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E se fosse o Spurs contra o Heat?

Confesso que o placar da vitória do Miami Heat sobre o Oklahoma City Thunder me surpreendeu. Eu esperava um triunfo, até com certa tranquilidade, do campeão da Conferência Oeste na decisão da NBA. No entanto, a franquia da Flórida se impôs, venceu a série por 4 a 1 e ficou com o título. Com o fim da temporada 2011/2012, nos resta imaginar: o que teria acontecido se o San Antonio Spurs tivesse chegado à finalíssima?

O único Heat x Spurs da temporada trouxe dor de cabeça para Pop

Claro que previsões como essa são sempre difíceis e imprecisas. Confrontos que envolvem tanto o lado emocional, como uma final, têm sempre um fator imponderável que faz a diferença. Foi assim com o retorno de Chris Bosh, que não demorou para achar seu espaço e dominar os pivôs do Thunder, e com James Harden, que não conseguiu repetir as atuações que o levaram ao prêmio de melhor reserva da temporada.

No entanto, há um lado mais otimista em mim que diz que o Spurs teria leve favoritismo em um duelo contra o Heat. Isso porque o desempenho da equipe da Flórida é dependente de Dwyane Wade e, principalmente, de LeBron James. Os dois são craques – especialmente o ala, que jogou um basquete absurdo nos playoffs. Porém, é difícil para um jogador manter um nível altíssimo durante 40, 45 minutos em sete jogos seguidos.

Por outro lado, a intensidade era justamente o ponto forte do Spurs na última temporada. Com time reserva forte, o time texano era capaz de manter um bom nível, principalmente no ataque, e esperava um momento de cansaço ou de fraqueza do adversário para matar o jogo. Afinal, quantas outras equipes da NBA se dão ao luxo de deixar jogadores como Manu Ginobili, Stephen Jackson e Tiago Splitter no banco?

Mas é aí que entra em quadra meu lado um pouco mais realista. Vale lembrar que a teoria acima também poderia ser aplicada na série contra o Thunder, que também é dependente de poucos jogadores – no caso, Russell Westbrook, James Harden e, principalmente, Kevin Durant. E vale lembrar também que, na final do Oeste, alguns coadjuvantes do Spurs não conseguiram manter o nível da temporada regular – além de Spliter, Danny Green e Matt Bonner aparecem nesta lista.

Além disso, o único confronto do Spurs contra o Heat na temporada regular traz más lembranças. No dia 17 de janeiro, jogando em Miami, o time texano perdeu por 120 a 98 em um jogo em que chegou a estar vencendo por 17 pontos. Naquela partida, mesmo com Kawhi Leonard se esforçando na defesa, LeBron esteve indiabrado e terminou o jogo com 33 pontos, dez assistências e cinco rebotes.

É bem verdade que, naquele jogo, o Spurs estava sem Ginobili e ainda não havia contratado Patrick Mills, Boris Diaw e nem trocado Richard Jefferson pelo Capitão Jackson, que ajudaria a marcar o astro adversário. Mesmo assim, é a lembrança que teremos contra o Heat na temporada em que o time da Flórida sagrou-se campeão.

Splitter minimiza bronca de Popovich na final do Oeste

Para o brasileiro, bronca foi normal e faz parte do jogo

Em entrevista recente ao site da ESPN Brasil, o pivô Tiago Splitter falou sobre a bronca que levou de Gregg Popovich no Jogo 6 da final da Conferência Oeste, contra o Oklahoma City Thunder. O acontecimento foi muito comentado pela imprensa, sobretudo aqui no Brasil. Alguns criticaram a postura do treinador, enquanto outros entenderam que o esporro ocorreu no calor da partida.

“Já está tudo certo, o Popovich é assim mesmo”, disse o brasileiro. “Eu conversei com ele depois do jogo e está tudo tranquilo, foi só um momento em que a partida estava quente. Cometi um erro e ele me deu um esporro. É normal, ele faz isso com todos os jogadores. Já fez com o Parker, com o Ginobili – fora o que acontece dentro do vestiário”, completou.

No dia seguinte ao revés, o técnico reuniu todos os jogadores para fazer um balanço da temporada e falou diretamente com o brazuca.

“Ele disse que continua me amando (risos), que foi uma coisa normal de jogo”, afirmou. “Para mim, tomei o esporro e foi uma coisa normal. Era uma final de conferência e todo mundo viu; a bola de neve cresceu muito mais”, pontuou.

