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Prévia de Spurs x Mavs – Primeira rodada dos playoffs

Parker pode desequilibrar o confronto (NBAE/Getty Images)

Demorou, mas a hora chegou! Neste domingo (20), o San Antonio Spurs estreia nos playoffs de 2014 após intermináveis 82 partidas que nos separam do fatídico jogo 7 da final do ano passado, que terminou com vitória do Miami Heat e que nós preferimos esquecer. Na primeira rodada da pós-temporada, a equipe texana, que venceu 62 jogos na fase regular, melhor marca de toda a NBA, terá pela frente clássico estadual contra o Dallas Mavericks, que registrou 49 triunfos e 33 derrotas em sua campanha.

A série Spurs x Mavs começa já neste domingo (clique aqui e confira a agenda completa do confronto). Ao longo da temporada regular, as duas equipes se enfrentaram quatro vezes, e o alvinegro levou a melhor em todas elas. Relembre estas partidas a seguir:

26/12/2013 – Spurs 116 @ 107 Mavericks

O primeiro clássico texano do ano foi disputado na casa do Mavs, mas mesmo assim teve vitória do Spurs. Os astros Tony Parker, com 23 pontos e três assistências, e Tim Duncan, com 21 pontos e 13 rebotes, comandaram o time, e Danny Green colaborou com mais 22 pontos. Pelos mandantes, o destaque foi Dirk Nowitzki, com 25 pontos e cinco rebotes.

08/01/2014 – Spurs 112 vs 90 Mavericks

No primeiro clássico disputado no AT&T Center nesta temporada, o Spurs obteve a vitória mais larga das quatro que conseguiu sobre o rival no campeonato. Mais uma vez, Tony Parker foi o cestinha do alvinegro: dessa vez, foram 25 pontos e sete assistências. Do lado do Mavericks, o ala-armador Monta Ellis, que anotou 21 pontos, se destacou.

02/03/2013 – Spurs 112 vs 106 Mavericks

Novo clássico no AT&T Center e nova vitória do Spurs, mas dessa vez obtida com muito mais suor do que a anterior. Mais uma vez Tony Parker, que acabara de voltar após ficar afastado por lesão, foi o cestinha do alvinegro: o armador francês deixou a quadra com 22 pontos e sete assistências. Dirk Nowitzki, com 22 pontos e sete rebotes, foi o destaque do Mavericks.

10/04/2013 – Spurs 109 @ 100 Mavericks

Já na reta final da temporada regular, o Spurs voltou a Dallas para trazer na bagagem mais uma vitória sobre o rival. Dessa vez sem Tony Parker, poupado, o destaque do alvinegro foi seu reserva, o armador australiano Patrick Mills, que deixou a quadra com 26 pontos. Monta Ellis, com 24, foi o cestinha do Mavericks no jogo.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com seu rival texano pelos playoffs de 2014. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 1
Durante toda a temporada regular, o Spurs se mostrou muito superior ao Mavericks, encaixando perfeitamente sua forte defesa ao ataque adversário – que é o setor no qual os rivais mais se destacam. Ainda mais calejado em pós-temporadas após a ida às finais no ano passado, o alvinegro não deve e não pode ter dificuldades. Perder poucos jogos nessa série significa ganhar mais tempo de descanso e preparação para eventuais duelos contra Houston Rockets ou Portland TrailBlazers na semifinal de conferência. Com a segunda varrida consecutiva em temporadas regulares, ficaria fácil apostar em mais uma. Mas Dirk Nowitzki e companhia não deverão se entregar facilmente e, em casa, podem até obter uma vitória. Ao time de San Antonio, basta repetir a fórmula dos últimos dois anos e não menosprezar o adversário. Afinal, já diria o outro, clássico é clássico e vice-versa.
Jogador-chave do Spurs: Tony Parker
Jogador-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 1
Fosse qualquer outro time da NBA com esse elenco, eu apostaria em uma varrida do Spurs, que tem um encaixe muito favorável. Monta Ellis e José Calderón para marcar Tony Parker e Manu Ginobili? Esquece. Deslocar Shawn Marion para defender um dos dois? Parece uma boa a princípio, mas tirar o ala de perto da tabela significa enfraquecer ainda mais a capacidade de coletar rebotes de um time cujo poder defensivo do garrafão depende dos últimos suspiros de Samuel Dalembert. É um cobertor curto. Porque 4 a 1, então? Porque imagino que a rivalidade pode dar motivação extra para o Mavericks, que pode estar vendo Dirk Nowitzki disputar uma série de playoff pela última vez em sua carreira. Mesmo assim, o confronto não deve apresentar grandes dificuldades para o alvinegro.
Jogador-chave do Spurs: Tony Parker
Jogador-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Renan Belini

