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Spurs Brasil entrevista Alex Garcia

Os torcedores mais novos podem não saber, mas antes de Tiago Splitter um outro brasileiro já vestiu a camisa do San Antonio Spurs. E não foi Leandrinho, muito menos Nenê ou Anderson Varejão. Foi Alex Garcia, ala-armador da Seleção Brasileira, que, em 2003 recebeu um convite de Gregg Popovich e desembarcou no Texas. Depois de toda a fase de preparação e de disputar a pré-temporada pela equipe, o brasileiro sofreu uma grave lesão no pé ainda no início da temporada regular e viu o sonho acabar de forma indesejada.

Então com 23 anos, o atlético jogador, que hoje defende o Uniceub/BRB/Brasília, disputou apenas duas partidas oficiais pela franquia texana, registrando médias de 1,5 ponto e um roubo de bola em 6,5 minutos. O pouco tempo, porém, foi suficiente para deixar marcas no coração de Alex, que até hoje se declara um torcedor da equipe. E o Spurs Brasil foi ouvi-lo, para saber um pouquinho mais sobre a experiência de estar ao lado de lendas como Tim Duncan e Gregg Popovich. Confira a entrevista exclusiva:

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Spurs Brasil entrevista Marcus Denmon

English Version (Versão em inglês)

Marcus Denmon é mais uma aposta de segunda rodada do Draft do San Antonio Spurs. O ala-armador, oriundo da universidade de Missouri, havia apresentado médias de 17,7 pontos (46% FG, 40,7% 3 PT, 89,6% FT) e cinco rebotes em 34,6 minutos por exibição na última temporada.

Marcus Denmon em ação na Summer League (Shep McAllister/Spurs.com)

Selecionado na 59ª escolha do recrutamento de calouros desta temporada, o jogador de 22 anos de idade teve a oportunidade de atuar pelo Spurs na Summer League. No torneio, Denmon apresentou médias de 5,4 pontos e 1,8 rebotes em 14,6 minutos por partida.

O excesso de jogadores nas posições 1 e 2 no elenco do Spurs fez com que Denmon se tornasse um projeto para o futuro da franquia. Por isso, o atleta assinou contrato com o Elan Chalon, time francês que defenderá na próxima temporada.

Com ajuda da assessoria de imprensa de seu novo clube, Denmon respondeu às perguntas do Spurs Brasil. Entre outras afirmações, o ala-armador disse que não teve dificuldades para aprender o esquema tático do time texano e que sua prioridade na Europa será aprender a atuar como armador principal. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Spurs Brasil – Como surgiu a ideia de ir para o Chalon? A posição 2 parece ser uma das necessidades da equipe. O time entrou em contato com você? O Spurs ajudou nas negociações?

Marcus Denmon – Sim, a equipe entrou em contato com meu agente e as duas partes pensaram que o Chalon seria uma ótima opção para mim.

SB – Outros jogadores da NBA, como Thabo Sefolosha e Udonis Haslem, já atuaram no Chalon. Isso facilitou a decisão de jogar pela equipe?

MD – Sim, porque, deste modo, eu sei que outros bons jogadores obtiveram sucesso jogando pelo Chalon.

Denmon em ação na Summer League (Shep McAllister/Spurs.com)

SB – Como você acha que vai se sair jogando no nível do basquete Europeu? Você se sente confiável para manter o nível de exibições que você conseguiu apresentar em sua universidade?

MD – Sim, eu me sinto. Eu realmente trabalho duro e espero que tenha sorte o bastante para me manter saudável e jogar bem.

SB – Como você se sentiu quando foi selecionado pelo San Antonio Spurs no último Draft? A franquia já tinha falado com você sobre recrutá-lo ou foi uma surpresa para você?

MD – Eu sabia que o Spurs estava interessado em mim. Me senti ansioso durante toda a noite do Draft porque queria ver qual time ia me selecionar.

SB – Na Summer League, você teve a chance de aprender um pouco sobre o sistema do Spurs, certo? Foi difícil de aprendê-lo?

MD – Sim, eu joguei com alguns dos jogadores jovens do Spurs e aprendi com sua boa comissão técnica. Eu aprendi o sistema rapidamente no curto período em que estive lá.

SB – Alguém do Spurs manteve contato com você depois que você assinou com o Chalon? Quais partes do seu jogo a franquia quer que você desenvolva enquanto estiver na Europa?

MD – Sim, durante toda a minha estadia aqui o Spurs vai manter contado. Continuar desenvolvendo todo o meu jogo é importante, mas, principalmente, quero saber comandar uma equipe e ser eficiente jogando como armador.

