no Apostas OnlineSpurs 1,84 (favorito) @ Clippers 1,97

Depois de vencer o Indiana Pacers, o San Antonio Spurs conquistou sua quarta vitória nos quatro primeiros jogos da temporada 2012/2013, algo até então inédito na história da franquia. Com o elenco completo à disposição, a equipe tenta manter a boa fase diante do Los Angeles Clippers, que vem de derrota para o Cleveland Cavaliers.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan/DeJuan Blair

Fique de Olho – Blair reclamou, Gregg Popovich ouviu e ele correspondeu, com boa atuação contra o Pacers. Será que o pivô receberá alguns minutos hoje? E como ele irá se portar diante do atlético garrafão do Clippers?

PG –Chris Paul

SG – Willie Green

SF – Caron Butler

PF – Blake Griffin

C – DeAndre Jordan

Fique de Olho – Blake Griffin vem para seu terceiro ano de NBA e começa a receber algumas contestações. Suas médias realmente caíram, e alguns críticos dizem que seu jogo se limita ao seu atleticismo. Contra o Spurs, Griffin tem a oportunidade de mostrar que tem potencial para ser um futuro Hall of Fame.

Um balanço da pré-temporada

O momento é praticamente perfeito para falarmos da pré-temporada do San Antonio Spurs. Pouco mais de uma semana separa a fantasia da realidade. E é por isso que devemos tomar todo o cuidado possível quando fizermos um balanço final dos jogos da equipe nesses encontros sem muito valor – mas que, em nenhum momento, deixam de ser importantes. Vamos por partes.

Garrafão de peso

Parece que o problema recente do time com pivôs está perto de ser solucionado. Isso não quer dizer que não teremos mais dores de cabeça quando tocarmos no assunto. Fora do peso em outras temporadas, DeJuan Blair parece ter colocado a cabeça e a forma física em seus devidos lugares. Volta aos seus primeiros anos de NBA, com presença importante no garrafão para rebotes e arsenal ofensivo considerável, é a meta. A baixa estatura, porém, preocupa. Não é jogador para bater de frente com pivôs tops de linha.

E nesse seleto grupo de pivôs já tentou viver, há muito tempo e em uma galáxia distante, Eddy Curry, o reforço-surpresa-que-causou-mais-surpresa-em-quadra. Ele foi bem. Está mais magro. Mas está longe de ser a solução. Pelo salário baixo que deverá ganhar, merece uma chance em um elenco completamente carente de opções ofensivas na posição 5. Mas todo cuidado é pouco com ele. Com a cabeça no lugar e a barriga vazia, pode ser uma opção interessante. De qualquer modo, nunca jogou os playoffs e, assim, é uma incógnita maior ainda quando falamos do funil mais apertado – sem piadas com sua medida generosa.

Bem-vindo, De Colo

De Colo, a melhor resposta da pré-temporada

O jogador que deixou a melhor impressão nesta pré-temporada foi o francês Nando De Colo. Claro, eram jogos que não valiam nada a não ser pela preparação. Mas o armador foi bem, muito bem. Mais importante do que sua mobilidade ofensiva e a noção defensiva ou até mesmo seu chute decisivo quando ninguém esperava, De Colo mostrou ser do tipo de jogador que já saiu do forno. Terá uma temporada para amadurecer na NBA, onde nunca atuou. Não deverá assumir uma função decisiva, mas mostrou que seu amadurecimento técnico já veio. Restará a adaptação – que, ao que parece, já está bem encaminhada.

Corrigindo velhos problemas

Talvez a parte mais importante da pré-temporada. Alguns torcedores reclamaram das experiências de Gregg Popovich e de consequentes jogos abaixo da média. Ele só fez o esperado. A pré-temporada é o maior laboratório para que o técnico pudesse encontrar uma formação de segunda unidade ideal para o time. Fazendo alusão à separação de meninos e homens nos playoffs, a pré-temporada separaria meninos de bebês, por assim dizer. Popovich testou para poder dar descanso ao trio principal, já envelhecido, com segurança. Fez o certo. Como já é praxe.