Palpite: Spurs 4 a 0
O que um dia foi uma das grandes rivalidades da liga virou freguesia de uns anos para cá. Nos últimos nove jogos entre as equipes, foram nove vitórias do Spurs, que vem em uma temporada impecável. O Mavericks vem em uma uma campanha inconsistente, com raros pontos altos, como as duas vitórias sobre o Oklahoma City Thunder. Dirk Nowitzki, que continua sendo a principal arma do time, ganhou a companhia do “chuta-chuta” Monta Ellis, um jogador explosivo, que tanto pode ter um aproveitamento pífio nos arremessos como armar uma tremenda bagunça dentro de um jogo. Mas não acho que ele terá sucesso diante de um bom marcador como Danny Green, que deve levar vantagem também no ataque, já que o oponente não é bom defensor. De resto, o Mavs é um time com muitos veteranos e com uma rotação muito inferior à do alvinegro. Se o time de San Antonio tem no banco Manu Ginobili, Marco Belinelli, Patrick Mills e Boris Diaw, o de Dallas tem como referências os rodados Vince Carter e Devin Harris. Não creio em zebras na série. Preparem as vassouras…
Peça-chave do Spurs: Danny Green
Peça-chave do Mavericks: Monta Ellis

Robson Kobayashi

Palpite: Spurs 4 a 1
O elenco do Spurs é bem superior ao do Mavericks, tanto que será a disputa entre o primeiro e o oitavo da Conferência Oeste. Não será tarefa fácil, principalmente se Dirk Nowitzki estiver inspirado. Gregg Popovich deve dobrar a marcação em cima do alemão e, se os titulares do Spurs jogarem bem, devem conseguir avançar sem problemas na série.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 0 Mavs
Sim, varrida logo de primeira. Não subestimando o Mavericks, que deu uma aula de basquete para o Miami Heat nas finais há três anos, mas o rival texano não tem elenco para segurar o Spurs (que nessa temporada é campeão e ponto final). Além do confronto mais esperado por muitos, entre Tim Duncan e Dirk Nowitzki, também estou ansioso para ver Tony Parker x Monta Ellis. E, para mim, a equipe de Dallas para por aí. Shawn Marion e Vince Carter (do qual sou fã assumido) não são mais os mesmos de antes e dificilmente farão alguma diferença contra os “coadjuvantes” do alvinegro. Darão trabalho sim, mas não serão decisivos.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Mavericks: Dirk Nowitzki

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 0
O Spurs já vem de dois anos seguidos varrendo o Mavericks na temporada regular. Ofensivamente, o time de Dallas é perigoso. Um elenco que conta com jogadores como Dirk Nowitzki, Monta Ellis e Vince Carter não pode ser considerado fraco. Porém, é uma equipe sem rotação e sem uma defesa consistente. A não ser que o ala-pivô alemão ou o ala-armador titular façam jogos espetaculares juntos, o alvinegro passará sem dificuldades.
Peça-chave do Spurs: Danny Green
Peça-chave do Mavericks: Dirk Nowtizki

Olho neles!

Três dos seis blogueiros que participaram da prévia elegeram Tony Parker como peça-chave – Danny Green, com dois votos, e Tim Duncan, com um, foram os outros jogadores lembrados. Na temporada regular, o armador francês não tomou conhecimento de Monta Ellis e José Calderón e obteve médias de 23,3 pontos e 5,7 assistências em 31,3 minutos por exibição nos três jogos que disputou contra o Mavericks. Não disputou o último para ser poupado. E agora, como estará a sua saúde?

