Arquivos da Categoria: Artigos

Varrida histórica no Mavericks

Quem nunca sonhou em ver seu time fazendo um grande rival de freguês? Pois bem, nesta temporada duas equipes do Texas mostraram que isso é possível!

Pra cima deles, Spurs! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Sendo mais específico, nosso querido San Antonio Spurs mostrou que isso é possível. Com a última vitória sobre o Dallas Mavericks, o alvinegro “varreu” o rival texano em confrontos diretos nessa temporada regular, conseguindo quatro vitórias, contra nenhuma do adversário.

Como curiosidade, abaixo está a relação de vitórias e derrotas contra o Mavericks, durante as temporadas regulares, desde a existência da equipe rival.

1980/1981 -> 5 vitórias e 1 derrota
1981/1982 -> 5 vitórias e 1 derrota
1982/1983 -> 4 vitórias e 2 derrotas
1983/1984 -> 2 vitórias e 4 derrotas
1984/1985 -> 2 vitórias e 4 derrotas
1985/1986 -> 2 vitórias e 4 derrotas
1986/1987 -> 2 vitórias e 4 derrotas
1987/1988 -> 1 vitória e 5 derrotas
1988/1989 -> 1 vitória e 5 derrotas
1989/1990 -> 2 vitórias e 3 derrotas
1990/1991 -> 4 vitórias e 1 derrota
1991/1992 -> 5 vitórias e 0 derrotas
1992/1993 -> 5 vitórias e 0 derrotas
1993/1994 -> 5 vitórias e 0 derrotas
1994/1995 -> 3 vitórias e 2 derrotas
1995/1996 -> 2 vitórias e 2 derrotas
1996/1997 -> 3 vitórias e 1 derrota
1997/1998 -> 4 vitórias e 0 derrotas
1998/1999 -> 3 vitórias e 1 derrota
1999/2000 -> 2 vitórias e 2 derrotas
2000/2001 -> 3 vitórias e 1 derrota
2001/2002 -> 3 vitórias e 1 derrota
2002/2003 -> 2 vitórias e 2 derrotas
2003/2004 -> 1 vitória e 3 derrotas
2004/2005 -> 3 vitórias e 1 derrota
2005/2006 -> 2 vitórias e 2 derrotas
2006/2007 -> 1 vitória e 3 derrotas
2007/2008 -> 3 vitórias e 1 derrota
2008/2009 -> 2 vitórias e 2 derrotas
2009/2010 -> 1 vitória e 3 derrotas
2010/2011 -> 3 vitórias e 1 derrota
2011/2012 -> 2 vitórias e 2 derrotas

Interessante notar que o Spurs nunca foi “varrido”, porém conseguiu esse feito em quatro outras oportunidades (1991/1992, 1992/1993, 1993/1994, 1997/1998).

Vale ressaltar também que nas 32 temporadas em que as equipes se enfrentaram, San Antonio teve mais vitórias do que derrotas em 16 delas, em dez a equipe de Dallas ganhou mais que perdeu, e em seis houve empate entre vitórias e derrotas.

No total, o San Antonio Spurs possui 88 vitórias e 59 derrotas.

Nas temporadas em que Spurs foi campeão, em duas delas o alvinegro teve mais vitórias do que derrotas (1998/1999 e 2004/2005), em uma houve empate (2002/2003) e outra (2006/2007) os rivais levaram a melhor.

Agora, nas temporadas em que a equipe de San Antonio “varreu” o adversário, a classificação foi a seguinte:

1991/1992: 2º na divisão e 5º na conferência
1992/1993: 2º na divisão e 5º na conferência
1993/1994: 2º na divisão e 4º na conferência
1997/1998: 2º na divisão e 4º na conferência

Por fim, não há nenhuma lógica entre títulos e “varridas”, visto que em nenhuma das temporadas vencidas o Spurs deixou de perder para o Dallas, e, nas quatro temporadas em que ganhou todos os jogos da regular contra o adversário, o alvinegro não foi campeão.

