Arquivo diário: 03/12/2012

Nando de Colo está de volta ao Spurs

Um dia depois de enviar Nando de Colo para o Austin Toros, time da D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA, o San Antonio Spurs anunciou nesta segunda-feira (3) o retorno do ala-armador ao elenco. O francês deverá estar disponível no jogo de quarta-feira, contra o Milwaukee Bucks, próximo compromisso da equipe.

Ele voltou!

Ele voltou!

Aparentemente, De Colo foi para o Toros apenas para ajudar a equipe a vencer o Idaho Stampede por 97 a 82 no domingo. O ala-armador francês, que começou o jogo como titular, contribuiu com 14 pontos, oito rebotes e duas roubadas de bola em 38:42 minutos. Cory Joseph, que também fez parte do quinteto inicial, ajudou com mais 15 pontos, dez rebotes e oito assistências em 36:50 minutos.

Nesta temporada, De Colo atuou em 13 jogos com o Spurs e apresentou médias de 2,5 pontos, 1,4 assistências e 1,2 rebotes em 10,4 minutos por exibição.

Salvem a NBA!

Estão destruindo a NBA. Aquele que deveria ser o responsável por zelar pela melhora e pelo crescimento da maior liga de basquete do mundo está acabando com um patrimônio que não é dele. David Stern, o comissário que manda e desmanda na associação, faz de tudo para estragar um campeonato que, ano a ano, perde em carisma e, evidentemente, em apreciação do público. Com regras estranhas e punições nonsense, o mandatário coleciona inimigos e aos poucos vai minando a imagem construída há mais de meio século.

Divulgação

Stern em momento no qual provavelmente pensava em algo para piorar a NBA (Divulgação)

O problema não é a punição imposta ao San Antonio Spurs por atuar com seus reservas diante do atual campeão Miami Heat, em jogo que tinha grande apelo televisivo. Esse ato é apenas a ponta de um iceberg podre que cresce ao mesmo tempo em que diminui o carisma da NBA. Chegamos ao ponto em que um técnico não tem liberdade de armar seu time da maneira que lhe convém. É o patamar no qual a liga julga quem é e quem não é bom o suficiente para estar em quadra em uma noite pela qual a televisão esperou muito.

Não quero dizer que ter James Anderson em quadra é suficiente para atrair o público. Mas não é essa a questão essencial do esporte. Como não é, na essência mais pura de todas, vencer. E muito menos vender. O basquete – e a NBA, por mais acima que esteja das outras ligas, ainda faz parte da modalidade – é mais do que tudo uma competição divertida, atlética. Se é encarada como negócio e se comporta assim, que no mínimo sejam respeitadas as premissas básicas e os jogadores básicos, aqueles que não são estrelas mas que se fazem essenciais na formação de elencos decentes.

O problema, como disse, é que a punição é apenas a ponta. O que dizer da ejeção de Rasheed Wallace, do New York Knicks, por gritar que a bola não mente ao ver o adversário errar um lance livre originário de uma falta supostamente inexistente? Sheed foi desrespeitoso? Sim. Mas para isso serve a falta técnica. Que não serviu para o caso pois teve sua existência banalizada quando passou a ser utilizada para punir jogadores que enterram e ficam pendurados no aro por mais tempo do que julgam necessários os árbitros.

Não temos mais um Michael Jordan. A liga sofre para achar uma figura que o substitua em carisma, já que dentro de quadra a produção de talentos segue em alto nível. Mas qual competição ganhará seu público se a proibição vira uma banalidade que tira completamente a falta do jogo? É uma equação impossível de dar certo. A tentativa do esporte de criar bons moços está atrapalhando o desenvolvimento de bons jogos, de duelos inesquecíveis. Qual duelo da última temporada foi histórico ao ponto de ser lembrando como é, por exemplo, a série final entre o Utah Jazz de Karl Malone e o Chicago Bulls de Jordan?

Se agradecemos por regras atuais serem novas e não terem barrado a existência de personalidades como Dennis Rodman, Karl Malone, Patrick Ewing e o próprio time do Detroit Pistons, que ganhou o apelido de Bad Boys por seu comportamento temperamental como equipe, ao mesmo tempo temos que lamentar. Para o futuro, ficará a imagem de uma NBA que tentou se transformar em formadora de bons moços e esqueceu seu passado.

É isso que queremos?

Eu não.

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