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Spurs no Rio de Janeiro?

Confesso que fiquei muito feliz em saber que a NBA planeja organizar mais um jogo de temporada regular no Brasil. De acordo com o blog Bala Na Cesta, o jogo provavelmente acontecerá na primeira quinzena de outubro, novamente na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Os times que irão jogar a partida ainda não foram definidos, porém a probabilidade da liga escolher uma franquia que conta com um jogador brasileiro no elenco é muito grande.

Splitter no Brasil? Acho que não contra o Wizards… (Reprodução/nba.com/spurs)

Ótima notícia para os fãs brasileiros do San Antonio Spurs, que poderão assistir de perto o alvinegro texano jogando em solo canarinho, se Adam Silver – novo comissário geral da NBA – aprovar o projeto. Creio, que a probabilidade do time texano ir para o Brasil é maior do que muitas pessoas pensam, por alguns fatores:

1) Nenê foi fortemente vaiado no primeiro jogo da NBA no Brasil entre, Washington Wizards e Chicago Bulls, no dia 12/10/2013, no Rio de Janeiro. Portanto, acredito que será difícil o time da capital americana jogar por aqui outra vez depois dessa saia justa.

2) Leandrinho Barbosa estava nas arquibancadas assistindo ao mesmo jogo e, quando apareceu no telão, também foi fortemente vaiado pelos fãs cariocas. Talvez o Phoenix Suns também terá que adiar a excursão a Cidade Maravilhosa.

3) Tiago Splitter é um modelo para os jogadores brasileiros da NBA que frequentemente recusam jogar pela Seleção Brasileira. O pivô participou de praticamente todas as convocações em que foi chamado. Inclusive, foi medalha de ouro na Copa América de San Juan em 2009, mesmo ano que sua irmã faleceu. Que EXEMPLO!

4) Pelo fato do Texas fazer divisa com o México, a cidade de San Antonio tem enorme influencia latina. O primeiro jogo da franquia fora dos Estados Unidos foi no dia 28 de outubro de 1994, na Cidade do México: uma vitória por 121 a 112 contra o Houston Rockets.

5) Ao longo da sua história, o Spurs jogou nove partidas fora da Terra do Tio Sam. Foram oito vitórias e apenas uma derrota. Pela proximidade geográfica e cultural, a Cidade do México já foi palco de quatro jogos do time – o quinto jogo foi cancelado essa ano por um incêndio minutos antes da partida começar. Com a influência da grande estrela Tony Parker, a equipe fez três jogos na França, em Paris e Lyon. E para finalizar, a franquia ainda se apresentou em Milão, na Itália, no McDonald’s Championship de 1999.

Será que o Spurs, enfim irá para o Brasil? Uma partida contra o Cleveland Cavaliers de Anderson Varejão seria o ideal. O que vocês acham?

A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena

Um rebote ofensivo.

Sim, foi um simples rebote ofensivo, restando 9,3 segundos para o fim do jogo 6 das finais do ano passado, pego por Chris Bosh, na Flórida, que determinou o bicampeonato do Miami Heat e fez grande parte da torcida do San Antonio Spurs xingar, reclamar, chorar ou até desmaiar. Milhares de torcedores do alvinegro estavam reunidos no Riverwalk prontos para comemorar o pentacampeonato da franquia em 14 anos, mas tiveram que voltar para suas casas com o sabor amargo da derrota. Muitos já pressentiam que provavelmente o título tivesse escapado ao fim da partida, na qual a equipe texana perdeu por 103 a 100.

Por que o rebote de Bosh foi determinante? Espera aí Adonis, esse foi só o jogo 6… O Spurs ainda teve os 48 minutos da última partida para reverter o resultado. Você está doido?

Torcedores lamentam a derrota na final (Eric Gay/AP)

Ok, vamos por partes. Primeiro, o rebote que Bosh pegou não alterou o placar, mas o ala-pivô passou a bola para Ray Allen – o melhor arremessador de 3 da história dos playoffs da NBA –, que, marcado de perto por Tony Parker, conseguiu converter a cesta de três pontos que empatou o jogo em 95 a 95 e o levou para a prorrogação. Antes do lance, muitos torcedores já se abraçavam e gritavam histericamente com a provável vitória do Spurs. A jogada foi um banho de água fria para o time texano, que perdeu o tempo extra por oito a cinco.

