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Spurs tem um problema. Belinelli é a solução?

Nunca um recorde com 23 vitórias e sete derrotas preocupou tanto seus torcedores quanto o San Antonio Spurs faz nesta temporada. Isso porque o time perdeu justamente os sete jogos mais difíceis que fez no campeonato até aqui – em ordem cronológica, contra Portland TrailBlazers, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Indiana Pacers, Los Angeles Clippers, Oklahoma City Thunder, novamente, e Houston Rockets, mais uma vez. Em meio à sequência negativa contra os considerados favoritos ao título, Gregg Popovich, treinador da equipe texana, promoveu uma mudança no seu quinteto titular, colocando Marco Belinelli no lugar de Danny Green. Será uma boa solução para elevar o nível de exibições?

Green como ala reserva: boa opção? (NBAE/Getty Images)

Até aqui, na temporada, o Spurs triunfou em apenas sete dos 14 jogos que fez contra equipes que venceram pelo menos metade de suas partidas. Os resultados mais expressivos do time texano no campeonato foram como times que eram apontados como potências antes do início da fase regular. A franquia de San Antonio venceu o Golden State Warriors, atualmente sétimo colocado na Conferência Oeste, nos dias 08/11 e 19/12. Superou o Memphis Grizzlies, 13º, nos dias 30/10 e 22/11. E também bateu o New York Knicks, 11º na Conferência Leste, mesmo jogando longe dos seus domínios.

Entre as vitórias mais expressivas do Spurs na temporada, é possível também citar as sobre o Phoenix Suns, sexto colocado no Oeste e uma das surpresas no campeonato, nos dias 06/11 e 18/12. Ainda assim, a boa campanha do time alvinegro até aqui foi construída nos jogos mais simples, já que a equipe venceu os 16 duelos que fez contra adversários que têm mais derrotas do que triunfos nestes primeiros meses. A franquia é a única invicta neste recorte.

Até aqui, no campeonato, o Spurs tem feito 99,7 pontos por jogo contra times com pelo menos 50% de aproveitamento, 13ª melhor marca da NBA, com oito pontos de desvantagem na eficiência em relação ao adversário, nona melhor marca da NBA. Em compensação, contra times abaixo dos 50%, a equipe texana anota 106,9 pontos por partida, quarta melhor marca da NBA, e tem 38,4 (TRINTA E OITO VÍRGULA QUATRO) pontos de eficiência de vantagem sobre estes adversários, melhor marca da liga com folga.

A princípio, não sou daqueles que me preocupa com o panorama. O Spurs é um time que costuma se poupar durante a temporada regular, principalmente para preservar seus jogadores mais velhos, como Manu Ginobili e Tim Duncan. O último já sofreu com contusões neste campeonato, assim como Tony Parker e Tiago Splitter. E as sete derrotas vieram contra times mais jovens e atléticos, com mais energia para gastar. Nada de novo para quem vem acompanhando a equipe texana nos últimos anos.

Porém, também não é algo que seja fácil de ser ignorado. Uma série de derrotas importantes como a que o Spurs sofreu podem acabar mexendo com a confiança do grupo, por exemplo. Confiança que certamente já veio abalada do confronto com o Miami Heat nas finais deste ano. Por isso, talvez seja preciso chacoalhar o elenco de alguma maneira. Um fato novo pode ser o choque que falta para o grupo voltar a funcionar da maneira ideal. E a primeira aposta de Pop foi a mudança na escalação titular, com Belinelli no lugar de Green.

A aposta, em um primeiro momento, parece óbvia. Green é o segundo jogador de perímetro mais alto do elenco e acaba com a falta de tamanho da segunda unidade ao jogar ao lado de Patrick Mills e Manu Ginobili. Belinelli, por sua vez, pode funcionar como segundo condutor de bola da equipe titular e desafogar Tony Parker, deixando Kawhi Leonard mais livre para atacar a cesta e para brigar por rebotes ofensivos. Mas não é bem assim. Promover o italiano significa desmanchar um dos quintetos mais bem sucedidos das últimas temporadas.