Agora é torcer neste ano para esse “tabu” ser quebrado e para nosso querido Spurs sair com o título e a varrida.

E lembrar que, freguês bom é freguês fiel.

Leitor reclama da juízes de Spurs x Thunder; ele tem razão?

Falta ou não? Eis a questão… (Foto: NBAE/Getty Images)

Por Leonardo Pankiewicz*

Gostaria de começar dizendo que essa temporada acabou de maneira frustrante. Não porque fomos derrotados. Mas pela maneira como fomos derrotados. Foi simplesmente ridículo. É lógico que vai parecer coisa de torcedor perdedor com dor de cotovelo, mas digo que não é. Já vi o San Antonio Spurs cair outras vezes, mas de forma honesta, como naquela série espetacular contra o Dallas Mavericks. E saímos de lá dignamente. Não foi o que aconteceu contra Oklahoma City Thunder.

O Spurs poderia ter jogado melhor, sim. Em alguns embates, poderia até ter levado a melhor, mesmo com a falta de vergonha dos juízes. Mas a péssima arbitragem prejudicou o Spurs. Marcar faltas ou não, violações ou não pode mudar completamente o ritmo do jogo. Pode deixar um jogador perigoso carregado de faltas (o que aconteceu diversas vezes com Kevin Durant contra o Miami Heat; que coisa, não?). Pode fazer quem está acertando todas perder a concentração e começar a errar.

Como comprovado naquele filme com o Brad Pitt, O Homem Que Mudou a História do Jogo, a matemática, em especial as teorias de probabilidade e estatística, ajuda muito a ver o panorama de algumas coisas. Por exemplo: o Spurs era o 30º da liga em faltas por jogo, com mais ou menos 17, se não me engano. OKC era o oitavo, com pouco mais de 20. Nos dois primeiros jogos, OKC fez (novamente, se não estou enganado) 24 e 28 faltas em San Antonio. Quando o jogo foi para Oklahoma, os juízes marcaram 16 e 15 nos respectivos jogos 3 e 4, em que o Spurs cometeu mais faltas que o adversário. Quando o jogo voltou para SA, os juízes novamente marcaram as faltas corretamente; que coisa, não? No jogo 6, a coisa estava indo até bem quando veio o intervalo. Aí os juízes se reuniram e falaram, “ah, vamos entregar o jogo pro Thunder de uma vez!”

Quanto às faltas, a principal (e põe principal nisso) questão é que um time carregado não pode defender tão fisicamente quanto o Thunder defendeu o Spurs, o que aconteceu nos dois primeiros jogos. San Antonio teria mais espaço para jogar porque os caras teriam de marcar menos agressivamente. Vimos isso no começo da série. Depois, o excesso de faltas poderia ter colocado no banco jogadores de OKC que estavam quentes.

Eu poderia discutir várias outras coisas, como James Harden e Kendrick Perkins, dois dos jogadores mais SUJOS da história da NBA. Não vou defender Metta World Peace, mas Harden tomou aquela cotovelada porque passou o jogo inteiro batendo e provocando Metta. Eu vi o jogo. Eu tinha o NBA League Pass completo. Poderia comentar também do Russell Westbrook e Serge Ibaka, que não são sujos, mas extremamente inconsequentes em sua fisicalidade (aliás, Serge Ibaka é o principal motivo pelo qual estou escrevendo este texto). A arbitragem não coibiu esses jogadores e o Spurs saiu prejudicado.

Mas, afinal de contas, o que quero discutir aqui, motivo do texto, são as mil violações de cesta, ou de tendência ou de descendência, não sei qual a melhor tradução para as Goaltending Violations que o Ibaka comete. No jogo 3 ou 4 (acho que foi o 4, mas não lembro com precisão), Steve Kerr, comentarista da transmissão norte americana, disse: “já é a quarta vez que o Ibaka faz isso e os juízes não apitam”. Nos jogos 1 e 2, o Ibaka cometeu as mesmas infrações e os juízes marcaram. Após o jogo ter ido para OKC, nunca mais. E é sempre a mesma coisa. Ora a bola BATIA NA TABELA e o Ibaka enfiava a mão nela, ora ele LITERALMENTE PRENSAVA a bola na tabela. Se eu estiver incorreto, por favor me corrijam. Na FIBA isso não vale e tenho quase certeza de que na NBA também não. O Ibaka fez isso em várias oportunidades e os juízes não marcaram. Para mim, isso é Goaltending e pronto (Clique aqui para ver o vídeo e esqueçam do narrador do SporTV).