Quem já jogou esporte profissional e de alto nível sabe que, em um jogo decisivo, o fator mais importante para um atleta ou uma equipe é o psicológico. Estar tão perto de colocar as mãos na taça no jogo 6 foi frustrante para os jogadores, que não conseguiram encaixar seu melhor desempenho contra um inspirado Heat e sua inflamada torcida, que, depois do susto de quase perder, viram a chance de conquistar o bicampeonato na partida seguinte em um caldeirão chamado American Airlines Arena. O Spurs tinha condições técnicas de ganhar o jogo 7? Acho que sim. O Spurs tinha condições psicológicas de ganhar o jogo 7? Acho que não.

Neste domingo, é a primeira vez que o time texano irá voltar para a American Airlines Arena em um duelo de temporada regular, depois do jogo 7 das finais de 2013 – o Spurs perdeu para o Heat, fora de casa, na pré temporada por 121 a 96. Particularmente, eu acho que o duelo será um separador de águas para as ambições da franquia texana. Uma derrota significaria que realmente a equipe não tem aquele gás extra para competir contra as maiores potências.

Por outro lado, uma vitória mostraria que os “velhos” Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan ainda estão vivos, e ainda pensam em uma futura vingança…

O que acontece com Danny Green?

Entrando no loja oficial do San Antonio Spurs no AT&T Center, você irá rapidamente encontrar uniformes oficiais das maiores estrelas da franquia texano. E a camisa número 4 está entre as mais populares entre os torcedores do time. Danny Green foi muito importante para a excelente campanha do alvinegro no campeonato passado – o lateral teve média de 10,5 pontos por jogo durante a temporada regular e 11,1 nos playoffs. Além disso, quebrou o recorde de bolas de três pontos da história das finais da NBA, com 25 em toda a série contra o Miami Heat. Com certeza, esse foi um grande feito para o ala-armador, que foi escolhido só no segundo round do Draft de 2009, na 46ª posição, pelo Cleveland Cavaliers.

Volta logo, Green! (Reprodução/playoffbrasil.com.br)

Na cabeça do torcedor, após uma temporada produtiva como a passada, muitos pensavam (incluindo eu) que Green iria não só ter mais uma ótima campanha, mas também se firmar como importante peça para o futuro da franquia. Porém, infelizmente, o campeonato vem sendo decepcionante para os fãs do nova-iorquino. O ala-armador teve uma ótima atuação na vitória sobre o New York Knicks, no dia 10 de novembro, anotando 24 pontos e dez rebotes. Mas depois disso, sua sequência foi inconsistente, alternando atuações medianas e jogos ruins.

A chegada de Marco Belinelli, que estava no Chicago Bulls, foi muito importante para a rotação do Spurs. O técnico Gregg Popovich observou o baixo aproveitamento de Green e de pouquinho a pouquinho foi dando mais oportunidades para o italiano, deixando o nova-iorquino de lado. Em alguns jogos que assisti dessa temporada, percebi um camisa #4 totalmente sem confiança nos arremessos, afoito no ataque e frustrado quando comete algum turnover. Em determinadas partidas, o vi entrando só no final do segundo quarto!

Como se não bastasse o período de baixo aproveitamento, Green se lesionou na vitória sobre o Minnesota Timberwolves, no dia 12 de janeiro. O atleta foi diagnosticado com uma fratura no dedo indicador da mão esquerda, e irá perder cerca de quatro semanas. Que zica!

Pop terá uma difícil missão de “recuperar” seu lateral se quiser brigar por título de novo. É nítido que Green está muito longe de jogar o basquete que encantou a NBA na temporada passada. Porém, não é hora de se desesperar ou desacreditar do talento do camisa #4. O ala-armador é um cara batalhador e um excelente profissional, e precisa ter calma e perseverança para dar a volta por cima e voltar a arrebentar. Quem mandou meter 25 bolas de três nas finais? Só se cobra de quem tem algo a oferecer, e disso ninguém duvida de Danny Green!

Conexão Coyote – Direto de San Antonio

Prazer, Spurs Brasil!

