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Prévia de Spurs x Heat – Final da NBA

Pra cima deles, Parker! (NBAE/Getty Images)

Vem aí a segunda revanche seguida? Depois de vencer o Oklahoma City Thunder, algoz de 2012, na final da Conferência Oeste, o San Antonio Spurs agora encara na grande decisão o Miami Heat, carrasco do ano passado. A franquia texana chega a esta fase tendo passado por Dallas Mavericks e Portland TrailBlazers antes de derrubar Russell Westbrook, Kevin Durant e companhia. A equipe da Flórida, por sua vez, superou Charlotte Bobcats, Brooklyn Nets e Indiana Pacers em sua trajetória na pós-temporada.

Spurs e Heat começam a se enfrentar nesta quinta-feira, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças duas vezes, com uma vitória para cado lado. Relembre a seguir:

26/01/2014 – Spurs 101 @ 113 Heat

Sem poder contar com Danny Green, Kawhi Leonard e Tiago Splitter, machucados, o Spurs saiu derrotado no primeiro duelo oficial entre as equipes desde as finais do ano passado. O destaque do time texano foi Tim Duncan, que anotou 23 pontos. O Heat, por sua vez, teve o cestinha da partida: Chris Bosh, que marcou 24.

06/03/2014 – Spurs 111 x 87 Heat

Recebendo o adversário no AT&T Center, o Spurs atropelou o Heat, que tinha LeBron James limitado por uma fratura no nariz. Os destaques foram os mesmos do primeiro confronto: pelo Spurs, Tim Duncan, com 23 pontos e 11 rebotes; e pelo Heat, Chris Bosh, com 24 pontos e sete rebotes.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário pelos playoffs de 2014. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Heat 4 a 3
A série de 2013 mostra como pequenos detalhes podem decidir um confronto entre duas equipes tão fortes. Em relação ao ano passado, alguns destes detalhes dessa vez pesam a favor do Spurs, como o mando de quadra, a melhor fase de Manu Ginobili e a situação física de Dwyane Wade, que, com problemas nos joelhos, jogou apenas 54 partidas no campeonato, contra 69 na temporada 2013/2014. Porém, pesam contra a equipe texana a maior facilidade encontrada nos playoffs pelo adversário, que chega mais descansado para a decisão, e os problemas de Tony Parker, que segue lutando contra contusões. No duelo entre os astros neste mata-mata, o armador francês tem médias de 17,2 pontos e 4,9 assistências em 30,2 minutos por exibição, enquanto o ala-armador do Heat apresenta 18,7 pontos, 4,3 assistências e 3,9 rebotes em 34,7 minutos por partida. Entre os dois, quem estiver mais perto da forma ideal pode ser o fiel da balança que decidirá o campeonato.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Thunder: Dwyane Wade

Robson Kobayashi

Palpite: Spurs 4 a 3
São poucas mudanças nas equipes desde as finais de 2013, mas Tiago Splitter e Danny Green melhoraram muito em relação à temporada passada. Desta vez, o Spurs é mandante, enquanto o Heat corre por fora. O time de Miami também tem um garrafão relativamente fraco – apesar da presença de Greg Oden no banco, o pivô adversário ainda não tem jogado o suficiente para satisfazer as necessidades da equipe. Será que a dupla Dwyane Wade e LeBron James superará o jogo coletivo dos texanos? Creio que não.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Heat: LeBron James

Renan Belini

Palpite: Spurs 4 a 3
Uma batalha de muitas alternativas e dilemas. O primeiro é qual será a formação utilizada pelos treinadores. Creio que Gregg Popovich vá iniciar com Tiago Splitter, que apesar de ser um pivô, tem a agilidade necessária para contestar os chutes do veteraníssimo Rashard Lewis, provável escolha de Erik Spoelstra, além de levar larga vantagem no ataque. Boris Diaw é um coringa que pode até marcar LeBron James, e deve ser importante. Mas o fator determinante para a equipe de San Antonio levar a melhor é a saúde de Tony Parker. As infiltrações do francês serão decisivas contra um time que defende mal nesse quesito. Do outro lado, quem pode tornar-se fator de desequilíbrio é Chris Bosh, que, além de ter um chute de média distância mortal, se aprimorou nos chutes da linha dos três, que dificilmente serão bem contestados por Tim Duncan, que não tem a mesma velocidade de outrora. Aposto no Spurs por três motivos: a sede de vitória, após o revés ano passado; a vantagem do mando de quadra e a maior quantidade de peças para se reinventar dentro de uma série, como mostrado contra o Thunder Porém, o Heat tem o jogador mais completo da liga, que pode atuar praticamente em todas as posições e mudar a história. Torcemos para que Kawhi continue iluminado e limite ao máximo o camisa #6!
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Heat: LeBron James