Por fim, Splitter comparou o estilo de Gregg Popovich ao do argentino Rubén Magnano, que o dirigirá nos Jogos Olímpicos de Londres. Para o brasileiro, o comandante texano, apesar de ser bastante enérgico dentro de quadra, gosta de conversar com os jogadores fora das quatro linhas. Magnano, por sua vez, é um pouco mais reservado, embora também seja “falador” durante os jogos.

“Tenho certeza de que Timmy renovará”, afirma Ginobili

Renova aí, Duncan!

O contrato de Tim Duncan se encerra ao fim desta temporada e ainda há um grande mistério sobre o seu futuro em San Antonio. Tudo indica que o camisa 21 renovará seu vínculo por pelo menos mais um ano, embora a possibilidade da aposentadoria também seja levada em conta.

Em entrevista recente, no entanto, o argentino Manu Ginobili deu a entender que Duncan continuará jogando profissionalmente. “Fico imaginando se o time vai se manter intacto e é difícil dizer o que vai acontecer com os atletas que têm seus contratos terminando, mas tenho certeza de que Tim renovará e seguirá conosco”, revelou Manu.

Durante a mesma entrevista, o camisa 20 falou sobre a derrota para o Oklahoma City Thunder na final da Conferência Oeste.

Segundo ele, a equipe superou todas as expectativas ao longo da temporada e está de parabéns. “No geral, a temporada foi espetacular”, disse. “Ninguém acreditava em nós; alguns até diziam que nem chegaríamos aos playoffs, mas, como sempre, encontramos uma maneira de nos destacar e terminamos a fase regular no topo do Oeste, o que é bem difícil – fomos os primeiros com mais vitórias e jogando bem”.

“Ninguém aqui tem motivos para se arrepender. Chega uma hora em que você enfrenta um time melhor e perde, ponto. Isso deveria ser normal, mas esporte é assim”, finalizou.

A coluna mais difícil que já fiz

This is not a championship team anymore“. A frase – que, em tradução livre, significa algo como “esse não é mais um time campeão”, foi dita pelo ex-jogador e atual comentarista Steve Kerr no início da temporada, quando ele gravou sua análise do San Antonio Spurs para o jogo 2K12. Podemos dizer que trata-se da avaliação de alguém com conhecimento de causa, que, em seus tempos de atleta, foi campeão da NBA com o time texano em 1999 e 2003. Mesmo assim, dói pensar que talvez ele tenha razão.

É, Splitter…

Ainda acho que o trio Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan pode levar o Spurs ao título novamente. O primeiro, vale lembrar, acaba de fazer a melhor temporada de sua carreira. Os dois últimos, no entanto, começam a sentir o peso da idade nas costas. Mas o técnico Gregg Popovich parece ter encontrado a solução: um elenco de apoio que consiga se virar sem a presença dos astros. Funcionou por um tempo, não é mesmo?

Nas semanas finais da temporada regular, nomes como Danny Green, Matt Bonner e Tiago Splitter ajudaram o Spurs a apresentar o melhor basquete da liga. O segredo era uma movimentação de bola que sempre encontrava alguém livre e que, mesmo com os reservas, continuava em alta. Porém, na série contra o Oklahoma City Thunder, esse elenco de apoio não funcionou – em especial os três citados neste parágrafo. Resultado: Ginobili teve de jogar 35 minutos e Duncan 40 no fatídico Jogo 6, que terminou com a eliminação da franquia texana.

O desafio de Pop, de R.C. Buford e da diretoria do Spurs, agora, é analisar quais jogadores que podem formar esse elenco de apoio que o trio de veteranos tanto precisa. A franquia parece ter acertado em cheio nas recentes contratações de Boris Diaw e de Stephen Jackson, que jogaram bem nos playoffs – o primeiro conseguiu manter o nível de atuação da temporada regular, enquanto o segundo foi além e foi um dos destaques do time na série decisiva contra o Thunder.

E quanto aos que foram mal? O que fazer? Perseguições à parte, a má atuação de Bonner em uma pós-temporada não é surpresa. O jogador, que vive dos arremessos de três pontos – e que inclusive já foi o melhor da NBA no fundamento – acertou 41,5% dos tiros de longa distância que tentou na carreira em partidas de temporada regular, contra 32,9% em jogos de playoffs. Queda drástica demais para um especialista, não acham?