Nos minutos 0:25 e 2:38, temos duas jogadas em que o Ibaka comete os MESMÍSSIMOS Goaltendings que ele cometeu contra os Spurs. E olha só, os árbitros marcaram!

Essa palhaçada de arbitragem me deixou extremamente desanimado com a NBA. Eu não vou comprar League Pass. Talvez só acompanhe os resultados finais dos jogos e olhe lá… Ah, só pra deixar claro, todo mundo sabia que os juízes ajudariam o Heat, independente de quem fosse para a final (lembrando que o Spurs x Heat com Bosh dando a enterrada de 4 passos, foi o jogo mais ridículo que eu já vi na minha vida em termos de juízes). Bom, deu no que deu, OKC levou ferro. OKC ganhou porque a arbitragem ajudou. Sem ela, não conseguiria fazer nada contra o Heat, ou mesmo o Spurs.

Leonardo Pankiewicz tem 24 anos e é torcedor do San Antonio Spurs desde 2003. Enviou este texto para o e-mail do Spurs Brasil e, pela qualidade, acabou publicado. Suas opiniões não refletem necessariamente a dos blogueiros.

O que temos a oferecer

R.C. Buford (esq.) é conhecido por fazer bons negócios. Será que ele tirará mais um coelho da cartola nessa intertemporada?

Mais uma offseason se inicia, e, como sempre, surgem muitos boatos da excessivamente especulativa imprensa norte-americana, mas nada de concreto até agora pelo lado de San Antonio. E é de se esperar que provavelmente não tenhamos nenhuma grande novidade, principalmente com os agentes livres, já que o Spurs tem pouco espaço na folha salarial para trazer um jogador de impacto. O que talvez possa se concretizar seja a vinda de Nando de Colo e Erazem Lorbek, que têm os direitos vinculados à nossa franquia e vêm sendo especulados para vestirem o uniforme preto e prata na temporada vindoura.

E uma grande troca, será? É sempre bom sonhar. É fato que temos poucas alternativas atrativas para uma troca, mas quem sabe nossos dirigentes não saem com uma solução criativa e vantajosa para a equipe?

Abaixo, temos uma tabela com todos os jogadores sob contrato do Spurs e seus respectivos salários. Vale lembrar que Danny Green e Patrick Mills são agente livres restritos, ou seja, o Spurs pode cobrir qualquer proposta feita por eles, e a lista não conta com Boris Diaw e Tim Duncan – ambos agentes livres irrestritos e incertezas para a próxima temporada, embora Duncan já esteja com sua renovação contratual bem encaminhada.

Manu Ginobili dificilmente serviria como moeda de troca. Apesar de ser gênio, o veterano tem um contrato salgado e uma grande identificação com o San Antonio Spurs, e provavelmente esteja nos seus planos e nos planos dos dirigentes da franquia que o jogador encerre sua carreira por lá.

Tony Parker foi envolvido em diversos rumores de troca na última temporada, mas acabou ficando. Na noite do Draft, chegou a cogitar-se a possibilidade de o armador ser trocado, devido à lesão no olho que adquiriu numa briga de bar, mas novamente era pura especulação. O armador vem de uma temporada de nível All Star e ficou bem claro que o Spurs depende muito dele, que é o jogador mais novo do Big Three, com 30 anos, para atingir suas pretensões. Por isso, dificilmente o time estará disposto a envolvê-lo em alguma negociação. Outro que não deve ser usado como moeda de troca é Stephen Jackson. The Captain tem um contrato expirante de 10 milhões de dólares, e os fatos de já ser um veterano, de ter um alto salário e de ter se readaptado bem a San Antonio devem fazer com que o atleta continue no Texas.

