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Prévia de Heat x Spurs – Final da NBA

Segura o monstro, Kawhi! (Steve Mitchell/USA TODAY Sports)

Chegou a hora! Em pouco mais de cinco anos de existência, finalmente o Spurs Brasil vai cobrir o San Antonio Spurs em uma final de NBA. Disputando o título da liga profissional americana de basquete, a equipe texana terá pela frente o Miami Heat na série decisiva, que começa já nesta quinta-feira (6).

Para chegar até aqui, o Spurs bateu o Los Angeles Lakers por 4 a 0, o Golden State Warriors por 4 a 2 e o Memphis Grizzlies também por 4 a 0 nos playoffs. Enquanto isso, o Heat venceu o Milwaukee Bukcs por 4 a 0, o Chicago Bulls por 4 a 1 e o Indiana Pacers por 4 a 3, em série que terminou na segunda-feira. O time texano, por sua vez, não joga desde o dia 27/05.

Na temporada regular, o Heat, primeiro colocado na Conferência Leste, teve campanha de 66-16, enquanto o Spurs, vice-líder da Conferência Oeste, teve 58-24. Por isso, a equipe da Flórida terá a vantagem do mando de quadra na série decisiva. Vale lembrar que, ao longo da temporada regular, o time de Miami venceu os dois confrontos, mas em nenhum dos dois os astros dos dois lados estiveram em quadra. Relembre a seguir:

29/11/2012 – Spurs 100 @ 105 Heat

O Spurs decidiu poupar Tony Parker, Manu Ginobili, Danny Green e Tim Duncan da partida e sequer levou o quarteto para a Flórida. A decisão irritou David Stern, comissário da NBA, que impôs uma multa de US$ 250 à franquia. Mesmo assim, o time texano complicou o adversário e só perdeu no fim, tendo Gary Neal, com 20 pontos e sete assistências, como destaque. Do lado do Heat, o cestinha foi LeBron James, com 23 pontos, nove rebotes e sete assistências.

31/03/2013 – Spurs 86 vs 88 Heat

Dessa vez, foi o Heat quem resolveu poupar jogadores. Já na reta final da temporada regular, Mario Chalmes, Dwyane Wade e LeBron James não enfrentaram o Spurs em San Antonio. Mesmo assim, o time da Flórida beliscou uma vitória graças à grande atuação de Chris Bosh, que deixou a quadra com 23 pontos e nove rebotes. Do lado texano, o destaque foi Tim Duncan, com 17 pontos e 12 rebotes.

Em outras palavras: Spurs e Heat vão se enfrentar para valer pela primeira vez na temporada nas finais! Isso torna a série a mais imprevisível dos playoffs até aqui. Mesmo assim, os blogueiros do Spurs Brasil arriscaram análises e palpites para o confronto. Confira a seguir:

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 2
Não vai ser simples, mas é possível. Na série que vai definir o campeão da NBA, o Heat leva vantagem dentro de quadra, mas o Spurs leva a melhor em dois quesitos exteriores. Enquanto os adversários têm LeBron James em fase exuberante e um time completamente físico, em jogo que faz o time texano não ser favorito, fora das quatro linhas contamos com Gregg Popovich e o fator quadra. Enquanto o treinador é o melhor da NBA e um dos poucos capazes de mudar completamente um time e adaptá-lo muito bem a qualquer adversário, os oponentes contam com o iniciante Eric Spoelstra, que já demonstrou algum valor, mas não é nenhum gênio. E a equipe de San Antonio fará três jogos seguidos em seus domínios. Aí mora a chave da vitória. Se vencer um dos dois duelos iniciais, na Flórida, coloca uma mão na taça. Se simplesmente fizer o dever de casa, já chega pressionando o adversário por estar a uma vitória do título. No entanto, creio que qualquer derrota no AT&T Center significará perda do campeonato para o Spurs. Por fim, dentro de quadra, o alvinegro precisa contar com as boas fases de Tony Parker e, principalmente, Tim Duncan. O veterano será essencial ao trabalhar no garrafão adversário, que mostrou ser setor frágil na série contra o Indiana Pacers. E Tiago Splitter tem de tomar cuidado. Diante da franquia de Miami, seu jogo fica muito prejudicado. Não será um duelo como contra Marc Gasol. Será bem pior e o brasileiro terá de se reinventar.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Heat: LeBron James