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
Apesar da repetição dos times da final do ano passado, dessa vez é diferente. O pesadelo de beliscar a trave no jogo 6 do ano passado não vai se repetir para o Spurs. Espero um Spurs intenso na defesa e comprometido no ataque. As bolas de três de Danny Green e companhia vão novamente fazer a diferença, mas também não é o único recurso a ser usado. Não vejo um jogador em especial como destaque, mas sim um cara que fica de terno e braços cruzados quase que o jogo inteiro: Gregg Popovich. Assim como virou a mesa nos últimos dois jogos contra o Thunder, o treinador pode estar preparando algo diferente contra o Heat. Claro que não podemos esquecer de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Porém, para mim, o que vai ser fundamental é a rotação defensiva que deve ser feita contra esses jogadores. The King pode ser “o cara” do oponente, mas pra mim, o ala-armador do time adversário representa tanto ou até mais perigo do que o camisa #6.
Peça chave do Spurs: Tim Duncan
Peça chave do Heat: Dwyane Wade

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 2
O sabor ruim da derrota em 2013 certamente ainda incomoda os jogadores do Spurs, que batalharam ao longo de mais de 100 partidas para chegar outra vez a este momento. Encarar o Heat novamente na decisão era o grande desejo, e não há motivação maior para os comandados de Gregg Popovich do que “dar o troco”. Desta vez, o cenário parece mais favorável aos texanos, que detêm o mando de quadra e sofreram menos alterações que o rival. Se por um lado a franquia perdeu Gary Neal, por outro adicionou Marco Belinelli e conta com a evolução de Patty Mills, além do melhor momento de Manu Ginobili, enquanto o adversário perdeu Mike Miller – que na última final acabou tendo desempenho decisivo com bolas de três - e tem Dwyane Wade e Shanne Battier convivendo com problemas físicos. Além disso, as contratações de Greg Oden e Michael Beasley não engrenaram. Se em 2013 por apenas alguns segundos – e uma bola milagrosa de Ray Allen – o time de San Antonio não foi campeão no sexto jogo da série, desta vez palpito pela vingança completa com título no jogo 6, em plena American Airlines Arena.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Heat: Dwyane Wade

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 1
E novamente as finais vão ocorrer entre Heat e Spurs. Os texanos, vindos de ótima série contra o Thunder e de uma das melhores temporadas da equipe em toda sua história na liga, chegam com grande confiança para o confronto frente a LeBron James e companhia. O fator Tony Parker pode pesar contra, pois o francês vem baleado para as finais e corre o risco de ficar alguns jogos fora, ou mesmo ter sua carga de trabalho diminuída, deixando tempo de quadra nas mãos de Patrick Mills e Cory Joseph. Não acredito que essa troca tenha tanto impacto, visto que Tim Duncan e Manu Ginobili, além de Kawhi Leonard, vêm em grande parte ditando a frequência da equipe treinada por Gregg Popovich. Além de todos os fatores de dentro de quadra, outro importante pode ser considerado. O alvinegro vem com a faca nos dentes esse ano, após perder o campeonato por segundos para o adversário em 2013. Outro fator que pesa é que os camisas #20 e #21 estão prestar a se aposentar, e todos sabem disso, o que poderá ser um incentivo maior para os dois. Por fim, e não menos importante, o Spurs melhorou seu elenco, enquanto as peças trazidas como suporte para o oponente (Greg Oden e Michael Beasley) não se desenvolveram. Como teoria é uma coisa e prática é outra, e como estaremos enfrentando nada menos que um time repleto de astros, não espero menos do que confrontos duros e complicados, mas minha confiança de torcedor, após as difíceis séries enfrentadas até aqui, me fazem crer em um 4 a 1.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Heat: Chris Bosh

Olho neles!

Com três votos cada, Tony Parker e Tim Duncan foram eleitos pelos blogueiros as peças-chave do Spurs no confronto. Enquanto o armador tenta ficar 100% para comandar a equipe em quadra, o ala-pivô procura explorar a baixa estatura do Heat no garrafão para pontuar. O camisa #9 teve médias de 14 pontos e 5,5 assistências em 27,7 minutos por exibição na temporada regular contra a equipe de Miami, contra 23 pontos e sete rebotes em 28,9 minutos por partida de The Big Fundamental.

Com três dos seis votos dados por blogueiros do Spurs Brasil, Dwyane Wade foi eleito a peça-chave do Heat nesta final de NBA. Os recentes problemas em seus joelhos fazem com que sua situação física seja colocada em dúvida, mas, se estiver 100%, o ala-armador se torna fundamental para desafogar LeBron James e, ao lado de Ray Allen e Chris Bosh, ajudar a tornar seu time praticamente imarcável. Na temporada regular, o camisa #3 teve médias de 12 pontos, seis rebotes e três assistências em 29,9 minutos por exibição contra o Spurs.