Um atleta do plantel texano que já atraiu interesse de outras equipes, como Utah Jazz e Boston Celtics, é Danny Green. Como dito anteriormente, Green é agente livre restrito, e o Spurs poderia renovar com o jogador e usá-lo como moeda de troca no que chamamos de sign and trade. A equipe de Utah tem quatro jogadores de garrafão de alto nível – Al Jefferson, Paul Millsap, Derrick Favors e Enes Kanter - e poderia estar interessada em negociar um destes. Por Jefferson ser a estrela da equipe e Favors e Kanter serem jovens de futuro promissor, Millsap seria a opção mais possível. O ala-pivô tem um contrato expirante de 7 milhões de dólares, e cairia como uma luva no fraco garrafão texano. Em troca, o Spurs poderia enviar Danny Green, um de seus pivôs (DeJuan Blair, Matt Bonner ou até mesmo Tiago Splitter) e uma futura escolha de Draft.

Com o Boston Celtics, uma troca seria mais inviável. É difícil imaginar a equipe negociando Rajon Rondo, Paul Pierce ou Kevin Garnett, que recentemente renovou seu contrato. Dos outros jogadores que o Celtics possui, o único que talvez poderia ter alguma utilidade no elenco texano seria o pivô Greg Stiemsa, que mesmo longe de ser um grande jogador poderia contribuir com sua capacidade defensiva.

Ainda temos no elenco Kawhi Leonard, que chega ao seu segundo ano de liga não mais como uma promessa, e que, apesar de poder atrair interesse de outras franquias, é quase impossível que os dirigentes texanos estejam dispostos a abrir mão do jogador, que, além de ser formado em casa, preencheu a lacuna da posição 3 deixada por Bruce Bowen.

Se Patrick Mills tiver seu contrato renovado, certamente não será uma moeda de troca atrativa para alguma outra equipe, assim como o armador Cory Joseph, que teve poucas oportunidades na sua temporada de novato.

Gary Neal, jogador no qual o Spurs pode escolher dispensá-lo para ser agente livre ou renovar seu vínculo, poderia atrair a atenção de alguns times. Sendo um pontuador nato e com um excelente arremesso de 3 pontos, Neal poderia ter seu contrato renovado e logo após envolvido em alguma negociação.

E você torcedor, arrisca alguma palpite viável para o San Antonio Spurs?

Caras Novas?

O Draft de 2012 não promete grandes expectativas para os torcedores do San Antonio Spurs. Na troca que trouxe Stephen Jackson para San Antonio e enviou Richard Jefferson para o Golden State Warriors, o time texano mandou sua escolha de primeiro rodada para a equipe californiana. Com isso, sobrou apenas a tardia escolha de segundo round do Spurs, que seria a 57ª escolha se a temporada regular terminasse hoje. Esqueça então a possibilidade da franquia selecionar um jogador de grife ou do qual tenhamos muitas informações. A equipe de San Antonio deve manter sua política de selecionar algum jogador desconhecido, que não tenha impacto imediato e possa se desenvolver jogando em alguma liga de menor expressão ou na D-League – a liga de desenvolvimento da NBA.

De Colo e Lorbek: Caras novas no San Antonio Spurs?

De Colo e Lorbek: caras novas no San Antonio Spurs?

Logo, o atleta que for selecionado muito provavelmente também não irá receber minutos na rotação texana. Mas isso não quer dizer que não teremos caras novas em San Antonio na próxima temporada. O Spurs possui uma penca de jogadores que foram selecionados ao longo dos anos e jogam no continente europeu e que podem vestir o uniforme preto e prata na temporada 2012/2013. Dedicamos este espaço para analisarmos o desempenho atual de cada jogador e as possibilidades de defender o San Antonio Spurs na temporada vindoura.