Cinco dos seis blogueiros que opinaram na prévia acham que Dirk Nowitzki será a peça-chave do Mavericks na série. Nos quatro jogos contra o Spurs que fez na temporada regular, o ala-pivô alemão obteve média de 18,5 pontos e 5,8 rebotes em 32,1 minutos por exibição. Se quiser guiar seu time à próxima fase dos playoffs, o astro do time texano precisará de uma produção muito melhor… Curiosamente, Monta Ellis, que foi o outro atleta a receber voto na análise, foi o cestinha da equipe de Dallas na série, com 21,3 pontos por partida, além de 5,5 assistências e 3,3 rebotes.

Um outro olhar – o lado do Mavericks

Por Christiano Araújo*

Quem vai levar a melhor no jogo? (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Os torcedores do Houston Rockets que me desculpem, mas o grande clássico texano desde o começo do seculo é entre Dallas Mavericks e San Antonio Spurs. A partir deste domingo (20), teremos o sexto duelo entre essas duas equipes em playoffs (com três vitorias para o Spurs e duas para o Mavericks). Um confronto que não marca apenas uma grande rivalidade local, mas também o encontro das franquias que mais marcaram presença na pós-temporada desde 2001 (o time alvinegro tem 17 participações consecutivas, enquanto o alvianil teve sua sequência de 12 temporadas seguidas encerrada no ano passado), o embate entre os dois melhores alas-pivôs da liga na era pós-Karl Malone (nada pessoal viu Kevin Garnett?), e o duelo de duas franquias que, apesar de optarem por meios diferentes de gestão, conseguiram se tornar grandes exemplos de sucesso na NBA.

De um lado, os comandados de Gregg Popovich chegam com a melhor campanha da liga no geral e um time que não precisou usar nenhum de seus jogadores por mais de 30 minutos por partida durante a temporada regular, o que mostra a profundidade desse elenco. Não focarei em fazer a analise tática do time de San Antonio aqui, pois acredito que os autores desse blog já o tenham feito muito bem e com mais qualidade do que eu poderia fazer.

Já os comandados por Rick Carlisle chegam nessa série com a esperança de que a rivalidade imposta pelo confronto possa fazer com que seus jogadores deem aquele “algo a mais” no duelo. Afinal, já dizia o folclórico Jardel… “Clássico é clássico e vice-versa”.

A verdade é que o time de Dallas sofre com grande problemas nas últimas duas temporadas, nas quais teve dinheiro para contratar na free agency, mas não conseguiu trazer os jogadores que eram mais desejados por Mark Cuban, dono da franquia, restando assim apenas os chamados “planos b” para montar o time, contratando o que havia sobrado no mercado e montando o resto do elenco com vínculos de um ano de vínculo.

O time atual do Mavs se mostra bem ofensivamente, muito em parte pela qualidade de pontuar do Dirk Nowitzki e pela versão repaginada do Monta Ellis, que resolveu deixar o premio de pior shot chart da liga neste ano para o Josh Smith. Ainda sim, muitas vezes observamos em quadra um time que parece “manco”, principalmente na defesa, sendo que, no time titular, o único jogador que consegue se destacar nesse quesito é o bom e velho Shawn Marion de guerra. A rotação de três pivôs usada por Carlisle demonstra a falta de confiança em um jogador nesse elenco (Samuel Dalambert fisicamente não está bem e nunca foi um grande jogador ofensivamente, Brandan Wright ainda peca pela falta de experiência e uma defesa muito crua, enquanto DeJuan Blair sofre com a sua baixa estatura para a função, apesar de tecnicamente ser o melhor entre os 3). A chegada de José Calderon deixou os fãs do pick n’ roll em êxtase, já que a combinação dessa jogada entre o espanhol e o alemão poderia se tornar umas das mais difíceis de se marcar na liga, mas infelizmente o que vimos durante a temporada foi uma insistência muito grande do ala-pivô em ficar no isolation e utilizar o seu arremesso no fadeaway, além do fato de que o armador tem dividido muito mais do que o esperado o comando das jogadas ofensivas com Ellis. Outro problema que ficou bem claro durante a temporada regular é a falta de profundidade no elenco, cabendo a Vince Carter o papel de ser o 6th man, o que infelizmente ele parece não ter mais idade para fazer.