Lucas Pastore

Palpite: Heat 4 a 2
O time do Heat é um dos mais versáteis da história da NBA. Com três estrelas capazes de desempenhar múltiplas funções – Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh -, o técnico Erik Spoelstra montou um elenco de apoio que lhe oferece a possibilidade de moldar seu time de acordo com o adversário. O posicionamento dos coadjuvantes tem função importantíssima nisso, e jogadores como Mario Chalmers, Ray Allen, Chris Andersen e Udonis Haslem podem ter papel fundamental na série. Tudo isso aliado a uma intensidade física invejável. O Spurs é um grande time e tem, sim, chances de impor a segunda derrota da história do Big Three da franquia da Flórida nos playoffs. Mas acho que, no fim das contas, o maior gás dos protagonistas do time adversário vai pesar contra a equipe texana.
Peça-chave do Spurs: Boris Diaw
Peça-chave do Heat: Dwyane Wade

Pedro Suaide

Palpite: Spurs 4 a 3
Serão duras as batalhas rumo aos anéis, amigos. Os texanos descansaram após a varrida sobre o Memphis Grizzlies e estão inteiros. Já os jogadores da Flórida estão cansados após uma série muito disputada técnica e fisicamente contra o Indiana Pacers, e terão apenas três dias de recuperação antes do início da disputa pelo troféu. Analisando ambos os quintetos, acredito que o Spurs é mais time, mas existe um fator chamado LeBron James. A série será disputada, mas eu vejo a experiencia de Tony Parker, Tim Duncan e Manu Ginobili, mesclada com a vontade e juventude de Kawhi Leonard e Tiago Splitter, levando vantagem, por estarem todos descansados e por ser uma das últimas temporadas do Big Three. Chris Bosh e Chris Andersen terão de jogar mais do que nunca para não serem engolidos por The Big Fundamental. Kawhi Leonard terá de provar que realmente é um grande marcador, segurando o máximo que conseguir LeBron James. O francês e o argentino terão de ser mais decisivos. E The King terá de mostrar porque foi eleito quatro vezes MVP tendo apenas 28 anos. Os jogos realmente prometem, e agora, é só sentar e torcer.
Peça-chave do Spurs: Manu Ginobili
Peça-chave do Heat: LeBron James

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
Sem dúvidas, uma final de NBA com fortes emoções e jogos disputadíssimos (totalmente diferente da varrida sobre o Cleveland Cavaliers na última vez em que LeBron James encontrou o Spurs nesta ocasião). O time de San Antonio vem de um breve descanso depois de varrer o Memphis Grizzlies, enquanto o Heat sofreu para eliminar o Indiana Pacers no que foi uma das séries mais “físicas” da temporada até então. Vejo forças que se anulam, caso de Tony Parker e Mario Chalmers, Noris Cole e Cory Joseph, Danny Green e Ray Allen, Tiago Splitter + Tim Duncan e Chris Bosh + Udonis Haslem… Também imagino um Dwayne Wade coadjuvante, sem grandes atuações. O que será realmente notável será o duelo entre Kawhi Leonard e LeBron James. Esse será, defensivamente, o grande desafio do segundanista e, com certeza, fator decisivo em praticamente em todas as partidas. O MVP da temporada irá anotar lá seus 20 pontos por jogo, mas com certeza terá muito trabalho para atingir essa meta. Com toda a experiência do alvinegro texano, Manu Ginobili, Gary Neal e Danny Green serão importantes e contribuirão para as vitórias texanas.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Heat: LeBron James

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 1
Essa será uma série definida nos detalhes. Vai depender muito da atuação das principais peças de cada time, Tony Parker de um lado e LeBron James do outro. O ala do Heat, que vem fazendo a sua melhor temporada da carreira, vai ficar responsável por conduzir seu time a mais um título. Porém, diferentemente do ano passado, a equipe da Flórida não tem dois jogadores apresentando um basquete muito convincente: Dyanwe Wade e Chris Bosh. O ala-armador, machucado, tem uma de suas piores temporadas, e o ala-pivô nunca foi muito bem aproveitado na franquia. Sobrará para The King a maior parte do trabalho, e o astro deverá ser muito contestado por Kawhi Leonard. Vai ser uma bela disputa. Para o lado do armador do Spurs, ele também terá dificuldades, mas acho que o francês, com sua rapidez, driblará a maioria delas.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Heat: LeBron James

Olho neles!

Dos cinco blogueiros do Spurs Brasil que participaram da prévia, dois apontaram Kawhi Leonard como chave do Spurs. Isso porque ele terá a mais ingrata missão que um jogador de basquete pode ter: marcar LeBron James. Se conseguir tirar o astro da zona de conforto, o segundanista pode ser protagonista do título.