Nando de Colo
Posição: Armador
Equipe Atual: Power Eletronics Valencia

Selecionado com a 59ª escolha do Draft de 2009, Nando de Colo é um dos bons prospectos que o San Antonio Spurs possui e tem altas possibilidades de vestir o uniforme preto e prata na próxima temporada. Maduro, o armador francês, de 24 anos, tem realizado partidas consistentes pelo Valencia, acumulando médias de 13,6 pontos e 2,8 assistências na Liga Espanhola, a ACB, e 11,3 pontos e 3,7 assistências na Eurocopa, liga na qual sua equipe chegou à final, mas foi derrotada pelos russos do BC Khimki. Atualmente, no quadro de estatísticas da ACB, De Colo é o nono jogador que mais pontua (13,5 pontos por jogo) e o sexto com mais roubadas de bola (1,45). O armador tem seu contrato com o Valencia expirando no meio deste ano e já manifestou seu desejo de chegar à NBA após o fim do vínculo. Pesa na decisão do jogador a possibilidade de jogar ao lado de Tony Parker e Boris Diaw – companheiros na seleção francesa. Por atuar tanto na posição 1 como na 2, Nando De Colo poderia ser uma peça útil na rotação do Spurs. Vale lembrar que o armador já concedeu uma entrevista para o Spurs Brasil.

Erazem Lorbek
Posição: Ala-pivô
Equipe atual: FC Regal Barcelona

Erazem Lorbek é um dos melhores jogadores de um dos melhores times fora da NBA. O grandalhão, que teve seus direitos vinculados ao Spurs na troca que enviou George Hill para Indiana, sabe pontuar de diversas partes da quadra, além de ter um arremesso confiável de média e longa distância (aproveitamento de 40,4% em tiros de três pontos). Pela ACB, apresenta médias de 11,6 pontos e 4,2 rebotes. Já na Euroliga, suas médias sobem para 13,8 pontos e 4,7 rebotes. O atleta já não é mais nenhum garoto e, aos 28 anos, pode ter sua última chance de jogar na NBA. Notícias recentes têm dado como certa a vinda do pivô para a equipe texana. Mesmo não sendo um exímio defensor, Lorbek poderia ser uma adição interessante para o Spurs, e ajudaria a suprir uma das maiores carências da equipe: o garrafão.

Adam Hanga
Posição: Ala-armador
Equipe atual: Asignia Manresa

O húngaro, que foi selecionado com a 59ª escolha do último Draft e até já concedeu entrevista para o Spurs Brasil, vem em uma crescente pela sua equipe e tem ganhando destaque na Liga ACB. Após um período de adaptação à equipe e à liga, Hanga já é um dos principais jogadores do Assignia Manresa. Atlético e com boa estatura (2,04 m) para um jogador de perímetro, suas enterradas e tocos se tornaram presença frequente nos vídeos de melhores jogadas da rodada. Hanga é o quarto atleta que mais rouba bolas na liga espanhola. Além disso, registra médias de 7,6 pontos e duas assistências por partida, e é o segundo jogador de sua equipe que mais bloqueia os adversários (0,7 por partida). É improvável que Adam Hanga esteja defendendo a equipe texana na próxima temporada: o atleta ainda precisa trabalhar seu arremesso de três pontos (aproveitamento de 24% na temporada) e seu jogo defensivo, mas já mostrou ser um jogador aplicado e com potencial para se desenvolver. Vale a pena manter o olho nele!