Prévia de Spurs x Thunder – Final do Oeste

Durant x Leonard: confronto-chave (NBAE/Getty Images)

Chegou a hora da revanche? Dois anos depois de abrir 2 a 0 sobre o Oklahoma City Thunder na final da Conferência Oeste e sofrer a virada, perdendo a série por 4 a 2, o San Antonio Spurs volta a ter o adversário pela frente na mesma fase dos playoffs. Depois de ter a melhor campanha da temporada regular e eliminar Dallas Mavericks e Portland TrailBlazers no caminho até a decisão, a equipe texana enfrenta o time que terminou a fase de classificação em segundo e eliminou, até aqui, Memphis Grizzlies e Los Angeles Clippers.

Spurs e Thunder começam a se enfrentar nesta segunda-feira, no AT&T Center (Clique aqui e veja a agenda completa da série). Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, e o alvinegro texano saiu derrotado nas quatro. Relembre a seguir:

27/11/2013 – Spurs 88 @ 94 Thunder

Atuando como visitante, o Spurs acabou derrotado, resultado que colocou fim à sua boa fase, já que eram 11 vitórias seguidas até aquele confronto. O destaque do time texano na partida foi Tony Parker, com 16 pontos e sete assistências.

21/12/2013 – Spurs 100 vs 113 Thunder

No primeiro duelo entre as duas equipes no AT&T Center nesta temporada, o Thunder aproveitou-se da ausência de Kawhi Leonard para vencer. Tony Parker, com 23 pontos e oito assistências, foi o grande nome dos donos de casa na partida.

21/01/2014 – Spurs 105 vs 111 Thunder

Já desfalcado de Danny Green e Tiago Splitter, o Spurs perdeu Kawhi Leonard, machucado, durante o jogo, e viu o Thunder vencer novamente no AT&T Center. Mais uma vez Tony Parker, dessa vez com 37 pontos, foi o principal jogador do time de San Antonio.

03/04/2014 – Spurs 94 @ 106 Thunder

No último confronto entre as duas equipes na temporada, o Spurs visitou o Thunder e perdeu mais uma vez para o adversário. O alvinegro texano não usou Manu Ginobili, poupado, enquanto os donos da casa tiveram o desfalque de Thabo Sefolosha, machucado.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário pelos playoffs de 2014. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 a 2
O Thunder chega forte, com o MVP da temporada, Kevin Durant, em sua melhor fase da carreira. Ele e Russell Westbrook são as principais armas ofensivas da equipe de Oklahoma, e tornarão o duelo mais acirrado. Mas mesmo assim, acredito que não serão páreo para os texanos. O desfalque do ala-pivô Ibaka Serge facilitará em muito a vida do alvinegro, que encontra um garrafão mais frágil dos dois lados da quadra. Kawhi Leonard terá tarefa árdua marcando o principal astro adversário, e acredito que o camisa #2 fará um bom trabalho. No banco, vantagem para o time de San Antonio, que possui mais profundidade no elenco.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder: Kevin Durant

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 3
Eu estava muito, muito pessimista para a série. Acho que o Thunder, completo, é pior matchup possível em toda a NBA para o Spurs – mais difícil até que o Miami Heat, atual campeão. Isso porque o oponente tem as ferramentas técnicas e físicas para minimizar de maneira excepcional a produção ofensiva do alvinegro, baseado na movimentação e no pick-and-roll. Apostaria em uma vitória do adversário em seis jogos, como aconteceu na final do Oeste de 2012. Mas isso mudou com a contusão de Serge Ibaka. O ala-pivô é um dos destaques deste eficiente sistema defensivo, especialmente na transição, e não tem um reserva à altura no elenco. Mesmo assim, ainda acho o confronto bastante imprevisível. O palpite favorável à equipe de San Antonio tem um pouco de coração. Kevin Durant vai fazer seus pontos, mesmo se bem marcado por Kawhi Leonard. Por isso, a chave pode ser conter Russell Westbrook.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder: Russel Westbrook

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
O Thunder vai sentir a falta de Serge Ibaka, principalmente na defesa. Nos rebotes, também deixarão a desejar. O Spurs deve se preocupar com Reggie Jackson e Caron Butler, vindos do banco do adversário. E claro, com Russell Westbrook e Kevin Durant. O ponto crucial será a experiência, e é o momento de Tim Duncan brilhar. O adversário vai vencer os jogos em sua casa, e nenhum confronto da série terá grandes diferenças no placar.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Thunder: Kevin Durant

