Arquivo diário: 14/01/2013

Ginobili para por até 14 dias; Joseph é chamado

Manu Ginobili vai desfalcar o San Antonio Spurs por até duas semanas. Nesta segunda-feira (14), o ala-armador argentino, que deixou o jogo contra o Minnesota Timberwolves com dores na coxa esquerda, informou, por meio de seu Twitter pessoal, que fez exames e que a contusão o deixará no estaleiro de dez a 14 dias. Para ocupar sua vaga no elenco, a franquia texana já se movimentou e trouxe de volta Cory Joseph do Austin Toros.

Ginobili se machucou contra o Wolves (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Nesta temporada, Ginobili tem médias de 12,9 pontos, 4,6 assistências e 3,8 rebotes em 24,4 minutos por exibição. Se realmente ficar afastado por duas semanas, o camisa #20 perderá as partidas do Spurs contra Memphis Grizzlies (16/01), Golden State Warriors (18/01), Atlanta Hawks (19/01), Philadelphia 76ers (21/01), New Orleans Hornets (23/01), Dallas Mavericks (25/01) e Phoenix Suns (26/01).

Joseph, por sua vez, tem médias de 20,7 pontos, 5,9 rebotes e 4,6 assistências em 39,2 minutos por noite no Toros, equipe da D-League, a liga de desenvolvimento da NBA, filiada ao Spurs. O armador canadense ainda disputou nove jogos pelo time de San Antonio nesta temporada, apresentando médias de 2,1 pontos e 1,4 assistências em 7,2 minutos por jogo.

Spurs (29-11) vs Wolves (16-18) – De volta aos trilhos

106×88

Vivendo um momento de altos e baixos na temporada, o San Antonio Spurs se recuperou da derrota sofrida diante do Memphis Grizzlies, na última sexta-feira (11), ao bater o Minnesota Timberwolves, em casa, por 106 a 88 neste domingo. Vamos aos destaques.

Tim Duncan se destacou em vários fundamentos (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Lampejos

O Spurs encantou no fim da última temporada ao emplacar 20 vitórias seguidas rumo à final da Conferência Oeste e só parou diante do Oklahoma City Thunder. Apesar de ter mantido todo o elenco, a equipe ainda não conseguiu repetir o mesmo basquete. Mas, depois de três quartos apertados contra o Wolves, os texanos mostraram que não esqueceram como se joga. Com a ótima movimentação de bola, a defesa adversária não foi páreo para os donos da casa, que liquidaram a fatura no último quarto ao elevar a vantagem para a casa dos 20 pontos.

E o mais impressionante é que tudo isso foi feito sem a presença do Big Three em quadra, já que Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan não atuaram no quarto período. Patrick Mills, Gary Neal, Stephen Jackson, Kawhi Leonard e Tiago Splitter deram conta do recado.

Neal rendeu bem como arremessador (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Força que vem do banco

O banco texano voltou a brilhar contra o time de Minnesota. Os suplentes foram responsáveis por 55 dos 106 pontos anotados pela equipe na partida. Destaque para Stephen Jackson, com nove pontos e sete rebotes, além de Gary Neal, autor de 15 pontos – a maioria no período final – e três bolas certeiras de longa distância.

Aqui ainda faço um adendo. Gary Neal é um dos atletas mais criticados do atual elenco, mas merece elogios pela atuação deste domingo. Jogando boa parte do tempo ao lado de Patty Mills, o camisa #14 pôde se concentrar naquilo que faz melhor: arremessar. E não decepcionou, não desperdiçando quando esteve livre.

Paredão

A partida marcou o maior número de tocos distribuídos pelo Spurs na temporada: 13 no total. Destes, sete foram só de Tim Duncan, que também estabeleceu seu recorde pessoal no atual campeonato.

Os outros que registraram a estatística defensiva foram Danny Green (2), Stephen Jackson (1), Tiago Splitter (1), Patty Mills (1) e Manu Ginobili (1).

Ele voltou

Ainda no primeiro quarto, Gregg Popovich supreendeu ao promover a entrada do “esquecido” DeJuan Blair. Sem participar das partidas desde o dia 5 de janeiro, o ala-pivô não foi acionado nos últimos três jogos, mas voltou a receber uma chance do treinador. E se saiu bem. Em apenas nove minutos em quadra, anotou nove pontos e pegou quatro rebotes.