Meu nome é Adonis Sousa, tenho 23 anos de idade e sou mais um apaixonado pelo alvinegro texano. Curiosamente, acabei vindo morar na cidade do time que amo e acompanho desde pequeno. Joguei basquete em clubes tradicionais como Espéria, Pinheiros, Olympiacos (Grécia), Paysandu e Liga Sorocabana. Antes de me transferir para o basquete universitário americano, participei das Seleções Brasileiras sub-19 e universitária. Aqui nos Estados Unidos, joguei pelas universidades de Arizona Western e OLLU.

(Arquivo pessoal)

(Arquivo pessoal)

Sou formado em Comércio Exterior e Administração de Empresas e trabalho aqui em San Antonio. Porém, meu amor pela bola laranja continua ENORME, principalmente pelo fato de ter o privilégio de assistir aos jogos do Spurs semanalmente. Comecei a acompanhar o time em 2002, depois que o meu jogador favorito, Manu Ginobili, se transferiu para a franquia texana. Acredito que trata-se de um time totalmente diferenciado dos outros, pois a fidelidade e o fanatismo do torcedor de San Antonio é algo extraordinário.

Uma explicação aceitável para esse fenômeno é que não existem times profissionais de futebol americano, beisebol, hóquei ou futebol aqui; outra é que na cidade a população latina é de 63%, o que cria uma similaridade com a nossa cultura.

(Arquivo pessoal)

(Arquivo pessoal)

A Conexão Coyote será uma coluna semanal, publicada todo sábado com o propósito de deixar todos os fãs do Spurs por dentro dos acontecimentos mais relevantes da semana. Além de dar a minha opinião sobre o ponto de vista técnico, pretendo me focar também nos acontecimentos do cotidiano que talvez muita gente não saiba por não ter acesso ou talvez por não entender Inglês. É a minha primeira experiência escrevendo em um blog, e gostaria de agradecer à equipe do Spurs Brasil por ter aberto essa porta.

Semana que vem tem mais! Um abraço!

GO SPURS, GO!

Draft 2013 – Palpites

Está chegando a hora! Depois de falar sobre os armadores, os alas e os jogadores de garrafão que o San Antonio Spurs pode selecionar no Draft da NBA de 2013 – que acontece nesta quinta-feira (27), a partir das 20h (de Brasília), em Nova York, no ginásio do Brooklyn Nets -, chega ao fim o especial do Spurs Brasil sobre o recrutamento de calouros. No encerramento da série, o assunto será os palpites, de especialistas e do blog, a respeito de quais jogadores a franquia texana deverá escolher.

O brasileiro Lucas Bebê pode ser a surpresa do Spurs? (Getty Images via NBC Sports)

A princípio, o Spurs tem as escolhas 28 e 58 do Draft. No entanto, alguns rumores dão sinais de que a franquia estaria disposta a se envolver em trocas. O primeiro deles é o interesse em Steven Adams. R. C. Buford, General Manager da equipe de San Antonio, teria comparecido pessoalmente para ver um jogo do pivô neozelandês, que acaba de terminar sua primeira temporada no basquete universitário, atuando pelo Pittsburgh Panthers. No entanto, especialistas acham que ele será um dos primeiros 14 jogadores a sair no recrutamento de calouros – ou seja, na chamada loteria -, o que obrigaria o alvinegro texano a se envolver em alguma transação para poder contratá-lo.

Além disso, também vazou o rumor de que o Spurs estaria interessado na contratação do ala-pivô Thomas Robinson, e que o Houston Rockets pede uma escolha de primeira rodada do recrutamento de calouros na negociação. E é bom não duvidar das especulações, já que a maior transação que a franquia texana fez de 2009 para cá foi em uma noite de Draft, em 2011, quando a equipe mandou George Hill para o Indiana Pacers em troca dos direitos de Erazem Lorbek e das duas escolhas do time de Indianápolis daquele ano, que acabaram virando Kawhi Leonard e Davis Bertans.

Porém, parece claro que o Spurs trabalha para aproveitar as escolhas 28 e 58. Principalmente em relação à primeira rodada, surgiram dois rumores fortes. O primeiro deles diz respeito a Livio Jean-Charles. Vazou a informação de que a franquia texana teria interesse em recrutar o ala francês e mantê-lo jogando na Europa – ele atua no ASVEL, clube que tem Tony Parker como um de seus acionistas – por mais um ano de trazê-lo para a NBA.