Ryan Richards
Posição: Ala-pivô
Equipe atual: Sem Equipe

No Draft de 2010, o Spurs utilizou sua 49ª escolha para selecionar Ryan Richards, ala-pivô britânico de 2,16m. Richards começou a atual temporada vinculado à equipe espanhola do Gran Canaria, mas estava inativo em virtude de uma lesão. Antes de sequer de atuar pelo time, o jogador assinou com o Lugano Tigers, líder da liga suíça de basquete. Lá, registrou médias de 11,2 pontos e 6,7 rebotes até misteriosamente pedir para ser dispensado. As habilidades e fraquezas de Richards ainda são incógnitas, já que pouco se pêde ver do seu basquete. Mas pelo pouco observado, o britânico deu mostras de ter um jogo ofensivo refinado, e a sua defesa e sua leitura de jogo são aspectos nos quais o atleta precisa trabalhar. O nome de Ryan Richards apareceu numa pré-lista convocatória do Reino Unido para os jogos Olímpicos deste ano, em Londres. Se realmente for convocado, é uma boa oportunidade para observar seu potencial. Dificilmente veremos Richards jogando pelo Spurs na próxima temporada. Mesmo estando sem equipe, o jogador ainda não está pronto para a NBA. Se não receber nenhuma proposta vantajosa de alguma equipe europeia, creio que seria uma alternativa interessante ele disputar a D-League pelo Austin Toros, equipe filiada ao San Antonio Spurs.

Davis Bertans
Posição: Ala
Equipe atual: KK Partizan

Davis Bertans foi selecionado pelo Spurs no último Draft com a 42ª escolha, que originalmente pertencia ao Indiana Pacers mas veio para o Spurs na troca que enviou George Hill para lá. O ala, que também já concedeu entrevista ao Spurs Brasil, tem 2,08m e apenas 19 anos de idade, e, por ser ainda muito jovem e cru, tem recebido pouco tempo de quadra nas equipes pelas quais passou. Na atual temporada, Bertans começou jogando pela equipe eslovena do Union Olimpija, onde atuou algumas partidas com Danny Green até que o locaute da NBA terminasse. Lá, o ala não apresentou bom desempenho e teve um aproveitamento nos arremessos muito baixo na Euroliga. Bertans recebeu o buyout e foi jogar na equipe rival, o KK Partizan, onde recebeu alguns minutos a mais e melhorou seu aproveitamento nos arremessos. Como dito anteriormente, Bertans ainda é muito jovem e precisa desenvolver seu jogo, por isso o ala deverá passar mais algumas temporadas no velho continente. Mesmo ainda sendo cedo para se tirar conclusões, Bertans já mostrou ter muito potencial no seu arremesso, algo incomum para um jogador do seu tamanho.

Viktor Sanikidze
Posição: Ala
Equipe atual: Virtus Bologna

Sanikidze foi selecionado pelo Spurs em 2004, com a 42ª escolha do Draft. O ala georgiano de 26 anos construiu uma carreira sólida na Itália, e já expressou desejo de continuar em sua equipe na próxima temporada, o que torna um pouco improvável a vinda do atleta para o Spurs. Mesmo assim, se viesse, Viktor Sanikidze poderia ajudar o Spurs num fundamento que a equipe por vezes mostrou deficiência: os rebotes. O jogador registra médias de 10,6 ressaltos por exibição, algo incrível para o basquete europeu e para alguém que joga na posição três. Além disso, Sanikidze registra médias de 12,2 pontos por partida com um aproveitamento de 48% em seus arremessos.

Robertas Javtokas
Posição: Pivô
Equipe atual: Zalgiris Kaunas

Selecionado com a 55ª escolha do Draft de 2001, o pivô de 32 anos é um jogador que provavelmente nunca vestirá as cores do San Antonio Spurs. Javtokas dificilmente irá querer trocar a Lituânia, seu país natal, para tentar a sorte em ganhar alguns poucos minutos na NBA.

Solucionando o problema

As queixas relacionadas à ala do San Antonio Spurs eram pauta antiga de boa parte da torcida. Mais precisamente, as reclamações vêm desde que o antigo titular absoluto, Bruce Bowen, começou a cair de rendimento, após o título conquistado em 2007. Quase cinco anos depois, a posição 3 do time texano parece enxergar uma luz no fim do túnel, que cada vez aumenta e brilha mais forte.

O presente e o futuro, lado a lado

Em 2009, Bowen foi envolvido em uma troca – e logo depois encerrou sua carreira – que trouxe Richard Jefferson para o Texas. Parecia que tudo estava resolvido, já que o novo ala do Spurs vinha de ótimas temporadas com o New Jersey Nets e o Milwaukee Bucks. Mas não foi bem o que aconteceu. Jefferson não conseguiu repetir o mesmo desempenho e despertou a ira de muitos torcedores.