Na offseason, em sua coluna One Team, One Stat, John Schuhmman, blogueiro do site oficial da NBA, mostrou que, com Parker, Green, Leonard, Duncan e Splitter em quadra, o Spurs limitou seus adversários a 87,7 pontos a cada 100 posses de bola na temporada passada. Como base de comparação, o Memphis Grizzlies, melhor defesa daquele campeonato, permitia 97,2. E o Indiana Pacers, que tem a melhor retaguarda deste, cede 93,2.

E o experimento, até aqui, tem obtido pouco sucesso. Na temporada 2013/2014, o quinteto Parker – Green – Leonard – Duncan – Splitter marca 90,3 pontos a cada 100 posses de bola, acertando 44,8% de seus arremessos, e cede 93,8. Com Parker – Belinelli – Leonard – Duncan – Splitter, o Spurs marca 89,9 pontos a cada 100 posses, acertando 40,6% de seus arremessos, e cede 90,8. Nenhuma das duas formações tem saldo positivo.

Além disso, Belinelli vinha se firmando como o fiel escudeiro de Ginobili na segunda unidade. Com o argentino em quadra, o italiano marca 1,44 pontos por posse de bola, com 57,1% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 54,2% nos tiros de três pontos. Sem o camisa #20, o novo titular anota 1,07 pontos por posse de bola, com 45,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,8% nos tiros de três pontos.

Fenômeno semelhante acontece com Green e Parker. Com o armador, o ala-armador faz 1,13 pontos por posse de bola, com 48,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,9% nos tiros de três pontos. Sem o francês, o americano anota 1,08 pontos por posse de bola, com 34,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 32,7% nos tiros de três pontos.

Ainda é cedo para dizer que a mudança na escalação promovida por Popovich foi um fracasso. Mas fica claro que Belinelli e Green precisarão melhorar o entrosamento com Parker e Ginobili, protagonistas de suas respectivas unidades, para que a nova distribuição de minutos do Spurs possa dar certo. Só aí saberemos se a alteração foi a resposta ideal para o desempenho ruim do time até aqui contra os favoritos ao título deste campeonato.

Com estatísticas de ESPN, HoopStatsstats.nba.com e nbawowy!

Sem Splitter, sem defesa

Mesmo sendo escolhido pelo conceituado técnico Gregg Popovich para ser titular do San Antonio Spurs, Tiago Splitter ainda parece não ter caído definitivamente nas graças de toda a torcida da franquia texana. A suposta falta de ímpeto do pivô brasileiro, especialmente no ataque e na coleta de rebotes, ainda é um empecilho para que ele possa ser tratado como ídolo. Mas quem se restringe a esta análise parece estar cada vez mais errado. Dia a dia, aumenta a importância do camisa #22, especialmente na defesa. Nas últimas três partidas, com o catarinense afastado por conta de uma lesão na panturrilha esquerda, fica evidente o quanto a proteção do aro se torna deficitária sem o jogador embaixo da cesta.

Splitter é peça-chave no quinteto titular (NBAE/Getty Images)

Ao longo da temporada, com Splitter em quadra, o Spurs sofre 86,9 pontos a cada 100 posses de bola da equipe adversária, a melhor marca de todo o elenco da franquia texana. Para se ter uma noção, o segundo melhor é Danny Green, com 90,0 – uma diferença respeitável. Além disso, dos dez quintetos mais utilizados por Pop durante o campeonato, o pivô brasileiro está em três dos cinco com o melhor índice defensivo neste recorte.

Com Splitter em quadra, o Spurs fez 5,2 pontos a mais que seus adversários ao longo da temporada 2013/2014 da NBA até aqui. A marca é a sexta melhor de todo o elenco do alvinegro texano, atrás de Manu Ginobili (8,2), Marco Belinelli (6,8), Boris Diaw (5,9), Tony Parker (5,7) e Danny Green (5,6). Nota-se que o pivô é o segundo jogador de garrafão de todo o plantel com melhor saldo de cestas, à frente ainda de Tim Duncan (4,9), Matt Bonner (3,5), Jeff Ayres (2,4) e Aron Baynes (-0,7) – o último, vale ressaltar, não faz parte regularmente da rotação, o que costuma deformar este tipo de estatística.