SB – Quais partes do seu jogo você acha que precisa desenvolver antes de jogar na NBA?

MD – Jogar em um sistema tático exercendo a função de armador.

SB – Alguns analistas compararam seu estilo ao de Eddie House antes do Draft. Você concorda com isso?

MD – Temos habilidades semelhantes no arremesso, mas acho que sou diferente em muitas maneiras e essa não é uma boa comparação.

SB – Quem são seus ídolos no basquete? Quem te inspirou a jogar?

MD – Michael Jordan era meu ídolo enquanto eu crescia como um jovem jogador, e meu tio e meu irmão me inspiraram para que eu continuasse jogando.

Bruce Bowen fala sobre a honra de ter número aposentado

A notícia de que Bruce Bowen teria o número 12 aposentado pegou todos de surpresa em San Antonio. Lisonjeado, o ex-jogador falou pela primeira vez sobre o fato ao site oficial do San Antonio Spurs. Confira abaixo as melhores frases.

Spurs – Qual é o significado de ter seu número aposentado junto a outros grandes nomes?

Bruce Bowen - Só de ser mencionado e de estar ao lado desses caras já é uma honra para mim. Quando falamos de criar um legado as pessoas dizem: “você deveria ter o número aposentado”. Acontece que eu nunca joguei esse jogo para ter meu número eternizado. Tenho sorte de ter tido essa oportunidade por causa do Tim (Duncan), d0 Tony (Parker) e do Manu (Ginobili) – esses caras e obviamente por Pop (Gregg Popovich) e Peter Holt (dono do Spurs). Pop por enxergar longe e dar uma chance a um jovem atleta como eu naquela época. Holt por me dar a oportunidade de me sentir especial ou importante como qualquer outro jogador que já tivemos.

Spurs – Você pensou que algum dia teria sua camisa aposentada?

Bruce Bowen - Nunca pensei sobre e isso e também nunca almejei algo desse tipo. Na verdade eu aprecio mais a camaradagem e o relacionamento que desenvolvi com as pessoas daqui ao longo dos anos. Tive todas essas pessoas especiais em minha vida por causa do Spurs. Pop, Tim, Tony, Manu, Brett Brown, Mike Budenholzer, Don Newman – todos eles tem um lugar especial aqui dentro porque estiveram comigo desde o início.

Spurs – Ter seu número aposentado é um tributo a você, ao seu jogo e ao seu envolvimento com a comunidade. De que forma você acredita que isso está conectado aos torcedores?

Bruce Bowen - Sempre disse que todos nós temos algum talento. Você é quem decide o que fazer com essas habilidades, pois pode maximizá-los ou simplesmente se acomodar. Quase ninguém tem a velocidade do Tony, quase ninguém é criativo como o Manu e aí temos o Tim, que é o pivô mais talentoso com quem já joguei e é um futuro membro do Hall da Fama. Tendo dito isso, pra mim o grande lance foi extrair o máximo do talento que me foi dado. Fui bom na defesa e consegui maximizar isso. Na parte defensiva, sobretudo, o desejo é muito importante. Você pode estar longe de ser um Tony Parker, um Manu Ginobili ou um Tim Duncan, mas você pode ser um Bruce Bowen se conseguir se manter focado. Acho que por isso que as pessoas tinham um relacionamento próximo a mim, viram alguém que apenas deu tudo de si quando estava dentro de quadra. Sempre dei muito valor ao fato de poder estar em quadra todas as noites. Acho que por conta desse meu apreço que as pessoas me viram jogar no nível que joguei.

Spurs Brasil entrevista Danny Green

English version (Versão em inglês)

A posição 3 é uma das principais incógnitas da rotação do San Antonio Spurs para a próxima temporada. Principal aposta da franquia no Draft, Kawhi Leonard é esperança de talento. Consagrado, Richard Jefferson ainda não conseguiu se adaptar ao sistema de jogo da equipe, enquanto jogadores de menos status, como Da’Sean Butler, Lance Thomas e Leo Lyons, sonham com alguns minutinhos na rotação. Ala-armador de origem, James Anderson também está pronto para quebrar um galho na função. No meio dessa confusão toda, um nome pode surpreender: Danny Green.

Green esteve em quadra contra o Grizzlies

Especialista em defesa, o ala de 24 anos foi um dos dois únicos dessa extensa lista que foi acionado pelo técnico Gregg Popovich nos playoffs da última temporada – o outro, claro, foi o titular Jefferson. É verdade que Green só esteve em quadra na pós-temporada por cerca de sete minutos, mas isso o coloca à frente de Anderson e Butler, por exemplo, que já faziam parte do elenco naquela época. Este fato e suas qualidades defensivas fazem o jogador ficar confiante para a próxima temporada.