Apreensão

Se a noite foi de festa pela vitória, um lance deixou a torcida preocupada no AT&T Center. Pouco antes do final do primeiro tempo, Manu Ginobili partiu pelo lado esquerdo da quadra, mas levou a mão à parte posterior da coxa esquerda e imediatamente desabou. O argentino foi levado para os vestiários e não voltou mais. Até então, Manu era o principal jogador do Spurs, com 12 pontos e cinco assistências em 12 minutos jogados.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 20 pontos e 6 assistências

Gary Neal – 15 pontos

Tim Duncan – 12 pontos, 9 rebotes, 7 tocos e 5 assistências

Manu Ginobili – 12 pontos e 5 assistências

Minnesota Timberwolves

JJ Barea – 15 pontos e seis assistências

Nikola Pekovic – 14 pontos

Luke Ridnour – 13 pontos e seis assistências

Spurs e os rebotes

Com sequência de jogos complicada e derrotas inesperadas nas últimas partidas, o San Antonio Spurs acaba acendendo a luz amarela mesmo com a ótima campanha que praticamente já dá como certa a presença da equipe nos playoffs. Tem chamado a atenção, porém, a dificuldade do time de lidar com equipes que tenham melhor aproveitamento nos rebotes. E aí mora o maior perigo do time na tentativa do pentacampeonato.

Para chegar à grande final da NBA, o Spurs deverá, necessariamente, passar por equipes que têm tido facilidade em trabalhar no garrafão texano, obtendo quase sempre mais rebotes, sejam eles defensivos ou ofensivos. Os casos mais latentes são do Oklahoma City Thunder, do Los Angeles Clippers e do Memphis Grizzlies, curiosamente equipes que disputam cabeça-a-cabeça as primeira posições da Conferência Oeste com os comandados de Gregg Popovich. Resolver este problema é fundamental na escalada ao topo da classificação e, consequentemente, à final.

Getty Images

Splitter tem função que o impede de estar sempre atento aos rebotes

Muito do que acontece com o Spurs em relação à sua dificuldade em pegar mais rebotes do que o adversário passa pelo pivô brasileiro Tiago Splitter. Não porque o jogador é ruim no fundamento, mas sim pelo envolvimento tático no qual ele é inserido e que o impossibilita de estar mais presentes para brigar por bolas desperdiçadas pelo ataque adversário. Isso porque, na maioria das partidas disputadas nesta temporada, o brasileiro acaba saindo do garrafão para contestar chutes e, a partir deste momento, fica impossibilitado de ir atrás de mais rebotes. Soma-se isso ao fato de que o time não atua com jogadores altos e reboteiros no perímetro e chega-se ao problema em si.

Contra o Clippers, por exemplo, não foram poucas as vezes que Splitter saiu do garrafão para contestar chutes de média distância de Blake Griffin. Com isso, restava apenas Tim Duncan para duelar com DeAndre Jordan, que é um especialista no fundamento. Kawhi Leonard, por exemplo, não tem estatura para garantir rebotes ao time como fazem outros alas pela NBA – LeBron James, por exemplo, atua na mesma posição, mas tem muito mais porte físico para duelas por bolas no alto.

A movimentação de Splitter e a ausência de um pivô para pegar mais rebotes fica quase sempre compensada pela eficácia ofensiva do brasileiro em jogadas táticas no ataque, como os pick’n’rolls. Na marcação individual ele também dá canseira em seus adversário e compensa o problema dos ressaltos. Mas, então, por que o Spurs sempre se destaca negativamente nos rebotes quando acaba perdendo uma partida? Simples; por conta da afobação ofensiva.

Se Splitter terá essa função de contestar chutes de média distância (e até de longa, como fez com Rasheed Wallace contra o New York Knicks), o time deverá sempre usar Duncan para fazer o box out no atleta de maior porte físico do adversário, além de esperar que Leonard desenvolva um senso de rebotes mais apurado ao longo do tempo. Na defesa é isso. No ataque, a equipe deverá ser menos afobada e errar menos, além de atingir táticas que permitam mais chutes sem contestação. Se não pega rebotes com tanta eficiência, o Spurs deverá ser melhor nos chutes e melhor no posicionamento.

Há, também, a última cartada. Se DeJuan Blair falhou de novo e Boris Diaw é leve para duelar por rebotes, o Spurs aposta no australiano Aron Baynes, que parece ser especialista no fundamento. Mas sabemos que ele jogará pouco. E que, quando jogar, mudará a forma do garrafão de se comportar. A solução, então, é melhor adaptação tática às saídas para contestação de chutes que Splitter sempre realiza.

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