Desde que chegou a Miami para se juntar a Dwyane Wade e Chris Bosh, LeBron disputou 11 séries de playoffs, vencendo dez e perdendo só uma. No mata-mata de 2013, o ala tem médias de 26,2 pontos, 7,3 rebotes e 6,4 assistências por jogo. É preciso dizer porque quatro blogueiros do Spurs Brasil o elegeram como chave?

Prévia de Spurs x Grizzlies – Final do Oeste

Hora de Splitter tentar segurar Gasol (Jerry Lara/San Antonio Express-News)

Está na hora da revanche! Eliminado pelo Memphis Grizzlies na primeira rodada dos playoffs de 2011, o San Antonio Spurs agora terá a chance de dar o troco na final da Conferência Oeste deste ano, que começará a ser disputada no domingo (19). Antes de chegar a essa fase, a franquia texana venceu o Los Angeles Lakers por 4 a 0 e, em seguida, o Golden State Warriors por 4 a 2. A equipe do Tennessee, por sua vez, eliminou Los Angeles Clippers em seis jogos e Oklahoma City Thunder em cinco.

Na temporada regular, o Spurs terminou em segundo e o Grizzlies em quinto. Por isso, a equipe alvinegra começa a série com a vantagem do mando de quadra em mãos. Isso pode fazer a diferença, já que, até aqui, quem atuou em seus domínios venceu. Foram quatro jogos no campeonato, com dois triunfos para cada lado. Relembre as partidas a seguir:

01/12/2012 – Spurs 99 x 95 Grizzlies

Após a polêmica multa imposta por David Stern ao Spurs, que havia poupado seus titulares no jogo anterior, contra o Miami Heat, o time texano respondeu dentro de quadra e, em casa, venceu o Grizzlies na prorrogação. O destaque do alvinegro naquela noite foi Tony Parker, com 30 pontos, seis assistências e quatro rebotes.

11/01/2013 – Spurs 98 @ 101 Grizzlies

Pela segunda vez em dois jogos, Spurs e Grizzlies decidiram o jogo na prorrogação. Porém, na primeira visita à casa do rival, o Spurs foi derrotado pelo adversário pela primeira vez na temporada. Mais uma vez Tony Parker, com 22 pontos, sete assistências e três roubadas de bola, acabou como o cestinha da equipe.

16/01/2013 – Spurs 103 x 82 Grizzlies

Com grande atuação no terceiro período, o Spurs impôs ao Grizzlies a maior vitória sobre o adversário na temporada. Tim Duncan liderou o time de San Antonio naquela noite com 19 pontos, oito rebotes, cinco tocos e quatro assistências.

01/04/2013 – Spurs 90 @ 92 Grizzlies

Mais uma viagem do Spurs a Memphis e mais uma derrota diante do Grizzlies. Apesar do resultado negativo, Tony Parker, com 25 pontos e quatro assistências, foi o cestinha da noite. Manu Ginobili, Kawhi Leonard e Tim Duncan não atuaram naquela partida.

E agora? Será que o mando de quadra continuará sendo tão importante assim na pré-temporada? A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil respondem a essa e a outras perguntas e dão seus palpites para a série. Confira:

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 a 3
Só de pensar no Grizzlies, o torcedor do Spurs já tem calafrios, fruto das memórias reminiscentes dos playoffs de 2011. O garrafão do time de Memphis, com Zach Randolpg e Marc Casol, talvez seja o mais forte da NBA, e vai conseguir muitos rebotes ofensivos em cima da nossa rotação de pivôs, que, embora tenha melhorado de 2011 pra cá, continua não sendo o ponto forte do elenco. Além disso, Mike Conley e Tony Allen são dois excepcionais defensores, e vão complicar e muito a vida de Tony Parker e Manu Ginobili, que já mostraram não estar com a mão totalmente calibrada nestes playoffs. Os texanos vão precisar usar sua perfeição tática e uma defesa muito forte para superar a equipe adversária.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies: Marc Gasol

Leonardo Sacco

Palpite: Grizzlies 4 a 2
Fim da linha para o Spurs. O time pegará a melhor defesa da liga, com uma dupla de pivôs bastante sólida e uma marcação de perímetro boa. O Grizzlies não conta com um destaque individual como Stephen Curry, mas tem Marc Gasol em fase exuberante, seguido ainda de boas atuações de Mike Conley e Zach Randolph. A chance do time texano estará em uma melhora significativa de Tony Parker, que deverá melhorar seu arremesso de média distância e tentar menos infiltrações, já que o garrafão adversário é muito bem fechado.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Grizzlies: Marc Gasol