Enquanto o locaute não termina, o jogador escolheu um caminho diferente dos demais jogadores do elenco texano. Ele está na Eslovênia, atuando pelo Union Olimpija – mesma equipe de Davis Bertans, outra das apostas do Spurs no último Draft. Até aqui, em três partidas na Euroliga, Green apresentou médias de 15,3 pontos (44,4% FG, 33,3% 3 PT, 90% FT), 3,7 rebotes e duas assistências em pouco menos de 31 minutos por exibição. Apesar dos bons números, sua equipe venceu apenas um jogo.

Por meio da assessoria de imprensa de sua nova equipe, Green topou responder algumas perguntas para o Spurs Brasil. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Spurs Brasil – Depois de suas primeiras partidas oficiais pelo Union Olimpija, você acha que o jogo na Europa é muito diferente do da NBA? Quais são as principais diferenças?

Danny Green – Sim, eu acho que é diferente. Tem suas semelhanças, mas, ao mesmo tempo, tem um estilo de jogo diferente e regras diferentes. Não tem três segundos defensivos, então o garrafão é mais povoado e você tem que saber usar bem os espaços. É um jogo com muito pick and roll e muita movimentação de bola, mas geralmente baseado em um ou dois caras, não mais do que isso. Não é muito mais físico, mas você tem de ser mais esperto defensivamente porque você nunca sabe o que os juízes vão marcar.

SB – Como é a vida fora dos Estados Unidos? É difícil viver em outro país, com outra cultura e outro idioma?

DG – A vida fora dos EUA não é tão difícil, especialmente porque todo mundo aqui fala inglês, o que ajuda. A comida é muito boa e o clube nos dá tudo o que precisamos, então eles fizeram um bom trabalho ajudando na nossa adaptação.

SB – Como a equipe te contatou na offseason? Outros times europeus fizeram propostas?

DG – A equipe me contatou por meio dos meus agentes e sim, eu tive outras ofertas de outros times, mas nenhuma tão boa quanto essa, que me permite jogar até o fim do locaute e, quando ele acabar, voltar se eu quiser.

SB – Se você não estivesse jogando na Europa, quais aspectos do seu jogo você estaria trabalhando? Você se sente capaz de trabalhá-los na sua nova equipe?

DG – Eu tento trabalhar todos os aspectos do meu jogo: arremesso, controle de bola, trabalho de pés, velocidade dos pés para propósitos defensivos e tudo o mais que faz parte do jogo. Aqui, eu sou bem capaz de trabalhar essas coisas, é por isso que é uma ótima situação.

A defesa de Green fez o ala ser acionado em jogos importantes

SB – Na última temporada, você foi um dos poucos jovens jogadores do Spurs que atuou nos playoffs. Você se sente pronto para ser relevante na rotação? Acha que isso vai acontecer?

DG – Sim, na última temporada eu me senti sortudo por poder entrar em quadra nos playoffs. O técnico Pop não precisava fazer aquilo. No ano que vem, espero ser parte da rotação e estar totalmente preparado para quando a hora chegar. É por isso que estou trabalhando meu jogo agora, todas as coisas que a organização me falou para trabalhar.

SB – Desde Bruce Bowen, o Spurs teve problemas para encontrar um swingman defensivo, um jogador para parar as estrelas do time adversário. Você pode ser esse jogador?

DG – Bruce Bowen é o wingman ideal que todo mundo fala quando se fala sobre o Spurs, por muitas razões, mas, principalmente, porque ele obtinha muito sucesso no sistema da equipe. Eu tive a chance de vê-lo jogando quando eu era mais novo e de estudar seu jogo. Espero ser capaz de me tornar o jogador que eles estão procurando, especialmente defensivamente.

Green em ação por sua nova equipe

SB – As posições 2 e 3 estão cheias de jovens jogadores no elenco do Spurs e de prospectos ao redor do mundo, como Nando de Colo e Davis Bertans. Você acha que isso é bom para a equipe?

DG – Sim. Permite que a gente trabalhe juntos e que um force o outro para melhorar. Também porque podemos aprender com os alas veteranos, assim, quando eles pararem, seremos capazes de continuar a tradição vencedora da equipe.

SB – Antes do locaute, você teve a chance de falar com Gregg Popovich sobre a próxima temporada? O que ele disse para você fazer?