Não, Eddy Curry

O atleta, como qualquer profissional, tem regras para seguir dentro de sua profissão. Os milhões ganhos com o esporte deveriam servir apenas para deixar isso mais claro. Quanto maior o pagamento, maior a responsabilidade. Simples assim. E poucos são os profissionais que, bem remunerados, ganham diversas chances para se reabilitar de erros que se repetem com frequência. Eddy Curry, novo pivô do San Antonio Spurs, é um deles. E eu discordo da aposta do time.

Vamos lá. Curry pode ser a peça que falta ao Spurs. Sempre conhecido pelo arsenal ofensivo razoável e que, hoje, pode render mais do que os pivôs que a equipe tem, o atleta vem de uma fase muito ruim. Ruim não, péssima. Muito acima do peso, ele teve ótimas chances no New York Knicks até o momento em que foi simplesmente deixado de lado. Nem para o banco de reservas ia. Em cinco anos na cidade, nunca viu a equipe chegar aos playoffs. Nas duas últimas temporadas que passou lá, fez – pasmem – apenas dez jogos.

Divulgação

Não, Curry, não adianta olhar com essa cara

Antes de chegar em Nova York, era promissor no Chicago Bulls. Por lá também nunca conseguiu disputar uma partida sequer de pós-temporada. Na única vez em que a equipe chegou à fase de mata-mata da NBA com Curry no elenco, o pivô se machucou e sequer entrou em campo nas partidas eliminatórias – na época, seu time caiu ainda no primeiro round, diante do Washington Wizards.

O ato final de sua carreira foi no Miami Heat, na última temporada. Depois de sequer atuar em 2010/2011, a equipe que tem ninguém menos do que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh precisava apenas de um pivô para, com Mario Chalmers, ter uma primeira unidade completa. Mas Curry não agarrou a chance. Na trajetória que levou a equipe ao título, ele atuou apenas em 14 jogos – um como titular. Novamente, não fez nenhuma partida nos playoffs.

E o Spurs precisa do que? Na temporada regular, nada. Um pivô ofensivo faz muita falta ao time, é claro. Mas antes dos playoffs é possível se virar. Depois, quando o bicho começar a pegar, Curry terá a mesma experiência do novato Nando De Colo – que, pelo menos, vem jogando com regularidade. Não será de valia nenhuma. Mais magro ou mais gordo, o pivô já desperdiçou todas as chances que deveria ter e mais algumas.

Mesmo se fizer uma pré-temporada (muito) acima da média, o pivô é aposta arriscada – para não dizer errada. Precisamos de reforços capazes de segurar a bronca nos playoffs. Curry, esse da carreira desperdiçada, nunca sequer pisou em quadra em um jogo de pós-temporada. Não pode ajudar.

3 pontos

- Se é para apostar em um “gordinho”, prefiro DeJuan Blair, que parece estar se esforçando;

 - Nando De Colo, novato, tem tudo para ser muito útil ao time. Uma dose de basquete europeu à NBA é sempre bem-vinda;

- Ainda bem que a pré-temporada começou! A NBA faz uma falta…

Vale o quanto pesa?

Não, não vale. Hoje, a relação é inversamente proporcional, aliás. Falo de DeJuan Blair, o garoto-problema do San Antonio Spurs. Não porque ele seja adepto de baladas ou porque foi pego com drogas. Mas porque o pivô parece jogar pela janela uma chance que poderia agarrar com mais facilidade do que qualquer rebote. O time texano precisa de um jogador da posição, mas ele faz questão de não querer ser notado para isso.

Divulgação

Não, Blair, nada de deitar e descansar no meio do jogo. Vai suar!

Blair chegou à NBA baleado. Seus joelhos, sabia-se desde os tempos de universidade, não eram bons o suficiente para aguentar o ritmo da liga. Mas nem com isso ele teve de se preocupar, já que não se lesionou com muita gravidade em nenhuma de suas três temporadas. Mas criou outro problema físico: peso. Tal qual um garoto que não tem controle sobre seus atos, engordou muito com o passar dos jogos, fato absurdo se levado em conta que Blair é um atleta profissional.