Lucas Pastore

Palpite: Grizzlies 4 a 2
Na temporada, o Grizzlies foi o 11º time que mais pegou rebotes na NBA, enquanto o Spurs foi apenas o 21º. No número de rebotes ofensivos, mais uma vez vantagem para a franquia de Memphis, que ficou em terceiro, enquanto os texanos foram os penúltimos. Além disso, o time de San Antonio foi o 13º que mais cedeu segundas chances para os oponentes, enquanto o rival foi quem menos ofereceu em toda a liga. Foi assim que a equipe do Tennessee venceu a do Texas nos playoffs de 2011… Até acho que o alvinegro está mais forte com Danny Green, Kawhi Leonard, Boris Diaw e Tiago Splitter ocupando os minutos que eram de George Hill, Richard Jefferson, Antonio McDyess e DeJuan Blair. Mas o mesmo pode ser dito do outro lado, principalmente com Tayshaun Prince, Quincy Pondexter e Jerryd Bayless assumindo as funções que eram de Shane Battier, Sam Young e O.J. Mayo. Espero estar errado.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Warriors: Mike Conley

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
Será a melhor série dos playoffs, tudo o que se espera de um Spurs x Grizziles. O time de Memphis virá com um fortíssimo garrafão com Marc Gasol e Zach Randolph, que será o maior problema da equipe texana. Pelo lado do alvinegro, acredito que o diferencial será a rotatividade do perímetro com Tony Parker, Danny Green, Kawhi Leonard, Manu Ginobili, Cory Joseph… O Memphis não será páreo, apesar de boas atuações de Mike Conley e Tayshaun Prince. A defesa e a experiencia da franquia de San Antonio serão o diferencial.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 2
O Grizzlies chega na final do Oeste em um momento mais favorável e jogando com mais regularidade que o Spurs. O ponto forte, todos sabem, é o poderoso garrafão formado por Zach Randolph e Marc Gasol, que deve impor um jogo físico desde o primeiro segundo em quadra. Mas vale lembrar que este time terminou apenas em quinto na temporada regular, e a equipe texana leva vantagem em dois aspectos: banco de reservas e mando de quadra (nos confrontos diretos na temporada, cada equipe venceu seus dois jogos em casa). Olho no trabalho de Tiago Splitter, hoje muito mais ambientado que na série em 2011, e em Boris Diaw, que sequer fazia parte do elenco naquela ocasião. A presença de ambos deve dar um upgrade defensivo para a franquia texana.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 3
Revivendo um dos piores momentos da historia do Spurs, o time enfrentará o forte Grizzlies, tendo uma lembrança dos playoffs de 2011, quando o alvinegro texano foi desclassificado após ter feito a melhor campanha da Conferência Oeste na temporada regular. A equipe de Memphis tem um garrafão muito forte, que sempre cresce durante as finais, além do defensor do ano, o pivô Marc Gasol. Porém, diferentemente de 2011, a rotação da franquia texana conta agora com um Tim Duncan jogando como garoto, e com um Tiago  Splitter cada vez melhor na defesa, sendo capaz, assim, de frear o ímpeto ofensivo do adversário.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Memphis: Marc Gasol

Olho neles!

Parker Splitter

Entre os seis blogueiros do Spurs Brasil que participaram da prévia, dois optaram por destacar Tony Parker e dois escolheram Tiago Splitter. O pivô brasileiro deverá ajudar Tim Duncan a combater o imponente garrafão adversário, enquanto o armador francês será importante para levar o foco do confronto para o perímetro.

Dos seis blogueiros do Spurs Brasil que opinaram, três apontaram Marc Gasol como peça-chave do Grizzlies na série. No ataque, o espanhol pode causar estragos com passes e arremessos de média distância e, do outro lado da quadra, o pivô, que foi eleito o melhor defensor da temporada, terá a missão de conter Tim Duncan.

Prévia de Spurs x Warriors – Semifinal do Oeste

Hora de fazer Stephen Curry suar (Carlos Avila Gonzalez/The Chronicle)

Finalmente o San Antonio Spurs voltará a entrar em quadra nos playoffs! Oito dias depois de completar a varrida sobre o Los Angeles Lakers, em série válida pela primeira rodada, a equipe texana retornará às atividades na segunda-feira (6), em casa, para enfrentar o Golden State Warriors, no primeiro jogo do confronto, pela semifinal da Conferência Oeste. Para chegar a essa fase, o time de Oakland, sexto colocado na temporada regular, surpreendeu ao eliminar o Denver Nuggets, terceiro, vencendo por 4 a 2.