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 3
Difícil fazer um prognóstico para esta série, que, apesar de esperada para a final do Oeste, era a mais indesejada pelos torcedores do Spurs, que torceram como nunca para Grizzlies e Clippers despacharem antes o rival. E não é a toa, já que o matchup contra o Thunder nos últimos anos tem sido bastante desfavorável. Na temporada regular, foram quatro derrotas nos quatro jogos realizados, o que já nos faz ter calafrios. Apesar disso, por toda a experiência e o excelente basquete apresentado diante do Blazers, aposto em uma resistência muito maior dos texanos agora. Uma vitória do adversário (em seis ou até sete jogos) talvez seja o palpite mais lógico, mas o lado torcedor levanta uma esperança de que o time tenha aprendido os caminhos de frear o rival e possa se superar para tirar proveito do mando de quadra e conseguir o triunfo em um dramático jogo 7. Tudo também vai depender da condição física de Tony Parker e de como será a marcação, especialmente sobre a dupla Russell Westbrook e Reggie Jackson, que costuma causar problemas com seu estilo explosivo e agressivo.
Jogador-chave do Spurs: Tony Parker
Jogador-chave do Thunder: Russell Westbrook

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 2
Spurs e Thunder têm os melhores times da Conferência Oeste, e por isso estão na final. Do lado da equipe de San Antonio, o mais puro basquete é praticado, com muitas jogadas bem trabalhadas e defesa forte. Do lado do time de Oklahoma, temos “somente” o MVP da temporada regular, Kevin Durant, jogando muita bola, imparável. Infelizmente para a franquia texana, há o encaixe perfeito do elenco do oponente contra os comandados do técnico Gregg Popovich. Entretanto, as finais da temporada passada mostraram que esse encaixe, que também seria uma suposta vantagem para o Miami Heat, não era tão perfeito assim, tendo o alvinegro perdido o campeonato por erros próprios e não por acertos do adversário. Felizmente (para os fanáticos torcedores do Spurs, e infelizmente para o basquete), Serge Ibaka estará provavelmente fora da série. O que isso muda? Muita coisa. O ala-pivô seria o principal contestador das infiltrações de Tony Parker, Manu Ginobili e Patrick Mills. Além de ótimo na defesa, não faz feio no ataque, e por trabalhar muito com seu físico, seria uma dor de cabeça para Tim Duncan e Tiago Splitter. Dito isso, mesmo com o Thunder tendo Durant em temporada impecável, temos o menino Kawhi Leonard, que será uma pedra no sapato do ala, segurando as pontas na defesa.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder: Kevin Durant

Olho neles!

Três dos cinco blogueiros que participaram da prévia elegeram Kawhi Leonard como peça fundamental do Spurs na série. Tudo porque será dele a missão mais ingrata do confronto: marcar o MVP da temporada regular, Kevin Durant. Mas, quem sabe, o ala do time texano também não consegue fazer o astro suar um pouco na defesa? O camisa #2 tem médias de 14 pontos e 7,5 rebotes em 31,8 minutos por exibição nos playoffs e, na temporada regular, apresentou, em média, 11,3 pontos e 4,3 rebotes em 27,2 minutos por partida nos três jogos que disputou contra o oponente.

MVP da temporada regular. 32 pontos, 7,4 rebotes e 5,5 assistências em 38,5 minutos por exibição na fase de classificação. 26,3 pontos, oito rebotes e 3,8 assistências em 38,7 minutos por partida nos quatro duelos que fez contra o Spurs. Depois, nos playoffs, 31,4 pontos, 9,5 rebotes e 4,3 assistências em 44,6 minutos por jogo. É preciso explicar porque três dos cinco blogueiros que participaram da prévia elegeram Kevin Durant como peça-chave do Thunder na série? Se Kawhi Leonard conseguir limitá-lo minimamente, as chances de vitória do time texano aumentam.

Prévia de Spurs x Blazers – Semifinal do Oeste

Parker x Aldridge: quem fará maior diferença? (NBAE/Getty Images)

Foi mais difícil do que esperava, mas enfim chegamos lá! Depois de suar a camisa contra o Dallas Mavericks e precisar de sete jogos para eliminar o rival texano, o San Antonio Spurs se classificou para enfrentar o Portland Trail Blazers pela semifinal da Conferência Oeste, que derrubou o também texano Houston Rockets na fase anterior.