Não que ele tenha ido tão mal assim. Em sua primeira temporada com a camisa prata e preto, ele registrou médias de 12,4 pontos e 4,4 rebotes. Mas a queda de rendimento nos playoffs e a derrota para o Phoenix Suns, antigo freguês, por 4 a 0 nas semifinais do Oeste fizeram com que a torcida elegesse Jefferson como culpado.

Desde então, o camisa 24 andava às voltas com boatos de troca, mas contou com a confiança da diretoria texana e recebeu uma extensão contratual. Depois, superou rumores de que seria anistiado pela equipe, o que acabou não se concretizando. Hoje, as críticas a Jefferson aparecem em tom mais ameno. Talvez porque, após duas temporadas sem tanto brilho, não se espere mais tanto assim dele.

Mas outra razão para as críticas terem diminuído é que hoje o Spurs conta com outras duas ótimas opções para a posição de SF e, com isso, a responsabilidade de Jefferson diminuiu. Tanto que sua média de pontos (10,4) e rebotes (3,4) na atual temporada são as menores desde que chegou a San Antonio, mas não se fala muito nisso. Com Danny Green e o novato Kawhi Leonard tendo atuações consistentes e conquistando a confiança de Gregg Popovich, Jefferson pode jogar com muito menos peso em suas costas.

Sem muito alarde, a direção texana conseguiu resolver o problema na posição 3, que hoje conta com três bons jogadores como opções. Durante a offseason, os rumores de que o Spurs estava atrás de um ala foram frequentes. Caron Butler, Tayshaun Prince, Grant Hill, Shane Battier e até Josh Howard foram sondados segundo a imprensa americana. Nenhum deles chegou, a temporada começou e com ela as boas surpresas de Green e Leonard.

http://spursbrasil.files.wordpress.com/2012/01/danny-green-victory.jpg?w=267&h=358Green tem 24 anos, está em sua terceira temporada na NBA, mas só agora começa a mostrar seu potencial. Nos dois anos anteriores, passou quase despercebido por Cleveland Cavaliers e pelo próprio San Antonio Spurs. Iniciou a temporada 2011/2012 apenas como parte do garbage team – aqueles que entram nos minutos finais quando tudo já está decidido -, mas com um bom trabalho defensivo e sendo consistente no ataque (7,8 pontos por jogo), já registra médias de 21,4 minutos jogados por partida. Se contabilizarmos apenas os últimos dez jogos, esse número sobre para 26,2.

Leonard é ainda mais jovem. Com apenas 20 anos, faz sua primeira temporada na NBA e chegou a San Antonio sob alguns olhares desconfiados. A dúvida era se realmente teria valido a pena se desfazer de George Hill em troca da escolha de Draft que o trouxe ao Texas. Se na hora muitos ficaram sem entender tal troca, hoje Leonard deve, pelo menos, dar um alento aos corações texanos que ficaram partidos com a saída de Hill.

Sabemos que Popovich não é um grande fã de novatos, que costumam ter que trabalhar duro para mostrar ao treinador que merecem mais chances e mais tempo de quadra. Mas Leonard parece, de cara, ter ganho a confiança do chefe. Com a lesão de Manu Ginobili, ele deixou Gary Neal para trás na corrida pela titularidade, muito em função de sua defesa contra os alas rivais. Hoje, ele acumula uma média de 23,6 minutos em quadra e 7,2 pontos por partida.

Além disso, com sua enorme envergadura, contribui com 5,0 rebotes e 1,1 roubos, desperdiçando apenas 0,6 bolas por jogo. Nada mal.

Com Jefferson, Green e Leonard, o Spurs está bem servido de alas para as próximas temporadas. Com um problema a menos para resolver, a direção texana poderá voltar suas atenções a outro setor que vem passando problemas nos últimos anos: o garrafão. Mas isso é assunto para um outro dia…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 27 outros seguidores