Se quiser manter o status de zebra na série, o Warriors terá de colocar fim a um tabu que já dura 16 anos. Além disso, o time texano disputará quatro das sete partidas em casa (clique aqui e acompanhe a agenda do confronto) – o que foi muito importante durante a temporada regular, quando cada equipe ganhou os duelos que fez em seus domínios. Relembre:

18/01/2013 – Spurs 95 x 88 Warriors

Mesmo diante de um Warriors que não tinha Stephen Curry e Andrew Bogut, o Spurs, jogando em casa e desfalcado de Manu Ginobili, teve dificuldades para vencer. O comandante do triunfo texano foi Tony Parker, com 25 pontos e oito assistências.

22/02/2013 – Spurs 101 @ 107 Warriors

Fora de casa, o Spurs conseguiu empatar o jogo nos segundos finais com uma cesta de Manu Ginobili, mas acabou sucumbindo ao Warriors na prorrogação. O cestinha do time texano na partida foi Danny Green, que obteve 20 pontos e quatro rebotes.

20/03/2013 – Spurs 104 x 93 Warriors

Sem contar com Tony Parker, lesionado, o Spurs, atuando em San Antonio, abusou do jogo de garrafão e venceu o Warriors graças às boas atuações de Tim Duncan, que anotou 25 pontos, 13 rebotes, seis assistências e quatro tocos, e de Tiago Splitter, que deixou a quadra com 17 pontos, sete rebotes e quatro assistências.

15/04/2013 – Spurs 106 @ 116 Warriors

Sem Tony Parker, Kawhi Leonard e Tim Duncan, poupados, e Manu Ginobili e Boris Diaw, machucados, o Spurs até conseguiu fazer jogo duro com o Warriors, mesmo atuando fora de casa, mas acabou derrotado. O destaque do time alvinegro na partida foi Gary Neal, com 25 pontos, oito assistências e seis rebotes.

Será que o equilíbrio será mantido nos playoffs? A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil fazem suas análises dao confronto, apontam quais jogadores poderão fazer a diferença nas partidas e dão seus palpites de placar para a série. Confira:

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 a 0
Durante a temporada regular, o Spurs mostrou que tem certas dificuldades ao enfrentar o Warriors. Nos playoffs, a franquia de Golden State mostrou que é  perigosíssima ao vencer surpreendentemente o forte Nuggets. Mas, como estamos falando de pós-temporada, e nesse assunto Gregg Popovich e seus comandados esbanjam experiência, prevejo mais uma varrida do time texano. A equipe de Oakland não é nenhum ferrolho defensivo, e será facilmente envolvida nos pick-and-rolls do alvinegro, que, com Manu Ginobili recuperado, já se mostrou ser o mesmo esquadrão dinâmico de sempre.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 2
Depois de enfrentar destroços de um time e passar com facilidade, o Spurs finalmente terá um grande desafio. O surpreendente Warriors vem para a segunda rodada com aquele bom ar que toma conta do ambiente quando a zebra dá as caras e o time pior classificado bate o melhor. Atenção, claro, com as bolas mortais de Stephen Curry, que caminha a passos tranquilos para ser um dos maiores (e melhores) arremessadores de três pontos da história. Se contra o Lakers o problema seria o garrafão, contra a equipe de Golden State será o perímetro (mas é bom pensar bem no outro setor, porque Andrew Bogut tem dado trabalho). Se quiser vencer a série e chegar à grande final do Oeste, o time texano terá de defender muito bem. A missão é bastante possível quando se tem um Kawhi Leonard cada vez melhor na função.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 2
A precisão nos tiros de longa distância do Warriors durante a série contra o Nuggets assustou. Porém, não deve ser suficiente para que a equipe derrote o Spurs. Primeiro porque é muito difícil manter um alto nível nos tiros de três pontos. Segundo porque a defesa do time texano foi mais eficiente do que a da franquia do Colorado ao longo da temporada regular e deve achar um antídoto para isso. E, por fim, porque o alvinegro não vai bobear como os comandados de George Karl fizeram nos momentos de fraqueza do adversário. Stephen Curry e companhia devem até vencer alguns jogos quando estiverem arremessando no modo NBA Jam, mas dificilmente se classificam.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry

Pedro Suaide

Palpite: Spurs 4 a 3
Muitos acham que, após varrer time de tanta tradição como o Lakers, mesmo com o adversário desfalcado, o Spurs vai atropelar o Warriors. Não é bem assim. A dificuldade para conter o jovem e bom time da Califórnia será grande. Tony Parker terá um desafio grande: marcar Stephen Curry, que, ao meu ver, foi o melhor armador da primeira rodada dos playoffs, além de ter batido o recorde de mais cestas de três pontos convertidas em uma temporada regular. Serão jogos decididos nos detalhes, como uma bola de três do time de Oakland não cair, ou Tim Duncan se cansar e sair um pouco. Tende a ser o grande desafio do alvinegro na temporada: encarar um time que usa muito o arremesso de fora, com Stephen Curry, Klay Thompson, Jarrett Jack e companhia. Apesar de tudo isso, o time de San Antonio ainda é favorito, pela tradição e pela experiencia, e, para chegar à final do Oeste, vai precisar de um jogo muito focado no garrafão, já que o adversário perdeu David Lee e ficou mais frágil. Portanto, é a hora de Tim Duncan e Tiago Splitter brilharem.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 2
Série acirrada, com um Warriors embalado com a classificação. O diferencial do Spurs será a defesa. Acredito que o jogo dos texanos será concentrado mais no garrafão do que de fora, mesmo com a possível ausência de Tiago Splitter no primeiro jogo. A equipe californiana vai engrossar, principalmente com Stephen Curry, e vai colocar duas vitórias no bolso, mas não vai ser o suficiente para segurar o elenco forte do time alvinegro. Tony Parker e Tim Duncan serão decisivos e importantes por conta da vasta experiência dos dois nos playoffs, liderando a equipe nos momentos mais críticos.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 1
O Warriors deve dar mais trabalho que o adversário anterior, o Lakers. É uma equipe melhor organizada, veloz e perigosa na linha dos três pontos. O principal responsável por guiar a equipe até aqui é Stephen Curry, que promete dar muita dor de cabeça para o Spurs na defesa, principalmente para Tony Parker. Eventualmente, o armador do time de Oakland pode ser decisivo e arrancar uma vitória para sua franquia, mas no fim a gigantesca experiência em playoffs do alvinegro deve pesar contra a jovem equipe rival. Olho também em Andrew Bogut, que voltou a jogar a bem e, com David Lee machucado, se torna a principal referência no garrafão californiano. Frear Curry é uma tarefa quase impossível, e se o pivô australiano também desequilibrar a missão ficará muito mais dura.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Warriors: Andrew Bogut

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 1
O bom time do Warriors vem motivado depois de uma série fantástica contra um forte Nuggets, que era cotado como um dos favoritos ao título do Oeste. Com um bom ataque e um Stephen Curry tendo atuações de MVP, a equipe vai ser uma pedreira para o time texano, mas não acredito que os californianos consigam manter seu ritmo intenso durante os 48 minutos de cada partida. O Spurs volta a ter todos os seus jogadores à disposição, com um elenco super equilibrado e, mesmo que não venha realizando partidas de encher os olhos como nos últimos playoffs, é uma esquadra consistente e não deve ter tantos problemas.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Warriors: Stephen Curry

Olho neles!

Quatro dos sete blogueiros do Spurs Brasil destacaram a importância de Tony Parker na série. Além de defender Stephen Curry, o francês terá de fazer o adversário trabalhar e se desgastar na defesa – e, quem sabe, ter problema com faltas. Kawhi Leonard, com dois votos, e Tiago Splitter, com um, também foram lembrados.

Seis dos sete blogueiros do Spurs Brasil elegeram Stephen Curry como peça-chave do Warriors no confronto. Mortal contra o Nuggets, o armador pode causar estragos, principalmente se Gregg Popovich demorar para achar seu marcador – é Tony Parker, Danny Green ou Kawhi Leonard? Andrew Bogut recebeu o outro voto.

Prévia de Spurs x Lakers – Primeira rodada dos playoffs

Duelo de gerações (Mark J. Terrill/AP)

Enfim, está chegando a hora! Depois de intermináveis 82 jogos na temporada regular, vão começar os playoffs da NBA. O San Antonio Spurs, que terminou o campeonato na vice-liderança da Conferência Oeste, com 58 vitórias e 24 derrotas, vai enfrentar o Los Angeles Lakers, com recorde de 45-37. O time angelino venceu o Houston Rockets na quarta-feira (17) e passou o adversário, assumindo o sétimo lugar e entrando no caminho do alvinegro texano.

A série Spurs x Lakers começará a ser disputada no domingo (clique aqui e confira a agenda completa do confronto). Ao longo da temporada, as equipes se enfrentaram três vezes, com os texanos vencendo dois jogos e os angelinos vencendo a partida mais recente. Relembre:

13/11/2012 – Spurs 84 @ 82 Lakers

No primeiro duelo entre as equipes na temporada, o Spurs foi até Los Angeles e venceu graças a uma cesta de três pontos de Danny Green no fim do jogo. O comandante texano naquela noite foi Tony Parker, que deixou a quadra com 19 pontos, sete assistências e quatro rebotes.