Mas o maior impacto de Splitter no Spurs está na proteção do aro. Ao longo desta temporada, os adversários do time texano têm convertido somente 37,5% de seus arremessos feitos de perto da cesta quando marcados pelo pivô brasileiro. Entre os jogadores de garrafão que disputaram ao menos dez partidas na temporada e têm média igual ou superior a 15 minutos por jogo, a marca é a quinta melhor de toda a NBA, atrás apenas de Kendrick Perkins, do Oklahoma City Thunder (29,8%); Taj Gibson, do Chicago Bulls (31,0%); Ed Davis, do Memphis Grizzlies (34,0%); e Andrew Bynum, do Cleveland Cavaliers (34,5%).

Quem olha para Splitter apenas no ataque constrói uma impressão equivocada sobre o jogador. É verdade que um pivô que prefere finalizar com fintas, ganchos e bandejas pode parecer “soft” em uma liga com Dwight Howard, Tyson Chandler e Andre Drummond, por exemplo. Mas atribuir este rótulo ao camisa #22 mesmo vendo como ele consegue contestar arremessos de jogadores tão mais atléticos do que ele me parece um pouco injusto.

Quando saiu a notícia da renovação contratual de Splitter, durante a última offseason, minha primeira reação foi ficar um pouco assustado com os valores do novo vínculo do catarinense com a franquia texana. Mas depois, pensando com um pouco mais de calma, já havia escrito outra coluna defendendo o pivô brasileiro. Hoje, vou além ao dizer que considero os US$ 36 milhões que o camisa #22 ganhará no total em quatro anos uma pechincha.

Quem olhar só para o boxscore nunca vai ver a importância de Splitter para o Spurs. Quem restringir a análise às suas médias, que são de 8,4 pontos, 6,6 rebotes e 0,5 tocos em 20,8 minutos por exibição, não vai enxergar o quanto ele é fundamental. A equipe texana sofreu 93,1 pontos por jogo em seus 19 primeiros compromissos na temporada. Nos últimos três, foram 96,7 por partida. A diferença? A ausência do pivô brasileiro, machucado. Entendeu?

Como Malcolm Thomas pode ajudar o Spurs

Nesta semana, o San Antonio Spurs, que começou o campeonato com 14 jogadores no plantel, resolveu fazer sua primeira aposta para ocupar a última vaga aberta no elenco. A franquia acertou a contratação do ala-pivô Malcolm Thomas, que estava jogando no Los Angeles D-Fenders, da D-League – a liga de desenvolvimento da NBA – e já havia defendido as cores da equipe texana em curta passagem na temporada 2011/2012. Agora, de volta ao alvinegro, o atleta terá uma chance para ajudar o time a resolver uma carência interna: a dificuldade na coleta de rebotes durante a utilização de formações mais baixas e/ou ágeis.

Thomas foi colega de Kawhi na universidade (Gregory Bull/AP)

Thomas, ala-pivô de 25 anos de idade e 2,06m de altura, jogou três temporadas no basquete universitário – as duas últimas, em 2009/2010 e 2010/2011, por San Diego State, sendo companheiro de equipe de Kawhi Leonard. Mesmo indo bem, principalmente em sua última campanha, na qual apresentou médias de 15,2 pontos e 10,5 rebotes em 32,7 minutos por exibição, passou em branco no Draft de 2011, sem ser selecionado. Por isso, naquele ano, sua carreira profissional começou no Mobis Phoebus, da Coreia do Sul. Desde então, além do Spurs, passou pelo Golden State Warriors, pelo Chicago Bulls, por franquias da D-League e, em 2012/2013, pelo Maccabi Tel Aviv, equipe de Israel.

Com agilidade e atleticismo acima da média para a posição e capacidade para abrir a quadra com arremessos de três pontos, Thomas pode se encaixar no esquema tático do Spurs em função parecida com a exercida por Boris Diaw e Matt Bonner: um ala-pivô que também sabe transitar pelo perímetro. Nesta temporada, o jogador acertou oito dos 13 tiros de longa distância que tentou nos dois primeiros jogos que fez pelo D-Fenders. Seu gráfico de arremessos mostra sua eficiência, especialmente nas bolas arriscadas da cabeça do garrafão.