O Spurs é sem dúvidas favorito, mas por toda a historia que esses dois times nos presentearam nos últimos anos em playoffs, não posso esperar nada menos que uma série disputada e física, além, é claro, de torcer pro alemão continuar sua saga de doutrinação.

* Christiano Araújo é torcedor do Mavs e convidado do Spurs Brasil para o texto

Um outro olhar – Análise de Jeff Pendergraph

Nesta offseason, uma das principais movimentações do San Antonio Spurs foi a contratação de Jeff Pendergraph. O ala-pivô, que disputou a última temporada pelo Indiana Pacers, é, no entanto, um jogador pouco conhecido pelo grande público que acompanha a NBA. Por isso, o Spurs Brasil convidou Kaique Quadros, autor do atualmente inativo blog Pacers Brasil, para fazer um texto opinativo sobre o atleta. Confira, a seguir, a análise dele:

Pendergraph é uma das caras novas do Spurs (NBAE/Getty Images)

O que dizer do Jeff Pendergraph? Na última temporada, ele não teve muitos minutos em quadra para podermos dizer que exista algo de bom ali. Abro esse raciocínio dizendo que o garrafão reserva do Indiana Pacers, formado por Tyler Hansbrough e Ian Mahinmi, foi horripilante! Mostra que não havia mesmo talento no jogador.

Pelo pouco que podemos analisar em sua passagem pelo Pacers, Pendergraph não passa de um total energy guy, aquele cara que sai do banco com dedicação e vibração para contagiar seus companheiros em quadra. Sabe apanhar rebotes decentemente? Sim, porém não de forma eficaz. Pode trazer alguma resistência defensiva para um cara mais rápido? Talvez. Mas se fosse algo contínuo, ele seria mais utilizado.

Acho que o auge de Pendergraph foi a série de primeira rodada dos playoffs deste ano, contra o Atlanta Hawks. Al Horford e Josh Smith conseguiram empatar a série em 2 a 2 jogando em seus domínios de forma incrível, e o ala-pivô, ainda pelo Pacers, foi utilizado como marcador do hoje reforço do Detroit Pistons. Uma iniciativa inteligente do técnico Frank Vogel, visto que a equipe de Indiana passou de fase e que Smith não foi mais tão impressionante como tinha sido nos outros jogos. Essa combinação de marcação, disposição e uma certa velocidade é o que acredito que possa ser a justificativa para o Spurs contratá-lo.

Você pode se perguntar se eu não estou sendo muito duro e pessimista sobre Pendergraph. Será mesmo que ele não tem uma noção ofensiva? Mas sou categórico nessa análise e não vi talento nenhum do jogador no ataque durante sua passagem pelo Pacers. Ele é atlético e tudo o mais, mas pouco sabe usar isso a seu favor. Vê-lo bater bola é um pesadelo, e suas tentativas de arremessos de meia distância são algo doloroso de se ver.

No entanto, e se aparecer uma série como a do Pacers contra o Hawks? E se ele conseguir ajustar a marcação em um cara mais rápido e forte, coisa que Paul George e David West não conseguiram diante da equipe de Atlanta? E se o Spurs obtiver sucesso utilizando-o em um confronto desse tipo? A franquia texana já poderá considerar a aquisição um acerto? Fica a pergunta para os torcedores do time de San Antonio.

Prévia de Heat x Spurs – Final da NBA

Segura o monstro, Kawhi! (Steve Mitchell/USA TODAY Sports)

Chegou a hora! Em pouco mais de cinco anos de existência, finalmente o Spurs Brasil vai cobrir o San Antonio Spurs em uma final de NBA. Disputando o título da liga profissional americana de basquete, a equipe texana terá pela frente o Miami Heat na série decisiva, que começa já nesta quinta-feira (6).

Para chegar até aqui, o Spurs bateu o Los Angeles Lakers por 4 a 0, o Golden State Warriors por 4 a 2 e o Memphis Grizzlies também por 4 a 0 nos playoffs. Enquanto isso, o Heat venceu o Milwaukee Bukcs por 4 a 0, o Chicago Bulls por 4 a 1 e o Indiana Pacers por 4 a 3, em série que terminou na segunda-feira. O time texano, por sua vez, não joga desde o dia 27/05.