Mas mesmo com todos esses problemas, ele não deixou de ser uma esperança. E a próxima temporada poderá confirmar isso. Descontente com os comentários maldosos que torcedores e jornalistas fizeram sobre seu peso, Blair resolveu agir da maneira mais simples de todas: foi para a academia. Sua pré-temporada começou muito antes da dos colegas, com exercícios em casa e participação nos treinos da seleção norte-americana antes das Olimpíadas de Londres-2012. Para quem quer (precisa) emagrecer, ótimo começo.

E mais do que o começo, Blair se mostra motivado para continuar. Posta fotos diárias em suas redes sociais com sua malhação. O pivô já aparenta estar mais magro, mais em forma. Sua técnica, é claro, só tem a ganhar com isso. O Spurs também. Caso realmente se mantenha magro e mostre o foco necessário, e que até agora vem sendo seu forte nessa pré-temporada, Blair pode ser o maior reforço do time – que pouco contratou e não achou nenhum pivô de ofício no mercado.

Se seus problemas nos playoffs – queda de rendimento, resumindo – persistirão, não podemos saber. Mas poderemos nos dar por satisfeitos se Blair aparecer mais magro e, principalmente, mais motivado. Ele deu o primeiro passo. Se Popovich acreditar nele, o restante da caminhada parece óbvio. E aí ele vai continuar sem valer o quanto pesa – mas com uma inversão significativa: peso menor, valor maior.

O que esperar de Tim Duncan?

Tim Duncan é um jogador que dispensa apresentações. Dono de quatro títulos da NBA, dois troféus de MVP e outros três de MVP das Finais, o “Big Fundamental” tem a cara do San Antonio Spurs e é o maior jogador da história da franquia – o que não torna David Robinson ou George Gervin, outras lendas que marcaram época na equipe, menos importantes.

Onde, porém, quero chegar com isso? Bom, todos sabem que as chances de título do San Antonio Spurs na temporada que está para começar passam diretamente pelas mãos de Duncan. Mas, aos 36 anos, será que o veterano ainda tem fôlego para segurar esta responsabilidade? Sim e não… Eu explico.

Peraí… Este é o Duncan sorrindo???

Depois de uma temporada 2009/2010 muito abaixo da média, quando registrou médias de 13,4 pontos e 8,9 rebotes, os piores números da carreira, Timmy se reinventou e no último campeonato apresentou novas armas em seu jogo. O rendimento subiu para 15,4 pontos e nove rebotes. Nada mal para o “velhinho”, que renovou contrato por mais duas temporadas com a equipe – mais uma terceira que será opção do próprio jogador.

Isso quer dizer que Duncan ainda consegue produzir bem dentro de quadra e é uma arma sólida do time texano. Claro que não dá para exigir o mesmo domínio que exercia quando era mais jovem, mas eventualmente o camisa 21 demonstra toda sua técnica e genialidade para cima dos rivais.

Ao mesmo tempo, não dá para jogar toda a responsabilidade sobre os seus ombros. Os joelhos incomodam o veterano há algum tempo e, por conta disso, a tendência é que seu tempo de quadra seja cada vez mais reduzido. Então, não adianta imaginar um Duncan 40 minutos em quadra e vencendo jogos sozinho, como fazia dez anos atrás.

É a sua hora, meninão…

Para que o “vovô” Timmy permaneça inteiro ao longo das 82 partidas da temporada e chegue com gás aos playoffs, os reservas terão papel fundamental. Tiago Splitter, Matt Bonner e DeJuan Blair precisarão mostrar serviço e dar valiosos minutos de descanso ao colega, sem deixar o nível cair.

Neste revezamento, Splitter é o jogador mais importante. Na cabeça de Popovich, o brasileiro é o reserva imediato de Duncan e deve ser o principal “herdeiro” dos minutos do camisa 21. Blair é outro que pode se beneficiar, mas terminou a última temporada contestado e como última opção no banco de reservas. Precisa correr atrás do prejuízo.

Junto com Tony Parker e Manu Ginobili, Duncan forma um poderoso Big Three que ainda é capaz de bater qualquer rival na NBA. Porém, o peso da idade pode atrapalhar até mesmo as lendas.

Para continuar fazendo jus ao apelido de Big Fundamental, o camisa #21 terá de encontrar o meio termo entre desempenho e descanso para se manter saudável sem resultar em prejuízos dentro de quadra para o Spurs.

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