Chart

Porém, o principal problema do elenco atual do Spurs acontece justamente quando uma dessas formações mais baixas e/ou ágeis precisa ser usada. Na derrota para o Houston Rockets, por exemplo, o técnico Gregg Popovich abriu mão de usar Tim Duncan e Tiago Splitter juntos em quadra ao mesmo tempo por conta das características do time adversário. Resultado: o alvinegro coletou apenas 33 rebotes, contra 54 do time visitante. Para escalar um quinteto assim, Pop tem apenas Leonard como reboteiro acima da média para a posição 4, já que Diaw e Bonner estão longe de dominar. E é exatamente aí que Thomas pode ajudar.

Em sua curta carreira de 12 jogos na NBA, o novo ala-pivô do Spurs coletou, em média, 10,1 rebotes a cada 36 minutos. Em Israel, na temporada passada, foram pouco menos de 9,6 a cada 36 minutos. Como base, só Tiago Splitter, com 11,5; Tim Duncan, com 10,4; e Aron Baynes, com 9,8 ressaltos coletados a cada 36 minutos, têm números semelhantes aos de Thomas. Isso sem falar em suas médias maiúsculas no começo de sua trajetória na D-League neste ano: 33,5 pontos, 15,5 rebotes, 2,5 roubadas de bola e dois tocos em 40 minutos por exibição, liderando os dois primeiros fundamentos enquanto disputava o torneio.

Claro que os números de Thomas foram colhidos, em sua grande maioria, fora do ambiente da NBA, que possui, provavelmente, os alas-pivôs e pivôs mais assustadores fisicamente do planeta. Porém, eles mostram, ao menos, que o Spurs está atento às suas fraquezas e que está disposto a corrigi-las. Resta saber se o novo reforço será bom o bastante para isso.

O Spurs com Belinelli

Principal contratação do San Antonio Spurs para a temporada 2013/2014 da NBA, Marco Belinelli tem mostrado que a aposta foi acertada. O ala-armador, que veio do Chicago Bulls, assumiu a fatia da rotação que pertencia a Gary Neal, hoje o Milwaukee Bucks, até o último campeonato e rapidamente se adaptou ao estilo de jogo do time texano, mostrando perícia na movimentação de bola e nos arremessos de três pontos. Deste modo, o italiano se tornou um dos expoentes da segunda rotação da equipe – que vem encantando até mais do que os titulares pela qualidade nos passes – e já se destaca, tendo sido, inclusive, um dos cestinhas da vitória sobre o Orlando Magic. E os números mostram bem sua importância para o time.

Belinelli tem tido boas atuações pelo Spurs (Reprodução/it.eurosport.yahoo.com)

Belinelli vem atuando na segunda rotação do Spurs na companhia de Patrick Mills, Manu Ginobili, Jeff Ayres e Boris Diaw neste início de temporada. Dos 332 minutos que o italiano passou em quadra até aqui pela franquia texana, 39,6 foram com este quinteto, que lidera a lista dos times mais usados envolvendo o ala-armador. E este grupo se destaca pela movimentação de bola. São 31,8 assistências a cada 48 minutos, ficando atrás apenas de Tony Parker – Marco Belinelli – Danny Green – Boris Diaw – Tim Duncan, com 39,1, e Tony Parker – Marco Belinelli – Manu Ginobili – Boris Diaw – Tim Duncan, com 38,9, entre os times que atuaram ao menos dez minutos neste campeonato pelo alvinegro de San Antonio.

Apesar de ser um bom passador, não é pelas assistências que Belinelli vem se destacando. Ele toca a bola para 13,4% das cestas de seus companheiros até aqui na temporada. Enquanto o italiano está em quadra, Ginobili, com 20%, e Mills, com 13,7%, são mais eficientes. Por isso, é seguro dizer que é na pontuação que o italiano vem mostrando seu talento.

Até aqui, Belinelli vem acertando incríveis 50% de seus arremessos de quadra e, de todo o plantel da equipe texana, está atrás apenas de Tiago Splliter (59,6%), Boris Diaw (55,3%), Tony Parker (53,2%) e Kawhi Leonard (50,9%), jogadores que tentam cestas de muito mais perto que o italiano. O novo camisa #3 do Spurs arrisca 2,5 arremessos do perímetro por partida pela equipe de San Antonio, e converte a incrível marca de 55%. Haja mira!