Na temporada regular, o Heat, primeiro colocado na Conferência Leste, teve campanha de 66-16, enquanto o Spurs, vice-líder da Conferência Oeste, teve 58-24. Por isso, a equipe da Flórida terá a vantagem do mando de quadra na série decisiva. Vale lembrar que, ao longo da temporada regular, o time de Miami venceu os dois confrontos, mas em nenhum dos dois os astros dos dois lados estiveram em quadra. Relembre a seguir:

29/11/2012 – Spurs 100 @ 105 Heat

O Spurs decidiu poupar Tony Parker, Manu Ginobili, Danny Green e Tim Duncan da partida e sequer levou o quarteto para a Flórida. A decisão irritou David Stern, comissário da NBA, que impôs uma multa de US$ 250 à franquia. Mesmo assim, o time texano complicou o adversário e só perdeu no fim, tendo Gary Neal, com 20 pontos e sete assistências, como destaque. Do lado do Heat, o cestinha foi LeBron James, com 23 pontos, nove rebotes e sete assistências.

31/03/2013 – Spurs 86 vs 88 Heat

Dessa vez, foi o Heat quem resolveu poupar jogadores. Já na reta final da temporada regular, Mario Chalmes, Dwyane Wade e LeBron James não enfrentaram o Spurs em San Antonio. Mesmo assim, o time da Flórida beliscou uma vitória graças à grande atuação de Chris Bosh, que deixou a quadra com 23 pontos e nove rebotes. Do lado texano, o destaque foi Tim Duncan, com 17 pontos e 12 rebotes.

Em outras palavras: Spurs e Heat vão se enfrentar para valer pela primeira vez na temporada nas finais! Isso torna a série a mais imprevisível dos playoffs até aqui. Mesmo assim, os blogueiros do Spurs Brasil arriscaram análises e palpites para o confronto. Confira a seguir:

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 2
Não vai ser simples, mas é possível. Na série que vai definir o campeão da NBA, o Heat leva vantagem dentro de quadra, mas o Spurs leva a melhor em dois quesitos exteriores. Enquanto os adversários têm LeBron James em fase exuberante e um time completamente físico, em jogo que faz o time texano não ser favorito, fora das quatro linhas contamos com Gregg Popovich e o fator quadra. Enquanto o treinador é o melhor da NBA e um dos poucos capazes de mudar completamente um time e adaptá-lo muito bem a qualquer adversário, os oponentes contam com o iniciante Eric Spoelstra, que já demonstrou algum valor, mas não é nenhum gênio. E a equipe de San Antonio fará três jogos seguidos em seus domínios. Aí mora a chave da vitória. Se vencer um dos dois duelos iniciais, na Flórida, coloca uma mão na taça. Se simplesmente fizer o dever de casa, já chega pressionando o adversário por estar a uma vitória do título. No entanto, creio que qualquer derrota no AT&T Center significará perda do campeonato para o Spurs. Por fim, dentro de quadra, o alvinegro precisa contar com as boas fases de Tony Parker e, principalmente, Tim Duncan. O veterano será essencial ao trabalhar no garrafão adversário, que mostrou ser setor frágil na série contra o Indiana Pacers. E Tiago Splitter tem de tomar cuidado. Diante da franquia de Miami, seu jogo fica muito prejudicado. Não será um duelo como contra Marc Gasol. Será bem pior e o brasileiro terá de se reinventar.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Heat: LeBron James

Lucas Pastore

Palpite: Heat 4 a 2
O time do Heat é um dos mais versáteis da história da NBA. Com três estrelas capazes de desempenhar múltiplas funções – Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh -, o técnico Erik Spoelstra montou um elenco de apoio que lhe oferece a possibilidade de moldar seu time de acordo com o adversário. O posicionamento dos coadjuvantes tem função importantíssima nisso, e jogadores como Mario Chalmers, Ray Allen, Chris Andersen e Udonis Haslem podem ter papel fundamental na série. Tudo isso aliado a uma intensidade física invejável. O Spurs é um grande time e tem, sim, chances de impor a segunda derrota da história do Big Three da franquia da Flórida nos playoffs. Mas acho que, no fim das contas, o maior gás dos protagonistas do time adversário vai pesar contra a equipe texana.
Peça-chave do Spurs: Boris Diaw
Peça-chave do Heat: Dwyane Wade