DG – Tive a chance de falar com ele em várias ocasiões, seu maior conselho para mim foi trabalhar minha coordenação motora e meu senso de urgência. Nós realmente não conversamos muito sobre a próxima temporada, ele apenas queria que nós, os jovens jogadores, continuássemos trabalhando duro nas nossas fraquezas, para que tivéssemos a chance de jogar na equipe, e que nós nos preparássemos para o locaute, que era o foco principal antes de tudo acontecer.

SB – Você chegou a falar com o Bertans sobre jogar no Spurs?

DG – Não, eu nunca falei com ele sobre isso.

Spurs Brasil entrevista Adam Hanga

English Version (Versão em inglês)

Das quatro escolhas que o San Antonio Spurs teve no último Draft, seria natural que a 59ª – penúltima do recrutamento – fosse a mais sombria. Com ela, a equipe selecionou o até então desconhecido Adam Hanga, ala-armador húngaro de 2,00m e 90 kg. Aos 22 anos, o jogador ainda não atuou em um grande centro – nesta offseason, acertou a transferência do Albacomp-UPC Szekesfehervar, da Hungria, para o Assignia Manresa, da Espanha.

No campeonato doméstico, Hanga se destacou. Na última temporada, disputou 39 partidas e apresentou médias de 17,6 pontos, 4,4 rebotes, 3,4 assistências e 2,8 roubadas de bola por jogo. Agora, jogando na Liga ACB – talvez o campeonato de clubes mais forte da Europa – terá a oportunidade de testar seu jogo em um nível maior.

Por meio da assessoria do Assignia Manresa, o Spurs teve a chance de conversar com Hanga por e-mail. Entre outras revelações, o jogador afirmou que se vê atuando na função de Manu Ginobili no Spurs. Disse ainda que tem a impulsão e a velocidade como pontos fortes, mas precisa melhorar sua defesa. Confira a entrevista completa a seguir:

Spurs Brasil – Este parece ser um verão importante para você, que foi draftado pelo San Antonio Spurs e se transferiu para a liga ACB, para jogar pelo Assignia Manresa. Está feliz com essas mudanças na sua carreira?

Adam Hanga – Estou muito feliz por jogar pelo Assignia Manresa na próxima temporada. Espero poder oferecer meu máximo para este clube.

SB – A Liga ACB é, provavelmente, o campeonato nacional mais forte na Europa. Será um bom desafio para você?

AH – Obviamente, jogar na Liga ACB é um desafio para mim e para minha carreira. Sei que vou melhorar como jogador.

SB – Você já conheceu as instalações do seu novo time? Está ansioso para estrear pelo Assignia Manresa?

AH – Sim, eu estive em Manresa por apenas dois dias para fazer exames médicos, e eu devo dizer que as instalações e a equipe técnica fizeram com que eu me sentisse confortável.

SB – Durante a Liga ACB, você vai enfrentar Erazem Lorbek, outro jogador vinculado ao San Antonio Spurs que vai jogar a próxima temporada na Europa. Você tem a intenção de conversar com ele?

AH – Erazem Lorbek é um jogador excepcional, e eu espero poder conversar com ele, jogar contra ele e vencer.

SB – Você tem intenção de jogar pelo Spurs? Em qual temporada você pretende fazer essa mudança?

AH – Não sei qual será meu futuro, neste momento eu sou jogador do Assignia Manresa e vou tentar explorar e aproveitar este momento.

SB – Como você se vê encaixado no time de Gregg Popovich? Você está mais para um ala defensivo, como Bruce Bowen, ou mais para um ala-armador pontuador, como Manu Ginobili?

AH – Gregg Popovich é um técnico muito bom, e claro que eu me vejo jogando em sua equipe. Eu sou mais como Manu Ginobili, preciso melhorar minha defesa.

SB – Quais são os pontos fortes e fracos do seu jogo? Descreva-se para os fãs brasileiros!

AH – Meus pontos fortes são velocidade e impulsão, e uma fraqueza é a defesa, especialmente quando eu marco um jogador menor do que eu.

SB – Li que você esteve em San Antonio. Alguém do time falou com você sobre seu jogo? Quais aspectos do seu jogo eles pediram para você melhorar?

AH – Um jogador de basquete sempre tem de melhorar alguma coisa. No meu caso, defesa e técnica.

SB – Você pretende jogar pela Hungria no Eurobasket? Quais são as chances da sua equipe no torneio?

AH – Eu gostaria de jogar pela Hungria, mas no momento estou pensando na minha nova equipe.

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