09/01/2013 – Spurs 108 vs 105 Lakers

Mesmo sem contar com Pau Gasol e Dwight Howard, o Lakers deu trabalho na única partida da temporada em que os dois times mediram forças no Texas. No entanto, os angelinos acabaram derrotados pelo Spurs, que mais uma vez foi comandado por Tony Parker – o armador francês anotou 24 pontos e seis assistências.

14/04/2013 – Spurs 86 @ 91 Lakers

Tim Duncan foi bem, com 23 pontos, dez rebotes, quatro assistências e três tocos, mas recebeu pouca ajuda na única derrota do Spurs para o Lakers na temporada. Já sem Kobe Bryant, machucado, os angelinos apostaram em Dwight Howard, que correspondeu ao conseguir 26 pontos e 17 rebotes.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o rival nos playoffs. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 2
Enfrentar o Lakers poderia ser a pior das hipóteses para qualquer time da parte de cima da tabela. Deixou de ser com a lesão de Kobe Bryant. Para o Spurs, a missão de vencer a tradicional franquia californiana parece ainda mais simples. Sem o veneno do Black Mamba vindo do perímetro, “sobram” os pivôs Pau Gasol e Dwight Howard, notavelmente melhores após a contusão do ala-armador. Mas o time texano tem Tim Duncan em uma das melhores fases dos últimos anos. Nenhum atleta de garrafão fez frente a The Big Fundamental nesta temporada. Eis a chave para a vitória. Aos californianos, resta que D12 faça como já fez com o Orlando Magic, quando levou o time da Flórida à final: muitos rebotes, muitos pontos e algumas assistências ao afunilar o jogo no garrafão e achar os chutadores livres – no caso, Steve Nash e Steve Blake. E é sempre bom lembrar o quanto Tony Parker costuma se sobressair ao encontrar o armador canadense na pós-temporada. Dá Spurs, sem muitos problemas.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Lakers: Dwight Howard

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 2
Abril talvez tenha sido o pior mês para o Spurs na temporada regular. Com Tony Parker e Manu Ginobili baleados, o time teve dificuldades para manter o basquete vistoso apresentado entre o começo e o meio do campeonato. Agora, a franquia texana enfrentará um time que conta com Dwight Howard, peça ideal para fechar a porta para as infiltrações do francês e do argentino e para dominar fisicamente o garrafão do alvinegro. Mas não custa lembrar que os adversários estarão sem Kobe Bryant – acho difícil que Mike D’Antoni consiga reformular o ataque sem sua principal referência em tão pouco tempo. Por isso, aposto em vitória da equipe de San Antonio, mas sem moleza.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Lakers: Dwight Howard

Pedro Suaide

Palpite: Spurs 4 a 1
O Spurs vem de mais uma ótima temporada, terminando em segundo na Conferência Oeste, e vai pegar o forte time do Lakers, que não convenceu ao longo do campeonato – e ainda por cima sem Kobe Bryant. Não acredito que os californianos serão varridos, pois têm um elenco forte, mesmo indo mal na primeira fase, mas o time texano é mais experiente, mais entrosado, está com mais moral e não terá de marcar o Black Mamba, que consegue ficar melhor ainda nos playoffs. Agora sim, separaremos meninos de homens, Duncans de Howards, Parkers de Nashs e assim por diante.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Lakers: Dwight Howard

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 1
Eu acho que o Lakers tenta, mas não para o Spurs nos playoffs. Os jogos serão acirrados, com nenhum resultado apresentando mais de 15 pontos de diferença. O Lakers sentirá  falta de uma liderança e Howard não conseguirá suprir tal necessidade.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Lakers: Dwight Howard

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 2
Apesar de ter garantido vaga nos playoffs apenas na última partida da temporada, o Los Angeles Lakers possui tradição vencedora e um elenco com talentos individuais que não podem ser desprezados – mesmo com a ausência de Kobe Bryant. Dwight Howard e Pau Gasol causarão problemas no garrafão, principalmente nos rebotes. No perímetro, Tony Parker pode tirar vantagem da fragilidade defensiva de Steve Nash e Steve Blake e dominar partidas, mas vale também ficar de olho em como atuarão Manu Ginobili, voltando de lesão, e o recém-chegado Tracy McGrady.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Lakers: Dwight Howard

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 3
O Spurs não vem mostrando seu melhor basquete e, com Manu Ginobili voltando de lesão, Tony Parker ainda não engrenando e Tracy McGrady chegando somente agora à franquia, o time pode se complicar. Jogar contra uma equipe com Dwight Howard e Pau Gasol não vai ser fácil. Minha teoria é de um jogo centralizado em Steve Nash, passando a bola para os dois pivôs pontuaram com facilidade.
Peça-chave do Spurs: Manu Ginobili
Peça-chave do Lakers: Steve Nash

Olho neles!