Os casos de Splitter e Green me parecem ser um pouco diferentes. O brasileiro, que fez apenas sua segunda temporada na NBA, já apresentou evolução e, por ser um pivô de escola europeia, costuma ter dificuldades contra jogadores mais físicos, como Serge Ibaka e Kendrick Perkins. Por outro lado, o atleta se mostrou útil na defesa de adversários mais técnicos, como Luis Scola e Pau Gasol. O ala-armador, por sua vez, participou efetivamente de uma série dessa intensidade pela primeira vez em sua carreira e sentiu, o que é normal. Merece, ao menos, mais uma chance.

Vale lembrar, que, no entanto, Green é Free Agent no próximo verão. Assim como Gary Neal, que também foi mal na série contra o Thunder. Mas o ala-armador, prejudicado ao longo da temporada por ter de jogar muito tempo improvisado na armação, já provou em outras oportunidades que é confiável na hora do aperto. Mesmo assim, passa pelos dois jogadores o início das dúvidas do Spurs para a próxima temporada. Eles vão ficar? Vale a pena cobrir ofertas caras por algum dos dois?

A franquia terá outros jogadores com o contrato se encerrando nesta temporada, como Duncan e Diaw. Para o primeiro, que ainda não sabe o que fará em seu futuro, só existem dois caminhos: a renovação e a aposentadoria, já que não o vejo atuando com outra camisa. Vale lembrar que, se aceitar um salário modesto, o ala-pivô pode ajudar bastante a franquia a reduzir a folha salarial. O francês, por sua vez, deve ser encarado como prioridade pelos dirigentes texanos, já que foi, dos coadjuvantes, um dos que conseguiu manter o nível de desempenho na pós-temporada.

E enquanto aos “renegados”, aqueles que mal pisaram em quadra nos playoffs? James Anderson também será um Free Agent, e o Spurs ainda tem o direito de encerrar o contrato de DeJuan Blair. Os dois já mostraram potencial, mas nunca se firmaram na equipe. Merecem mais uma chance? Podem se tornar jogadores confiáveis para a pós-temporada? Nessa lista ainda entra Patrick Mills, que tem a opção de renovar por mais uma temporada e, no meu entendimento, pode ajudar como armador reserva enquanto Cory Joseph se desenvolve. Vale lembrar que, antes da próxima temporada, o canadense poderá jogar a Summer League, que não existiu neste ano. Pode ajudar.

Possíveis contratações? O Spurs já se mexe neste sentindo. Nando de Colo, que pode atuar nas posições 1 e 2, deve ser anunciado como reforço nas próximas semanas. O ala-pivô Erazem Lorbek, outro europeu com os direitos vinculados ao Spurs, também deve desembarcar no Texas para a próxima temporada. Além disso, a franquia texana sonha com o retorno de George Hill e também com a contratação de Nicolas Batum.

“Eu nunca duvidei que teríamos oportunidade e talento suficientes para brigar pelo título. Os diretores têm a habilidade de remodelar a equipe para que continuemos lutando”, disse Duncan, após o revés no Jogo 6. Nas entrelinhas, o astro mostra que sabe que precisa de um bom elenco de apoio para voltar a ser campeão. Para montá-lo, a franquia terá de obter sucesso em todas as respostas para as questões aqui expostas. Será possível?

Popovich se diz entusiasmado com basquete do Thunder

É Coach Pop, os caras jogam mesmo…

Em entrevista recente, o técnico Gregg Popovich rasgou elogios ao time do Oklahoma City Thunder, que derrotou o San Antonio Spurs na final da Conferência Oeste por 4 a 2.

“Eles se tornaram jogadores de classe e criaram uma unidade – em quadra e também na comunidade. Isso é grandioso”, definiu o treinador.

“Estou entusiasmado com o Oklahoma City Thunder, de verdade. Sei que isso soa um pouco estranho, mas realmente estou empolgado. É um trabalho de respeito e divertido de assistir”, concluiu o técnico do time texano.

Também pudera: Kevin Durant e companhia vêm fazendo uma campanha admirável. Na pós-temporada, os comandados de Scott Brooks eliminaram Dallas Mavericks, Los Angeles Lakers e San Antonio Spurs. Esses três times, juntos, fizeram as 13 últimas finais da NBA contra o ganhador da Conferência Leste e conquistaram dez títulos.

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