Spurs e Blazers começam a se enfrentar já nesta terça-feira, no AT&T Center (Clique aqui e veja a agenda completa da série). Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cada lado. Relembre os confrontos a seguir:

03/11/2013 – Spurs 105 @ 115 Blazers

Jogando como visitante, o Spurs sofreu sua primeira derrota na temporada 2013/2014 no seu terceiro compromisso na campanha, o primeiro diante do Blazers. Tim Duncan, com 24 pontos e sete rebotes, se destacou. Do lado da equipe de Portland, o cestinha foi Damian Lillard, com 25 pontos, além de sete assistências e sete rebotes.

17/01/2014 – Spurs 100 vs 109 Blazers

No primeiro duelo entre as duas equipes disputado no AT&T Center, casa do Spurs, deu Blazers novamente. Sem contar com Danny Green e Tiago Splitter, machucados, o time de San Antonio viu Manu Ginobili, com 29 pontos, sete rebotes e cinco assistências, se destacar. LaMarcus Aldridge, com 26 pontos e 13 rebotes, foi o cestinha do oponente.

19/02/2014 – Spurs 111 @ 109 Blazers

No penúltimo jogo da Rodeo Road Trip, o Spurs, sem Tony Parker, Kawhi Leonard e Tim Duncan, venceu o Blazers, que não contava com LaMarcus Aldridge. O destaque do time texano foi o surpreendente Patrick Mills, que deixou a quadra com 29 pontos. Mas o cestinha da partida foi Damian Lillard, da equipe da casa, que anotou 31 pontos e seis assistências.

12/03/2014 – Spurs 103 vs 90 Blazers

Na única vitória que conseguiu em casa sobre o Blazers na temporada, o Spurs contou com a sorte, já que LaMarcus Aldridge deixou o jogo no terceiro período por conta de dores nas costas. Novamente Patrick Mills, dessa vez com 15 pontos, foi o cestinha do alvinegro. O maior pontuador do Blazers foi Damian Lillard, que deixou a quadra com 23.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário pelos playoffs de 2014. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 a 3
Durante a temporada regular, o Spurs teve trabalho enfrentando o Blazers, que possui, na opinião deste blogueiro, o melhor ala-pivô da atualidade: LaMarcus Aldridge. Damian Lillard, autor do fantástico buzzer beater que venceu a série contra o Rockets, vai ser pedra no sapato da equipe texana, que mostrou dificuldades para parar Monta Ellis contra o Mavericks. Espero também um crescimento de alguns atletas do banco, especialmente Marco Belinelli, já que eles enfrentarão uma equipe defensivamente inferior à de Dallas. No fim, a experiência do alvinegro falará mais alto, e, anotem aí: Tony Parker vai deitar e rolar.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Blazers: LaMarcus Aldridge

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 2
Depois de sofrer de maneira inesperada e desnecessária na série contra o Mavericks, acho que o Spurs encontra um adversário teoricamente mais tranquilo. Apesar de estar muito bem e ter ido bem contra o alvinegro na temporada regular, o Blazers basicamente não defende. Contra o Rockets, pagou por isso e fez diversas prorrogações, o que o faz estar no mesmo nível de cansaço dos texanos mesmo com um jogo a menos. Por terem LaMarcus Aldridge e Damian Lillard em fase espetacular, não devem vender a série tão facilmente. Mas, depois de seis jogos, finalmente irão encontrar uma marcação para tentar pará-los. Aproveitando as brechas adversárias, é hora de Marco Belinelli finalmente entrar nos playoffs.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Blazers: LaMarcus Aldridge

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 2
A equilibrada série contra o Mavericks tem um lado bom e um lado ruim. A parte negativa é o cansaço, já que Tim Duncan e Manu Ginobili não são mais garotos e Tony Parker está limitado por problemas físicos desde que jogou o Eurobasket pela França na offseason, se sagrando campeão continental com Les Bleus. A parte positiva é que o elenco texano já está em ritmo de playoffs – o que será fundamental contra a enérgica e atlética equipe do Blazers. O time de Portland até tem bons marcadores individuais, como Wesley Matthews, Nicolas Batum e Robin Lopez, mas não tem uma defesa coletiva bem monada e ainda carece de experiência em partidas decisivas. Por isso, acredito que o Spurs vai jogar a final da Conferência Oeste.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Blazers: LaMarcus Aldridge

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 3
A série contra o Mavericks mostrou que temporada regular é uma coisa e playoffs é outra. O rival texano, que sofreu nas mãos do Spurs durante a fase de classificação, foi uma pedra no sapato durante a série anterior, válida pela primeira rodada. Contra o Blazers, os texanos de San Antonio tiveram trabalho no campeonato, e o mata-mata tem tudo para ser tão duro quanto. LaMarcus Aldridge e Damian Lillard estão jogando muito. Além de ser fato que ganhar uma série por 4 a 2 contra uma equipe que tem James Harden e Dwight Howard não é pra qualquer um. Será uma grande série, com grandes partidas, e as defesas serão muito exigidas.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Blazers: LaMarcus Aldridge

Olho neles!