Pedro Suaide

Palpite: Spurs 4 a 3
Serão duras as batalhas rumo aos anéis, amigos. Os texanos descansaram após a varrida sobre o Memphis Grizzlies e estão inteiros. Já os jogadores da Flórida estão cansados após uma série muito disputada técnica e fisicamente contra o Indiana Pacers, e terão apenas três dias de recuperação antes do início da disputa pelo troféu. Analisando ambos os quintetos, acredito que o Spurs é mais time, mas existe um fator chamado LeBron James. A série será disputada, mas eu vejo a experiencia de Tony Parker, Tim Duncan e Manu Ginobili, mesclada com a vontade e juventude de Kawhi Leonard e Tiago Splitter, levando vantagem, por estarem todos descansados e por ser uma das últimas temporadas do Big Three. Chris Bosh e Chris Andersen terão de jogar mais do que nunca para não serem engolidos por The Big Fundamental. Kawhi Leonard terá de provar que realmente é um grande marcador, segurando o máximo que conseguir LeBron James. O francês e o argentino terão de ser mais decisivos. E The King terá de mostrar porque foi eleito quatro vezes MVP tendo apenas 28 anos. Os jogos realmente prometem, e agora, é só sentar e torcer.
Peça-chave do Spurs: Manu Ginobili
Peça-chave do Heat: LeBron James

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
Sem dúvidas, uma final de NBA com fortes emoções e jogos disputadíssimos (totalmente diferente da varrida sobre o Cleveland Cavaliers na última vez em que LeBron James encontrou o Spurs nesta ocasião). O time de San Antonio vem de um breve descanso depois de varrer o Memphis Grizzlies, enquanto o Heat sofreu para eliminar o Indiana Pacers no que foi uma das séries mais “físicas” da temporada até então. Vejo forças que se anulam, caso de Tony Parker e Mario Chalmers, Noris Cole e Cory Joseph, Danny Green e Ray Allen, Tiago Splitter + Tim Duncan e Chris Bosh + Udonis Haslem… Também imagino um Dwayne Wade coadjuvante, sem grandes atuações. O que será realmente notável será o duelo entre Kawhi Leonard e LeBron James. Esse será, defensivamente, o grande desafio do segundanista e, com certeza, fator decisivo em praticamente em todas as partidas. O MVP da temporada irá anotar lá seus 20 pontos por jogo, mas com certeza terá muito trabalho para atingir essa meta. Com toda a experiência do alvinegro texano, Manu Ginobili, Gary Neal e Danny Green serão importantes e contribuirão para as vitórias texanas.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Heat: LeBron James

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 1
Essa será uma série definida nos detalhes. Vai depender muito da atuação das principais peças de cada time, Tony Parker de um lado e LeBron James do outro. O ala do Heat, que vem fazendo a sua melhor temporada da carreira, vai ficar responsável por conduzir seu time a mais um título. Porém, diferentemente do ano passado, a equipe da Flórida não tem dois jogadores apresentando um basquete muito convincente: Dyanwe Wade e Chris Bosh. O ala-armador, machucado, tem uma de suas piores temporadas, e o ala-pivô nunca foi muito bem aproveitado na franquia. Sobrará para The King a maior parte do trabalho, e o astro deverá ser muito contestado por Kawhi Leonard. Vai ser uma bela disputa. Para o lado do armador do Spurs, ele também terá dificuldades, mas acho que o francês, com sua rapidez, driblará a maioria delas.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Heat: LeBron James

Olho neles!

Dos cinco blogueiros do Spurs Brasil que participaram da prévia, dois apontaram Kawhi Leonard como chave do Spurs. Isso porque ele terá a mais ingrata missão que um jogador de basquete pode ter: marcar LeBron James. Se conseguir tirar o astro da zona de conforto, o segundanista pode ser protagonista do título.