Além de Jean-Charles, outra possibilidade forte para a escolha 28 parece ser Erick Green. Segundo relatos da imprensa americana, o Spurs teria prometido selecionar o ala-armador, que também pode atuar como armador principal e acaba de terminar sua quarta e última temporada no basquete universitário atuando pelo Virginia Tech Hokies.

Com o cenário explicado, veja a seguir os palpites de sites especializados em Draft:

Site Escolha 28 Escolha 58
DraftExpress Jeff Withey (C) Grant Jerrett (PF)
NBADraft.net Erick Green (SG) Nemanja Nedovic (PG)
HoopsWorld Livio Jean-Charles (SF) Raulzinho (PG)
Draft Insider Jackie Carmichael (PF)
Hoops Report Lucas Bebê (C)
Inside Hoops Ricky Ledo (SG)
RotoWorld Lucas Bebê (C)
Sports Illustrated Tony Snell (SG)
Yahoo! Sports Tony Mitchell (PF)

Como é possível notar, mesmo com os rumores, é difícil prever o que o Spurs vai fazer no Draft. Primeiramente porque a franquia texana tem escolhas muito baixas – ou seja, também dependerá das 27 primeiras posições, que pertencem em outras equipes. Além disso, a o time não tem nenhuma carência muito clara em seu elenco, o que dificulta as previsões.

O único nome que se repete nos palpites dos especialistas é o de Lucas Bebê. O pivô brasileiro, de 20 anos de idade e 2,13m de altura, disputou a última temporada pelo Asefa Estudiantes, da Espanha, e, no campeonato nacional, apresentou médias de 5,4 pontos (66,1% FG, 66,7% FT) e 3,4 rebotes em 13,1 minutos por exibição. No entanto, ainda não surgiu nenhum rumor ligando o jogador ao Spurs, e, pelas informações que vêm dos Estados Unidos, é difícil imaginar que ele ainda estará disponível quando a 28ª escolha de chegar.

De qualquer modo, confira abaixo um vídeo produzido pelo DraftExpress com lances de Bebê:

É possível notar que, dos sites que fizeram previsões para a primeira rodada, somente dois deram ouvido aos rumores e apostaram em Green ou Jean-Charles. Isso porque essas especulações, de fato, costumam ser imprecisas. Em 2011, pouco antes do recrutamento de calouros, surgiu a notícia de que o Spurs teria prometido usar a 29ª escolha em Bertans. No entanto, o ala só foi selecionado na 42ª posição, que veio como parte da troca com o Pacers.

Mesmo em cenários tão complicados, dois sites fizeram um bom trabalho recentemente prevendo as movimentações do Spurs. Em 2011, o Hoops Report apostou que o Spurs selecionaria Bertans com a escolha 29 e só errou a posição. E, no mesmo ano, o DraftExpress imaginou que a franquia texana iria selecionar Cory Joseph com a penúltima escolha. O armador canadense acabou saindo em 29º.

Dessa vez, no entanto, minha aposta para a primeira rodada é a mesma do HoopsWorld. O Spurs precisa pensar em ter um reserva para Kawhi Leonard, e Jean-Charles parece ser um jogador que pode exercer essa função. Mesmo que o francês fique na Europa e só venha para a temporada 2014/2015, o time pode se virar com Gary Neal e Manu Ginobili como alas reservas no próximo campeonato, ou até mesmo assinar com um agente livre modesto, como Matt Barnes, Chase Budinger e Omri Casspi, por um ano para tapar o buraco.

Na segunda rodada, minha aposta é a mesma do DraftExpress. Como bem levantado por Trevor Zickgraf, do site Project Spurs, a opção de Grant Jerrett de deixar a universidade após apenas um ano e com médias modestas lembra a de Cory Joseph e parece indicar que alguém pode ter prometido selecioná-lo. E essa franquia pode muito bem ser a de San Antonio, que, inclusive, recebeu o ala-pivô para uma sessão de treinos no Texas.

Com Jean-Charles, o Spurs teria uma aposta a longo prazo para a reserva de Leonard – ou até mesmo para atuar ao lado do ala. E, com Jerrett, a equipe texana ganharia uma alternativa para a função de Matt Bonner, que, não custa lembrar, está prestes a entrar em seu último ano de contrato com a franquia. Parecem escolhas lógicas para o futuro do time.

Confira os demais prospectos que o Spurs pode selecionar no Draft

* Os palpites dos especialistas foram colhidos na tarde de quarta-feira

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