Dois dos quatro blogueiros que participaram da prévia elegeram Tony Parker como peça fundamental do Spurs na série. Será que ele estará 100%? Conseguirá fazer Damian Lillard gastar energia na sua marcação – ou obrigar o Blazers a fazer um ajuste e puxar um dos alas para defendê-lo? Na temporada regular, o armador francês perdeu uma partida contra o adversário por estar lesionado, e apresentou médias de apenas 12,7 pontos, seis assistências e cinco rebotes em 32,8 minutos por exibição nas outras três. Reage, craque!

Por unanimidade, LaMarcus Aldridge foi eleito pelos quatro blogueiros que participaram da prévia como peça fundamental para que o Blazers possa sonhar com a vitória sobre o Spurs. O ala-pivô vem de uma série em que obteve desempenho assustador contra o Rockets, obtendo, em média, 29,8 pontos e 11,2 rebotes em 41,1 minutos por exibição. Nos três jogos que disputou contra o alvinegro texano na temporada regular (perdeu um por lesão) e teve, em média, 21,3 pontos e oito rebotes em 32,5 minutos por partida. Olho nele, Tiago Splitter!

Prévia de Spurs x Mavs – Primeira rodada dos playoffs

Parker pode desequilibrar o confronto (NBAE/Getty Images)

Demorou, mas a hora chegou! Neste domingo (20), o San Antonio Spurs estreia nos playoffs de 2014 após intermináveis 82 partidas que nos separam do fatídico jogo 7 da final do ano passado, que terminou com vitória do Miami Heat e que nós preferimos esquecer. Na primeira rodada da pós-temporada, a equipe texana, que venceu 62 jogos na fase regular, melhor marca de toda a NBA, terá pela frente clássico estadual contra o Dallas Mavericks, que registrou 49 triunfos e 33 derrotas em sua campanha.

A série Spurs x Mavs começa já neste domingo (clique aqui e confira a agenda completa do confronto). Ao longo da temporada regular, as duas equipes se enfrentaram quatro vezes, e o alvinegro levou a melhor em todas elas. Relembre estas partidas a seguir:

26/12/2013 – Spurs 116 @ 107 Mavericks

O primeiro clássico texano do ano foi disputado na casa do Mavs, mas mesmo assim teve vitória do Spurs. Os astros Tony Parker, com 23 pontos e três assistências, e Tim Duncan, com 21 pontos e 13 rebotes, comandaram o time, e Danny Green colaborou com mais 22 pontos. Pelos mandantes, o destaque foi Dirk Nowitzki, com 25 pontos e cinco rebotes.

08/01/2014 – Spurs 112 vs 90 Mavericks

No primeiro clássico disputado no AT&T Center nesta temporada, o Spurs obteve a vitória mais larga das quatro que conseguiu sobre o rival no campeonato. Mais uma vez, Tony Parker foi o cestinha do alvinegro: dessa vez, foram 25 pontos e sete assistências. Do lado do Mavericks, o ala-armador Monta Ellis, que anotou 21 pontos, se destacou.

02/03/2013 – Spurs 112 vs 106 Mavericks

Novo clássico no AT&T Center e nova vitória do Spurs, mas dessa vez obtida com muito mais suor do que a anterior. Mais uma vez Tony Parker, que acabara de voltar após ficar afastado por lesão, foi o cestinha do alvinegro: o armador francês deixou a quadra com 22 pontos e sete assistências. Dirk Nowitzki, com 22 pontos e sete rebotes, foi o destaque do Mavericks.