Com Belinelli em quadra, o Spurs aciona o italiano com taxa de usagem de 17,3%, contra 24,9% de Ginobili, 22% de Diaw e 20% de Mills. Isso mostra o quanto o italiano funciona como um arremessador, e não como um condutor de bola. E tem trabalhado bem na função.

Com a camisa do Spurs, Belinelli tem anotado 15 pontos, 4,8 rebotes e 3,7 assistências a cada 36 minutos. Mais um jogador reserva que teria bons números se fosse usado como titular. Mas em San Antonio não funciona assim. Com Pop evitando desgastar seus atletas, fica cada vez mais importante ter bons nomes na segunda unidade. É aí que se encaixa o italiano.

Dá no Parker e vai para o abraço

O San Antonio Spurs começou a temporada 2013/2014 da NBA vencendo 11 de suas 12 primeiras partidas. Atingiu este recorde jogando um basquete coletivo, de muita movimentação de bola, fazendo com que todos tenham chances de arremessar. No entanto, mesmo sendo um time muito menos individualista do que a média, é sempre bom ter alguém para contar em momentos decisivos, quando as defesas estão mais fechadas, mais concentradas e mais atendas e qualquer passe extra é um risco a mais. E é bom saber que, neste início de campeonato, Tony Parker tem sido um dos melhores jogadores da liga americana no quesito.

Parker é cada vez mais o dono do ataque do Spurs (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Olhando para os números, é fácil reparar o quanto o armador tem se destacado na positiva largada do Spurs. Até aqui, o time texano tem oito jogadores que atuam, ao menos, 20 minutos por jogo: Marco Belinelli, com 7,4 pontos em 20,4 minutos; Tiago Splitter, com 8,8 pontos em 22,9 minutos; Danny Green, com 8,1 pontos em 24,1 minutos; Boris Diaw, com 11,1 pontos em 23,6 minutos; Manu Ginobili, com dez pontos em 24,4 minutos; Tim Duncan, com 11,7 pontos em 28,6 minutos; Kawhi Leonard, com 12,6 pontos em 28,8 minutos, e Tony Parker, com 18,7 pontos em 31,6 minutos. É fácil perceber o quanto as estatísticas do francês destoam, tanto em tempo de quadra quanto em produção ofensiva.

No entanto, em jogos que entram equilibrados no quarto período, a importância do camisa #9 para o Spurs é ainda maior. Na noite de sexta-feira (22), na vitória do time texano sobre o Memphis Grizzlies, Parker anotou 11 pontos – acertando quatro dos seis arremessos de quadra que tentou, sendo um de três pontos, e dois dos quatro lances livres que tentou -, duas assistências e um rebote depois que o terceiro quarto tinha acabado 71 a 65 a favor do time texano. O resultado? O armador francês deixou a quadra com 20 pontos, sendo o cestinha do time, além de cinco assistências e dois rebotes em 35:56 minutos, e a equipe de San Antonio venceu, mesmo jogando fora de casa, por 102 a 86.

Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Até aqui, na temporada, Parker tem média de sete pontos por jogo no quarto período. É a décima melhor marca de toda a NBA. Além disso, ele tem acertado 64,1% dos arremessos de quadra nos 12 minutos finais dos jogos, segunda melhor marca entre os dez primeiros em produção ofensiva neste recorte.

Para se ter uma noção da importância de Parker para o Spurs, o segundo melhor pontuador do time texano em quartos períodos é Diaw, que muitas vezes termina jogos decididos com a equipe reserva e anota, em média, 4,7 pontos por jogo nas parciais finais. Entre as outras estrelas do elenco, Manu Ginobili tem 2,3 pontos por exibição no recorte, contra 2,1 do francês. A cada dia mais, o a equipe passa para as mãos do armador francês.

O bom início de temporada do francês acaba com as dúvidas sobre a sua forma física, já que ele pareceu ter sofrido com problemas musculares durante a campanha que rendeu à seleção da França o título do Eurobasket - o primeiro troféu da história de Les Bleus – durante a offseason. Mesmo assim, o técnico Gregg Popovich deve pensar com carinho em poupá-lo de algumas partidas – o que só aconteceu com Duncan até aqui na temporada. Afinal, o Spurs provavelmente precisará de seu homem mais decisivo se quiser tem sucesso nos playoffs.

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