Desde que chegou a Miami para se juntar a Dwyane Wade e Chris Bosh, LeBron disputou 11 séries de playoffs, vencendo dez e perdendo só uma. No mata-mata de 2013, o ala tem médias de 26,2 pontos, 7,3 rebotes e 6,4 assistências por jogo. É preciso dizer porque quatro blogueiros do Spurs Brasil o elegeram como chave?

Prévia de Spurs x Grizzlies – Final do Oeste

Hora de Splitter tentar segurar Gasol (Jerry Lara/San Antonio Express-News)

Está na hora da revanche! Eliminado pelo Memphis Grizzlies na primeira rodada dos playoffs de 2011, o San Antonio Spurs agora terá a chance de dar o troco na final da Conferência Oeste deste ano, que começará a ser disputada no domingo (19). Antes de chegar a essa fase, a franquia texana venceu o Los Angeles Lakers por 4 a 0 e, em seguida, o Golden State Warriors por 4 a 2. A equipe do Tennessee, por sua vez, eliminou Los Angeles Clippers em seis jogos e Oklahoma City Thunder em cinco.

Na temporada regular, o Spurs terminou em segundo e o Grizzlies em quinto. Por isso, a equipe alvinegra começa a série com a vantagem do mando de quadra em mãos. Isso pode fazer a diferença, já que, até aqui, quem atuou em seus domínios venceu. Foram quatro jogos no campeonato, com dois triunfos para cada lado. Relembre as partidas a seguir:

01/12/2012 – Spurs 99 x 95 Grizzlies

Após a polêmica multa imposta por David Stern ao Spurs, que havia poupado seus titulares no jogo anterior, contra o Miami Heat, o time texano respondeu dentro de quadra e, em casa, venceu o Grizzlies na prorrogação. O destaque do alvinegro naquela noite foi Tony Parker, com 30 pontos, seis assistências e quatro rebotes.

11/01/2013 – Spurs 98 @ 101 Grizzlies

Pela segunda vez em dois jogos, Spurs e Grizzlies decidiram o jogo na prorrogação. Porém, na primeira visita à casa do rival, o Spurs foi derrotado pelo adversário pela primeira vez na temporada. Mais uma vez Tony Parker, com 22 pontos, sete assistências e três roubadas de bola, acabou como o cestinha da equipe.

16/01/2013 – Spurs 103 x 82 Grizzlies

Com grande atuação no terceiro período, o Spurs impôs ao Grizzlies a maior vitória sobre o adversário na temporada. Tim Duncan liderou o time de San Antonio naquela noite com 19 pontos, oito rebotes, cinco tocos e quatro assistências.

01/04/2013 – Spurs 90 @ 92 Grizzlies

Mais uma viagem do Spurs a Memphis e mais uma derrota diante do Grizzlies. Apesar do resultado negativo, Tony Parker, com 25 pontos e quatro assistências, foi o cestinha da noite. Manu Ginobili, Kawhi Leonard e Tim Duncan não atuaram naquela partida.

E agora? Será que o mando de quadra continuará sendo tão importante assim na pré-temporada? A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil respondem a essa e a outras perguntas e dão seus palpites para a série. Confira:

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 a 3
Só de pensar no Grizzlies, o torcedor do Spurs já tem calafrios, fruto das memórias reminiscentes dos playoffs de 2011. O garrafão do time de Memphis, com Zach Randolpg e Marc Casol, talvez seja o mais forte da NBA, e vai conseguir muitos rebotes ofensivos em cima da nossa rotação de pivôs, que, embora tenha melhorado de 2011 pra cá, continua não sendo o ponto forte do elenco. Além disso, Mike Conley e Tony Allen são dois excepcionais defensores, e vão complicar e muito a vida de Tony Parker e Manu Ginobili, que já mostraram não estar com a mão totalmente calibrada nestes playoffs. Os texanos vão precisar usar sua perfeição tática e uma defesa muito forte para superar a equipe adversária.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies: Marc Gasol

Leonardo Sacco

Palpite: Grizzlies 4 a 2
Fim da linha para o Spurs. O time pegará a melhor defesa da liga, com uma dupla de pivôs bastante sólida e uma marcação de perímetro boa. O Grizzlies não conta com um destaque individual como Stephen Curry, mas tem Marc Gasol em fase exuberante, seguido ainda de boas atuações de Mike Conley e Zach Randolph. A chance do time texano estará em uma melhora significativa de Tony Parker, que deverá melhorar seu arremesso de média distância e tentar menos infiltrações, já que o garrafão adversário é muito bem fechado.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Grizzlies: Marc Gasol