10/04/2013 – Spurs 109 @ 100 Mavericks

Já na reta final da temporada regular, o Spurs voltou a Dallas para trazer na bagagem mais uma vitória sobre o rival. Dessa vez sem Tony Parker, poupado, o destaque do alvinegro foi seu reserva, o armador australiano Patrick Mills, que deixou a quadra com 26 pontos. Monta Ellis, com 24, foi o cestinha do Mavericks no jogo.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com seu rival texano pelos playoffs de 2014. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 1
Durante toda a temporada regular, o Spurs se mostrou muito superior ao Mavericks, encaixando perfeitamente sua forte defesa ao ataque adversário – que é o setor no qual os rivais mais se destacam. Ainda mais calejado em pós-temporadas após a ida às finais no ano passado, o alvinegro não deve e não pode ter dificuldades. Perder poucos jogos nessa série significa ganhar mais tempo de descanso e preparação para eventuais duelos contra Houston Rockets ou Portland TrailBlazers na semifinal de conferência. Com a segunda varrida consecutiva em temporadas regulares, ficaria fácil apostar em mais uma. Mas Dirk Nowitzki e companhia não deverão se entregar facilmente e, em casa, podem até obter uma vitória. Ao time de San Antonio, basta repetir a fórmula dos últimos dois anos e não menosprezar o adversário. Afinal, já diria o outro, clássico é clássico e vice-versa.
Jogador-chave do Spurs: Tony Parker
Jogador-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 1
Fosse qualquer outro time da NBA com esse elenco, eu apostaria em uma varrida do Spurs, que tem um encaixe muito favorável. Monta Ellis e José Calderón para marcar Tony Parker e Manu Ginobili? Esquece. Deslocar Shawn Marion para defender um dos dois? Parece uma boa a princípio, mas tirar o ala de perto da tabela significa enfraquecer ainda mais a capacidade de coletar rebotes de um time cujo poder defensivo do garrafão depende dos últimos suspiros de Samuel Dalembert. É um cobertor curto. Porque 4 a 1, então? Porque imagino que a rivalidade pode dar motivação extra para o Mavericks, que pode estar vendo Dirk Nowitzki disputar uma série de playoff pela última vez em sua carreira. Mesmo assim, o confronto não deve apresentar grandes dificuldades para o alvinegro.
Jogador-chave do Spurs: Tony Parker
Jogador-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Renan Belini

Palpite: Spurs 4 a 0
O que um dia foi uma das grandes rivalidades da liga virou freguesia de uns anos para cá. Nos últimos nove jogos entre as equipes, foram nove vitórias do Spurs, que vem em uma temporada impecável. O Mavericks vem em uma uma campanha inconsistente, com raros pontos altos, como as duas vitórias sobre o Oklahoma City Thunder. Dirk Nowitzki, que continua sendo a principal arma do time, ganhou a companhia do “chuta-chuta” Monta Ellis, um jogador explosivo, que tanto pode ter um aproveitamento pífio nos arremessos como armar uma tremenda bagunça dentro de um jogo. Mas não acho que ele terá sucesso diante de um bom marcador como Danny Green, que deve levar vantagem também no ataque, já que o oponente não é bom defensor. De resto, o Mavs é um time com muitos veteranos e com uma rotação muito inferior à do alvinegro. Se o time de San Antonio tem no banco Manu Ginobili, Marco Belinelli, Patrick Mills e Boris Diaw, o de Dallas tem como referências os rodados Vince Carter e Devin Harris. Não creio em zebras na série. Preparem as vassouras…
Peça-chave do Spurs: Danny Green
Peça-chave do Mavericks: Monta Ellis

Robson Kobayashi

Palpite: Spurs 4 a 1
O elenco do Spurs é bem superior ao do Mavericks, tanto que será a disputa entre o primeiro e o oitavo da Conferência Oeste. Não será tarefa fácil, principalmente se Dirk Nowitzki estiver inspirado. Gregg Popovich deve dobrar a marcação em cima do alemão e, se os titulares do Spurs jogarem bem, devem conseguir avançar sem problemas na série.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 0 Mavs
Sim, varrida logo de primeira. Não subestimando o Mavericks, que deu uma aula de basquete para o Miami Heat nas finais há três anos, mas o rival texano não tem elenco para segurar o Spurs (que nessa temporada é campeão e ponto final). Além do confronto mais esperado por muitos, entre Tim Duncan e Dirk Nowitzki, também estou ansioso para ver Tony Parker x Monta Ellis. E, para mim, a equipe de Dallas para por aí. Shawn Marion e Vince Carter (do qual sou fã assumido) não são mais os mesmos de antes e dificilmente farão alguma diferença contra os “coadjuvantes” do alvinegro. Darão trabalho sim, mas não serão decisivos.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 0
O Spurs já vem de dois anos seguidos varrendo o Mavericks na temporada regular. Ofensivamente, o time de Dallas é perigoso. Um elenco que conta com jogadores como Dirk Nowitzki, Monta Ellis e Vince Carter não pode ser considerado fraco. Porém, é uma equipe sem rotação e sem uma defesa consistente. A não ser que o ala-pivô alemão ou o ala-armador titular façam jogos espetaculares juntos, o alvinegro passará sem dificuldades.
Peça-chave do Spurs: Danny Green
Peça-chave do Mavericks: Dirk Nowtizki

Olho neles!

Três dos seis blogueiros que participaram da prévia elegeram Tony Parker como peça-chave – Danny Green, com dois votos, e Tim Duncan, com um, foram os outros jogadores lembrados. Na temporada regular, o armador francês não tomou conhecimento de Monta Ellis e José Calderón e obteve médias de 23,3 pontos e 5,7 assistências em 31,3 minutos por exibição nos três jogos que disputou contra o Mavericks. Não disputou o último para ser poupado. E agora, como estará a sua saúde?