Três dos seis blogueiros do Spurs Brasil que participaram da prévia apontaram Tim Duncan como o cara mais importante do time texano na série contra o Lakers. Com Tony Parker e Manu Ginobili ainda baleados, o ala-pivô deverá ser a principal referência da equipe. Além disso, The Big Fundamental terá a responsabilidade de tentar conter Dwight Howard no garrafão.

Quase que por unanimidade, Dwight Howard foi apontado por nós como maior ameaça do Lakers na série. O pivô da franquia angelina se transformou na principal referência do time no ataque e na defesa após a contusão de Kobe Bryant, e será importante para fechar o garrafão contra as infiltrações de Tony Parker e Manu Ginobili e para combater Tim Duncan no garrafão.

A nova era por trás do uniforme do Spurs

Li diversas reações de torcedores aos novos uniformes do San Antonio Spurs, lançados na quarta-feira (19) e que servirão como vestimenta alternativa, uma espécie de terceiro uniforme, para o time. Muitos acharam legal a iniciativa, outros não gostaram e acharam bem feia a nova camisa da equipe. Mas foi no site americano Spurs Nation que li a opinião mais legal sobre o lançamento até agora.

Os novos uniformes do Spurs têm um detalhe especial: não possuem o nome da equipe, como é comum em todas as camisas da NBA. Há apenas a espora, símbolo da franquia. O espaço em cinza e vazio é grande. E pode ser um indicativo do que espera a liga em um futuro bastante próximo.

(D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Muita gente não gostou. E pode piorar… (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Não é novidade que o basquete norte-americano – assim como os Estados Unidos como um todo – passa por uma grande recessão. O dinheiro que entra é menor e o que sai é cada vez maior, com altos salários para jogadores que, em certas vezes, sequer estariam na NBA fosse uma época onde houvesse mais qualidade técnica, como foi a década de 1990, por exemplo. O apelo com o público, desde a aposentadoria de Michael Jordan, também é decadente. Falta um ídolo coletivo.

LeBron James, o mais apto a assumir esse papel, caiu em desgraça popular quando decidiu trocar o Cleveland Cavaliers pelo Miami Heat usando um programa de TV em rede nacional para fazê-lo. Perdeu, aí, a chance de ser a estrela da companhia toda. E a NBA perdeu a chance de impulsionar seu negócio de novo. E onde entra o novo uniforme do Spurs nisso tudo? Justamente na criação de uma nova fonte de renda, os patrocínios.

Em meio ao mercado de transações desse ano, o comissário David Stern fez história ao abrir brecha para que os times, a partir da temporada 2013/2014, pudessem começar a usar camisetas com patrocínios embaixo do braço, na região da axila. Levou pedradas. Os mais tradicionais não enxergam como ‘sujar’ os uniformes da NBA com patrocinadores. Mas isso deverá ser apenas o começo. Stern e as franquias precisam de dinheiro. E uma transação em especial os fez crescer os olhos para a oportunidade.

Quando o Manchester United, do futebol inglês, anunciou patrocínio de R$ 90 milhões anuais com a Chevrolet, Stern e os donos de franquia pararam para pensar e concluíram – o óbvio – que a NBA tem força de mercado suficiente para fazer dos patrocínios uma fonte de renda sólida e confiável. E a o uniforme do Spurs pode ser uma prévia disso. Tem espaço suficiente para um patrocinador no peito. Ao invés do nome do time, apenas seu símbolo. E, abaixo, o patrocínio. Tem quem goste. E tem quem odeie.

Tradições existem e geralmente, quando são quebradas, causam comoção. Principalmente porque quase sempre são quebradas pelo dinheiro, pelo avanço tecnológico ou pelos dois aliados. O caminho da NBA parece sem volta. Se faz necessário achar uma fonte de renda que saia do lugar comum consagrado na liga já há seis décadas. O uniforme novo do Spurs pode ter sido muito mais do que simplesmente inovador em seu estilo. Pode ter sido a porta de entrada para uma nova era na NBA: a era dos patrocínios.

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