Lucas Pastore

Palpite: Grizzlies 4 a 2
Na temporada, o Grizzlies foi o 11º time que mais pegou rebotes na NBA, enquanto o Spurs foi apenas o 21º. No número de rebotes ofensivos, mais uma vez vantagem para a franquia de Memphis, que ficou em terceiro, enquanto os texanos foram os penúltimos. Além disso, o time de San Antonio foi o 13º que mais cedeu segundas chances para os oponentes, enquanto o rival foi quem menos ofereceu em toda a liga. Foi assim que a equipe do Tennessee venceu a do Texas nos playoffs de 2011… Até acho que o alvinegro está mais forte com Danny Green, Kawhi Leonard, Boris Diaw e Tiago Splitter ocupando os minutos que eram de George Hill, Richard Jefferson, Antonio McDyess e DeJuan Blair. Mas o mesmo pode ser dito do outro lado, principalmente com Tayshaun Prince, Quincy Pondexter e Jerryd Bayless assumindo as funções que eram de Shane Battier, Sam Young e O.J. Mayo. Espero estar errado.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Warriors: Mike Conley

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
Será a melhor série dos playoffs, tudo o que se espera de um Spurs x Grizziles. O time de Memphis virá com um fortíssimo garrafão com Marc Gasol e Zach Randolph, que será o maior problema da equipe texana. Pelo lado do alvinegro, acredito que o diferencial será a rotatividade do perímetro com Tony Parker, Danny Green, Kawhi Leonard, Manu Ginobili, Cory Joseph… O Memphis não será páreo, apesar de boas atuações de Mike Conley e Tayshaun Prince. A defesa e a experiencia da franquia de San Antonio serão o diferencial.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 2
O Grizzlies chega na final do Oeste em um momento mais favorável e jogando com mais regularidade que o Spurs. O ponto forte, todos sabem, é o poderoso garrafão formado por Zach Randolph e Marc Gasol, que deve impor um jogo físico desde o primeiro segundo em quadra. Mas vale lembrar que este time terminou apenas em quinto na temporada regular, e a equipe texana leva vantagem em dois aspectos: banco de reservas e mando de quadra (nos confrontos diretos na temporada, cada equipe venceu seus dois jogos em casa). Olho no trabalho de Tiago Splitter, hoje muito mais ambientado que na série em 2011, e em Boris Diaw, que sequer fazia parte do elenco naquela ocasião. A presença de ambos deve dar um upgrade defensivo para a franquia texana.
Peça-chave do Spurs: Tiago Splitter
Peça-chave do Grizzlies: Zach Randolph

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 3
Revivendo um dos piores momentos da historia do Spurs, o time enfrentará o forte Grizzlies, tendo uma lembrança dos playoffs de 2011, quando o alvinegro texano foi desclassificado após ter feito a melhor campanha da Conferência Oeste na temporada regular. A equipe de Memphis tem um garrafão muito forte, que sempre cresce durante as finais, além do defensor do ano, o pivô Marc Gasol. Porém, diferentemente de 2011, a rotação da franquia texana conta agora com um Tim Duncan jogando como garoto, e com um Tiago  Splitter cada vez melhor na defesa, sendo capaz, assim, de frear o ímpeto ofensivo do adversário.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Memphis: Marc Gasol

Olho neles!

Parker Splitter

Entre os seis blogueiros do Spurs Brasil que participaram da prévia, dois optaram por destacar Tony Parker e dois escolheram Tiago Splitter. O pivô brasileiro deverá ajudar Tim Duncan a combater o imponente garrafão adversário, enquanto o armador francês será importante para levar o foco do confronto para o perímetro.

Dos seis blogueiros do Spurs Brasil que opinaram, três apontaram Marc Gasol como peça-chave do Grizzlies na série. No ataque, o espanhol pode causar estragos com passes e arremessos de média distância e, do outro lado da quadra, o pivô, que foi eleito o melhor defensor da temporada, terá a missão de conter Tim Duncan.

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