Cinco dos seis blogueiros que opinaram na prévia acham que Dirk Nowitzki será a peça-chave do Mavericks na série. Nos quatro jogos contra o Spurs que fez na temporada regular, o ala-pivô alemão obteve média de 18,5 pontos e 5,8 rebotes em 32,1 minutos por exibição. Se quiser guiar seu time à próxima fase dos playoffs, o astro do time texano precisará de uma produção muito melhor… Curiosamente, Monta Ellis, que foi o outro atleta a receber voto na análise, foi o cestinha da equipe de Dallas na série, com 21,3 pontos por partida, além de 5,5 assistências e 3,3 rebotes.

Um outro olhar – o lado do Mavericks

Por Christiano Araújo*

Quem vai levar a melhor no jogo? (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Os torcedores do Houston Rockets que me desculpem, mas o grande clássico texano desde o começo do seculo é entre Dallas Mavericks e San Antonio Spurs. A partir deste domingo (20), teremos o sexto duelo entre essas duas equipes em playoffs (com três vitorias para o Spurs e duas para o Mavericks). Um confronto que não marca apenas uma grande rivalidade local, mas também o encontro das franquias que mais marcaram presença na pós-temporada desde 2001 (o time alvinegro tem 17 participações consecutivas, enquanto o alvianil teve sua sequência de 12 temporadas seguidas encerrada no ano passado), o embate entre os dois melhores alas-pivôs da liga na era pós-Karl Malone (nada pessoal viu Kevin Garnett?), e o duelo de duas franquias que, apesar de optarem por meios diferentes de gestão, conseguiram se tornar grandes exemplos de sucesso na NBA.

De um lado, os comandados de Gregg Popovich chegam com a melhor campanha da liga no geral e um time que não precisou usar nenhum de seus jogadores por mais de 30 minutos por partida durante a temporada regular, o que mostra a profundidade desse elenco. Não focarei em fazer a analise tática do time de San Antonio aqui, pois acredito que os autores desse blog já o tenham feito muito bem e com mais qualidade do que eu poderia fazer.

Já os comandados por Rick Carlisle chegam nessa série com a esperança de que a rivalidade imposta pelo confronto possa fazer com que seus jogadores deem aquele “algo a mais” no duelo. Afinal, já dizia o folclórico Jardel… “Clássico é clássico e vice-versa”.

A verdade é que o time de Dallas sofre com grande problemas nas últimas duas temporadas, nas quais teve dinheiro para contratar na free agency, mas não conseguiu trazer os jogadores que eram mais desejados por Mark Cuban, dono da franquia, restando assim apenas os chamados “planos b” para montar o time, contratando o que havia sobrado no mercado e montando o resto do elenco com vínculos de um ano de vínculo.

O time atual do Mavs se mostra bem ofensivamente, muito em parte pela qualidade de pontuar do Dirk Nowitzki e pela versão repaginada do Monta Ellis, que resolveu deixar o premio de pior shot chart da liga neste ano para o Josh Smith. Ainda sim, muitas vezes observamos em quadra um time que parece “manco”, principalmente na defesa, sendo que, no time titular, o único jogador que consegue se destacar nesse quesito é o bom e velho Shawn Marion de guerra. A rotação de três pivôs usada por Carlisle demonstra a falta de confiança em um jogador nesse elenco (Samuel Dalambert fisicamente não está bem e nunca foi um grande jogador ofensivamente, Brandan Wright ainda peca pela falta de experiência e uma defesa muito crua, enquanto DeJuan Blair sofre com a sua baixa estatura para a função, apesar de tecnicamente ser o melhor entre os 3). A chegada de José Calderon deixou os fãs do pick n’ roll em êxtase, já que a combinação dessa jogada entre o espanhol e o alemão poderia se tornar umas das mais difíceis de se marcar na liga, mas infelizmente o que vimos durante a temporada foi uma insistência muito grande do ala-pivô em ficar no isolation e utilizar o seu arremesso no fadeaway, além do fato de que o armador tem dividido muito mais do que o esperado o comando das jogadas ofensivas com Ellis. Outro problema que ficou bem claro durante a temporada regular é a falta de profundidade no elenco, cabendo a Vince Carter o papel de ser o 6th man, o que infelizmente ele parece não ter mais idade para fazer.

O Spurs é sem dúvidas favorito, mas por toda a historia que esses dois times nos presentearam nos últimos anos em playoffs, não posso esperar nada menos que uma série disputada e física, além, é claro, de torcer pro alemão continuar sua saga de doutrinação.

* Christiano Araújo é torcedor do Mavs e convidado do Spurs Brasil para o texto

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